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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com Pedro Inocêncio

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Pedro Inocêncio é um autor português que adora escrever, e que tem  vindo a conquistar cada vez mais apreciadores da sua escrita vibrante e espontânea. 

Para além dos romances "Tudo Acontece Por Uma Razão" ,  "A Herança Nazi " e a sua mais recente obra "A Princesa do Índico", Pedro Inocêncio conta ainda com uma significativa coletânea de poemas, letras para canções e textos editados. 

 

Para ficarem a conhecer melhor o autor, aqui fica a entrevista a Pedro Inocêncio, a quem desde já agradeço pela disponibilidade em particpar nesta rubrica:

 

 

 

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Quem é o Pedro Inocêncio?

Um sonhador! Alguém que adora escrever, estar com quem ama, viajar, correr, jogar ténis… Viver o momento por que cada momento é único e irrepetível.

 

 

Como surgiu a sua paixão pela escrita?

Foi um acidente… Sou um leitor compulsivo há vários anos.

A certa altura li uma notícia de uma senhora que perdera tudo e isso tinha sido a maior bênção da sua vida. Comecei a escrever o Tudo Acontece Por Uma Razão.

 

 

Em que momento sentiu que tinha que partilhar com o público a sua escrita?

A partir do momento que as pessoas que estavam à minha volta me disseram que aquilo que escrevia estava realmente bom.

Sem esse incentivo não sei se teria a coragem de editar, uma vez que os meus livros transparecem muito daquilo que é o meu sentir.

 

 

 

 

 

"Tudo Acontece Por Uma Razão" é o seu romance de estreia, lançado no final de 2015. Poder-se-á dizer que este é, de certa forma, um dos seus lemas de vida?

Gosto muito dessa frase, desse lema… E quero muito acreditar que nada acontece por acaso.

Embora as notícias deste mundo cinzento em que habitamos me retirem muito da minha fé, continuo a acreditar na face romântica da humanidade.

 

 

 

 

 

Depois de "A Herança Nazi", um romance histórico, o Pedro lança agora o seu terceiro romance "A Princesa do Índico". Já pensou em experimentar outro estilo literário, ou é no romance que irá continuar a apostar?

Gosto muito do meu estilo de escrita uma vez que se enquadra no género literário que consumo enquanto leitor. Livros com acção, dinâmica, suspense, romantismo, situações dramáticas… Uma mistura da ficção com a realidade.

 

 

Em que é que se inspira, quando escreve?

Na vida, em todos os vectores que conheço dela.

 

 

Nas suas obras, para além do romance, aborda questões sociais e humanitárias. Considera que os livros são, também eles, uma forma de alertar e consciencializar as pessoas para o que se passa no mundo?

Poderia ser se os meus leitores me derem esse crédito! Sou um humanista e alguém que lhe custa aceitar as injustiças atrozes e os crimes que são perpetuados, dia após dia, neste planeta que alguém apelidou de Planeta Terra…

 

 

Outro dos elementos presentes nas suas obras é o suspense?

Sim, sem dúvida! Gosto de manter os meus leitores sempre na expectativa, sempre em sobressalto, sem saber o que vem a seguir.

 

 

Logo no início da obra, deparamo-nos com este pensamento: "Somos o resultado das nossas circunstâncias. O acaso decide mais sobre o nosso destino, do que o mérito ou esforço pessoal.". Este pensamento traduz a sua opinião pessoal?

Tenho a convicção que podemos fazer muito por nós próprios. Mas também entendo que somos condicionados por uma série de factores aos quais somos totalmente alheios…

 

 

A determinado momento, a personagem António Tomás da Costa afirma que "Portugal está farto de afetos!", numa crítica ao actual Presidente da República. Na sua opinião, os portugueses estão, passados mais de três anos do início do seu mandato, fartos de afectos, ou continuam a preferir um presidente que prima pela diferença, como Marcelo Rebelo de Sousa?

Essa passagem insere-se no perfil e na conduta implacável do magnata António Tomás da Costa. Que é uma das personagens chave do romance. Na vida real a política passa-me ao lado… Não acredito na generalidade dos políticos.

 

 

São várias as obras em que os autores fazem referência a atentados terroristas no nosso país apesar de, na realidade, ter escapado até agora. Considera que Portugal poderá vir a ser um próximo alvo de atentados por parte do Estado Islâmico?

