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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Será a autodesresponsabilização uma atitude cobarde?

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Muitas vezes, quando nos fazem determinadas propostas, que obrigariam a que assumíssemos uma maior responsabilidade, declinamos, porque achamos que não nos podemos comprometer, sob pena de não conseguir cumprir.

Será essa uma atitude cobarde, de quem tem medo de assumir as rédeas, qualquer que venha a ser o resultado, de quem tem medo de não estar à altura, de quem não acredita que é capaz?

 

 

Quando delegamos nos outros, tarefas que até poderíamos facilmente cumprir, estaremos nós a agir como cobardes, que preferem assistir a alguma distância, do que pôr a mão na massa? 

De quem, simplesmente, não se quer dar a esse trabalho? 

 

 

Ou será, em muitos casos, uma atitude sensata e consciente?

Uma atitude de aceitação dos limites das nossas capacidades?

Uma atitude responsável que evitará futuros dissabores?

Uma atitude de autopreservação do nosso bem estar e saúde física e mental?

 

 

E implicará a nossa auto desresponsabilização, automaticamente, uma delegação de responsabilidades no próximo?

 

 

Faz sentido a avaliação dos professores?

 

Imagem do Publico

 

Os sindicatos contestam a legitimidade do exame, afirmando que os professores já mostraram, anteriormente, as suas competências e conhecimentos.

Pois eu digo que a aprendizagem é um processo contínuo, não termina quando recebem o diploma, nem quando são contratados e consideram o seu emprego garantido.

E se muitos professores concordam com os exames dos alunos, para avaliar conhecimentos de um ano inteiro (ou mais), quando os mesmos já foram provando esses mesmos conhecimentos ao longo do ano, porque contestam uma prova quando os avaliados são eles? 

Têm medo? Acham que não faz sentido porque sabem tudo? Pois se pensam assim, enganam-se.

Os resultados falam por si - cerca de 1/3 dos docentes que realizaram a componente específica da prova de avaliação de conhecimentos dos professores contratados reprovaram!

Em Português (nível 2), a  percentagem de chumbos atingiu os 60,4%. A Física-Química apenas 43, de 68 testes, foram considerados válidos. 

A prova de avaliação de conhecimentos e capacidades destina-se a professores contratados, com menos de cinco anos de serviço que, sem aproveitamento, se vêem impossibilitados de dar aulas, até nova prova.

A importãncia desta prova é justificada pela necessidade de haver professores mais preparados e qualificados, tendo que haver, para isso, uma maior exigência na formação inicial dos candidatos a professores.

A prova pode até nem estar concebida da forma mais apropriada, e nesse sentido é compreensível que os professores não concordem com ela.

E pode ser, de certa forma, discriminatória, uma vez que professores com mais de 5 anos de serviço estão isentos da realização, quando deveriam estar, igualmente, abrangidos.

Mas que faz cada vez mais sentido uma avaliação dos professores, tendo em conta alguns que por aí andam nas escolas a fazer tudo menos ensinar, lá isso faz.

E mais - deveriam ser avaliados na sala de aula, em pleno exercício das suas funções, e também psicologicamente.

O ensino melhoraria, e os alunos e pais agradeceriam! 

 

 

Dizem que hoje é o Dia da Mulher

 

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Dizem que hoje é o Dia da Mulher...

Em que é que o meu dia de hoje difere dos outros?

Em nada!

A não ser por todas as pessoas que se dirigem e mim e me dizem "Parabéns, hoje é o teu dia!"

Mas o meu dia começou comigo a tratar da roupa, do almoço, da loiça que ficou por arrumar da véspera. E há-de continuar mais logo, a preparar fichas para a minha filha fazer e se preparar para os testes da próxima semana.

Pelo meio, talvez aproveite o bom tempo para dar uma voltinha com o marido, e namorar um bocadinho.

Então, porquê tanto alarido com o Dia da Mulher?

Porque o Dia da Mulher não se resume a um dia, mas a uma luta constante pela igualdade, pela liberdade, por muitos direitos que ja foram conquistados, e por outros que vamos aos poucos conquistando.

O Dia da Mulher, é todo aquele em que alcançamos conquistas e metas que ninguém imaginaria, que provamos que também nós somos capazes, também nós somos inteligentes, eficientes, também nós somos humanas, pessoas não só com deveres mas também com direitos.

Para muitas de nós, há muitos dias a que poderemos chamar Dia da Mulher. Infelizmente, para muitas mais, esse dia ainda não chegou, e sabe-se lá se algum dia chegará...

