Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Mais de meia hora para chegar à praia?!

290567830_1055434441769610_2384078995559196366_n.j

 

Não ia à Ericeira, de autocarro, desde antes da pandemia.

Nesse meio tempo, foi construído um novo terminal para os autocarros, e desactivado o antigo.

Esta semana, fomos à praia, e ficámos a saber onde se situa o novo terminal.

E fica longe! Muito longe! Do centro. E das praias.

 

Sim, há o chamado "beach bus", que não sei se é pago ou não, que leva os turistas e afins às praias, e de volta ao terminal. 

Mas nem sempre os horários coincidem, e não compensa ficar à espera, ou perder ainda mais tempo.

 

Assim, e porque a praia mais próxima está interdita a banhos, fomos "obrigadas" a ir para uma outra, onde agora se junta a malta toda, e caminhar durante mais de meia hora (para baixo todos os santos ajudam), para chegar ao areal e, depois, uns 40 minutos até ao terminal, sendo que o caminho é sempre a subir.

 

Depois, como aquela é a única paragem, junta-se ali toda a gente, o que significa chegar cedo para ter a sorte de ocupar um lugar sentado.

 

Se compensa?

Digamos que a partir do momento em que chegamos à praia, mergulhamos no mar, e nos deitamos ao sol, esquecemos o que passámos, e o que temos pela frente.

Mas não dá para fazer isto vários dias seguidos, porque é cansativo, e o corpo ressente-se.

Quando a meta se aproxima...

Pintar e Colorir Desenhos: Meta desenhos para colorir

 

Falta uma semana!

Uma semana para acabar o ano lectivo.

O último dos 12.

 

Os testes estão feitos.

Os trabalhos, apresentados.

O que tinha de ser feito, foi. E já não há volta a dar.

Fica só a faltar o exame nacional mas, oficialmente, as férias estão aí à porta.

 

Então, e como correu este último período?

A mim pareceu-me que, depois de dois anos de malabarismos por conta da pandemia, este último ano acabou por ser um pouco mais normal mas, neste terceiro período, senti que a maior parte dos estudantes, incluindo a minha filha, já estavam demasiado desmotivados para aquele derradeiro esforço.

 

Há quem, com o aproximar da meta, ganhe um novo ânimo e acelere na recta final, com entusiasmo, para chegar lá o mais rapidamente possível e acabar a prova bem classificado.

E há quem, ao vê-la, sinta todo o cansaço acumulado a abater-se sobre si, e perca as poucas forças que ainda lhe sobram, fazendo aqueles últimos metros quase a arrastar-se, já pouco querendo saber se chega em primeiro, quinto ou décimo, mas apenas que chegue, que corte a meta, e consiga o desejado apuramento.

 

O da minha filha, mal ou bem, está garantido.

A missão foi cumprida. 

O percurso foi concluído no tempo regulamentar.

E está de parabéns!

 

 

 

 

Respirar

respirar.jpg

 

Respirar…

Algo tão natural, tão básico, tão inato, a que ninguém presta atenção.

E, ainda assim, essencial para a nossa sobrevivência. Um claro sinal de que estamos vivos.

 

Respirar…

Algo que faço constantemente, quase sem dar por isso.

Como se o meu corpo fizesse todo o trabalho por mim.

 

Respirar fundo…

Aí, sim, percebemos que estamos a respirar.

Acaba por ser, de certa forma, um acto menos involuntário. Fazemo-lo, muitas vezes, propositadamente. Com alguma intenção, que não a mera sobrevivência.

 

Respirar fundo…

Passou a ser o meu respirar normal. Aquele que era suposto ser involuntário, e fazer-se sozinho.

Passei a ter que respirar. Frequentemente. Passei a ter que assumir essa função que deveria ser do meu organismo.

 

Falta-me o ar…

Sim. Algures, por entre a respiração normal e superficial, sinto que o ar fica perdido pelo caminho. E não chega onde deveria.

E, então, tenho que ir eu buscá-lo. Ver se ele ainda cá está.

