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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Derrames oculares

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Por aqui, para além da miopia e astigmatismo, os meus olhos já foram vítimas de descolamento do vítreo, herpes ocular, conjuntivite e aqueles tercolhos comuns que volta e meia nos atacam.

Ultimamente, é a vez dos derrames oculares.

 

 

Da primeira vez, até foi a minha filha que me chamou a atenção para o facto de ter uma parte do olho vermelha. Não sentia nada, percebi que era um derrame, não liguei. No dia seguinte, tinha desaparecido.

 

 

Mas, nos últimos dias, reparo que, quando chego à noite, e tiro as lentes de contacto, estou sempre com um dos olhos vermelho, sempre no mesmo sítio, e sinto como se tivesse grãos dentro do olho, a causar mal estar.

No outro dia, de manhã, volta ao normal, mas isto sucede dia após dia, sempre que uso as lentes de contacto.

Já nos dias em que apenas utilizo os óculos, não acontece nada, e o olho permanece normal.

Quando começou, estava constipada e com tosse, pelo que associei que poderia ser essa a causa (tosse, espirros, esforço).

 

 

Mas também poderia ser uma infecção ocular. Por uma questão de precaução, troquei as lentes de contacto. Tem melhorado, mas ainda não na totalidade.

Acho que, mais uma vez, vou ter que ir ao oftalmologista, para ver o que dizem os meus olhos, e o que ele me diz sobre os mesmos!

 

 

No entanto, ao pesquisar as possíveis causas, e descartando aquelas que não se verificam (não fiz qualquer lesão, não fui operada, não uso medicamentos, não pratico actividades físicas), apenas resta a infecção ocular (talvez provocada pelas lentes de contacto anteriores) ou a degeneração macular, que está mais que confirmado que sofro dela. 

 

 

ZOO - a série da Netflix sobre o Homem e os animais

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Gostam de animais?

Gostam de ciências e investigação?

Gostam de suspense e mistério?

Gostam de policiais, com teorias da conspiração e agentes infiltrados e corruptos à mistura?

Gostam de dramas familiares?

Gostam de romance?

Gostam de acção e surpresas constantes?

 

Então esta é a série ideal!

 

 

Tudo começa com um ataque de leões fora do normal na selva africana, onde são apresentadas as personagens principais:

 

Jackson - um perito em comportamento animal que vê, nestes estranhos ataques que estão a ocorrer, uma possível ligação com as teorias do seu pai, que o levaram à loucura, a perder a credibilidade e o trabalho, e a ser abandonado pela família

 

Abraham - um guia de safári, melhor amigo de Jackson que o vai acompanhar na busca da verdade, depois de ser salvo de um ataque de leões

 

Chloe - é uma agente secreta francesa, única sobrevivente de um dos ataques dos leões em África, que escapa com a ajuda de Jackson

 

Jamie - uma jornalista que vive para uma única missão - destruir a Reiden Global - uma companhia produtora de pesticidas e alimentação para animais, que ela acusa de ter matado a sua mãe, e de actuar de forma ilegal, pondo em perigo a vida das pessoas e dos animais

 

Mitch - um veterinário patologista que é procurado por Jamie para a ajudar a destruir a Reiden Global, mas que acaba por dar uma preciosa ajuda na investigação 

 

 

Alguém, que não conhecem, junta estas 5 pessoas, para que descubram o que se está a passar com os animais em todo o mundo, a razão para a mudança de comportamento e ataques inexplicáveis que estão a cometer, e como impedir essa ameaça, oferecendo-lhes recursos e levando-os a viajar para locais distintos.

 

Estarão os animais a ficar mais inteligentes? A deixar de ter medo dos humanos? A transmitir alguma mensagem ao Homem? A desafiá-lo? A provar que, a partir de agora, são eles que mandam, e é o Homem que deve ter medo? Será uma forma de vingança contra aqueles que, ao longo de séculos, os trataram mal?

Ou haverá, mais uma vez, responsabilidade humana nesta transformação?

 

A longo da série, alguns segredos vão sendo desvendados, percebemos que nem todos são quem pensamos que sejam, e que não é só da parte dos animais que vem o perigo! E não vai ser fácil lidar com os ataques que lhes fazem, de todas as frentes.

 

A série da CBS tem 3 temporadas, de 13 episódios cada uma, e foi inspirada no livro de James Patterson, com o mesmo nome. A quarta temporada foi cancelada por fracas audiências, mas as 3 temporadas podem ser vistas na Netflix.

 

 

Maculopatia? O que é isso?

Não há uma sem duas, nem duas sem três!

Depois de ter tido um descolamento do vítreo, em 2014, e herpes ocular, em 2015, tinha que me aparecer qualquer coisa este ano.

 

Dizem que, por vezes, os animais sentem e sofrem de acordo com os problemas que os seus donos têm.

Numa segunda-feira, a Becas não conseguia abrir o olho direito, algo que nos assustou e levou a ir com ela ao veterinário. Não detectaram nada, e nunca mais lhe aconteceu isso.

Na terça-feira de manhã, acordei com o olho direito, com uma ligeira sensação de que estava a ver de uma forma esquisita. Premonição de gata?!

Mas como já é costume acontecer quando durmo com o braço por cima dos olhos, esperei para ver se passava.

 

Quando pus os óculos, tinha a impressão de que estava ali qualquer parte suja ou embaciada, mas limpava, e não passava. Com as lentes de contacto, a mesma coisa. A sensação é a de que está ali qualquer coisa à frente - um reflexo, um embaciamento muito ligeiro, quase imperceptível, a incomodar, notando-se mais quando olhava em frente.

 

Pesquisei na internet, e poderia ser apenas vista cansada, poucas horas de sono, ou algo do género. Deitei-me cedo nesse dia e esperei para ver como acordava no seguinte.

Continuava igual.

Fiz nova pesquisa. Poderia ser cataratas. Os meus pais já foram ambos operados às cataratas, pelo que poderia ser o meu caso também. 

Marquei consulta no oftalmologista, para não adiar mais e andar a inventar, sem certezas de nada. 

 

 

Nem sabia para que médico me tinham marcado, até que o dito me chamou, e percebi que tinha sido o mesmo que me viu em 2014. Relembrou-me que eu tinha ficado de lá ir ao fim de um mês e não apareci. Quatro anos depois não é um grande atraso, pois não?! E que devia ser vista, pelo menos, uma vez por ano, devido à minha predisposição para problemas de visão.

 

Perguntou-me quinhentas mil vezes o meu nome, ao longo da consulta. parecia atarantado, sem saber como gerir as três fichas das pacientes que ali estavam.

Fez um primeiro exame geral, concluindo que continuo a ver o mesmo que em 2014, e que a tensão ocular estava normal. 

Pôs-me gotas para dilatar a vista e juntei-me às outras duas mulheres que já ali estavam sentadas, na sala de espera, de olhos fechados, à espera que fizesse efeito. Como é óbvio, abri algumas vezes, que não estou ali a cumprir castigo!

Nessa mesma sala estava um pai com uma criança que não parava de arrastar brinquedos e tagarelar, ao mesmo tempo que reclamava com a recepcionista pelo atraso na consulta, até que desistiu, e foi um alívio para o cérebro.

 

Fui finalmente chamada. Fez novo exame, e colocou-me umas gotas analgésicas para me pôr uma lente no olho logo de seguida, antes de fazer efeito.

Não viu nada no meu olho através desta observação, e descansou-me quanto a cataratas ou lesões da retina.

Mas... há sempre um mas...

Suspeita de maculopatia, que só poderá ser diagnosticada através de um exame específico - OCT (Tomografia de Coerência Ocular), feito no Instituto onde trabalha, a nível particular, e que custa cerca de 125 euros (pela caixa poderia ter que aguardar alguns meses).

 

Mas o que é exactamente a maculopatia, e o que implica.

Mais uma vez, e estritamente baseada em informações recolhidas na internet, parece ser uma lesão da mácula, órgão que fica na parte de trás do olho, responsável pela visão central, e que pode ter diversas causas, entre as quais, a idade, a exposição excesiva ao sol e a miopia, entre outras.

 

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A progressão será mais ou menos esta, ao longo do tempo, se não for tratada.

Não existe cura, apenas tratamento, que retarda a progressão e pode, em alguns casos, proporcionar algumas melhorias na visão.

 

O que o médico me disse foi que, quando fosse fazer o exame, ele via logo e logo se via o que fazer, caso se confirmasse o diagnóstico.

É que não estando ainda a minha visão afectada, não vale a pena tratar, apenas vigiar. Mas se começar a sentir a diminuação da visão, aí teria que me encaminhar para o serviço público,porque os tratamentos são dispendiosos pelo privado.

Para já, tenho que tomar vitaminas - Luteína Forte - para ajudar a proteger a visão, por tempo indeterminado. 

E marcar o exame o quanto antes porque, se em férias, o desconforto era mínimo, no trabalho, já atrapalha mais.