Se houver alguma intenção na existência deste Dia da Mulher, que não seja só o de celebrar aquilo que já temos mas, acima de tudo, para que a luta continue para conseguir o mesmo para aquelas que ainda não sabem o que isso é, para aquelas a quem lhes é vedado todo e qualquer direito, para aquelas que em vez de mulheres, são apenas vistas como empregadas, escravas, serviçais, objectos dos prazeres, vontades e imposições dos homens! 

Sobre os critérios de avaliação dos professores

 

Avaliação de erros, ou erro de avaliação? Eis a questão!

Para mim é, sem dúvida alguma, um erro.

A avaliação das capacidades essenciais dos professores devia ser feita em pleno exercício das suas funções.

Se os professores devem ter conhecimentos mínimos? Devem! Se devem saber escrever em "bom português"? Devem!

Mas devem, acima de tudo, ter prazer e satisfação naquilo que fazem e, principalmente, saber ensinar! Esse é, na minha opinião, o grande problema.

São cada vez menos os professores que gostam de lecionar, e cada vez menos os que o sabem fazer. Por outro lado, temos as escolas cheias de profissionais licenciados que comparecem para ganhar o salário ao fim do mês, que "despejam" matéria, que não se fazem entender nem sequer tentam, que simplesmente, não têm a mínima vocação. 

E essa situação não se detecta numa mera ficha de avaliação, nem as qualidades de um professor se avaliam, de todo, pelo número de erros ortográficos que dá. 

 

A inveja não é bonita...

 

...e não nos fica nada bem!

 

Segundo consta, José Cid, vá-se lá saber porquê, decidiu empreender um ataque ao seu colega de profissão, o cantor Tony Carreira, acusando-o de ser "um cantor fraquinho, que só alcançou o sucesso devido a uma enorme estrutura de marketing".

Mas as críticas não se ficam por aqui. Para José Cid, Tony Carreira "evoluiu em termos estéticos, mas não como compositor e intérprete". E vai mais longe, afirmando que as suas músicas têm "letras rafeiras e falta de originalidade, sendo os seus concertos fabricados e não genuínos".

José Cid considera-se um intérprete superior a todos os níveis e frequentador/ convidado para meios aos quais Tony Carreira nunca chegará.

Não sei a que se deveu este súbito ataque, mas posso dizer que tais afirmações não lhe ficam nada bem.

Alguém que se afirma "superior" nunca se prestaria a críticas deste género, nem tão pouco teria necessidade de se gabar a si próprio.

Se é por inveja, só lhe posso dizer que é um sentimento muito feio.

Felizmente, neste mundo, há músicas e cantores para todos os gostos, e ninguém é obrigado a ouvir aquilo que não gosta, aquilo que "não pertence ao seu mundo".

Por isso, se o Sr. José está satisfeito com o seu público de "gente bonita", com os seus concertos em determinadas festas, casamentos e outros locais onde nem todos, incluindo Tony Carreira, podem ir, óptimo! Se os seus concertos são genuínos, ainda melhor para ele!

Mas a verdade é que, se houve uma época em que José Cid esteve no auge da sua carreira, essa época há muito passou.

Os tempos são outros e, por mais que não se queira, o marketing e todo o processo de produção de espectáculos são algo perfeitamente normal e que não tem, necessariamente, por objectivo diminuir ou disfarçar a qualidade das músicas e do cantor que as interpreta.

Não sou fã de José Cid. Também não sou do Tony Carreira. Mas já fui a um concerto deste último e não me pareceu que aquelas quarenta mil pessoas tenham ido em excursões organizadas pelo próprio.

A verdade é que, quer queiramos, quer não, Tony Carreira move massas - mulheres, homens e até crianças - ninguém lhe fica indiferente. E chegou onde muitos outros cantores não conseguiram chegar!

Já se vamos falar de "letras refeiras", poderia dizer que a letra de uma das suas músicas "como o macaco gosta de banana eu gosto de ti..." é uma letra digna de enquadrar essa classe! Por vezes, as pessoas ganhavam mais se estivessem caladas.

Embora cada um seja livre de expressar a sua opinião, e os seus gostos, considero que seria uma atitude mais digna respeitar um colega de profissão, com todas as suas diferenças, sem ataques nem desafios.

Resta a Tony Carreira mostrar, com a sua suposta "inferioridade", que um ataque deste género não merece resposta nem contra-ataque.

Porque quem está seguro do seu valor e das suas capacidades, não precisa de o provar a ninguém que não seja a si mesmo! E não precisa de se servir de "golpes baixos" nem descer ao mesmo nível de quem, gratuitamente e sem aparente motivo, lhe lança críticas!

 

 

 

PS.: Para aqueles que sabem que a minha filha é fã incondicional do Tony Carreira desde os seus 4 anos, informo que não foi ela que me "obrigou" a  escrever este post! {#emotions_dlg.smile}

 

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