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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Wook não percebo na wook!

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"Devido ao fenómeno meteorológico extremo que se abateu sobre a Região do Porto no dia 14 de março de 2018, o Centro Logístico do Grupo Porto Editora encontra-se encerrado desde essa data. 

Os danos verificados impedem o funcionamento deste nosso Centro Logístico durante as próximas semanas, não nos sendo, ainda, possível prever a data da sua reabertura. 
Por este motivo não nos é possível, neste momento, processar novas encomendas. 
 
A WOOK lamenta o incómodo daqui decorrente e está a envidar todos os esforços para que os nossos serviços sejam normalizados o mais rapidamente possível."
 
 
Este é o aviso que podemos ler, sempre que acedemos ao site, e tentamos fazer uma encomenda de livros.
No entanto, nesse mesmo site, continuam a divulgar promoções e descontos ao longo dos dias e, inclusive, enviam newsletters aos leitores, para que não percam as novidades e celebrações, como a de ontem, Dia Nacional da Poesia.
Mas, se acham que é por já estar tudo operacional, enganam-se. No final, podemos ler:
 
 

"Devido ao encerramento temporário do Centro Logístico, ainda não é possível o registo de novas encomendas na Wook. Contamos em breve retomar a atividade normal e servir os nossos clientes. Gratos pela compreensão."

 

Pergunto-me eu, que sentido faz promover descontos e ofertas, se não poderemos, nem nesses dias, nem tão cedo, usufruir dos mesmos?

É por isto que nunca hei-de ir ao Marquês!

Imagem daqui

 

Ainda ontem o meu marido me dizia: "para a próxima, vamos para o Marquês, e levo a Inês comigo". E eu respondi-lhe: "só por cima do meu cadáver, ou quando ela tiver a sua própria vida, porque enquanto eu for viva e for responsável pela minha filha, nunca a hei-de deixar ir!". Nem aí, nem a jogos de futebol!

Já tivemos imensas conversas sobre o assunto, e bem me pode dizer que não há perigo, que é uma festa bonita, que é um programa em família como outro qualquer. A mim, não me convence.

E a prova está aí mesmo diante dos nossos olhos: a festa tão bonita transformou-se num campo de batalha, com violência, confrontos entre polícia e adeptos, adeptos agredidos, menores a assistirem às agressões dos familiares, arremesso de pedras e garrafas...É isto a festa do futebol? É para isto que os adeptos fazem tanta questão de ir para o Marquês?

Pois por muito benfiquista que seja, a mim nunca me apanharão lá! Estive ontem calmamente a ver o jogo, enquanto passava a ferro, e a achar piada ao meu marido que estava com os nervos em franja, em pulgas para o seu clube se tornar campeão já ontem. 

E assim foi! Uma vitória oferecida pela equipa do Belenenses, porque o Benfica não acertou com a baliza. E se, primeiro, ainda tentava vencer o jogo, para o fim, limitou-se a gerir o resultado, e evitar um golo da equipa adversária. Se o benfica é bicampeão, será por mérito próprio. Mas a mim  não me soube bem que fosse desta forma, à custa dos resultados dos outros jogos, e não do nosso.

Para celebrar, o meu marido quis ir dar uma voltinha aqui pelas ruas e pela rotunda, não do Marquês, mas a de Mafra mesmo! Fomos até à Ericeira e, pelas ruas, alguns condutores e passageiros iam buzinando e acenando bandeiras e cachecóis, gritando e manifestando o seu contentamento.

Aqui em Mafra, também havia adeptos com cartazes, e outros apetrechos, na estrada principal, e na rotunda! O trânsito parou por instantes, mas o clima era de alegria! Até encontrámos um senhor a servir, à beira da estrada, ginginhas numa bandeja!

E no nosso carro, era o meu marido a buzinar e a gritar de um lado, e a minha filha do outro. A mim, o máximo que conseguiram foi que levasse o cachecol ao pescoço! De resto, caladinha e de vidro fechado, mas contente por ver a alegria deles.

Não é preciso uma grande festa para celebrar, nem tão pouco ir para o meio da multidão, sujeitos a correr riscos desnecessários. 

Não é preciso muito para se fazer a festa!

 

Sem ânimo para celebrações...

 

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Já lá vai o tempo em que contava os dias que faltavam para o meu aniversário! Em que ficava, à medida que o dia se aproximava, cada vez mais ansiosa.

Em que esse dia era sinónimo de estrear roupa nova, jantar com o namorado e amigos, e noite de farra, ou almoço com a família.

Em que ficava feliz por se lembrarem do meu aniversário, ou triste por não o recordarem.

Já lá vai o tempo em que, pelo menos, o Bolo de Aniversário não podia faltar! Em que ficava feliz por fazer anos.

De há uns anos para cá, não sinto mais isso. É apenas um dia igual a todos os outros, em que fico um ano mais velha, em que não tenho ânimo nem entusiasmo para celebrações.

De há uns anos para cá, se há um bolo, é porque o meu marido o compra para me fazer a surpresa (que da primeira vez foi surpresa mas das seguintes nem tanto), se há entusiasmo e contagem decrescente para o dia, é da parte do meu marido (como se fosse ele o aniversariante) e se alguém se lembra que é um bom dia para almoçar ou jantar fora, é o meu marido!

E sei que é com a melhor intenção, mas o aniversário é meu, e tenho o direito de decidir sobre o que quero ou não fazer nesse dia, se me apetece ou não celebrá-lo e de que forma, ou se, simplesmente, quero passar por ele como se nada fosse.  Também sei que, se não for pelo meu marido, esse dia vai mesmo passar em branco, como outro domingo qualquer caseiro, a tratar das lides domésticas e afins. E, provavelmente, daqui por uns anos vou pensar em como o tempo passou e como poderia ter feito as coisas de outra forma.

Não sei o que aconteceu, mas algo mudou, algo se perdeu ao longo do tempo para os meus sentimentos em relação a este dia mudarem tanto. E, realmente, gostava de recuperar o entusiasmo de antigamente, mas isso tem que ser por mim, e não porque alguém já decidiu ou planeou tudo por mim, ano após ano.

Dezembro é mesmo um mês complicado para mim. Além do meu aniversário, vem o Natal. Outra época que, há uns anos atrás, prometia muito e que, agora, pouco me diz. E, logo em seguida, a passagem de ano! Sempre gostei dessa noite e comemorava, até a minha filha ter nascido. Depois disso, acabou-se. É mais uma noite igual às outras, que tenho passado só com a minha filha, ou sozinha (há cinco anos que o meu marido trabalha nessa noite), muitas vezes já a dormir à meia noite, ou na cama a ver televisão.

Este ano, o meu marido vai estar de folga! Para ele é um acontecimento – a primeira passagem de ano em 5 anos que vai poder celebrar! Estamos sozinhos! E eu, mais uma vez, sem vontade nenhuma de sair de casa, enfiar-me num carro seja para onde for para andar numa estrada cheia de bêbados, apanhar um frio de rachar ou chuva a ver espectáculos de rua, ou enfiar-me num local fechado e barulhento até às tantas da madrugada.

Tenho 35 anos (em breve 36), não sou uma velha, mas sinto-me como se fosse. Em vez de passar pela vida, estou a deixar que ela passe por mim. Mas, sinceramente, não sei onde procurar a motivação perdida para todas estas celebrações…

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