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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Fui à praia fotografar o pôr do sol

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Em fim de semana prolongado, sem grande coisa para fazer, e a tentar evitar ficar sentada no sofá, a ver televisão, durante horas, decidi-me pelos passeios.

No domingo, dia de sol mas ventoso, e frio, meti na cabeça ir até à Ericeira fotografar o pôr do sol na praia.

Nunca tinha ido sozinha, sem ser no verão. Mas estava farta de tirar fotografias aqui na zona.

 

Assim, apanhei o autocarro, chegando lá perto das 16 horas.

Estava um pouco menos ventoso, mas igualmente frio. Como o sol só se punha depois das 17 horas, aproveitei para caminhar de forma a manter o corpo quente, tirando algumas fotografias pelo caminho.

 

Estava, supostamente, maré vazia. No entanto, não se notava nada. E o mar estava agitado.

Fiquei triste por não se sentir qualquer cheiro a maresia, a iodo, a praia. Nada.

Estava convencida que, nesta altura no ano, se notaria mais.

 

 

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Passei pela Praia do Sul, fui até à Foz do Lizandro, e voltei para trás, a tempo de me dedicar à missão que me tinha levado até lá.

 

 

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Depois, foi caminhar até ao terminal, para apanhar o autocarro de regresso a casa.

 

Férias - dia 2: Regresso às origens

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Que é como quem diz: regresso à Ericeira, para o primeiro dia de praia, e o primeiro mergulho do ano!

Mas não sei antes fazer uma caminhada, e uma visita há muito em falta: conhecer pessoalmente a Isabel

Foi assim uma visita rápida, porque era dia de trabalho para uma, e de passeio para outra, mas foi um prazer .

E ainda houve tempo para tirar umas fotografias, como não poderia deixar de ser.

O dia estava bom, a água não muito gelada, e o sol soube mesmo bem. 

 

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Mais de meia hora para chegar à praia?!

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Não ia à Ericeira, de autocarro, desde antes da pandemia.

Nesse meio tempo, foi construído um novo terminal para os autocarros, e desactivado o antigo.

Esta semana, fomos à praia, e ficámos a saber onde se situa o novo terminal.

E fica longe! Muito longe! Do centro. E das praias.

 

Sim, há o chamado "beach bus", que não sei se é pago ou não, que leva os turistas e afins às praias, e de volta ao terminal. 

Mas nem sempre os horários coincidem, e não compensa ficar à espera, ou perder ainda mais tempo.

 

Assim, e porque a praia mais próxima está interdita a banhos, fomos "obrigadas" a ir para uma outra, onde agora se junta a malta toda, e caminhar durante mais de meia hora (para baixo todos os santos ajudam), para chegar ao areal e, depois, uns 40 minutos até ao terminal, sendo que o caminho é sempre a subir.

 

Depois, como aquela é a única paragem, junta-se ali toda a gente, o que significa chegar cedo para ter a sorte de ocupar um lugar sentado.

 

Se compensa?

Digamos que a partir do momento em que chegamos à praia, mergulhamos no mar, e nos deitamos ao sol, esquecemos o que passámos, e o que temos pela frente.

Mas não dá para fazer isto vários dias seguidos, porque é cansativo, e o corpo ressente-se.

Qual o sentido da vida...

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... quando já nada se espera dela?

 

Quando nascemos, não nos explicam o que viemos fazer a este mundo. É uma descoberta que vamos fazendo, à medida que crescemos e nos tornamos adultos.

Há coisas às quais não podemos fugir, e outras, que são objectivos que nós próprios definimos, e que vivemos para tentar alcançar e aproveitar.

Sejam os estudos, o trabalho, a família, os filhos, há sempre algo que nos faz querer estar por cá e viver o tempo que nos é permitido.

 

 

Mas... E quando já não se espera nada da vida?

Quando as pessoas chegam a uma idade em que se vêem sozinhas?

Em que os seus filhos já estão criados e, muitos, nem querem saber deles, que apenas representam um "fardo" nas suas vidas?

Em que os netos já não precisam dos avós que, muitas vezes, só vêem esporadicamente?

Em que já não têm o companheiro(a) de uma vida com quem dividir as alegrias e tristezas?

Em que os amigos são poucos ou nenhuns?

 

 

Quando as pessoas deixam de se sentir úteis, e sentem que só cá estão à espera que chegue o momento de, também elas, partirem?

Quando percebem que já não existem quaisquer objectivos que queiram levar a cabo e concretizar?

Quando compreendem que, se partirem, ninguém vai sentir a sua falta?

Quando a tristeza se apodera delas de tal forma, que não conseguem ver para além dela?

 

 

A que (a quem) se agarram estas pessoas?

Onde vão buscar forças, coragem, determinação?

O que as faz continuar a caminhada?

Como se trata o problema da solidão?

 

 

É possível encontrar esperança?

Um motivo para viver?

Uma razão para ficar?

 

 

Reflexão inspirada em muitos casos reais com que me tenho deparado, e neste vídeo, com o qual foi impossível não me comover, pela mensagem que transmite, além de ser uma música linda: