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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Cenas estranhas e sinistras que nos acontecem

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Ontem fui com a minha filha ao chinês, para ver se arranjava umas botas.

À vinda, passámos pela colónia dos gatos e, como estavam juntinhos a comer, ia aproveitar para tirar umas fotos.

De repente, do nada, aparece ali um rapaz a meter-se na cconversa:

 

"Isso não é a garagem. Isso era a entrada para o lar. Já foram muitas coisas deitadas abaixo. Já não está nada como era." E fica ali um bocado parado a olhar para nós, até se resolver a seguir caminho!

 

What?!

Nós nem sequer estávamos a falar disso. Estávamos a falar sobre se um gato seria gato ou gata!

 

Antes dessa conversa, estava eu a dizer à minha filha que, de certeza, haveria alguém que entrava ali dentro, porque a comida que lá estava ao meio não tinha ar de ter sido atirada do lado de fora, mas sim colocada ali.

E a minha filha "então, devem entrar da mesma maneira que a outra mulher entra".

Quando damos por isso, vemos a mulher dos gatos lá dentro, no telheiro, como uma assombração! 

Esteve ali o tempo todo. Ouviu a conversa toda.

 

Está resolvido o mistério de quem entra lá, quem tira de lá as caixas de plástico que eu ponho, ou despeja a comida numa caixa maior e as põe umas dentro das outras, para eu encher de novo.

E ela, ou atravessa paredes, qual fantasma, ou deve ter um truque para abrir aquela porta porque, das vezes que tentei, nunca consegui.

Verdade seja dita, também não quero ser apanhada a invadir propriedade privada, e ser detida pela GNR!

Das férias...

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Já tinha saudades nas nossas mini viagens de autocarro até à praia, e das caminhadas da praia até ao terminal, até porque acabamos por observar cenas engraçadas e fazer parte de algumas delas!

 

Surpresas

Primeiro dia de praia, no feriado de 15 de agosto - muitos turistas a vir de férias com destino à Ericeira, e muitos outros a partir.

Entre eles estava um casal, cujo homem, a 15 minutos do autocarro sair, apercebeu-se que lhe faltava alguma coisa e foi a correr, enquanto a mulher ficou no terminal à espera. O tempo passou e já todos tinham entrado, mas nada do homem.

A mulher, lá fora, com a mala, ria-se sozinha (nervos, talvez). Mas eis que, quando já achávamos que teriam que apanhar o autocarro seguinte, lá veio ele a correr. E safaram-se!

 

Romance

Num outro dia, estava um rapaz sentado cá fora no terminal, com uns sacos ao lado, phones nos ouvidos, sozinho. Quando chegou um homem ali, pediu lume. Entretanto, foi ao interior do terminal, falar com a namorada. Voltou cá para fora, sozinho. 

Estava a falar ao telemóvel com alguém, quando a namorada veio cá fora mas, ao ver que ele não desligada e não lhe dava atenção, disse que se ia embora. Ele lá se levantou, dizendo umas asneiras pelo caminho, e foi atrás dela.

Nós observávamos, tal como outras pessoas que entretanto ali chegaram, a ver se as coisas não corriam mal, porque ela queria passar, ele punha-se à frente e segurava-lhe o braço. Às tantas, ela foi mesmo embora, e ele voltou ao sítio onde estava, nas calmas.

Quando achávamos que iria ficar ali, pegou nos sacos, disse mais umas asneiras, e só então se lembrou de correr para ir atrás da namorada! Não sei se ainda terá ido a tempo.

 

Autocarros

Dos transportes, se no ano passado me queixei, este ano fiquei admirada porque até estavam a sair à hora certa, e a cumprir.

Houve uma tarde em que faltavam 10 minutos para o autocarro passar, e íamos descansadas para a paragem, quando vemos um autocarro a passar.

Ficámos admiradas, por vir adiantado. Não é costume.

A paregem seguinte é a poucos metros, e vimos que havia imensa gente para entrar, pelo que demos uma corrida a ver se tínhamos sorte. Conseguimos, mas estava a abarrotar, e tivemos que ir em pé.

Ao questionar o motorista por vir tão cedo, percebi que, afinal, este autocarro não era o que nós íamos apanhar, mas sim um anterior, que já estava atrasado!

Resultado, todos os que estavam à espera do seguinte, caíram no mesmo erro que nós, e o autocarro ia à pilha. O motorista nem teve o discernimento de informar as pessoas que esperassem pelo próximo.

