Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Natal em Palavras: Colectânea de Contos de Natal

 

NatalemPalavras.jpg

 

O Grupo Editorial Chiado, através da chancela Chiado Books, está a organizar o I Volume da Colectânea de Contos de Natal, intitulado “Natal em Palavras”.

Vários autores receberam um convite para participar, com o envio de um conto alusivo ao tema.

O entusiasmo que o projecto suscitou, bem como a qualidade dos contos enviados levaram à publicação da obra em dois Volumes, com cerca de 600 contos seleccionados.




 

 

Texto alt automático indisponível.

 

 

A cerimónia de lançamento da obra será no dia 15 de Dezembro, pelas 15.30 horas, no Hotel Pestana Palace Lisboa, em Alcântara.

Da minha parte, contribui com o conto "Presente de Natal", inspirado num amor interrompido entre duas pessoas, que se voltam a reencontrar no Dia de Natal!

Vício de Amor, de Patrícia Martins

 

 

Laura Barros é uma jovem frágil e vulnerável, que no passado se entregou ao vício das drogas mas, tomando consciência da sua situação, propôs, voluntariamente, internar-se numa clínica de desintoxicação.

Agora, tem uma oportunidade única de estágio como designer de moda, que poderá levá-la a ficar e trabalhar para a marca.

Para isso, muda-se para Itália, para casa da família do marido da irmã, onde é bem acolhida e mimada.

E é lá que se volta a reencontrar com Bruno Delatorre, por quem é apaixonada desde a primeira vez que se viram. Mas, será que ele sente o mesmo?

Será que poderão vir a ter qualquer tipo de relacionamento, sendo quase família?

Sendo ele um futebolista conhecido pela sua fama de mulherengo, e tendo uma namorada que já não o é, demasiado calculista e disposta a tudo para não o perder?  

Como lidará Laura com os ciúmes e a rejeição? Entregar-se-á aos mesmos vícios do passado, deitando tudo a perder?

 

Esta é uma história que nos mostra que existem pessoas que, apesar da fama e do dinheiro, podem continuar a ser humildes, honestas, correctas, sem se deixar deslumbrar, sem perder os seus valores.

Mostra-nos o poder de uma família unida, em que reina o amor e a compreensão, a verdade, por mais terrível que seja.

Essa união e esse apoio serão fundamentais para que, no final, se faça justiça e o amor triunfe.

 

Relativamente à construção da personagem da Laura, ela sai um pouco dos estereótipos a que estamos habituados.

A autora dá-nos a entender, por um lado, que o seu caminho até às drogas se deveu à falta de tempo que a mãe, tendo que sustentar os três filhos sozinhos e trabalhando de sol a sol, não lhe pôde dar, e por outro lado, que isso se deveu à superprotecção a que foi sujeita, por ser a mais nova, por parte dos irmãos.

Leva-nos também a crer que essa incursão no mundo das drogas se deveu à má influência do namorado que tinha na altura, e que a levou, inclusive, a prestar favores sexuais a amigos em troca de droga.

Na verdade, após a saída da clínica, e na actualidade, Laura continua a ser uma mulher insegura, frágil, vulnerável, influenciável, que parece não ter confiança em si, e que, à mínima contrariedade, dificuldade ou desilusão, se volta a refugiar nas drogas, e em homens que a usam, sem que ela ofereça muita resistência.

É, obviamente, uma mulher que precisa de ajuda, e que parece não estar ainda preparada para enfrentar o mundo e tomar as rédeas da sua vida sozinha, por muito adulta e responsável que queira parecer.

Não percebi, e acho que não acrescentou em nada à história, as duas entradas que surgem na história para a Lily, que tanto pode ser uma amiga real ou imaginária, como simplesmente um diário. Não sendo algo constante e seguindo alguma ordem cronológica, não faz qualquer sentido, podendo a mesma informação e intenção ser transmitidas de outra forma.

 

Confesso que, apesar da situação pela qual a Laura passou, e que é a realidade de muitos jovens na actualidade, não consegui criar empatia por ela, nem a considerei muito credível.

