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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sobre as declarações do professor Daniel Cardoso...

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...de obrigar as crianças a dar beijinhos aos avós ser um acto de violência:

 

"Daniel Cardoso defendeu que ao obrigar pela força uma criança a tomar uma atitude como dar um beijo aos avós, contra a vontade absoluta delas era ensinar, na prática, que dizer que não, não interessa, desde que haja alguém com mais poder para as obrigar a dizer que sim."

 

 

Só tenho a dizer o seguinte, quer sejam avós, tios, primos, conhecidos ou amigos:

Deve-se respeitar a vontade e liberdade de cada um. 

 

 

O meu irmão nunca foi rapaz de gostar de beijinhos, nem de dar, nem de receber. E foi respeitada a sua vontade.

A minha sobrinha saiu ao pai. Não dá beijos a ninguém, a não ser à mãe. E não quer beijos de ninguém.

Quando nos juntamos todos, cumprimentamo-nos com beijinhos, menos a ela.

De vez em quando, brincamos ou metemo-nos com ela, mas respeitamos. Se ela não quer, não a vamos obrigar.

 

Não é por isso que gostam menos dos familiares, ou estão a desrespeitá-los. 

 

Quando dois homens se beijam

 

Hoje fui ao banco e, enquanto lá estava, reparei em dois homens que se cumprimentavam.

Uma situação perfeitamente normal, mas o que achei curioso foi o facto de se cumprimentarem com um beijo na cara, algo nada comum nos tempos que correm.

Pareceu-me que deveriam ser irmãos. Ou familiares próximos. Normalmente, este tipo de cumprimento é mais utilizado entre pais e filhos, avós e netos, irmãos, genro e sogro. Ou, pelo menos, tenho essa ideia.

Em quaisquer outras circunstâncias, e habitualmente, os homens costumam cumprimentar-se com um aperto de mão, uma palmadinha nas costas ou, no caso dos mais jovens, com aqueles rituais que só eles entendem!

E pus-me a pensar que, nesta situação específica, e sendo os senhores já idosos, ninguém levou a mal nem viu nisso nada fora do normal neste gesto.

Mas, será que teriam a mesma reação se, em vez destes dois senhores, fossem dois homens novos?

Sim porque, quando são duas mulheres a cumprimentar-se com um beijo na cara, ou uma mulher e um homem, ninguém liga, mas aposto que, se vissem dois homens a cumprimentarem-se dessa forma, começariam logo a pensar que seriam homossexuais.

E, no entanto, é um gesto perfeitamente igual nos três casos. E, ainda que assim não fosse, continuaria a não haver razão para chocar. Afinal, cada um é livre de gostar de quem quer e lhe apetece, independentemente do sexo. E é livre de trocar carinhos ou cumprimentar-se em público, como qualquer outra pessoa.

O mal está nos olhos de quem vê, não nos gestos de quem faz.

Noite Calma

  

 

Está uma noite tão calma - no céu nem uma nuvem, apenas uma infinidade de estrelas e, algures, a lua!

Não há vento e, embora esteja frio, dá vontade de vestir aquele casaco quentinho, e sair à rua para passear, na tua companhia, apreciando toda a luz e cor da cidade!

Imagino que estamos, por exemplo, na romântica capital francesa.

De cabelo solto, aconchegada pelo meu casaco branco e botas castanhas sem saltos, até quase aos joelhos, que me fazem parecer uma menina, e sentir-me pequenina (mas são tão confortáveis), caminho de mãos dadas ou abraçada a ti!

São horas de jantar, num restaurante simples e acolhedor...

Sempre alegres e sorridentes, saímos então para uma última volta antes do regresso ao hotel.

Talvez contagiada pelo romantismo que caracteriza Paris, ou simplesmente porque estou apaixonada, grito para todos ouvirem, que te amo!

E tu, um pouco sem jeito com a inesperada e pública declaração, tentando calar-me mas, ao mesmo tempo, retribuir o gesto, envolves-me nos teus braços e beijas-me, com todo o amor que sentes!...

Chegados ao quarto, continuamos a trocar beijos e carícias, cada vez mais envolvidos naquele clima. Aos poucos, vamo-nos despindo um ao outro, até que os nossos corpos, já sem roupa mas quentes, se unem e se tornam um só...

Fazemos amor como só quem ama sabe...e acabamos por adormecer, aninhados um no outro, até de manhã!

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