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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Enquanto espero...

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... aproveito uma aberta, e procuro um banco de jardim, onde me possa sentar, e aquecer ao sol, num dia tão frio.

Por incrível que pareça, tempo não me falta.

Pelo contrário, parece ser tempo a mais, ainda que nunca o seja.

É irónico que esteja sempre a queixar-me de que me falta tempo e, quando o tenho, não o possa aproveitar como gostaria, e só queira vê-lo passar depressa.

 

Por mim, passam pessoas. 

Estudantes, num qualquer intervalo entre aulas, ou já com o dia terminado.

Acompanhantes que, tal como eu, tentam ocupar o tempo.

Funcionários, que aproveitam a pausa para petiscar, ou fumar um cigarrinho.

Pacientes, que vão, ou vêm, de alguma consulta.

Familiares que chegam para visitas.

 

Poucos se atrevem a sentar.

Afinal, os bancos estão molhados da chuva que, pouco tempo antes, tinha caído.

O vento também não convida a ficar parado muito tempo.

Mas eu, deixo-me estar.

Ali, posso respirar. Aliviar a dor de cabeça. Abstrair.

 

Olho para o céu.

Nuvens brancas percorrem-no, em passo apressado.

Também não querem ficar ali muito tempo.

E quem quer?

 

O sol vai aproveitando os seus últimos minutos de esplendor.

A caminho, vêm as nuvens negras que, depressa, o esconderão.

Tiro, para memória futura, uma fotografia daquele pedacinho de paz, no meio da incerteza que me aguarda.

Levanto-me, e dirijo-me de volta ao caos, para me proteger da chuva que não há-de tardar a cair.

 

E espero...

Abrigada de uma intempérie. Desabrigada de outra.

Eu, e tantas outras pessoas. 

 

 

O caos no arranque da Carris Metropolitana

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Arrancou ontem a Carris Metropolitana na "área 2", onde está incluído o concelho de Mafra.

E não está fácil encarrilar com esta nova modalidade de transportes e horários.

 

Quando, em 2022, se ouviu falar pela primeira vez na operação que aí vinha, o que mais fixámos foi:

- os autocarros vão passar a ser todos amarelos

- vai haver mais autocarros

 

E sim, começámos a ver os primeiros autocarros amarelos a surgir, ainda que tudo o resto permanecesse igual, até porque a operação só começaria a 1 de Janeiro de 2023.

Depois, foi ver surgir os postes amarelos, em substituição dos outros postes de indicação de paragem.

Em seguida, nos ditos postes e paragens, foram colocadas placas por cores e números que, das primeiras vezes que vimos, não percebemos para que seriam, afinal, eram só números.

 

 

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Agora, nos últimos dias do ano, foram afixadas algumas tabelas de horários de autocarros, também elas diferentes dos típicos horários a que estávamos habituados.

Uma pessoa olha para uma tabela destas e pensa: então mas isto não parece indicar que há mais autocarros, antes pelo contrário.

Por outro lado, a hora que consta da tabela é a hora em que o autocarro passa naquela paragem específica, e não a hora de saída do local de partida.

 

De qualquer forma, faltam tabelas para o número de linhas que, supostamente, passam nas paragens, e que podemos consultar no site.

Que só ontem pareceu começar a funcionar em condições porque, até então, estava difícil de pesquisar o que quer que fosse.

Ou seja, pode ficar a dúvida se, apesar da placa com o número da linha constar na paragem, e o site indicar o horário, o autocarro passará mesmo por ali.

O que significa que, para todos os que não tenham internet, não será fácil entender-se com os horários e apanhar transportes.

 

 

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Será que vão afixar as restantes tabelas? E haverá espaço?

Porque, no caso deste poste, decidiram afixar uma na parte de trás do mesmo, o que dá imenso jeito!

 

 

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E quanto aos preços?

Esses também foram uma surpresa!

A minha filha teve, ontem, que apanhar um autocarro e, como não tinha o passe carregado, pagou um bilhete.

Um bilhete que, antes, custava cerca de €. 2,50, do terminal para a nossa zona, custou-lhe ontem €. 4,50!

Isto, porque apanhou a linha rápida. Se tivesse apanhado um autocarro de linha longa, já saía mais barato.

Mas, olhando para este tarifário, vantajoso para quem se desloca entre maiores distâncias, o que percebemos é que o preço é sempre o mesmo, independentemente do local de saída.

Ou seja, a minha filha pagou tanto para Mafra (cerca de 10km), como pagaria se fosse até Lisboa (cerca de 50km). 

