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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Chefes e funcionários que não o sabem ser

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No mesmo dia, no mesmo local, duas situações que mostraram bem como algumas pessoas estão na profissão errada, e não têm perfil para o cargo que ocupam, ou função que desempenham.

 

 

 

A primeira passou-se entre duas funcionárias, e o contribuinte.

Ao que parece, a pessoa já tinha estado naquele serviço e sido atendida pela funcionária A, minutos antes. Agora, tinha sido chamada ao balcão da funcionária B. A funcionária A, que tinha acabado de voltar, ao ver a colega atender a pessoa, começou logo a reclamar. A reclamar com a colega, porque estava a fazer uma coisa que ela própria já tinha visto e dito que não faziam, e a reclamar com a pessoa em causa, a quem às tantas estava a chamar de mentirosa, e a acusar de enganar, e tentar conseguir o que queria, e que com ela não conseguiu, com outra colega.

A pessoa lá dizia que não tinha mentido. A colega pedia à outra para ter calma, que ainda não tinha feito nada, e que, tal como calhou com ela, poderia ter sido chamada novamente pela funcionária A. Que, por certo, ninguém estava ali a querer enganar ninguém e que, se a pessoa estava ali, tinha pelo menos que ser ouvida, e elas tentar ajudá-la.

E continuou o atendimento, perante a frustração da funcionária A, que não concordou com a atitude da colega. 

Pessoalmente, não gosto da funcionária A. Ou está de trombas, mal educada e arrogante, ou com um sorriso cínico. Poucas são as vezes que está de bom humor, e atende bem alguém. Mas, ainda que tivesse razão (e por vezes, graças a formas de trabalhar diferentes num serviço em que a regra deveria ser única, tentamos er atendidos por quem sabemos que nos coloca menos problemas), não deveria ter chamado a atenção à colega, nem dito aquelas coisas à pessoa que estava a ser atendida, para todos ouvirem.

 

 

Já a segunda situação, deixou-me ainda mais estupefacta. Passou-se entre uma chefe, e os funcionários, também na frente de todos (neste caso, eu, que era das últimas pessoas que ainda lá estava).

A pessoa no balcão ao lado do meu levava vários assuntos para tratar e, já se sabe que, quando assim é, podemos demorar ali horas. Tal como eu que, apesar de levar um só assunto, era complicado e demorou mais que o previsto.

Quando a pessoa ao meu lado finalmente saiu, entrou uma chefe no local, que se virou para o funcionário que tinha atendido a dita pessoa e disse: "demoraste muito tempo a atender a última pessoa, uma hora e meia". Fiquei tão parva com este comentário, que nem percebi se o funcionário lhe deu resposta.

A funcionária que me estava a atender, aproveitou que a chefe estava ali, para expor o problema com o meu assunto mas a chefe, ao invés de prestar atenção, estava descaradamente a ignorá-la, preferindo prestar atenção a outra coisa.

Quando finalmente se dignou prestar atenção à colega, pouco disse para a ajudar. Basicamente, limitou-se a concordar com o que a funionária estava a dizer. Não sei se por não ter apanhado nada, ou por não saber nada do assunto.

E ainda ficou por ali a tomar conta dos funcionários, a vigiar, saindo apenas uns minutos depois.

Acho que estes ditos "chefes" deveriam vir algumas vezes para o serviço de atendimento, para perceber o que os funionários passam com algumas situações, assuntos e contribuintes que atendem, para evitar estas "bocas" desnecessárias sobre o tempo de atendimento.

Ao que parece, mais do que atender bem e resolver os assuntos, o que conta é atender o máximo de senhas, no menor número de tempo, mesmo que não resolvam nada.

E assim se percebe porque, muitas vezes, à mínima coisa, nos despacham!

 

 

Aprender ou desaprender a educação, eis a questão!

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"O Homem não é nada, além daquilo que a educação faz dele."

 

Neste mundo existem pessoas com as mais diversas personalidades e feitios, formas de encarar a vida e lidar com as restantes pessoas que os rodeiam, tanto nas relações familiares, como laborais.

Quem não conhece alguém que é simpático, atencioso, que se preocupa com os funcionários? São poucos, mas existem.

Da mesma forma, também existe o oposto. Pessoas que falam com os seus subordinados como se de fossem animais, com uma total falta de tacto e educação, como se os funcionários tivessem obrigação de saber tudo, e fosse um absurdo estar a incomodá-los com determinadas questões.

Ah e tal "sempre foi assim", "não ligues", "responde à letra", são algumas das recomendações que só quem não está no lugar do funcionário, a lidar directamente com essas pessoas, e correndo risco de ser mandado para a rua por tal comportamento, aconselha para que o funcionário ultrapasse a questão. 

 

Mas, ainda que assim não fosse, e não houvesse risco de despedimento, estaremos então a inverter toda a situação?

Somos nós que temos que ser mal educados e arrogantes, para lidar com os outros, que também o são e já não mudam?

Somos nós que temos que desaprender toda a educação que nos deram, para poder ficar ao nível desses chefes?

Ou serão eles que têm que mudar, e saber falar com as pessoas com outros modos? É que há formas de explicar ou fazer valer os seus pontos de vista, sem maltratar ou gozar com os outros.

Não serão eles que terão de aprender que educação é bonito e recomenda-se, ou produz resultados ou efeitos mais positivos que uma resposta torta?

Afinal, serão os bons a terem que se tornar maus, para viver em sociedade, ou o inverso? É que é só o que falta, neste mundo louco, que está a cada dia mais perdido.

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