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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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RX - Cambraia

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Os Cambraia surgiram em 2007, com o intuito de explorar tradições da música portuguesa, e usar o fruto dessa exploração na composição da chamada música moderna.
Na música dos Cambraia há espaço para quase tudo: o cómico, o sonho, a dor, a alegria, o espanto, a intervenção... a vida. Em português. Sempre. 

É essa diversidade de energias que a banda procura passar para o público, a cada atuação, à medida que descobre e é descoberta por esse mesmo público.
Em 2015 lançaram o álbum “Concordar Com Gente Grande”.
Agora, estão de regresso com um novo single: “Nua e Crua”.

 


Conheçam melhor os Cambraia, através deste RX à banda:

 

 

 

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De que forma se descreveriam através das seguintes palavras?

 

 

Verdade toda a música e letras que escrevemos, bem como a forma como as executamos, é feita com toda a nossa verdade, é exactamente aquilo que queremos dizer. Nunca cedemos à tentação de alterar uma palavra, juntar mais um refrão, retirar um solo, para eventualmente tornar esta ou aquela canção mais vendável. Isso não faz parte do nosso ADN.

 

Tradição acreditamos que tudo o que nos identifica como portugueses e que consideramos como tradição deve ser preservado e de certa forma, se possível, reciclado, ou seja, vestido com as roupas de hoje. O bom e o menos bom, entenda-se.

 

Música – todos os géneros que ouvimos e vamos descobrindo cabem nas canções de Cambraia e fazem delas objectos de fruição e de reflexão muito apetecíveis, esperamos nós. Enquanto sentirmos que assim é, existe razão para existirmos.

 

Diversidade – todas as culturas e etnias e orientações de que Portugal é feito serão sempre celebradas pelos Cambraia com maior ou menor grau de ironia. Português – é uma das mais belas e faladas línguas do planeta e é a nossa. É para o Ricardo (autor das letras) um desafio constante que ele vai vencendo, alcançando assim poemas bem singulares.

 

Vida – é tudo. Depois dela, não há provas (que conheçamos, pelo menos) de haver mais nada. Por isso é nascer, renascer e crescer e ser um pouco melhor de um dia para o outro. Tudo isto está na obra de Cambraia. Vão ouvir.

 

Energia – é a fonte da vida, do movimento e da transformação constante de tudo e de todos. É aquilo que os Cambraia trocam em doses industriais com o nosso público nos concertos. É o que percorre as nossas canções. É um vício bom. E tanto a boa como a má energia são essenciais.

 

Público – é a razão pela qual queremos existir. E queremos ter sempre cada vez mais. E o público português é um dos melhores do mundo (até segundo várias vedetas internacionais). Temos muita sorte nesse capítulo.

 

 

 

Em 2015, os Cambraia lançaram o álbum “Concordar Com Gente Grande”. O que têm feito desde então?

Em 2016 e 2017, sobretudo, tocámos o disco em alguns palcos nacionais e fomos sempre bem recebidos pelo público. Conseguimos que a canção “Apenas Um Sorriso” fosse ouvida constantemente na telenovela “Belmonte” da TVI. Ficámos em segundo lugar no prestigiado Festival Cantar Abril com uma versão muito nossa do tema “Balada de Outono” do Zeca Afonso.

Fizemos parte de várias colectâneas da nossa editora, a Farol. Foram anos de crescimento como banda ao vivo. Foram anos em que a cumplicidade entre todos cresceu e ajudou a formar a identidade de Cambraia.

 

 

Uma das características que atribuíram, nessa altura, à banda foi um certo tom irónico e jocoso. É algo que ainda se mantém?

Não só se mantém como sai reforçado nas novas canções. De certa maneira pode-se dizer que este novo trabalho é mais divertido embora não necessariamente mais leve.

 

 

 

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“Nua e Crua” é o novo single dos Cambraia, lançado a 26 de outubro. Na vossa opinião, a verdade deve ser sempre nua e crua?

Para nós ela não o é se assim não fôr. Muitas vezes é difícil lidar com a verdade, enfrentá-la. Mas para nós não existe outra maneira de andar neste planeta.

Há que ser corajoso para se ser verdadeiro. Há que errar, corrigir, melhorar e, sobretudo, respeitar o outro, por mais difícil que possa parecer e ser.

De uma vez por todas temos que ser responsáveis pelo que pensamos e fazemos. Só assim as coisas melhoram. Acreditem. Ouçam Cambraia que ajuda.

 

 

“Os Cambraia são sempre verdade”, afirmam. É esse o “compromisso” que assumem, através dos vossos temas e da vossa postura, para com o público que vos segue?

Sim. Ninguém é perfeito mas temos sempre esse compromisso em mente quando escrevemos, cantamos, tocamos, gravamos, quando pisamos o palco ou quando damos entrevistas, por exemplo.

 

 

Para quando um novo álbum?

Por enquanto estamos ainda no processo de gravação de mais 4 canções e a escrever mais uma. Teremos algumas colaborações interessantes. Uma delas julgamos que nunca aconteceu no panorama musical português (pelo menos procurámos e não encontrámos).

Não sabemos ainda se será um álbum ou um EP. Veremos. Estejam atentos. Sigam-nos nas redes sociais e afins.

 

 

Quais são os objectivos a concretizar até ao final do ano, e em 2019?

Até final do ano estaremos na toca a gravar as novas canções. Quanto a 2019, queremos que seja o ano de Cambraia, com muitos concertos ao vivo em todo o lado para mostrarmos a nossa música contagiante a todo o país e comunidades portuguesas no estrangeiro.