 

Falta-me o ar…

Como num ataque de pânico, mas sem o pânico.

Como numa crise de ansiedade, mas sem a ansiedade.

Como se tivesse o nariz entupido, mas sem o estar.

Como estar com uma máscara na cara, mas sem ela.

 

Cansaço…

Respirar assim, relembra-me que ainda tenho ar. Mas cansa.

E junta-se ao cansaço que já sinto, pelo simples facto de fazer as tarefas mais simples.

 

Cansaço…

Ter que parar a meio, porque estou cansada, e me falta o ar.

Ter que me sentar, porque estou cansada, e me falta o ar.

Estar deitada, e ter que escolher a melhor posição, para que não me falte o ar, ainda que demore a controlar.

Ter que dormir com medo que me falte o ar, e não acorde.

 

Desde quando, respirar, passou a ser algo que se controla, que se programa, que se pensa e faz conscientemente?

Quero voltar a respirar, sem ter que pensar que tenho que respirar...

Por onde anda o romantismo?

kisspng-romance-drawing-couple-silhouette-clip-art

 

Não anda!

Quando, para além do trabalho fora de casa, passo cada dia:

- a limpar as leiteiras das gatas 5 ou 6 vezes ao dia

- a controlar a ração das bichanas, dar atenção, brincar com elas

- cozinhar

- fazer camas que mais parece que andou por ali um furacão, de tão desarrumadas que estão

- a lavar camiões de loiça que se foram acumulando ao longo do dia, porque não há tempo para o fazer antes

- a arrumar tudo o que ficou desarrumado

- a ter que estender ou apanhar roupa, para não acumular no fim de semana

- a despejar vários sacos de lixo que vão ficando por ali à espera do uns minutos disponíveis para tal

 

A ter que fazer isto tudo sozinha, porque o marido tem dois trabalhos e só vai a casa comer qualquer coisa e dormir umas horas, e a filha está ocupada com a vida escolar

E repeti-lo dia após dia, ao longo de toda a semana...

... não é fácil ter boa disposição quando a noite ou o fim de semana chegam, e estar em modo romance.

Por norma, estou cansada, desejosa de acabar tudo e deitar-me para ver se descanso e durmo.

Algumas vezes, fico mesmo de mau humor porque queria chegar a casa e poder relaxar, mas não posso. Porque pensava que naquele dia não haveria tanto por fazer, mas afinal tenho o mesmo, ou mais ainda.

 

Deve ser por isso que o romantismo, averso a estas más energias, foi passar férias prolongadas para outro lado. Ou então, tirou licença por tempo indeterminado.

E não é fácil fazê-lo voltar, apenas por meia dúzia de horas, no meio do caos.

 

 

 

Efeitos secundários das medidas de contingência conta a Covid-19

Atasi Bengkak Kaki Semasa Mengandung | Najlaa Baby Skincare

 

Pernas inchadas, varizes e cansaço, para quem tem que estar à espera para ser atendido em qualquer lado.

Antigamente, íamos a um qualquer serviço, tirávamos a senha e aguardávamos comodamente sentados, no interior, a nossa vez.

Isso acabou.

 

Agora, esperamos de pé, em fila, na rua, que quam está a ser atendido saia, para entrarmos nós, ou que alguma alminha se lembre de nós chamar.

Passo pelo centro de saúde, a caminho do trabalho, e vejo os utentes cá fora, à espera.

Nas Conservatórias, CTT e outros serviços públicos, o mesmo. Não há condições para deixar as pessoas entrar e sentar.

Mas também não há hipótese de a pessoa sair da fila e ir sentar-se em qualquer lado, enquanto espera, para não perder a vez. 

 

Enquanto isso, os próprios serviços tornam-se mais demorados, o que nos faz esperar ainda mais tempo.

E desesperar.

Quem paga são as nossas pernas.

Podemos não ser contagiados pela Covid-19, mas sofremos no corpo todos os efeitos secundários que as medidas contra ela provocam.