Mas as outras personagens apresentadas compensaram, pela sua personalidade e carácter.

 

Sinopse

Quando se nasce num dos bairros mais problemáticos de Lisboa, sonhar pode parecer algo inantingível, só a forte determinação e perseverança de Laura lhe permitem ir em busca do seu sonho.

Consegue terminar o curso de estilismo. Com a ajuda da família e graças ao talento nato dela, agarra a oportunidade que lhe surge e parte para Milão para fazer um estágio numa das mais prestigiadas marcas de roupa europeias.

É aí que a sua vida vai dar uma grande reviravolta. Vícios do passado voltam para assombrar o seu futuro promissor. A possibilidade de uma carreira em Itália fica arruinada e Laura vê o sonho de uma vida escapar-lhe entre os dedos.

Bruno Delatorre é um promissor astro do futebol, nascido numa das mais influentes famílias italianas, foi um jovem habituado a ter tudo o que sempre desejou. Quando conhece Laura a química entre ambos é imediata. Bruno sabe que não pode ceder ao seu desejo pois a jovem está proibida a ele. E quando ela chega a Itália determinada a conquistar o mundo, a convivência entre ambos faz renascer o desejo antigo.

O destino parece querer conspirar contra os dois e Bruno finalmente percebe que há coisas que o dinheiro não pode comprar, pois arrisca-se a perder o seu amor para sempre.

 

 

Autor: Patrícia Martins

Data de publicação: Julho de 2018

Número de páginas: 220

ISBN: 978-989-52-3564-3

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Romance

Idioma: Pt

 

 

Resultado de imagem para chiado books

À Conversa com Teresa Caetano

35682391_222700758456463_6925005315867934720_n.jpg

 

Teresa Caetano nasceu em 1981, na cidade de Lamego e, desde pequena, sempre teve paixão pela escrita.

Licenciou-se no ramo educacional e tem exercido a função de professora, há 15 anos, em diferentes escolas do país.  

Assume-se como uma contadora de histórias pois, de uma forma simples, escreve sobre grandes emoções.

Fiquem a conhecê-la melhor nesta entrevista!

 

 

 

k15771734.jpg

 

Quem é a Teresa Caetano?

Sou uma mulher sonhadora que desde pequena sempre teve paixão pela escrita. Quando terminei os estudos no Liceu, licenciei-me- no curso de Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico e tenho exercido a função de professora, há 15 anos, em diferentes escolas do país. Iniciei a minha carreira profissional em Lisboa, onde vivi durante 10 anos. Passsei ainda por Póvoa de Varzim, Braga e atualmente encontro-me a lecionar na Escola Básica n.º 1 de Lamego, pois sempre tive o desejo de regressar à minha terra.

Assumo-me como uma contadora de histórias pois, de uma forma simples, escreve sobre grandes emoções.

 

 

A paixão pela escrita surgiu cedo na sua vida. O que começou por escrever na sua infância e adolescência?

Comecei a escrever desde a adolescência e nesta fase escrevia o meu diário, ou seja, a minha história de vida. Ainda hoje guardo vários cadernos onde descrevia o meu dia-a-dia e onde desabafava sobre as emoções que determinados acontecimentos me provocavam.

Depois de começar a trabalhar com crianças escrevi várias histórias destinadas ao público infantojuvenil, embora não estejam publicadas.

 

 

A Teresa é professora. O que a levou a enveredar por essa área?

Porquê escolher ser professora? Não tive alternativa? Sim, tive, pois felizmente a média dava para entrar em variados cursos. Fui obrigada? Não, sempre pude escolher o caminho que queria seguir. Fui influenciada? Isso talvez um pouco, pois a maioria das minhas vizinhas eram professoras e desde pequena comecei a “dar aulas” aos meus bonecos. Fechava a porta do meu quarto e tentava imitar a minha professora do 1º ciclo, achava interessante o ato de ensinar, idolatrava-a, porque a via como uma guia e uma fonte de conhecimento.

