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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Dia Nacional sem Saltos

Vem aí, logo a seguir ao Dia Internacional da Mulher, o "Dia Nacional sem Saltos"!

É já a 9 de Março, por ocasião do 56º aniversário da Barbie que, pela primeira vez, tira os saltos altos e convida todas as mulheres portuguesas a fazerem o mesmo, declarando o "Dia Nacional sem Saltos".

Para celebrar o momento, a Barbie associou-se à marca de calçado portuguesa Cubanas, para a criação de uma edição especial limitada de 100 pares exclusivos da colecção Barbie X Cubanas. (mais informações aqui).

Quanto a mim, vou aderir sem qualquer problema até porque quase todos os meus dias são dias sem saltos. E quanto a vocês?

DVD do dia

 

 

Hoje foi dia de ver mais um DVD da colecção da Barbie. Está um bocadinho (grande) atrasado – o Natal já foi há alguns meses – mas, mais vale tarde que nunca!

Escusado será dizer que adorámos! Gostei de algumas músicas, da história e de ver o protagonismo dividido por 4 irmãs!

E, mais uma vez, uma lição para todos nós, como já vem sendo hábito nas histórias da Barbie.

Para as irmãs, a Barbie é considerada perfeita, inteligente, linda…Aquela mulher que tem sempre tudo sob controlo, que consegue tratar de vários assuntos ao mesmo tempo sem precisar de ajuda…Onde ela esteja ou o que quer que faça, sai sempre bem.

Para as irmãs, a Barbie faz-lhes sombra. Nada do que elas alguma vez façam, poderá correr tão bem como se fosse a Barbie.

E é por isso que, desta vez, a irmã decide que não quer a sua interferência na organização da festa de Natal. Quer ser ela a tratar de tudo sozinha, para provar a todos, e a si mesma, que consegue ser como a Barbie.

Mas a situação descontrola-se e, nessa altura, a Barbie mostra à irmã que dificilmente se consegue fazer tudo se agirmos sozinhos mas, mesmo que assim seja, tudo fica mais fácil se tivermos ajuda. Ela própria precisa de ajuda!

Vivemos em sociedade, temos família, temos amigos, e precisamos todos uns dos outros!

 

Viagem ao mundo da Barbie

 

 

“Chamo-me Barbara Millicent Roberts, mais conhecida por Barbie, e nasci a 9 de Março de 1959. Filha de Ruth e Elliot Handler, vim ao mundo já adolescente e tenho, até hoje, sobrevivido com sucesso ao passar dos anos, juntamente com o meu namorado Ken, e toda a minha família e amigos, que fiz ao longo de todo este tempo.

Acompanhando sempre a época, tanto no vestuário como no corte de cabelo, sempre vivi no mundo da moda, sendo a primeira a ser maquilhada e a receber acessórios.

A minha influência, nos dias de hoje, é visível e marcante, ao ponto de existirem comparações e apelidarem de Barbie alguém que, como eu, é loira ou se veste de rosa. Digamos que criei um padrão de beleza, valorizando a preocupação com a estética, e não é raro muitas meninas e adolescentes se quererem parecer comigo.

Mas gostava, acima de tudo, que me vissem como uma mulher inteligente, amiga, companheira, meiga e politicamente correcta!”

 

Na verdade, cada vez que oiço uma pessoa apelidar alguém de Barbie, o primeiro pensamento que me ocorre é o da “típica loira, burra, e fútil”, que só pensa em moda e pouco mais!

Mas, depois de ter visto todos os DVD´s de desenhos animados da Barbie, percebi que ela pode ter uma influência muito mais importante e valiosa sobre as adolescentes e mulheres.

Em cada filme, há uma mensagem – uma moral da história, um pensamento, um ensinamento, que nos mostra que existem valores e sentimentos preciosos que nunca devem deixar de existir dentro de nós.

A importância da verdadeira amizade, do verdadeiro amor, da liberdade, do nosso próprio valor, da confiança, da coragem…

Lembro-me de uma conversa que me marcou neste último filme, e que dizia respeito ao que era necessário para se ser um princesa – “não é uma coroa que faz de ti uma princesa”. A escola pode, através de aulas de etiqueta, de boas maneiras, de dança e outras, estimular a confiança. Mas confiança sem carácter de nada vale. Muitas alunas aqui têm confiança, mas falta-lhes carácter! (e aqui não pude deixar de pensar que provavelmente é o que acontece com os políticos!) Tu tens carácter, mas falta-te confiança, dizia ela à Barbie.

Por isso, por muito disparatado que possam achar uma mulher de 32 anos adorar filmes da Barbie, é a mais pura verdade, e não tenho vergonha de o dizer.

Pode até ter, e tem, muita fantasia. Mas tem também um fundo de realidade e aposto que se virmos bem, existe um pouco de nós em alguma das suas diversas personagens, existe um pouco da nossa vida em alguma das suas histórias!

Algo de bom que delas podemos retirar, e transportar para o nosso mundo!