Preparem-se que estamos quase a chegar!

 

 

Muito obrigada, Cambraia!

Nós é que agradecemos a oportunidade de responder a perguntas tão interessantes, o que nem sempre acontece. Parabéns!

 

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 

À Conversa com Cambraia

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O projeto Cambraia nasceu no início de 2007, pela mão de Ricardo Daniel e Tiago Barbosa, mas só agora estão a apresentar o seu primeiro trabalho “Concordar Com Gente Grande”, que ficou disponível para venda no passado dia 23 de outubro, e já pode ser ouvido em quase todas as plataformas digitais.

 

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Em Novembro, fizeram um ensaio/concerto na Sociedade Recreativa Sobredense (Sobreda da Caparica),com entrada livre. No entanto, a apresentação oficial está marcada para amanhã, na sala do Cine Incrível, em Almada.

Pode não ser ainda uma banda muito conhecida do público português mas, além da aposta da Vodafone, ao adquirir o tema-single de apresentação “Apenas Um Sorriso” e da MEO, através da venda do tema como waiting ring, também a Farol Música incluiu este mesmo single na compilação digital H1T2016.

São eles os convidados desta semana da rubrica “À Conversa com…” a quem, desde já, agradeço a disponibilidade.

 

 

 

Marta: Quem são os Cambraia? Que elementos compõem a banda?

Tiago: O projecto nasce em 2007 comigo (voz e piano) a compor a música e com o Ricardo (bateria) a escrever os poemas. A nós juntaram-se em estúdio e em palco o Luís Pinto (baixo), o António Soares (guitarra eléctrica), o Pedro Soares (guitarra acústica) e a Catarina Anacleto (violoncelo).

 

Marta: Como é que nasceu este projeto?

Tiago: Eu e o Ricardo partilhámos casa entre 2007 e 2009 num período particularmente difícil das nossas vidas e durante esse tempo encontrámos em Cambraia a cura para as nossas feridas emocionais e quando demos por nós tínhamos um conjunto de canções muito diferentes e interessantes nas mãos.

 

Marta: Como caracterizam a vossa música?

Tiago: Tudo começa com as palavras do Ricardo e com a nossa magnífica língua portuguesa. As palavras da nossa língua contêm em si uma musicalidade muito própria que, uma vez apuradas e respeitadas, levam-me com alguma facilidade e naturalidade às canções. É música para toda a gente ouvir. É universal.

 

Marta: O vosso primeiro disco intitula-se “Concordar Com Gente Grande”. Como é que chegaram a este nome?

Tiago: o Ricardo diz que chegou a esse título (que também o é de uma das canções do disco) quando pensava em vários significados possíveis em vários contextos sociais. Gente grande pode ser gente boa ou gente poderosa e influente e não tão boa. Fica sempre no ar um tom irónico e jocoso que caracteriza os Cambraia como proposta artística.

 

Marta: Cantar em português é uma escolha a manter em próximos trabalhos?

Tiago: Sim. Cambraia só nos faz sentido se for em português, até porque ambicionamos transmitir a nossa identidade como nação através das nossas canções. Esse é o nosso principal objectivo: a busca da portugalidade.

 

Marta: Como é que o público tem reagido à vossa música?

Tiago: Até agora temos tido reacções muito boas, calorosas, orgulhosas. Toda a gente reconhece já nos Cambraia uma identidade artística bem vincada, o que, para um primeiro disco, é para mim algo surpreendente.

 

Marta: Os Cambraia caracterizam-se pelo recurso ao acústico. Consideram que é uma forma de melhor transmitir aquilo que sentem e a mensagem que querem passar?

Tiago: eu diria que a base é toda acústica mas quisemos juntar uma espécie de uma nódoa (não em sentido prejorativo) através da guitarra eléctrica por vezes ambiental e até psicadélica do António. Não gostamos das coisas sempre muito bonitinhas e brilhantes. Mas uma vez que queremos fazer música moderna recorrendo também a sonoridades tradicionais de Portugal, isso leva-nos a preservar os instrumentos acústicos e assim ficarmos mais perto dessa portugalidade que desejamos transmitir cá dentro e lá fora.

 

Marta: Utilizando alguns dos vossos temas, o que esperam vir a alcançar com este trabalho? “Apenas um Sorriso”, que seja “Bom de se Lembrar”, ou que o público passe a “Concordar Com Gente Grande” que os Cambraia são uma boa aposta, e não apenas “Fingir Só Que Sim”?

Tiago: Queremos descobrir o vosso “Terno Olhar” ao ouvirem a nossa música e que ela vos leve ao céu ou mesmo “Rente Ao Chão” numa viagem pela vida que tem sempre altos e baixos e só assim é interessante de se viver.

 

Marta: Parece que o Tiago entrou no espírito desta brincadeira com as palavras! Mais uma vez, obrigada por esta vossa participação!

Tiago: Nós é que agradecemos o teu interesse e saudamos efusivamente o teu trabalho de divulgação da arte em geral e da música em particular!

 

Aqui ficam os links para poderem seguir de perto os Cambraia:

https://www.facebook.com/bandacambraia/?fref=ts 

http://ricardoalexdaniel.wix.com/cambraia

 

E o single "Apenas um sorriso"

 

Esta conversa teve o apoio da Farol Música, que estabeleceu o contacto com os Cambraia e cedeu todas as imagens. 

 

 

 

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