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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A "brincadeira" e os "nervos" servem de desculpa para tudo?

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No outro dia, dizia alguém “ah e tal, isso de dizer que era brincadeira serve de desculpa para muita coisa”.

Muitas vezes, dizemos ou fazemos coisas que, na verdade, eram mesmo só para brincar. Mas, outras tantas, até era a sério só que, como nem sempre é bem aceite, e nos questionam, acabamos por minimizar, dizendo que era brincadeira.

Claro que, no fundo, tanto o emissor como o receptor da “brincadeira” sabem o verdadeiro propósito da mesma.

No entanto, esta “desculpa” acaba por funcionar como estabilizador, apaziguando os ânimos, e tornando o ambiente mais leve e descontraído, pelo bem estar geral de todos.

 

E os nervos?

Os nervos funcionam da mesma forma.

Uma pessoa enervada pode até dizer muita coisa que não quer, ou de uma forma que não quer.

Mas, muitas vezes, é nesses momentos que lhes sai a verdade nua e crua pela boca fora.

Porque, quando a pessoa está controlada, consegue filtrar o que faz/diz, e como o faz/diz. Mas, enervada, a pessoa não tem o controlo total e deixa passar tudo, sem filtros.

Claro que depois, ao ver a reacção daqueles a quem foi dirigida a mensagem, tendem a afirmar que "foi dos nervos", que não era isso que queriam dizer/ fazer.

É uma forma de justificar determinadas palavras ou actos que, de outra forma, não seriam tão justificáveis ou aceitáveis.

 

Mas, será que a "brincadeira" e os "nervos" servem de desculpa para tudo? 

Até que ponto conseguimos distinguir o que foi meramente uma atitude irreflectida e não sentida, de uma verdade que, depois, se quer disfarçar? Daquilo que realmente se sente e pensa?

Até que ponto conseguimos perceber que certos gestos e palavras foram apenas brincadeiras mal interpretadas, ou gerados pelos nervos, que não se devem levar a sério e é preferível ignorar?

Até que ponto conseguimos detectar verdades que os outros tentam, como podem, atirar para o primeiro cesto das desculpas que tiverem à mão?

Pessoas mentais versus pessoas emocionais

A importância da inteligência emocional para uma vida mais saudável

 

Nem uma pessoa mental é um cérebro vazio de sentimentos, bem uma pessoal emocional é um coração sem pensamento.

 

Nem sempre as pessoas mentais são inevitavelmente sérias, tal como nem sempre as pessoas emocionais levam a vida constantemente na brincadeira.

 

Só porque uma pessoa não age por impulso, não se atira de cabeça, nem é movida a pressa, preferindo tomar decisões depois de refletir sobre as mesmas, não significa que não sinta. Que tenha uma pedra ou um bloco de gelo no lugar do coração.

 

Da mesma forma, nem sempre as pessoas que dão muitas vezes ouvidos ao coração, e agem de acordo com o que estão a sentir no momento, estão a mostrar que têm um cérebro oco e não pensam no que fazem.

 

Simplesmente, há quem tenda a seguir mais o que lhe diz a mente, e quem siga mais o coração. E não há problema nenhum com isso. 

Há é ocasiões em que um é mais necessário que o outro e, por vezes, ser-se uma pessoa ou outra, nas situações erradas, que pediam exatamente o oposto, corre menos bem.

 

As afinidades não são, necessariamente, mais regulares entre pessoas semelhantes, tal como os atritos, não se baseiam no facto de a pessoa ser mais mental ou emocional do que outra, porque até mesmo dentro do mesmo género podem ocorrer.

 

Eu diria que sou mais mental do que emocional. Embora possa pender exageradamente para qualquer dos lados, consoante as circunstâncias.

E por ai?

Depois da cabeçada, um abraço!

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Isto era eu, abaixada, a fazer festinhas à Becas. Mas logo uma gatinha ciumenta apareceu atrás de mim, e saltou-me para as costas. Ainda tive tempo de a amparar com as mãos, atrás, para ela não cair.

A Amora agradeceu o apoio e foi subindo costas acima, até à minha cabeça, à qual se agarrou, literalmente, com unhas e dentes! As garras para se segurar e não cair, e os dentes a morder o cabelo, na brincadeira!

 

Ando há 37 anos enganada!

 

E foi preciso uma brincadeira para pôr fim a este lamentável engano!

É óbvio que devo ter aprendido da forma certa, mas a minha memória deve ter os neurónios baralhados, e eu fui atrás dela :)

Dizia a minha filha, ontem, que não conseguia tirar uma imagem da cabeça. E eu, a brincar, disse-lhe para ela ver borregos, que seria uma boa solução!

Não me perguntem porque fui escolher logo estes animais, mas foram os primeiros que me vieram à cabeça, e achei imensa piada. 

Foi então que surgiu a dúvida: quem são os borregos? Serão os maridos das ovelhas? Ou das cabras?

À partida, nem uma coisa nem outra, porque os das ovelhas são os carneiros, e das cabras os bodes.

Então, onde é que entram os borregos?

 

Na verdade. os borregos são os filhos das ovelhas e carneiros, ou seja, os cordeiros com menos de um ano de idade, também conhecidos por anhos, e pertencem ao grupo dos bovinos!

 

Já as crias das cabras e dos bodes, são os cabritos, e pertencem à família dos caprinos.

 

 

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Ora, toda a minha vida andei com a mania que borrego e cabrito eram a mesma coisa!

Quem me conhece, sabe que eu não gosto de comer borrego. Só o cheiro, já me deixa mal disposta. E, na sequência do que atrás disse, cabrito também não.

Lembro-me de a minha tia cozinhar cabrito na Páscoa, e para mim e a minha prima fazer vitela assada, porque nenhuma de nós gostava.

Lembro-me de comentar isto com outras pessoas, e quando o meu marido fazia referência aos dois - borrego e cabrito, dizerem que um era o "pai", ou seja, mais velho, e o outro o "filho", mais novo.

Nunca ninguém me elucidou e mostrou que eu estava enganada.

Assim, foi preciso sugerir imagens de borregos à minha filha, para me dar ao trabalho de ir pesquisar quem eram os ditos cujos, e pôr fim a mais de três décadas de ignorância!

É caso para dizer que eu é que tenho sido uma bela "borrega"! 

 

 

P.S.: Ainda assim, continuo a não gostar de ambos, pelo menos no prato, porque ao vivo até são fofinhos!