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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Welcome/ Goodbye - uma questão de perspectiva!

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Esta manhã, ao vir para o trabalho, passei por uma casa que tinha um tapete destes à porta, nesta exacta posição.

Pensei: o tapete está ao contrário, deveria estar o "welcome" virado para fora, como que a dar as boas vindas a quem chega, e o "goodbye" virado para dentro, como que a despedir-se de que sai de casa.

 

Mas, vendo bem as coisas e, na situação de pandemia e restrições em que nos encontramos, percebi que esta posição do tapete faz todo o sentido.

Numa época de isolamento social, em que nos é recomendado "fique em casa", quem ali se dirigir leva logo o recado "goodbye", ou seja, volta pelo mesmo caminho que vieste, que agora não podes entrar aqui. E quem está dentro de casa e se sentir tentado a sair percebe, ao se deparar com o "welcome" que é dentro de casa que é bem vindo, e por isso fica por lá.

Por outro lado, quando se acabar o isolamento, o "welcome" poderá ainda ser interpretado como "bem vindo de volta à rua" ou "bem vindo de volta ao mundo exterior"!

 

É tudo uma questão de perspectiva.

E para vocês, qual das posições faz mais sentido, e como a interpretam?

 

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A minha vizinha do lado

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Depois de um casal discreto e simpático que estreou a casa e por lá ficou apenas um mês, logo chegou uma nova inquilina para a casa ao lado da minha.

O T1, com paredes comuns à minha casa, é agora ocupado por uma mulher, mais nova que eu, e três filhas, com idades entre os 6 e 10/11 anos, penso eu.

 

 

Todos os dias, de manhã cedo, e à noite, ouço, quando estou na cozinha, casa de banho ou no quarto da minha filha, algo a deslizar e bater contra a parede.

Deduzi que, ou são camas desdobráveis, que montam e desmontam, e encostam à parede para não ocupar espaço, ou então que os seus móveis devem ter rodas, e andam por ali a desviá-los de um lado para o outro, consoante o sítio para onde querem ir, e acabam por chocar contra a parede.

A maior parte das vezes, já sei que vem aí encontrão, porque ouço o som do deslizamento. Outras, ainda assim, apanho sustos porque o estrondo é maior do que eu supus.

Não sei se a senhoria, no andar de cima, também ouve. Se sim, já deve estar preocupada com o estado em que estarão as suas ricas paredes.

É bem feito! Por vezes têm que calhar com alguém assim, para deixar de reclamar com os outros!

 

 

Quase todos os dias, oiço a vizinha, também de manhã cedo ou à noite (horas a que, pelos vistos, estamos as duas em casa), a gritar e ralhar com as miúdas, e uma ou outra a chorar.

E só penso "coitada, sozinha a criar três filhas pequenas, não deve ser fácil". 

 

 

Vamos ver por quanto tempo aqui ficarão.

Quando os novos manuais escolares chegam a casa!

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É uma alegria!

Um momento mágico!

 

 

Abrir a caixa e tirá-los lá de dentro, novos, brilhantes, impecáveis.

Retirar o plástico dos que vêm embalados, cheirá-los, manuseá-los pela primeira vez.

Abri-los e descobrir aquilo que se irá aprender no próximo ano lectivo, e criar logo ali, consoante as matérias, uma empatia ou antipatia pelas mesmas.

 

 

Plastificá-los, se for o caso, identificá-los com etiquetas, e colocá-los no lugar dos antigos, que agora se arrumam noutra secção, até ver.

 

 

E ali ficam eles, a postos, até setembro. 

Daí em diante, podemos passar a querer vê-los à distância, e tudo pode acontecer com eles, chegando ao final num estado pouco recomendável.

Mas, até lá, vamo-los admirando...

 

Se uma determinada gata não se armar em guardiã, e não nos deixar sequer tocar neles!

Cozinhar em casa ou comprar refeições fora?

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Quem não gosta de, em ocasiões especiais, ou em dias em que o tempo escasseia, ou o cansaço é grande demais para cozinhar, ir comer fora?

 

 

Depois, há quem faça as suas refeições fora por sistema, porque a sua vida assim o obriga, ou porque não tem jeito nenhum para cozinhar ou, simplesmente, tem mais com que ocupar o seu tempo que a cozinhar, e tem o capital necessário para sustentar esse hábito.

 

Há quem prefira cozinhar as suas próprias refeições, porque são mais saudáveis e mais saborosas, ou porque não há dinheiro para fazer grandes extravagâncias diárias.

 

Algumas pessoas preferem cozinhar para si próprias, ou para duas ou três pessoas, e evitá-lo quando se trata de grupos maiores, pelo trabalho que isso acarreta.

 

Outras, sentem maior prazer em cozinhar para um grupo de convidados, e preferem optar por algo mais prático quando é só para eles, ou para o casal.

 

 

Eu confesso: cozinho por obrigação. Não é coisa que goste. Cozinho pratos básicos, para o dia a dia, até porque não me posso dar ao luxo de comprar as refeições fora, ou ir comê-las a restaurantes todos os dias. Mas também admito que, à excepção de dois ou três pratos, que prefiro comer fora, a minha preferência vai, sem dúvida, para a comidinha feita em casa.

 

Por isso, mesmo que pudesse manter esse estilo de vida de ir tomar o pequeno almoço, almoçar ou jantar fora frequentemente, não o escolheria para mim.

Mas, para quem gosta e pode, acho bem, e não condeno.