 

Deixo aqui estes dois links que pesquisei, se quiserem saber mais:

 

https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/oftalmologia/maculopatia/

https://retinapro.com.br/blog/voce-sabe-o-que-e-degeneracao-macular-descubra-aqui/

 

 

 

Petição contra o excesso de peso das mochilas

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Um ator, uma jornalista e dois médicos lançaram uma petição para limitar o peso nas costas das crianças. Com 15 mil assinaturas até ao momento, eles querem chegar às 20 mil, de forma a obrigar o Parlamento a legislar sobre esta matéria - http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT84219.

 

Mas, onde reside exactamente o problema das mochilas com excesso de peso? Eu diria que reside em diversos factores, uns mais influenciadores que outros, mas que poderiam ser melhorados.

 

1º Factor - Os manuais escolares

Antigamente, para cada disciplina havia um manual escolar.

Hoje, para cada disciplina, existe um manual, um livro/caderno de actividades e, muitas vezes, um terceiro, que se utiliza menos, mas ainda assim necessário.

O que significa que, para uma disciplina, a criança terá que levar, no mínimo, 2/3 manuais e um caderno.

Só aqui, já o peso duplica ou triplica.

 


2º Factor - A distribuição das disciplinas

O facto de, em determinados períodos, colocarem duas ou mais disciplinas diferentes faz com que os alunos tenham que levar, para cada uma delas, todo o material necessário.

Ainda hoje, só para o período da manhã, a minha filha levou 3 livros para português, 2 livros para ciências, 2 livros para geografia, 3 cadernos, e os estojos na mochila. Se tivesse apenas 2 disciplinas, o peso reduzia. Ou seja, embora seja benéfico, por um lado, as crianças não serem massacradas por muito tempo com a mesma disciplina, por outro lado, ao diversificá-las, acabam por contribuir para o excesso de peso, já que para cada uma é preciso uma grande quantidade de material.

 

3º Factor - A distribuição das disciplinas por salas

Uma turma que tenha todas as suas aulas numa mesma sala, durante o período da manhã, ou da tarde, pode deixar as suas mochilas na sala de aula. Já se tiverem cada aula numa sala diferente, são obrigadas a carregar a mochila pesada de um lado para o outro.

 

4º Factor - A junção de outras disciplinas, juntamente com educação física

Isto obriga a que a criança, para além da mochila com peso a mais por conta dos manuais e restante material, ainda tenha que levar mais um saco de desporto ou outra mochila, para a disciplina de educação física. Isto a juntar também à lancheira que a maioria também leva.

 

5º Factor - A insuficiência de cacifos, a insegurança e as regras de algumas escolas quanto ao seu acesso

Na escola da minha filha, nem todos os alunos têm cacifo. 

Os que têm, embora estes sejam relativamente seguros, face a outras escolas, ainda assim correm o risco de ter algum azar. O cacifo que a minha filha tinha, do ano anterior, foi arrombado no início deste ano. Valeu-lhe o facto de não ter lá dentro nada que interessasse a quem o fez.

Por outro lado, a utilização dos cacifos não é prática aqui nesta escola. O facto de a escola não ter acessos pelo exterior, tendo que ser feito interiormente, levou a direcção a não permitir a permanência dos alunos no interior nos intervalos, obrigando-os, nos dias de bom tempo, a vir para o átrio ou outros espaços. 

Ora, é no interior que se localizam os cacifos. Se os alunos não podem aceder aos mesmos nos intervalos, só o poderão fazer depois de tocar para entrar, quando já deveriam estar a caminho da sala de aula. Isto leva-os a atrasos sem sentido, e acaba por desmotivá-los para o uso do cacifo, preferindo andar com a mochila de uma sala para a outra, e mantê-la consigo nos intervalos.

 

6º Factor - Os TPC's

Muitas vezes perguntam-me "mas ela tem que levar tudo isso para a escola?" ou "será que ela não pode deixar alguma coisa na escola?".

Sim, tem que levar, a não ser que os professores, antecipadamente, digam que não é necessário. E sim, tem que trazer de volta, porque há sempre trabalhos de casa diários para fazer, fichas que requerem consulta dos manuais, ou o caderno para escrever as respostas, testes para os quais tem que estudar.

Resolvido o problema dos cacifos, voltamos assim à velha questão dos trabalhos de casa que, para além de tudo o mais que já sabemos, contribui ainda para o excesso de peso nas mochilas das crianças.

 

7º Factor - Os horários repartidos

Crianças que tenham aulas no período da manhã e da tarde, e que almocem na escola, têm que levar, logo pela manhã, o material para todas as disciplinas do dia, o que significa que o material, já de si triplicado, irá novamente duplicar ou triplicar. Se os alunos tiverem aulas apenas num dos tempos, isso poderá ser evitado.