 

 

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O mar

Na maior parte dos dias, apanhámos o mar calmo, quase tipo rio, e temperatura da água amena, em comparação com outros anos.

Talvez por isso, se nos primeiros dias a água estava limpa, nos seguintes já se notava lixo e sujidade na água.

Não houve marés vivas neste mês de Agosto, pelo menos que eu me tenha apercebido, o que raramente acontece.

 

O tempo

Na maior parte dos dias, sol quente em Mafra, encoberto na Ericeira!

Safámo-nos uns 4 dias nesta praia. Numa tarde em que fomos a Carcavelos, saímos de lá com tempo de verão, e chegámos a Mafra com tempo de inverno.

Tivemos que aproveitar dois dias nas piscinas de Mafra, para compensar.

 

A piscina

Apercebo-me, a cada ano, que prefiro a praia à piscina. Mais ar puro, mais espaço, mais natureza, menos pessoas. Gosto da piscina se estiver frio lá fora, e souber bem aquele quentinho do sol, sem escaldar e obrigar a ir à água.

Gosto especialmente da piscina ao final do dia, quando começa a esvaziar.

 

A praia

Adoro praia mas, talvez porque o tempo também já não é o que era, já não sinto aquela vontade de ficar até tarde na praia. 

Prefiro sair um pouco mais cedo, despachar-mo-nos cedo em casa, e ainda aproveitar o resto do dia/noite para ver um pouco de televisão ou ler um livro, e fazer companhia às felinas da casa.

 

As gatas

Só querem mimos, colo, companhia. Onde nós estivéssemos, ali estavam elas, a dormir, a receber festinhas, a matar saudades e aproveitar que as donas estavam ali mais que o habitual.

 

O sono

À excepção de um ou dois dias em que dormi até mais tarde, o meu horário de acordar nunca passava das 8 da manhã. Acho que o meu organismo não gosta de muitas horas de sono, e despertava automaticamente a essa hora. E se não fosse ele, as gatas também não deixavam escapar.

 

Uma patinha aqui, um puxão de cabelos ali e, se não funcionasse, começavam à bulha uma com a outra, para me fazer levantar.

Claro que, depois, no resto do dia, andava cheia de sono!

 

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Quando o livro e o filme não batem certo

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Já há vários anos que li o livro do Nicholas Sparks "Dei-te o Melhor de Mim" e, mais tarde, em 2014, assisti ao filme no cinema.

Este fim de semana, voltei a ver o filme, que tinha passado na TV e gravei.

 

E ao vê-lo novamente, vinham-me à memória de pedaços do livro, e dava por mim a pensar "então, mas esta não era a parte em que...", "então, mas esta cena não se tinha passado naquele sítio...", então mas não acontecia aquilo?".

Por curiosidade, fui ver as páginas do livro, e percebi que estava certa. O filme trocou algumas voltas ao livro, e eu já não me lembrava disso porque a versão que me ficou na mente, foi a original!

 

De qualquer forma, a emoção que senti ao vê-lo foi a mesma!

 

Cena de terror logo pela manhã!

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Dirijo-me à sala para limpar a caixa de areia das gatas. Quando me volto, vejo uma aranha no braço do sofá, em frente a mim.

Era castanha, quase bege, gorda e com aspecto duvidoso.

Fiquei ali parada, tal como ela, a olharmos uma para a outra, olhos nos olhos (a bem da verdade, nem sequer lhe vi os olhos, mas vamos fingir que sim, para deixar aquela tensão no ar)! 

 

Enchendo-me de coragem, pego na pantufa que tinha no pé, e avanço para ela, para lhe dar uma tareia tão grande que já não se possa levantar. Ao lhe dar com a pantufa, o raio da bicha salta, e deixo de a ver. Não está na sola da pantufa. Será que tinha asas? Ou abriu o páraquedas sem eu dar por isso.

 

Mas não. Afinal, tinha caído no chão, toda enrolada. Fui num instante à cozinha buscar a pá e a vassoura, para a tirar dali. A Becas ficou a tomar conta da intrusa, que ainda esperneava quando voltei. Levou uma pisadela, e atirei-a para o meio da rua.

 

Cenas de terror logo pela manhã não são para o meu coração. Acho que tremi mais com a visão da aranha, que no outro dia, com o sismo!