Confesso que ainda vacilei entre jornalismo e a licenciatura em professora de 1º ciclo, mas o bichinho de infância ficou e sonhava, um dia, ter na minha frente crianças/seres humanos, em vez de bonecos. Sonhava ensinar, não só transmitir conhecimentos, mas também emoções, pois acredito verdadeiramente que os professores influenciam muito a nossa vida.

 

 

Na sua opinião, existe um incentivo à escrita, em termos criativos, nas escolas portuguesas, ou está, de certa forma, condicionado pelos programas escolares impostos?

O incentivo à escrita está muito limitado devido à enorme extensão dos currículos que não deixam muita margem para a criatividade.

 

 

 

 

“Não Desistas do Amor” é o seu primeiro romance editado?

Sim, é o meu primeiro romance publicado. O desejo de publicar um livro sempre me acompanhou, mas fui adiando pelas circunstâncias da vida. Dediquei-me à minha profissão e depois de ser mãe senti que o meu horário estava totalmente completo. Agora, que a minha filha está com 8 anos, consegui organizar-me melhor e escrever diariamente.

 

 

Em que se inspirou para o escrever?

Inspirei-me nas histórias de vida de várias pessoas que fui conhecendo, pois sou bastante observadora. Conheci histórias de vida fascinantes, de superação de dificuldades que acabaram por dar mais força às minhas personagens. A ficção inspira-se na realidade e acredito que as pessoas se podem identificar com os temas abordados neste livro que são muito atuais e intemporais, como o amor, a amizade, a traição, a desilusão, a violência doméstica, a infertilidade, a adoção, a síndrome de pânico, a homossexualidade e a perseguição de um sonho no mundo da música.

É um livro que fala essencialmente de amor, mas num sentido muito abrangente: o amor por um companheiro ou companheira, o amor pelos pais, pelos filhos, pelos amigos, pela profissão, pelos sonhos, ou seja, o amor pela vida.

 

 

“Tudo tem um momento certo para acontecer”, algo que se aplicou às personagens deste livro. Este é, também, um dos seus lemas de vida?

Sim, passei a perceber isso com a vida e com o passar do tempo. Por vezes, ansiamos muito que algo aconteça naquele exato momento, mas que depois até se vem a realizar mais tarde, porque fez mais sentido assim.

 

 

Foto de Teresa Caetano.

 

Esta história gira muito em torno do amor, do perdão e da aceitação. Na vida real, considera que algumas das situações poderiam ter um final semelhante, ou as pessoas, hoje em dia, são pouco dadas a estes sentimentos?

Eu acho que as pessoas, hoje em dia, continuam a sonhar em encontrar o verdadeiro amor. Acho que é isso que as move. No entanto, têm menos paciência em saber esperar, em desenvolver relações sólidas, pois têm tanta pressa de viver, de ser felizes que acabam por não conseguir perceber que os pequenos momentos são a própria felicidade.

 

 

Por vezes, as maiores emoções vêm das histórias mais simples?

Sem dúvida. Considero que a simplicidade é uma das maiores grandezas. As histórias mais simples são aquelas que prendem mais a nossa atenção, pois conseguimos identificar-nos com elas e sentir verdadeiramente as emoções.

 

 

Que feedback tem recebido por parte dos leitores relativamente a este romance?

Tem superado muito as minhas expectativas. Tenho tido críticas muito positivas, dizem que realmente este livro é uma montanha-russa de emoções, que riram e choraram, que se indignaram, que refletiram, que não conseguiram parar de ler, pois queriam sempre saber o que vinha a seguir e têm-me pedido bastante para dar continuação à história.

 

 

“Não Desistas do Amor” fala de algumas temáticas atuais, como a violência doméstica, a homossexualidade, a infertilidade. Que temas gostaria de abordar numa próxima obra?

Já estou a escrever uma próxima obra e, como o segredo é a alma do negócio, só posso dizer que vou tratar temas igualmente intensos, cativantes, polémicos, atuais, mas onde estará sempre presente o amor como o motor de todos os acontecimentos.

 

 

Partindo do título do livro, de que forma completaria a frase: Não desistas do amor porque…o afeto é o melhor que nos acompanha nesta vida.

