Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada...
Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!
Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada...
Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!
Deparei-me com este filme na Netflix, na noite da consoada.
Vi o trailer e gostei, mas não é o filme mais indicado para se ver numa época destas.
Menos ainda, quando perdemos os nossos pais há pouco tempo.
No entanto, a curiosidade falou mais alto e, no fim de semana, acabei mesmo por vê-lo.
Com Helen Mirren, Kate winslet (que também dirige), Toni Collette, Timothy Spall, Johnny Flynn e Andrea Riseborough, o filme aborda uma doente com cancro em fase terminal, em contagem decrescente para a morte, enquanto cada um dos seus filhos, e o próprio marido, lidam com a situação e com os seus sentimentos, à sua maneira.
Para além do momento frágil em si, há ainda as desavenças entre duas irmãs, que June quer ver resolvidas antes de partir.
A aparente insensibilidade dos médicos responsáveis, a contrastar com a empatia e cuidado de um enfermeiro que é apologista de uma boa despedida em família.
A coragem e resistência de June, apesar da sua condição cada vez mais débil, em contraste com o desmoronar dos filhos.
A aceitação do destino por parte da doente, por oposição a uma certa negação dos seus entes queridos.
Não há uma forma certa de agir, de reagir, de sentir, de encarar a realidade.
Cada um fá-lo à sua maneira.
No fundo, todos partilham a mesma dor.
O mesmo amor por quem está prestes a despedir-se desta vida, e deste mundo.
A série é baseada na verdadeira Belle Gibson, uma influenciadora australiana que enganou meio mundo com a sua falsa história de cancro, desde as suas seguidoras, a todos os que com ela colaboraram, quer na aplicação, quer na publicação do seu livro de receitas, e cometeu fraude através da angariação de fundos para doar a instituições, fundações e pessoas com cancro, que nunca viram qualquer dinheiro.
Na série, Belle é representada como alguém que precisa constantemente de ser gostada, de ser validada e aceite pelos demais, nem que para isso tenha que inventar as histórias mais mirabolantes, que suscitem pena, apoio, empatia, solidariedade.
E nada melhor para comover, e mobilizar, alguém do que uma pessoa sofrida, guerreira, lutadora, sobrevivente, que lida com a maternidade, problemas graves de saúde e, ainda assim, empreendedora, inovadora.
A verdade é que Belle é uma manipuladora nata, uma sanguessuga que se alimenta de quem está à sua volta.
Mas o mérito de ser uma excelente actriz de drama, ninguém lhe pode tirar!
No entanto, o que fica da história, para lá da mentira, é a realidade do cancro.
O perigo de promessa de uma cura.
A falsa esperança que, muitas vezes, se deposita nessa cura, em alternativa à medicina tradicional.
E, nesse sentido, é muito mais fácil ligarmo-nos às histórias de Milla e Lucy que, embora fictícias, são bem mais comoventes, e nos fazem questionar tudo e todos.
Como se sente alguém que enfrenta um cancro.
Como se sente a família, perante esse diagnóstico de alguém que amam, e como lida com isso.
Apoiar as decisões de quem as deve tomar, ainda que sejam erradas?
Ou ficar contra, com todas as consequências emocionais que isso acarreta?
Milla foi diagnosticada com um cancro no braço.
A solução proposta pelos médicos foi, obviamente, a cirurgia - amputar todo o braço, para que o cancro não se espalhasse.
Ela recusou.
Procurou tratamentos alternativos.
Frequentou retiros. Fez terapias holísticas.
Rendeu-se a enemas de café, dieta dos sumos, comida vegan.
Tornou-se uma fonte de inspiração.
Deu palestras, criou um blog, publicou um livro.
Mas nem tudo correu como ela esperava e, por vezes, os erros pagam-se caro...
Lucy tinha cancro da mama.
Começou a seguir Belle, e a recusar o tratamento de quimioterapia que, até então, andava a fazer.
Ela não queria mais aquilo.
Mas o marido não a apoiou. Ele só queria que ela vivesse.
Ela foi para um retiro. Afastaram-se.
Terá sido a melhor decisão?
Tantos planos que ficam por concretizar, tanto que fica por viver.
Tantos sonhos desfeitos. Tantas vidas destruídas.
Tanto sofrimento, esperança e desespero.
Como é que alguém pode, sequer, brincar com isso?
"Vinagre de Sidra" tem 6 episódios, algo confusos, porque andamos sempre a alternar entre diferentes anos, ora para trás, ora para a frente, ora para algures no meio.
É uma bactéria que se aloja e habita no estômago, responsável por uma das infeções mais frequentes em todo o mundo.
Mas eu nunca tinha ouvido falar.
Em muitos casos, a infeção adquire-se na infância, por via oral, através da ingestão de alimentos ou água contaminados com a bactéria, ou através do contacto físico.
É uma infeção crónica, que pode permanecer durante anos, décadas ou mesmo toda a vida, sem que seja detectada, e sem que a bactéria que a provoca seja eliminada espontaneamente.
Não sei há quanto tempo ela aqui anda no meu estômago, mas fiquei a saber que a tenho, e que é a causa da minha gastrite crónica recentemente diagnosticada.
Embora o exame não tenha sido feito, especificamente, com intenção de a detectar, acabou por dar um resultado positivo.
Os únicos sintomas que tenho, relacionados com a "bicha", são a sensação de enfartamento, à mínima refeição que coma, sensação de barriga inchada, indisposição frequente, enjoos, e cólicas no estômago (que associava a alguma coisa que tivesse comido, por não serem constantes).