O final de Coração d'Ouro

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Desde que anunciaram a telenovela Coração D'Ouro que a mesma me captou a atenção e foi prendendo a cada episódio que passava. Já sabemos como são, de uma forma geral as novelas - um começo empolgante, vários meses a empatar, e um final a despachar nos últimos dias. Com isso já contava. Mas não com este final (foi mesmo o final, certo?) que conseguiu, em pouco mais de meia hora, deitar por terra meses e meses de trabalho!

Esta última semana foi um completo descalabro, em que dei por mim a pensar: devo ter perdido algumas cenas, porque isto parece que levou aqui uns cortes pelo meio, e que eu perdi alguma coisa pelo caminho, que faça a ligação.

Ainda assim, aguardava avidamente o desfecho deste excelente telenovela. E foi para esquecer! Acho que não me lembro de um final tão mal conseguido.

 

 

Relativamente a personagens secundárias, mas que tiveram relevância para a história, gostava de ter visto mais:

 

Maria Helena - a traficante perigosa que acaba presa, traída pelo próprio filho. Merecia um julgamento e uma condenação semelhante àquela a que o seu ex-marido foi condenado. Ou então conseguir safar-se, sair e retomar o negócio.

 

Tiago/ Raquel - o irmão justiceiro e a irmã problemática. Aqui, o Tiago levantou-me algumas questões. De que lhe serviu o sentido de justiça? De que lhe serviu aquele acordo com a polícia? Valeu a pena? É que a pessoa com quem ele mais se devia preocupar, acabou por pagar pelos seus actos de justiça. O que era realmente mais importante - ver a mãe presa, ou deixar a mãe com a vida dela e preocupar-se com a irmã, que era a maior vítima naquela família? É certo que ele fez o que fez para poder tirar a irmã da clínica. Mas, no final, a mãe foi presa, ele teve que desaparecer, e a irmã, sozinha, viu o seu estado piorar e teve que voltar para a clínica, sem ninguém que olhasse por ela.

 

Laura - a jornalista que sofria de E.L.A. Gostava de ter visto esta doença mais aprofundada e, quem sabe,uma Laura mais afectada pela doença agora no final. 

 

Helder - gostava mesmo que o Helder tivesse ficado com a Beatriz, por quem sempre foi apaixonado. Mas arranjaram outro par para ela, por isso, gostava de o ver encontrar uma nova musa ou até, quem sabe, a assentar.

 

 

E em relação às personagens principais:

Henrique/ Sofia - o Henrique morre às mãos da filha e pronto. Muito fraco. Preferia ter visto o Henrique morto pela Sofia, depois de descobrir mais uma traição, e esta a ficar com os milhões da Maria Helena, ao lado de um homem do seu nível. Esta morte do Henrique foi muito "sem sal".  

 

Teresa/ Benedita/ Duarte - gostava de ter visto as irmãs presentes no lançamento do novo vinho, e com maior destaque.

 

 

E no que ao último episódio, propriamente dito, diz respeito, que a história tivesse acabado com a Catarina a morrer, ainda se compreendia. Porque, no fundo, tudo acaba com a morte. É ali o fim. O fim de todas as maldades que ela cometeu. O fim de todos os ódios, ressentimentos, mágoas. Mas não!

Para além de perderem uma boa parte do episódio com cenas da Sandra e Ruben, e Vítor e Fernanda, com a vitória do Cedofeita e a celebração, não mostraram sequer uma única cena da Maria, que era uma das personagens chave da novela. Mostraram o Luís, numa conversa ao telemóvel, mas não foram capazes de fazer uma única cena com a Maria, nem que fosse a comentar a sentença da filha. 

E quando achamos que a telenovela está prestes a fazer um intervalo antes das cenas finais, numa cena em que a Beatriz e o Tiago se reencontram e se beijam, aparece a palavra "FIM"!

A sério?! De todas as personagens e cenas que podiam ter gravado, decidem acabá-la com a Beatriz e o Tiago? Que raio de final foi este? Enganaram-se no guião?

 

 

 

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Por último, o tão aguardado final da Catarina: uma mulher que passa uma novela inteira a cometer crimes e nunca é provado nada contra ela. De repente, mata o pai e dali a pouco já está a ser presa! Será que a justiça em Miami é ultra rápida, ou é em Portugal que está totalmente parada? Gostei da condenação à morte, mas queria ter visto algo menos rápido, e mais trabalhado. E, como já disse, gostaria que tivesse sido a cena antes do "FIM".

 

O público merecia melhor que isto. A própria telenovela merecia um final à altura.

Que desilusão, o final com que nos brindaram!

 

 

Imagens sic.sapo.pt

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