Espero que não! Podemos ter muitos defeitos, mas somos um povo relativamente pacífico.

 

 

 

 

 

Em "A Princesa do Índico", o Pedro aborda a mão-de-obra escrava existente na fábrica da Su-Cola, nas Maldivas, e os maus tratos a que os trabalhadores são sujeitos, bem como as condições precárias em que trabalham e vivem, algo que sabemos que é uma realidade nos dias que correm. Na sua opinião, de que forma, enquanto seres humanos, podemos ajudar a combater estas escravidões laborais?

Se olharmos para a história da humanidade a escravidão esteve sempre presente…

Somos uma espécie terrível. O poder transforma o ser humano.

Talvez a forma mais eficaz de combater as atrocidades que existem por este mundo seja a formação humanitária e cívica que se dá aos jovens e crianças.

Para criar um novo Homem é necessário uma nova educação. Porque como dizia Einstein só um louco julga que consegue mudar algo fazendo tudo da mesma forma.

 

 

Que feedback tem recebido por parte dos leitores, relativamente a esta última obra editada?

Tenho tido sempre críticas fantásticas. Às vezes até fico na dúvida se estão mesmo a falar dos meus livros… Com A Princesa do Índico tem sido igual, apesar do livro ainda ter pouco tempo no mercado.

 

 

Já tem em mente projectos futuros ou está, neste momento, apenas focado na divulgação de “A Princesa do Índico”?

Ando sempre a escrever outras coisas.

 

 

De que forma é que os leitores poderão acompanhar o Pedro Inocêncio?

No Facebook na minha página de autor, aescritadopedroinocencio. No Instagram na minha página pinocencio. Podem enviar um e-mail: pedronapoleaoinocencio@gmail.com

 

 

Muito obrigada, Pedro!

 

 

Muito obrigado Marta! Um beijinho grande,

Pedro Inocêncio

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da Chiado Books, que estabeleceu a ponte entre este cantinho e o autor.

 

Rapto sem Vilania, de Nelson Leal

 

Existem raptos sem vilania?!

Há raptores que sequestrem alguém com boas intenções?

Pode um rapto ser desculpado ou perdoado mediante determinadas circunstâncias? Existirão atenuantes? Haverá justificação suficiente para tal acto?

Não!

 

 

Num final de dia como outro qualquer, depois de Carla ter ido buscar a sua filha Jacinta à escola, e estarem as duas a caminho do McDonald's mais próximo, alguém lhes bate no carro.

Esta manobra mais não foi, que uma distracção, uma forma de as fazer sair do carro e levar a cabo o rapto de ambas.

O objectivo? Pedir dinheiro pelo resgate, ao marido de Carla e pai de Jacinta, um homem rico e poderoso. 

Mas porquê esta família?

Há um diário, pertencente à mãe de um dos raptores e mentor do plano, que irá esclarecer de onde este e João se conhecem, e qual a relação que os une.

 

 

Percebemos que João Carlos é um homem sem escrúpulos, mas chegará ao ponto de abandonar a sua mulher à sua sorte, não pagando qualquer resgate por ela?

Chegará ele ao ponto de afirmar, a meio deste pesadelo, que quer o divórcio, e reconstruir a sua vida ao lado da amante, fazendo a mulher passar por cúmplice do rapto?

 

 

O que faz uma mulher quando, no momento em que poderia ser libertada, se vê rejeitada pelo próprio marido? Não que ela gostasse muito dele, de qualquer forma. Irá Carla, ao estilo Mónica de la Casa de Papel, aliar-se ao inimigo?!

E a sua filha, como se sentirá ela, no meio de toda esta confusão?

 

 

Aquilo que mexeu mais comigo, tal como penso que mexe com qualquer mãe, é o facto de terem raptado uma criança.

No entanto, ao longo da história, vamos percebendo que ela foi a personagem a quem menos importância foi dada, relegando-a para segundo plano, como se tivesse sido apenas uma estadia não programada em casa de uns estranhos.

Já Carla, a mãe e mulher traída, ganha protagonismo à medida que a acção avança. Confesso que não gostei da atitude dela, de deixar a filha entregue ao pai e à amante, enquanto tentava resolver os seus problemas, e ajudar quem, na opinião dela, seria mais merecedor.