Mas há outros sintomas que, no meu caso, não se manifestaram:
diminuição do apetite e emagrecimento progressivo
vómito
presença de arrotos e gases frequentes
fezes com a presença de sangue
A H. Pylori é considerada pela Organização Mundial de Saúde como um agente cancerígeno. No entanto, ter a bactéria no estômago não significa necessariamente que a pessoa terá cancro. Apenas aumenta o risco de vir a desenvolvê-lo.
Assim, o ideal é que seja feito o tratamento, para tentar erradicá-la do estômago.
Para a sua eliminação, é necessário combinar vários medicamentos, nomeadamente vários antibióticos (subcitrato de bismuto potássico + metronizadol + tetraciclina) e um protector de estômago (omeprazol).
O meu tratamento, a ser feito durante 10 dias, será de 12 cápsulas de antibiótico por dia, mais 2 protectores de estômago, ou seja, 140 comprimidos em 10 dias, 14 por dia.
Não sei se morro da doença, ou da cura!
A médica já me alertou que nem toda a gente tolera o tratamento, e desejou-me boa sorte.
Pelo menos, tenho uns dias para me habituar à ideia, porque o antibiótico está esgotado! Não é um medicamento que se possa pedir ao laboratório e, como tal, fiz reserva em 2 farmácias, para quando o laboratório lhes entregar uma embalagem (pelos vistos só entregam uma ou duas por mês) ficar para mim, até porque sou a única na lista de espera.
Não havendo vacina, a única prevenção, que não garante a não infecção, é apostar em bons hábitos de higiene.
Alguém por aí já teve a dita cuja?
Deram-se bem com o tratamento?
A bactéria foi eliminada à primeira? Ou tiveram que repetir?
"Dançando Sobre Vidro" foi a expressão usada para explicar como seria a relação entre Lucy e Mickey, nos momentos em que a bipolaridade deste se manifestasse na sua pior fase.
Pode não haver amor à primeira vista, mas algo fez com que Lucy e Mickey se sentissem atraídos e, de alguma forma, ligados, desde a primeira vez que se viram.
Lucy não teve medo de arriscar. Mesmo quando soube da doença de Mickey.
Já este, sempre com dúvidas, e não se achando merecedor de viver o amor, por conta de uma doença que não consegue controlar, quase deitou tudo a perder.
Podem ter considerado que se tratava de uma decisão irreflectida, de um capricho, mas a verdade é que se casaram, e sempre tentaram fazer funcionar a relação, com as peculiaridades de ambos.
Sim, porque Lucy também teve a sua dose de problemas de saúde, por conta de um cancro da mama, herança de família, que a estará constantemente a assombrar.
A destacar desta história, a "relação" especial de Lucy com a "Morte", a partir do momento em que o pai lhe disse que:
1 - a morte não é o fim; 2 - a morte não dói; 3 - não há que temê-la, porque ela traz consigo uma certa magia.
Desde então, sempre que alguém está prestes a morrer Lucy sente, antecipadamente, a sua presença.
Outro dos destaques vai para a relação entre as três irmãs - Lucy, Lily e Priss - cada uma com os seus próprios problemas, a sua própria personalidade, muitas vezes chocando entre elas, mas sempre unidas, porque o amor de irmãs fala mais alto.
Quanto à história de amor entre Lucy e Mickey, eles estabeleceram um acordo com várias regras, que deveriam ser levadas à risca, para que o casamento funcionasse.
Uma delas, dado o historial clínico de ambos, era não ter filhos.
No entanto, Lucy engravida.
E, a partir daí, vai ser todo um dilema, com três factores a contribuir para o pesadelo - a gravidez, o transtorno bipolar de Mickey e o cancro que voltou, desta vez com metástase no pulmão, e com a expectativa de cura muito baixa.
Ou Lucy aborta, e se concentra no tratamento para combater o cancro, ou leva a gravidez adiante, e arrisca-se a não sobreviver.
Já Mickey, perante a possibilidade de perder a mulher que ama, e acreditando que nunca poderá ser pai, sozinho, quer a todo o custo que Lucy aborte. Ao mesmo tempo, a sua situação piora, embora não se perceba bem se é consequência da bipolaridade, ou o simples medo normal de qualquer pessoa.
No dia em que está marcado o aborto, com Lucy já prestes a ser intervencionada, ela vê a "Morte".
Será a da sua filha? Ou será a sua?
O que significará?
A decisão que Lucy toma muda tudo ainda que, no fundo, não mude nada, porque a constante estaria sempre lá.
Resta a todos compreender essa decisão, aceitá-la, e fazê-la valer a pena.
É uma história que nos faz reflectir, mas achei que é dramática demais para todas as personagens e, por isso, peca um pouco, porque não havia necessidade.
Mas vale a pena ler!
SINOPSE:
"Lucy Houston e Mickey Chandler provavelmente não deviam ter-se apaixonado, muito menos casado. Ambos têm genes imperfeitos - ele é bipolar; ela tem um histórico familiar implacável de cancro na mama. Mas quando os seus caminhos se cruzam na noite do 21º. aniversário de Lucy, surgem faíscas, e não há como negar a química que existe entre eles. Sempre cautelosos a cada passo do caminho, eles estão determinados a fazer com que a sua relação funcione - e colocam esse compromisso por escrito. Mickey vai tomar sempre a sua medicação. Lucy não vai culpá-lo por coisas que estão fora do controlo dele. Ele promete honestidade. Ela promete paciência. Como em qualquer casamento, existem dias bons, dias maus e dias muito maus. Ao lidarem com os seus desafios, tomam uma decisão difícil: não ter filhos. Depois de uma consulta médica rotineira, Lucy tem uma surpresa, algo que deveria ser impossível. Algo que muda tudo. Mesmo tudo. De súbito, todas as regras são atiradas pela janela, e os dois têm de redefinir o que é verdadeiramente o amor."