 

 

Agora imaginem juntar a tudo o que os alunos, por norma, levam para a escola, algum material extra que os professores peçam (calculadora, dicionário ou outros), e aqueles objetos que não dispensam como carteira, telemóvel, chaves, chapéu de chuva e por aí fora.

Mesmo que os alunos vão para a escola e voltem para casa de carro, ou transporte público, ainda assim têm que a carregar na escola.

E o mesmo para aquelas crianças, como é o caso da minha filha, em que sou eu que, quando posso, lhe levo a mochila, nos dias em que vamos a pé, chegando à escola cheia de dores nas costas.

Agora imaginemos uma criança que tenha que fazer o seu percurso a pé, de casa para a escola e vice-versa, com esse mesmo peso às costas.

Não faz qualquer sentido. Mas é o que mais se vê hoje em dia. Crianças que mal conseguem andar, que se vêem aflitas com tanta coisa para levar, que caminham quase curvadas, para contrabalançar o peso das costas.

 


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As crianças saudáveis de hoje, serão adultos com graves problemas de coluna, e repercussões na saúde para toda a vida, se esta situação não se alterar. Há quem sugira determinado tipo de mochilas, para melhorar a postura, mas o problema não está na qualidade das mochilas. Começa muito antes de chegarmos a essa parte.

 

 

Quem por aí se queixa do mesmo?

 

 

 

 

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O antes e o depois da consulta médica

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A marcação

Fui ao centro de saúde em novembro marcar consulta. Disseram-me que o mais cedo que tinham era para janeiro. Marquei. Vim ao portal tentar marcar para mais cedo. Tinha vagas a 2, a 9 e outros dias de dezembro!

Entretanto, num dia em que tive que lá ir fazer um exame, levei as minhas análises para a médica ver. Como não era minha médica, disse-me para marcar consulta e mostrar à minha "marque uma consulta a 5 dias".

"O que é isso?" - pergunto eu, achando que seria uma consulta mais rápida, para não esperar tanto tempo. Estávamos a 28 de novembro, queria marcar-me para 28 de dezembro! Não percebi a lógica dos 5 dias. 

"Então mas eu já tenho consulta para dia 9!" - respondi eu!

 

 

A consulta

Depois de analisados os exames e análises, concluiu que:

- tenho um quisto no ovário - não se faz nada, a não ser repetir a ecografia daqui a uns meses, a ver se evoluiu ou não; não explica os restantes sintomas

- tenho areias e pedrinhas (a que ela gentilmente apelidou de pedregulhos) nos rins - beber muita água, que não da torneira, e repetir exame daqui a uns meses; não deu importância à ectasia dos cálices e do bacinete; pode explicar as dores que tenho nos rins, embora sejam mais moinhas que cólica renal propriamente dita, mas não os restantes sintomas 

- tenho as plaquetas muito baixas em relação ao habitual - 76 - a que a médica chamou de trombocitopenia, mas que também não é indicadora de nada em específico, embora possa, eventualmente, explicar algum cansaço; com este valor, ainda não se faz nada; não explica a sonolência ou a fadiga geral que sinto

- tenho um valor superior ao normal de prolactina - nada de especial, segundo a médica, mas que pode explicar a dor e o inchaço nas mamas, embora não se saiba a causa, uma vez que a gravidez foi descartada

 

Ou seja, tenho várias coisas diferentes sem qualquer ligação entre elas, e nenhuma explica todos os sintomas apresentados. Por isso, mandou-me fazer mais análises e exames:

RX Sela Turca

Rx Mão: para perceber de onde vêm as dores que ultimamente tenho tido no polegar direito, e que me dificultam a escrita e o trabalho em geral

Análises: hormona de crescimento/ ferritina e outras

 

Última possibilidade, de entre muitas que ela falou com a médica interna que acompanhou a consulta - a culpada de tudo pode ser a pílula!

"Faça a experiência, e deixe de tomar a pílula, para ver se os sintomas melhoram!" - disse ela. E depois?

Deixo de tomar a pílula, começo com a TPM, e os sintomas são iguais. E uma amiga minha está a fazer exactamente isso, e continua a ter dores. 

E corro o risco de esta não gravidez se tornar uma gravidez real! Não sei, não.

 

 

O pós consulta

Se já tinha imensas dúvidas quando lá entrei, continuo com elas, ao sair. Quero mesmo tentar perceber o que, de um momento para o outro, me provocou todas estas alterações.

Vem aí nova saga de exames, para me atrofiar ainda mais o cérebro!

 

 

 

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