 

Acredito que, daqui a uns tempos, já todos iremos estar familiarizados com estas mudanças. Já todos iremos saber as linhas que podemos apanhar na nossa zona, e já nos entenderemos com os horários.

Mas a verdade é que faltou preparação.

Faltou informação.

Faltou divulgação.

Faltaram esclarecimentos.

 

Nem todas as pessoas têm acesso à internet.

Nem todas as pessoas têm telemóveis com aplicações.

Então, como é que essas pessoas fazem?

 

E quanto à oferta, sempre há mais autocarros?

Aquilo que me parece, do pouco que vi, é que houve mudanças nas horas dos mesmos. Eventualmente, um ou outro horário que antes não havia mas, por outro lado, também eliminaram um ou outro horário, pelo que, na prática...

O que parece, sim, é haver mais oferta a nível de linhas, ou seja, transporte para localidades que, talvez, antes, não estivessem contempladas.

 

Mas, sinceramente, e apesar de pouco usar transportes públicos, o que me parece é que isto está muito confuso, informação pouco acessível ao público.

E pelos comentários que tenho lido, não sou a única!

Ninguém gosta de jogar um jogo sem regras

Dados no ensino de potências - Brasil Escola

 

Ninguém gosta de jogar um jogo sem regras.

Um jogo em que não se sabe o que é suposto fazer. Ou como agir.

Em que não se sabe o que poderá levar a penalizações. Ou o que trará vantagens.

Onde tudo pode mudar e virar de pernas para o ar, quando menos se espera.

Onde, havendo mais jogadores, cada um poderá fazer, à falta de pré definidas, as suas próprias regras, gerando o caos.

 

Ninguém gosta de jogar um jogo sem regras.

Porque, num jogo onde não existem, ou não se conhecem, as regras, nenhuma vitória será totalmente justa...

Porta aberta ao oportunismo ou à inovação?

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As tragédias, as calamidades e o caos, são sempre boas portas, abertas ao aproveitamento por parte daqueles que, nelas, vêem uma forma de lucrar.

Seja em termos ideológicos, sociais, políticos, económico-financeiros, ou qualquer outro, que possa beneficiar com a desgraça alheia. 

 

Não digo que não haja, igualmente, altruísmo, solidariedade, generosidade desinteressada, verdadeira vontade de ajudar, porque o há.

 

Mas haverá sempre oportunistas.

E se, com alguns deles, temos que ter muito cuidado, porque nem sempre as suas intenções são as melhores, ou mais nobres, com outros, acabam por surgir inovações, técnicas, métodos, que ficarão a fazer parte da vida daí em diante.

 

 

 

 

O que é isso do espaço nas relações?

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Muito se fala, hoje em dia, do espaço nas relações.

Mas, afinal, o que é isso do espaço nas relações?

O que significa e em que consiste, na prática, esse espaço?

 

É muito simples.

Seja em que relação for, amorosa, de amizade, ou familiar, essas relações envolvem sempre duas pessoas que, antes de constituírem, em conjunto com a outra, essa mesma relação, têm a sua própria individualidade.

E é essa individualidade que deve ser mantida, ainda que apenas em parte.

Tal como no diagrama, nenhuma das pessoas se anula, nem anula totalmente a outra. Passam sim, a coexistir também, na nova relação formada.

Esse espaço, que não foi fundido, é o espaço que todas as relações necessitam, para permanecerem saudáveis.

Caso contrário, quando uma anula a outra, ou se deixa anular, é como se deixasse de existir enquanto pessoa, com a sua personalidade própria, e passasse a viver apenas para aquela relação, ou para o outro.

E isso, a longo prazo, torna-se sufocante, desgastante. Como um vírus que irá acabar por destruir a relação, e deixar mazelas na pessoa que deixou de existir.

 

 

De acordo com a psicóloga Cláudia Morais, a forma como cada uma das pessoas cresceu e viveu até ali, num ambiente de caos e ansiedade, ou num ambiente de segurança e liberdade, pode influenciar a forma como a pessoa depois age na relação, exigindo muitas vezes, do outro, aquilo que mais lhe faltou ou, da outra parte, aquilo que sempre teve e quer manter.

Cabe a cada membro da relação perceber que, ao mesmo tempo que mantém a sua individualidade e características só suas, tem agora também que pensar no outro, e na relação que está a construir, de forma equilibrada.

 

Cada um de nós tem a sua cor de origem, e a cor que resulta das várias relações que vamos estabelecendo ao longo da vida. Podem, e devem coexistir ambas, em simultâneo.

 

Artigo completo AQUI