 

 

João Carlos pode ser um crápula, menino mimado, habituado a ter tudo o que quer, e a mandar em tudo e todos. Mas Carla também não é nenhuma santa ou puritana. Ela própria não sente amor pelo marido. Talvez nunca tenha sentido. Ainda assim, não se importou de casar com ele, pelo estatuto que lhe conferia. E de continuar com ele, mesmo sabendo da existência da amante.

 

 

A conclusão a que chego, depois de ler esta história é que, se há umas décadas atrás, era extremamente normal haver casamentos arranjados entre famílias, por questões de estatuto, títulos, conveniências, riqueza, ou tradição, na sua maioria, organizados pelos pais, contra a vontade e desejo dos filhos, hoje em dia, continua a haver casamentos por conveniência, mas por autoria e vontade dos próprios intervenientes!

O que será pior?

 

 

Rapto Sem Vilania é um livro que aborda a miséria de vida de uns, contrapondo à riqueza de outros, os negócios obscuros que se vão fazendo por aí, e que tornam os ricos ainda mais ricos, e os pobres ainda mais pobres, a vingança por uma vida que poderia ter sido muito diferente, e que foi roubada, o oportunismo e, até, o preço pelo qual cada um está disposto a vender-se, quando lhe é mais conveniente. 

 

 

 

Sinopse

“(Ela) refastelou-se num canto do sofá e cruzou as pernas, deixando adivinhar umas coxas curvilíneas e firmes. Com o cotovelo assente no antebraço esquerdo, fixou o olhar nos pequenos quadros abstratos de Júlio Pomar, Artur Bual e Cruzeiro Seixas.

- Quanto vais pagar pela Carla?

- Não sei… vou tentar negociar… talvez um milhão…

Ela pareceu sorrir, num esgar irónico e apontou vagamente o dedo para um quadro de Cruzeiro Seixas.

- Quanto deste por esta merda toda?

- Não sei… mais de um milhão, talvez.

- Então valem mais do que ela.”

 

 

Autor: Nelson Leal

Data de publicação: Julho de 2019

Número de páginas: 332

ISBN: 978-989-52-6242-7

Colecção: Viagens na Ficção

Idioma: PT

 

 

 

A Princesa do Índico, de Pedro Inocêncio

 

Tudo acontece por uma razão.

Na vida de Bahira, aconteceu Pedro. E vice-versa.

A razão?

Só mais tarde se viria a descobrir...

 

 

Pedro é filho de um dos homens mais poderosos e ricos de Portugal.

Ainda assim, tolheu o seu próprio caminho, contra tudo aquilo que o seu pai tinha planeado para si, tentando conquistar aquilo que ambiciona pelo seu próprio mérito e esforço, mantendo no anonimato a sua filiação.

Formou-se em jornalismo e, no dia em que tinha a sua grande oportunidade, foi apanhado no meio do caos de um atentado terrorista.

 

 

Bahira é uma jovem nativa das Maldivas. 

Uma mulher como outra qualquer, sonhadora, que vê a sua vida transformar-se de um momento para o outro quando é obrigada a trabalhar como escrava numa empresa da ilha, juntamente com os seus irmãos.

Até ao dia em que outra reviravolta lhe muda o ruma da sua história, e a coloca na Assembleia da República, o local do atentado, tornando-se uma das principais suspeitas.

 

 

Pedro é um homem justo, correcto, humano, mas nada o prepararia para uma realidade que, muitas vezes, é ocultada à maioria daqueles a observam de longe, com muitos filtros pelo meio, e com uma imagem distorcida que lhes é atirada para os olhos.

Ainda que saiba que os ricos e poderosos tudo podem, tudo escondem, tudo abafam, e que o seu dinheiro serve, muitas vezes, para comprar o silêncio, para subornar, para enredar, ou para decidir a vida dos outros consoante os seus caprichos, é difícil compreender quando isso acontece pela mão da própria família.

Será contra tudo e contra todos, incluindo o seu pai, por um mundo mais justo e igualitário, pela defesa dos direitos humanos dos que mais precisam, que Pedro se irá insurgir e lutar.

 

 

Já do lado de Bahira, há segredos por desvendar que a levarão a ter que lidar com uma grande revolução, com aquilo que foi, que é, e no que se poderá vir a tornar, quando a verdade vier à tona.

Irmã de Abdul, membro do Estado Islâmico, e de Nasim, até que ponto estará ela envolvida no atentado que colocou Pedro, o seu namorado, e a ela própria, em risco de não sair dali com vida?

