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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Como seria o meu Natal ideal?

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Aquilo que visualizo sempre, quando se fala de Natal, é uma noite com toda a família mais próxima reunida (pais, sobrinhos, irmãos, num ambiente acolhedor e simples, a disfrutar de boa comida, e do simples facto de podermos estar todos juntos.

Como a família por aqui é pequena, fica sempre espalhada pelos sítios onde vivem, ou pelas circunstâncias, e parte dela nem sequer liga ao Natal, torna-se impossível viver esta época natalícia com o espírito que ela pede.

 

É por isso que, cada vez mais, me junto àqueles para quem esta quadra pouco ou nada diz, e que querem fugir dela a sete pés.

Este ano, nem sequer vou ter a minha filha comigo na noite de Natal, pelo que a mesma se vai resumir ao mesmo de sempre: jantar em casa dos avós do meu marido, e voltar cedo, porque o marido ainda vai trabalhar nessa noite.

 

Mas, se tivesse a minha filha e o meu marido comigo, e se não tivessemos as bichanas (enquanto viverem nunca passarei noites fora de casa só por lazer), o meu Natal ideal seria num local que nos fosse totalmente estranho, em aventura, a partilhar esse momento a três. 

Com um jantar improvisado, num local inusitado e inesperado, a divertir-mo-nos.

 

Até mesmo, rodeada de animais, em vez de pessoas. Ou em acções de solidariedade para com aqueles que mais precisam, e gostariam de celebrar o Natal de uma forma diferente.

 

Não a cumprir aquilo que manda a tradição. A contribuir para a hipocrisia e consumismo da época.

A viver todo o mês com aquela dualidade de sentimentos, entre o que já um dia gostei e que agora odeio no Natal.

Entre o que eu desejaria, e o que é, efectivamente, possível ter. 

A viver o Natal pela vontade, emoções e sentimentos dos outros, em vez de o fazer por mim mesma...

 

O melhor do meu ano 2018

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O melhor que este ano de 2018 me trouxe foi a certeza de que, por muito que nos custe a acreditar, a nossa história somos nós que a fazemos.

E foi assim que começámos esta caminhada, em janeiro, com o concerto de Soy Luna, na Altice Arena.

 

Seguiram-se vários passeios como a nossa ida, em Maio, até à aldeia de Alcarias, em pleno Alentejo, para visitar uma colónia de gatinhos muito especial, e sermos recebidos com a maior simpatia pela Nélia e pela Daniela.

 

Houve momentos em que me senti mais esgotada, e me perguntei “para onde vai a nossa disposição quando somos engolidos pela rotina", mas nada como uma caminhada pela Lagoa de Óbidos, pela zona do Vimeiro ou até mesmo pela Foz do Arelho, para recuperar energia e voltar a casa com um sorriso no rosto.

 

Foi um ano de muitas entrevistas para o blog, de muitas sugestões para os fins de semana no FantasticTV, e por aqui.

Não faltaram os momentos hilariantes com os bichos lá por casa, como o batalhão de formigas que nos invadiu a casa durante semanas, nem os stresses habituais com a escola, os professores, a chuva de testes e os trabalhos de grupo.

 

Aventura também não faltou, com a nossa ida à famosa Praia do Cavalo, em Sesimbra, onde tivemos que percorrer um trilho que quase nos matava do coração, para chegar ao paraíso mas, por vezes, não podemos evitar o inevitável!

 

Mas, como a carteira nem sempre dá para grandes extravagâncias, tivemos que manter o equilíbrio, e encontrar locais aqui mais perto de nós, com uma beleza que desconhecíamos, como as Cascatas do Rio Mourão, Senhora do Arquitecto ou São Julião.

 

2018 foi o ano de deixar para trás quem não quer seguir connosco, porque cada um deve seguir a sua vida livremente, sem depender de ninguém, nem estar preso a ninguém.

Se é difícil? É.

Mas, muitas vezes, são estas situações os grandes impulsionadores das mudancas que ocorrem na nossa vida.

 

Neste ano que agora se aproxima do final, tive ainda imenso prazer em colaborar com um projecto inovador em Portugal – uma revista totalmente dedicada aos felinos - a Miau.

 

Li muito, vi imensos filmes, conheci e acompanhei novas séries e programas televisivos.

Escrevi imensos textos para o blog, dos quais destaco alguns, como estes dois:

a dúvida corrói mais que uma verdade dolorosa ou carta a uma amiga que um dia foi especial.

Em 2018, a revista Inominável despediu-se, e com essa despedida chegaram ao fim 3 anos de colaborações.

 

Foi o ano em que senti, pela primeira vez, alguns dos tremores de terra que se fizeram sentir no país. E em que me preparei mentalmente para a possibilidade de a minha filha vir a namorar brevemente para, logo depois, perceber que ainda não seria desta que teria de lidar com isso.

