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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Abstenção ou voto em branco

 

No outro dia, ao almoço, estava o meu pai a conversar com o meu marido sobre política, partidos, eleições e a importância do voto.

Na opinião do meu marido, e provavelmente outras tantas pessoas, existe uma grande diferença entre a abstenção e o voto em branco. Para ele, a abstenção é sinónimo de desinteresse, alheamento e indiferença para com o futuro do nosso país. Pelo contrário, o voto em branco, é uma participação activa, o cumprimento do nosso dever de cidadãos e, simultaneamente, a manifestação dos nossos desejos.

Até pode ser...em teoria! Na prática, os efeitos são exactamente os mesmos.

Em Portugal este voto não é relevante para a contagem dos votos expressos na eleição presidencial, não tendo influência no apuramento do resultado das eleições. Na verdade, abstenção, votos nulos ou votos em branco acabam por ser formas diferentes de transmitir a mesma mensagem - a rejeição dos candidatos, mas sem qualquer efeito prático.

Eu não voto, pertenço à categoria das abstenções. Deixei de exercer um dever e um direito que me assiste, de escolher um governante para o meu país. Porquê? Porque nenhum deles merece o meu voto. Estou, portanto, a deixar em mãos alheias uma decisão para a qual eu deveria contribuir. Como tal, não me posso depois queixar dos resultados.

Mas, quem vota em branco, estará a contribuir para alguma coisa? Se entre 4 ou 5 candidatos, não escolhermos nenhum, estaremos a decidir alguma coisa? Não. Estaríamos sim, se votássemos num qualquer deles, em detrimento de outro. Não é o caso do voto em branco. Este, por enquanto, ainda não serve para eleger lugares vazios, nem tão pouco tira poder ou força a quem for eleito.

 

 

Valeu a pena!

 

Não se pode dizer que o júri não esteja a fazer a sua função. Mas não posso deixar de referir que, na minha opinião, têm havido algumas injustiças, e escolhas que me fazem lembrar sucessivas tentativas de atirar boias de salvação, a quem não consegue nadar mais do que nadou até agora. Talvez consigam ver lá bem no fundo que a pessoa consegue fazer melhor, mas a verdade é que outros não tiveram as mesmas oportunidades. Uns, são imediatamente rejeitados. Outros, pelos mesmos erros ou piores até, continuam lá.

E se há quem salte de alegria por seguir em frente, também há quem se sinta desolado por ficar pelo caminho.

Como em todos os programas deste género, haverá candidatos que terão sucesso, outros de quem nunca mais ouviremos falar e alguns que nos marcam por determinados motivos.

Um deles foi, sem dúvida, o João - candidato humilde que, embora tenha feito uma boa prestação, não se adequava, segundo Manuel Moura dos Santos e restantes jurados, a este tipo de programa. As críticas até nem foram muito negativas, e o João soube ouvi-las como quem recebe conselhos para evoluir no futuro, e aceitá-las.

Tal como para tantos outros, o seu sonho talvez terminasse ali. Mas João tinha um sonho muito maior que ser o próximo ídolo de Portugal: uma prótese ocular, que nunca teve a oportunidade de ter por não ter dinheiro. E esse sonho, vai mesmo ser realizado!

O concurso não lhe deu fama, não o deixou seguir além da primeira fase. Mas, para o João, já valeu a pena ter participado!  

 

Ídolos - 5ª Edição

       

 

Esta 5ª edição do Ídolos pouco ou nada traz de novo, a não ser a mudança de elementos do júri.
Algumas pessoas com talento musical, outras sem nenhum, outras ainda com talento para a comédia e para candidatos a cromos de Portugal, como não poderia deixar de faltar num programa destes!
Quando um formato é sucessivamente utilizado, por muitas alterações que lhe façam, começa a perder o interesse das primeiras edições.
Quanto ao júri, é o pior de todas as edições.

E confesso que fiquei em pulgas para ver como funcionaria o Manuel Moura dos Santos com o Tony Carreira!

Por muito sucesso que tenha, por muito boa pessoa que seja, por mais que perceba de música, definitivamente Tony Carreira não está ligado ao pop e, na minha opinião, não foi uma boa escolha.

A Bárbara Guimarães, por muitos programas de caça-talentos que tenha apresentado, não tem qualquer formação para tecer comentários a nível musical, sendo mais uma opinião como espectadora/ ouvinte e, quanto muito, consultora de moda e imagem mas, até para isso, poderiam ter escolhido alguém mais qualificado.

Sobram, para salvar a honra, o Manuel Moura dos Santos (o único que sobreviveu a todas as edições), apesar de não ser fã do seu ar arrogante, e o Pedro Abrunhosa.

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