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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A ficar sem bateria...

Resultado de imagem para bateria fraca

 

Como um telemóvel viciado, com algum tempo de uso, acho que já não consigo alcançar a bateria completa, representada pela cor verde. 

Mas há-de ser no laranja que ando desde o regresso das férias do ano anterior, até ao início do ano seguinte, altura pela qual passo a andar ali pelos dois tracinhos de bateria, com tendência a reduzir, à medida que o ano vai avançando.

Quando chega à vespera de ir de férias, ao invés de a energia aumentar, sinto ela a escapulir-se por entre os dedos pelo que, hoje, estou apenas com um traço de bateria, e já a começar a apitar, a avisar que é preciso recarregar brevemente, correndo o risco de chegar amanhã, último dia de trabalho, e desligar-me completamente, logo agora que a primeira semana de férias está à porta.

 

Depois, é tentar que na semana de férias (muito pouco para tantos meses de trabalho) consiga voltar ali à meia carga, para sobreviver a mais um mês de trabalho, até voltar a ter férias, e conseguir a proeza de subir para o estado laranja, e repetir todo o ciclo!

Se eu fosse uma máquina...

Resultado de imagem para máquina humana

Por vezes, gostava de ser uma máquina...

 

Uma máquina nunca se cansa. Apenas fica sem bateria, ou com as pilhas gastas. E, aí,simplesmente não funciona, nem trabalha, até que a ponham à carga, ou lhe troquem as pilhas. Quando isso acontece, volta ao activo como se nunca tivesse parado.

 

Uma máquina nunca se engana. Se dá erro, é porque quem com ela trabalha fez algo de errado. Afinal, as máquinas têm sempre razão! Ou então tem mesmo algum problema, e substitui-se a peça avariada. Pode-se também desligar e voltar a ligar, para ver se resulta. Ou fazer-lhe uma limpeza, refrescar...Se não tiver solução possível, descarta-se, recicla-se.

 

Uma máquina não sente nada. É criada para um determinado propósito, e é o que faz toda a vida - faz aquilo para que foi programada. Não se entristece, não se chateia, não se cansa, não se enerva, não se debate, não se revolta...Não sente absolutamente nada.

 

As máquinas têm uma "vida" mais monótona, repetitiva mas, sem dúvida, com muito menos preocupações.

São criadas para facilitar a vida dos humanos, mas cada vez mais substituem os próprios humanos. Para combater isso, temos que provar a nossa própria utilidade, e tornar o argumento da cooperação convincente. 

Por outro lado, se já temos que agir, no nosso dia-a-dia, como se fossemos verdadeiras máquinas, porque não sermos verdadeiramente, máquinas? 

 

Tudo aquilo que os humanos têm de diferente e especial, em relação às máquinas, é precisamente aquilo que nos coloca a cada minuto que passa, em desvantagem relativamente a elas.

Será mesmo uma questão de tempo, até elas nos vencerem por completo? Até deixarmos de ser necessários neste mundo? Não sei...

 

Sei que, por vezes, não me importava de ser uma máquina...

Mas, logo em seguida, fico grata por ainda continuar humana, num mundo cada vez mais mecanizado, com todas as desvantagens que isso me possa trazer...

Bateria recarregada

 

Hoje acordei decidida a ser uma nova mulher!

Sinto a bateria recarregada, no seu máximo, e estou confiante!

Quando chegamos ao fundo, só nos resta subir.

Por isso:

- chega de não acreditar em mim!

- chega de me vitimizar em vez de reagir!

- chega de fazer o que os outros querem que eu faça, só para que se sintam bem, quando isso me fizer mal a mim.

- chega de ter medos!

- chega de desistir à primeira dificuldade!

- chega de sofrer pelas situações menos boas que me acontecerem!

- chega de me condenar por todas as atitudes certas que tiver que tomar, mesmo que custe!

- chega de sentir culpa!

- chega de chorar! (a não ser que seja de alegria)  

- chega de admitir determinados comportamentos errados!

- chega de permitir que, tanto eu como outras pessoas, destruam a minha vida e não me permitam ser feliz!

- chega de guerras, gritos e violência!

- chega de me encolher e esconder no meu cantinho (a não ser que seja n' o meu canto!)

 

Está na hora de, como se costuma dizer, "agarrar o touro pelos cornos"! (não, não vou para o Campo Pequeno tourear)

De sair cá para fora, agir, de ser a mulher adulta e determinada que sou, de viver!

 

Vamos lá ver quanto tempo dura a carga!...

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