 

É ainda o ano em que me tornei oficialmente quarentona!

 

Se poderia ter sido melhor? 

Talvez... Mas estou grata por tudo o que ele me trouxe.

 

 

 

E planos para 2019?

Não há! 

O caminho faz-se caminhando, e quando lá chegar, logo verei o que ele me reserva, e o que poderei fazer com ele!

Mais uma aventura hilariante!

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Acabámos de colocar as compras no carro, entrámos, e o meu marido começa a andar, ao mesmo tempo que abre os dois vidros. 

Íamos na boa mas, quando nos aproximamos da saída do parque, com mais claridade, olho para a janela, e deparo-me com "ela", a caminhar lentamente em direcção a mim.

 

Nos segundos seguintes, só me lembro de gritar e dizer ao meu marido, que ia a conduzir "mata-me isto", completamente histérica!

No início, o meu marido ainda pensou que era algum animal ferido ou outra coisa qualquer, só depois de eu falar é que ele percebeu tudo. Ao subir o vidro, "ela" recuou, permanecendo do lado de fora.

Fiquei a olhar para "ela" o tempo todo, até chegarmos a casa, e só dizia ao meu marido "não abras o vidro".

 

Quando, finalmente, estacionámos à porta de casa, o meu marido saiu primeiro, foi até ao meu lado e deu-lhe uma cacetada. Não morreu à primeira, nem à segunda, nem à terceira. Só à quarta é que ficou despedaçada, e foi nessa altura que me atrevi a sair do carro!

 

Alguém adivinha quem era "ela"?!

Eu e as novas tecnologias

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Primeiro dia: 

Aquilo toca e eu, surpresa e assustada, olho para aquilo como se estivesse perante um extra-terrestre!

Nem pensar em lhe pôr a mão em cima. Deixa estar, que se há-de calar.

 

Toca de novo, e eu lá me encho de coragem, carrego num botão de lado, e funciona! Consegui tirar o som!

 

 

Segundo dia:

Aquilo toca, e eu já sei como se tira o som. Mas convém atender a chamada. Por isso, muito a medo,lá me aventuro a tocar naquilo, a ver se resulta. Nada. Continua a chamar. Paciência.

 

Ideia brilhante - vou à net ver se encontro o manual de instruções da coisa. E quando voltou a tocar, atendi a chamada! Yeah :)

 

 

Terceiro dia:

Aquilo tem um som altíssimo. Dou mais um passo na minha descoberta, e consigo baixar o volume de toque. E, milagre, também consegui fazer chamadas!

Recapitulando - já consigo atender e fazer chamadas, e tirar o som. Só falta aventurar-me na escrita de mensagens. E, pronto, para mim é o suficiente!

Tudo o resto é supérfluo e desnecessário.

 

 

E quando se acabar a bateria, e tiver que o ligar? 

Pois, não faço ideia! 

Mas até lá, tenho tempo para ir descobrindo :)

 

 

 

Procuramos nos livros o que gostaríamos de viver no mundo real?

 

O que é que nos fascina nos livros?

O que nos leva a gostar tanto de ler? 

 

Será pelas histórias de amor que nelas encontramos, das quais nós próprios gostaríamos de ser protagonistas?

Será pelas viagens que gostaríamos de fazer, e não podemos, viajando e ficando, assim, a conhecer outros lugares através do que nos é relatado no livro?

Será pelos heróis que gostávamos de ter nas nossas vidas, e que não passam de personagens fictícias?

Será pela acção e aventura que podemos, de certa forma, experimentar, quando a nossa vida é tão monótona e precisamos de nos abstrair dela?

 

Será que procuramos nos livros, e nas histórias que eles nos contam, aquilo que gostaríamos de viver no nosso mundo real, e na nossa vida?

 

Talvez sim... talvez não... 

Há livros que nos dão lições de história, outros que nos fazem rir, outros que nos fazem chorar, outros que nos irritam, outros que não nos dizem nada. Haverá histórias que gostaríamos de viver, e outras que nem nos nossos melhores pesadelos gostaríamos de estar. 

 

E daí que algumas histórias nos façam sonhar?

 

 

Que nos façam, de certa forma, voltar atrás no tempo e recordar algumas fases da nossa vida que já não voltam? 

Que nos transportem para um futuro, que até não nos importavamos que fosse nosso?

 

Isso não significa que não estejamos bem com a vida que temos, e que queiramos à força sair dela, procurando nos livros aquilo que não temos e que não vivemos. Apenas significa que o livro e a sua história cumpriram a sua missão!

 

E o que seria de nós sem sonharmos, sem recordarmos as coisas boas do passado, sem desejarmos coisas boas para o futuro? O que seria de nós se apenas nos restringíssemos à nossa vida real, sem um pouco de fantasia e ficção pelo meio?

 

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