 

 

Mais do que o romance, o que mais me chamou a atenção neste livro são mesmo as questões com as quais nos deparamos no dia a dia.

A forma como os nossos preconceitos nos levam, de imediato, a suspeitar dos muçulmanos que encontramos no nosso caminho (e outras raças igualmente) e a culpá-los dos males que aconteceram, condenando-os ainda antes de se apurar a verdade.

A forma como, muitas vezes, nos fingimos de cegos, surdos e mudos, para não termos problemas, para não nos chatearmos, porque são coisas que não nos dizem directamente respeito, ou evitamos envolver-nos pelas consequências que daí poderão advir. E, mais do que a inação, que acaba por se traduzir em consentimento passivo, por vezes contribuímos mesmo de forma activa para muitas das problemáticas sociais que existem por aí.

A forma como, na generalidade, tratam as pessoas com desdenho ou indiferença, de forma mais agressiva ou até abusadora enquanto desconhecem a sua identidade, e tudo muda a partir do momento em que percebem que estão a lidar com alguém com poder.   

A forma como se compram e vendem pessoas, como se de um objecto ou mera mercadoria se tratassem.

A forma como, em pleno século XXI, ainda se acredita que a escravidão é o melhor método para garantir produtividade, rentabilidade, e lucro acrescido.

A forma como a ambição desmedida pode transformar as pessoas em verdadeiros monstros, sem dó nem piedade.

A forma como o fanatismo e a sede de vingança podem transformar as pessoas em armas mortíferas, que não medem as consequências dos seus actos terroristas e suicidas.

 

Um livro que aconselho, sem dúvida!

 

 

 

Sinopse

"Um atentado bombista à Assembleia da República, em Portugal, desperta o país para a realidade do terrorismo em grande escala! Ávidas de encontrarem culpados, as autoridades mundiais apontam as suas baterias para três irmãos muçulmanos: Bahira, Abdul e Nasim. Como pode este crime estar relacionado com o amor vivido entre Pedro Tomás da Costa, herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo, e Bahira Kadeen, uma bela muçulmana, que trabalha em regime de escravidão, numa das fábricas da família Da Costa?

Quando o magnata António Tomás da Costa decide investir nas Maldivas, convida o seu filho para o acompanhar. António construiu a sua colossal fortuna através do êxito planetário de uma bebida energética chamada Su-Cola. Mas, a sua extraordinária visão empresarial é camuflada por uma implacável falta de caráter e crueldade impiedosa para com os seus trabalhadores. Pedro jamais poderia suspeitar que aquela viagem iria mudar a sua vida e inspirar uma Revolução!

O amor improvável entre Pedro e Bahira será a centelha de luz e inspiração vulcânica para uma mudança que se impõe no mundo!

A Princesa do Índico é um extraordinário romance, que embalará o leitor entre o quadro idílico de um oceano prateado e a imagem incómoda da escravidão em massa..."

 

A Princesa do Índico

Autor: Pedro Inocêncio

Data de publicação: Agosto de 2019

Número de páginas: 660

ISBN: 978-989-52-6263-2

Colecção: Viagens na Ficção

Idioma: PT

 

 

Natal em Palavras: Colectânea de Contos de Natal

 

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O Grupo Editorial Chiado, através da chancela Chiado Books, está a organizar o I Volume da Colectânea de Contos de Natal, intitulado “Natal em Palavras”.

Vários autores receberam um convite para participar, com o envio de um conto alusivo ao tema.

O entusiasmo que o projecto suscitou, bem como a qualidade dos contos enviados levaram à publicação da obra em dois Volumes, com cerca de 600 contos seleccionados.




 

 

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A cerimónia de lançamento da obra será no dia 15 de Dezembro, pelas 15.30 horas, no Hotel Pestana Palace Lisboa, em Alcântara.

Da minha parte, contribui com o conto "Presente de Natal", inspirado num amor interrompido entre duas pessoas, que se voltam a reencontrar no Dia de Natal!

Vício de Amor, de Patrícia Martins

 

 

Laura Barros é uma jovem frágil e vulnerável, que no passado se entregou ao vício das drogas mas, tomando consciência da sua situação, propôs, voluntariamente, internar-se numa clínica de desintoxicação.

Agora, tem uma oportunidade única de estágio como designer de moda, que poderá levá-la a ficar e trabalhar para a marca.

