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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Existem verdadeiras bestas nas estradas

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Perdoem-me a expressão, mas é o que me apetece dizer depois da cena de hoje.

Ia com o meu marido para casa quando, a meio do caminho, deparamo-nos com um camião parado na faixa. Quando estávamos quase a ultrapassá-lo, porque havia espaço para tal, o dito camião lembra-se de começar a andar. E assim continuámos, com ele à nossa frente e, por azar, a ir para a mesma rua que nós.

Quando estamos quase a chegar a casa, o camião resolve, sem aviso, parar novamente na estrada, impedindo a passagem. O meu marido dá-lhe uma buzinadela, e o que é que o camionista faz?

Marcha-atrás, para cima de nós! Por mais que o meu marido buzinasse, ele continuava. Nem sequer estava a dar tempo de nós também recuarmos, e eu estava a ver a minha vidinha a andar para trás, mesmo sem o carro o fazer.

Entretanto lá se deu conta, e parou. O pendura, ainda teve a lata de pôr a cabeça do lado de fora e pedir calma!

Até porque o que mais se precisa, quando se vê um camião a vir para cima de nós como se fossemos invisíveis, é calma. Para quê ficar nervoso?! 

Acabou por estacionar por ali. E sinais, não se usam? Estarão aí no camião só para enfeitar e decorar?

Como é que uma pessoa pode perder o trauma dos camiões, se anda sempre a ter problemas com eles?

 

 

É isso e a velha história das passadeiras, de que já aqui falei. Cada vez mais, os automobilistas simplesmente ignoram-nas, e aos peões. 

 

 

Claro que, depois, também temos peões que são a estupidez em pessoa. Ainda no outro dia ia para casa e deparei-me com duas mulheres a atravessar a estrada, onde não havia passadeira, e ainda a reclamarem com o condutor, porque não as deixou passar, como se ele tivesse alguma obrigação disso!

Como passar de bestial a besta num passe de mágica!

 

É impressionante como, durante anos, os/as ex companheiros/as foram excelentes maridos/ mulheres, pais/ mães excepcionais, pessoas dedicadas, amorosas, carinhosas, enfim, o sonho de qualquer mulher/ homem. 

E de repente, de um dia para o outro, as mesmas pessoas que antes teceram rasgados elogios, proferem agora duras críticas contra os/ as seus/ suas parceiros/ as.

Não digo que as pessoas não mudem com o tempo ou que, pelo contrário, sempre tenham sido assim. Mas, em primeiro lugar, não há necessidade de informar toda a sociedade de algo que só diz respeito aos envolvidos. Mais ainda quando existem filhos. Em segundo lugar, se alguém mudou e, com isso, originou a separação, o problema foi resolvido com a separação. Se, pelo contrário, a pessoa sempre foi assim, porque é que só ao fim de vários anos, quando se separam, falam nisso? E porque é que, a ser assim, estiveram tanto tempo juntos?

Isto tudo vem a propósito das novas declarações (ainda duram) de Manuel Maria Carrilho sobre Bárbara, depois do divórcio:

 

“A Bárbara (Guimarães) não sabe o que é educar. Para ela, educar é não haver limites. Tudo deve ser permitido, porque o que interessa é que eles gritem, se exprimam, saltem, berrem. Tudo deve ser natural. É aquilo a que chamo ‘o culto estúpido da espontaneidade’. Eu acho que não, que as crianças devem ser educadas no culto inteligente dos valores, e aprender a respeitar. A Bárbara não faz a mais pequena ideia do que é a educação, nunca fez”.

 

Será que só agora é que ele se preocupou com a educação dos filhos?! Talvez!

É típico de alguns pais, depois da separação, armarem-se em pais presentes, preocupados, zelosos, amigos e companheiros. Para "ficar bem na fotografia", tentar "ganhar" mais amor dos filhos ou, simplesmente, colocá-los contra o outro progenitor. 

Por isso, não é de admirar que Carrilho se tenha até "deixado convencer a ir ao McDonald’s, que é uma coisa que o filho só tinha conseguido fazer uma vez, no Dia do Pai”!

Mas, no final de contas, quem fica a ganhar são as crianças! Ou talvez não...

E, entretanto, enquanto vão reduzindo pessoas bestiais em bestas, transformam-se as bestas em pessoas bestiais, assim...num passe de mágica! 

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