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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Levar crianças para os serviços públicos

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Se nós, adultos, não temos muitas vezes paciência para esperar horas a fio a nossa vez de sermos atendidos, o que dizer das crianças?

Se a nós nos incomoda a confusão, o barulho de dezenas de pessoas a conversarem, o ter muitas vezes que esperar em pé, pior ainda será para as crianças. E, consequentemente, pior para nós, porque temos que entretê-las, mantê-las sossegadas e em silêncio, e ouvi-las reclamar com fome, com sede, com sono, com vontade de ir à casa de banho, e por aí fora. Isto, quando não lhes dá para fazer birra, chorar ou gritar, acabando por incomodar as outras pessoas, e afectar o próprio serviço.

 

Eu própria, quando a minha filha tinha cerca de um ano e meio, tive que trazê-la para o meu trabalho, e levá-la comigo aos vários serviços onde tinha que ir. Não correu muito mal, mas também não foi fácil, até porque ela ao fim de 5 ou 10 minutos já queria ir embora, e começava a ficar irrequieta. Mas eu não tive outra hipótese. Foi numa semana em que a minha mãe, que tomava conta dela, foi operada, e eu não tinha com quem a deixar.

 

No entanto, há pais que levam os filhos mesmo que não seja necessário, como se estivessem a ir todos para um passeio. Até pode correr bem, o assunto despechar-se depressa, e irem à sua vida num instante. Mas também pode não ser assim tão simples e rápido.

 

Por isso, sempre que for possível, evitem levar crianças para serviços públicos. Será o melhor para todos.

 

 

O mistério do rato debaixo da cama!

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Ontem à noite, estávamos já deitados, quando ouvimos as gatas a assanharem-se, a rosnarem e bufarem. Acendemos a luz, mas não as vimos. Devem ter ido à sua vida. Achámos que se tinham enfiado debaixo da cama.

Ainda deitada, espreito para debaixo da cama, mas não vejo nenhuma delas. No entanto, ouvimos um barulho que parecia que estavam ali a roer qualquer coisa.

Levanto-me, pego na lanterna e espreito para debaixo da cama, do meu lado. Não vejo nada. Vou pelo lado do meu marido, e nada de gatas. O barulho, umas vezes ouvia-se, outras não. Pensei que estivessem a morder algum plástico ou algo do género.

A Becas não era, porque apareceu ao pé de mim. E, surpresa, a Amora também não, porque veio da cozinha!

Será que andava por ali algum rato debaixo da cama, e era por isso que as gatas estavam assanhadas? 

Ainda andei ali uns minutos a inspeccionar, quando digo ao meu marido "mexe-te lá na cama". Ele mexeu-se, e o barulho voltou. Quando parava, não havia barulho. Fizemos isto várias vezes.

Vou ao meu lado e mexo também. A mesma coisa.

 

 

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Conclusão: o suposto rato escondido debaixo da cama mais não era que o barulho provocado pela cama a roçar na mesa de cabeceira, sempre que nos movimentávamos na cama. Isto porque eu, para a Amora não cair, me lembrei de encostar a mesinha à cama!

Para que servem mesmo as reuniões escolares de pais?

 

Ontem foi dia de reunião de pais na escola da minha filha. A primeira do ano.

Ainda não tinha chegado e já pensava "mais um dia para vir para casa com dor de cabeça". Estava marcada para as 18 horas. Cheguei um pouco antes. Dezenas de pais aguardavam no átrio que as crianças saíssem do último tempo de aulas. Uma grande confusão e barulho a triplicar.

Chegados à sala da reunião, verifico que muitos pais nem sequer compareceram.

Na sala, o novo director de turma. Confesso que estava na expectativa para conhecer o professor que substituiu o anterior director de turma. E só me apeteceu dizer "volte, professor Leonel!". Não é que não seja bom professor, ou boa pessoa, que não é em apenas uma ou duas horas que se fica a saber isso, mas não parece ter jeitinho nenhum para falar em público, para cativar os pais, para exercer o cargo que lhe foi atribuído.

Pensava eu encontrar um professor com um estilo mais desportista, uma vez que é professor de educação física, e deparo-me com uma pessoa que mais parece um professor universitário de 50 ou 60 anos, de uma daquelas disciplinas bem secantes, a que ninguém presta atenção.

De facto, a reunião de ontem foi muito elucidativa do que será de esperar daqui em diante. 

Para variar, foram transmitidas as mesmas informações do costume sobre o regulamento do agrupamento, regras da escola, comportamento dos alunos, faltas, etc. Mas, pelo menos, poupámos tempo na eleição dos representantes, que ficaram os do ano passado.  