Para isso, muda-se para Itália, para casa da família do marido da irmã, onde é bem acolhida e mimada.

E é lá que se volta a reencontrar com Bruno Delatorre, por quem é apaixonada desde a primeira vez que se viram. Mas, será que ele sente o mesmo?

Será que poderão vir a ter qualquer tipo de relacionamento, sendo quase família?

Sendo ele um futebolista conhecido pela sua fama de mulherengo, e tendo uma namorada que já não o é, demasiado calculista e disposta a tudo para não o perder?  

Como lidará Laura com os ciúmes e a rejeição? Entregar-se-á aos mesmos vícios do passado, deitando tudo a perder?

 

Esta é uma história que nos mostra que existem pessoas que, apesar da fama e do dinheiro, podem continuar a ser humildes, honestas, correctas, sem se deixar deslumbrar, sem perder os seus valores.

Mostra-nos o poder de uma família unida, em que reina o amor e a compreensão, a verdade, por mais terrível que seja.

Essa união e esse apoio serão fundamentais para que, no final, se faça justiça e o amor triunfe.

 

Relativamente à construção da personagem da Laura, ela sai um pouco dos estereótipos a que estamos habituados.

A autora dá-nos a entender, por um lado, que o seu caminho até às drogas se deveu à falta de tempo que a mãe, tendo que sustentar os três filhos sozinhos e trabalhando de sol a sol, não lhe pôde dar, e por outro lado, que isso se deveu à superprotecção a que foi sujeita, por ser a mais nova, por parte dos irmãos.

Leva-nos também a crer que essa incursão no mundo das drogas se deveu à má influência do namorado que tinha na altura, e que a levou, inclusive, a prestar favores sexuais a amigos em troca de droga.

Na verdade, após a saída da clínica, e na actualidade, Laura continua a ser uma mulher insegura, frágil, vulnerável, influenciável, que parece não ter confiança em si, e que, à mínima contrariedade, dificuldade ou desilusão, se volta a refugiar nas drogas, e em homens que a usam, sem que ela ofereça muita resistência.

É, obviamente, uma mulher que precisa de ajuda, e que parece não estar ainda preparada para enfrentar o mundo e tomar as rédeas da sua vida sozinha, por muito adulta e responsável que queira parecer.

Não percebi, e acho que não acrescentou em nada à história, as duas entradas que surgem na história para a Lily, que tanto pode ser uma amiga real ou imaginária, como simplesmente um diário. Não sendo algo constante e seguindo alguma ordem cronológica, não faz qualquer sentido, podendo a mesma informação e intenção ser transmitidas de outra forma.

 

Confesso que, apesar da situação pela qual a Laura passou, e que é a realidade de muitos jovens na actualidade, não consegui criar empatia por ela, nem a considerei muito credível.

Mas as outras personagens apresentadas compensaram, pela sua personalidade e carácter.

 

Sinopse

Quando se nasce num dos bairros mais problemáticos de Lisboa, sonhar pode parecer algo inantingível, só a forte determinação e perseverança de Laura lhe permitem ir em busca do seu sonho.

Consegue terminar o curso de estilismo. Com a ajuda da família e graças ao talento nato dela, agarra a oportunidade que lhe surge e parte para Milão para fazer um estágio numa das mais prestigiadas marcas de roupa europeias.

É aí que a sua vida vai dar uma grande reviravolta. Vícios do passado voltam para assombrar o seu futuro promissor. A possibilidade de uma carreira em Itália fica arruinada e Laura vê o sonho de uma vida escapar-lhe entre os dedos.

Bruno Delatorre é um promissor astro do futebol, nascido numa das mais influentes famílias italianas, foi um jovem habituado a ter tudo o que sempre desejou. Quando conhece Laura a química entre ambos é imediata. Bruno sabe que não pode ceder ao seu desejo pois a jovem está proibida a ele. E quando ela chega a Itália determinada a conquistar o mundo, a convivência entre ambos faz renascer o desejo antigo.

O destino parece querer conspirar contra os dois e Bruno finalmente percebe que há coisas que o dinheiro não pode comprar, pois arrisca-se a perder o seu amor para sempre.

 

 

Autor: Patrícia Martins

Data de publicação: Julho de 2018

Número de páginas: 220

ISBN: 978-989-52-3564-3

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Romance

Idioma: Pt

 

 

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