No entanto, posso-vos dizer que, durante as quase duas horas que lá estive, apenas retive como informação importante as datas das provas nacionais de português e matemática, o contacto do director de turma, e pouco mais. Informações que poderiam ser transmitidas sem obrigar à presença dos pais na reunião.

Pergunto-me, então, para que servem mesmo as reuniões escolares de pais?

  • Servem para alguns pais andarem a entrar e a sair, para atender chamadas importantíssimas que não podem ficar para mais tarde.
  • Servem para alguns pais terem o seu momento de lazer (ou não) agarrados ao tablet durante o tempo todo.
  • Servem para alguns pais virem passar o seu tempo, a implicar com o professor, fazendo-se de parvos quando estão fartos de saber aquilo que estão a perguntar. E gozar com algumas coisas que outros pais diziam.
  • Servem para alguns pais conversarem com outros enquanto o director de turma está a falar, pouco ligando ao que está a ser dito.
  • Serve para ficar a conhecer novos toques de telemóvel.
  • Servem para alguns pais, professores na mesma escola, intervirem na reunião que está a ser dada pelo director de turma, em várias ocasiões desrespeitando, de certa forma,  o seu colega. Porque uma coisa é o director de turma solicitar a intervenção. Outra é ela surgir sem que tenha sido pedida.
  • Servem para alguns pais gozarem com esses outros, e mandarem bocas.
  • Servem para brincar ao "jogo do empurra", com o director a dizer que determinados assuntos são para ser falados por professores de outras disciplinas, e os ditos pais professores a contrapôr que o director também deve falar.   

E só num pequeno espaço de tempo, no meio de quase duas horas de reunião, houve pais a falarem de questões pertinentes como os apoios escolares, o novo cartão do aluno, a oferta do desporto escolar, as condições do contentor oferecido pela Câmara Municipal de Mafra para compensar o sobrelotamento da escola, a falta de condições da escola no que toca a espaços de convívio nos dias de chuva,etc.

Até hoje, tenho comparecido sempre às reuniões escolares, porque é também uma forma de estar atenta ao que se passa na turma, e a todas as questões relacionadas com a vida escolar da minha filha. Mas, depois de ontem, começo a ponderar se, de facto, será mesmo imprescindível ir às mesmas, ou pedir ao representante dos encarregados de educação que me transmita, em linhas gerais, o que foi discutido, e as informações mais importantes.

Quase às 20 horas, e quando alguns pais começaram a levantar-se para ir embora (eu inclusive), disse então o director de turma que achava que poderia dar por encerrada a reunião. Pudera, mesmo que quisesse continuar, à velocidade a que os pais estavam a sair, ainda ficava a falar para as paredes!

E havia pais de outras turmas ainda em fila de espera no corredor, para as reuniões das 19 horas.

Escusado será dizer que a dita dor de cabeça me acompanhou no regresso a casa, onde cheguei muito mais tarde do que se estivesse a trabalhar, com muitas coisas para fazer, e trabalhos de casa para corrigir, quando só me apetecia era deitar.

O que vale é que só existem mais 3 reuniões até ao final do ano lectivo, e bastante espaçadas entre si. Pode ser que, nesse meio tempo, me encha de coragem e paciência para as enfrentar mais uma vez!

 

O concerto dos D.A.M.A. na Encarnação

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Não tive oportunidade de levar a minha filha a ver o concerto dos D.A.M.A. em Mafra, mas levámo-la ontem à Encarnação, que é aqui perto. Posso-vos dizer que, se já não era muito fã desta banda, ainda menos serei depois de assistir ao espectáculo de ontem

Uma total desilusão! Até a minha filha, que gosta das músicas mais conhecidas, não achou o concerto nada de especial. E porquê?

Para mim, houve alguns aspectos que me decepcionaram, mas estes são os principais:

 

- para além de 3 ou 4 músicas (as mais conhecidas), que até são giritas e com alguma musicalidade, o resto é mais barulho que outra coisa. Aliás, a palavra de ordem da noite era barulho, algo que o vocalista estava sempre a pedir para fazer-mos também.

 

- não têm muito repertório, ou então preferem fazer covers, porque a certa altura começaram a cantar músicas de outros cantores!

 

Que saudades dos concertos dos Santamaria, dos Quinta do Bill, dos Polo Norte, do João Pedro Pais e tantos outros que adorei. Para mim, os D.A.M.A. ainda têm muito a trabalhar, para poderem chegar aos calcanhares das melhores bandas portuguesas.

 

Por último, detesto ter paizinhos e mãezinhas à minha frente, com os filhotes às cavalitas, a taparem completamente a visão a quem está atrás. Já para não falar que não têm cuidado nenhum. Ainda ontem levei com o pé de uma miúda na cara, quando o pai estava a tirá-la de cima para a passar à mãe.

A mim, os D.A.M.A. não me apanham mais!

 

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