 

 

Muito obrigada, Teresa!

 

 

Resultado de imagem para chiado books

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre a autora e este cantinho.

À Conversa com José Manuel Macedo

 

35362312_2027202237533570_650690581885878272_n.jpg

 

José Manuel Macedo nasceu em 1953, nas Cortes do Meio, no concelho da Covilhã.
Embora desde jovem gostasse de escrever, só publicou o seu primeiro livro, o romance “VIDAS CRUZADAS”, em 2014.


Em 2015 participou com um poema na Antologia de Poesia Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho” Volume VI, organizada pela Chiado Editora, com três poemas na Coletânea Poética “Namorar é Preciso” Volume 5, organizada por Maria Melo, e com dois poemas na “XIX Antologia de Poesia” da Associação Portuguesa de Poetas.


Já nos anos de 2016 e 2017, para além da participação em diversas Antologias de Poesia, colaborou ainda no “Volume I do Mosto à Palavra”, uma coletânea de Prosa e Poesia, sobre o tema viagens no Alentejo, organizada pela Chiado Editora.

 

Este ano lança o romance "Uma Paixão Inesperada". Fiquem a conhecê-lo melhor nesta entrevista:

 

 

 

k15771734.jpg

  

Quem é o José Manuel Macedo?

JMM – Nasci em 1953, numa aldeia encravada na serra da estrela, bem perto da Covilhã. Sempre bem inserido na natureza, vivi a minha infância em ambiente rural, conhecendo bem as atividades relacionadas com a agricultura.

Fiz os primeiros anos de escolaridade em Castelo Novo, e quatro anos depois, já a trabalhar de forma oficial, frequentei em aulas noturnas a Escola Comercial e Industrial Campos Melo na Covilhã.

Marido, pai e avô, foi na área comercial que sempre trabalhei, até me reformar antecipadamente em 2011.

 

 

Como surgiu a sua paixão pela escrita?

JMM – O gosto pela escrita nasceu logo que na escola primária iniciei o conhecimento das letras e das palavras. Recordo que as redações que a professora me pedia para fazer, eram sempre classificadas por ela, de muito bom, e eu era o que se chama o “menino barra”, pois atribuíam-me a tarefa de revisar os trabalhos dos outros meninos.

Lia muito. Lia todos os livros que apanhava, e naquele tempo, não havia muitos. Uma biblioteca itinerante passava uma vez por mês pela aldeia e onde podia escolher alguns livros que levava para casa.

Quando adolescente e já depois jovem adulto, a poesia surgiu para equilibrar as tensões emocionais, resultantes do despertar da paixão. Nessa altura, comecei a escrever num caderno as primeiras páginas de uma história de amor, que muitos anos mais tarde viria a transformar-se num belo romance.

 

 

Embora esse gosto por escrever tenha surgido cedo na sua vida, só em 2014 publicou o seu primeiro romance “Vidas Cruzadas”. O que o levou a esperar tanto tempo, ou a perceber que aquele momento era o certo?

JMM – Tinha uma atividade profissional muito intensa e territorialmente distante, e enquanto estive no ativo, não tinha tempo para dedicar a isso. Foi só quando deixei de exercer a minha atividade, que rebusquei nas gavetas e encontrei o caderno com quarenta páginas manuscritas, e me despertou para dar continuidade àquela história, dando origem ao meu primeiro romance “Vidas Cruzadas”.

 

 

Para além da prosa, o José também se dedica à poesia, tendo participado em várias antologias e coletâneas. É mais fácil criar um poema ou uma história?

JMM – É muito fácil escrever um poema a partir de um simples pensamento. Se diariamente produzisse um poema, poderia num ano publicar dois ou três livros. Uma história romanceada é algo em que há a necessidade de desenvolver os temas com alguma profundidade, e a investigação dos mesmos é necessária e normalmente demorada. Depois, uma boa história tem tanto de simples como de complexo. É preciso tempo para criar toda a teia onde os personagens se movem, vivendo as suas angústias e alegrias, com uma trama rigorosa e muito bem elaborada, para entusiasmar o leitor.

 

 

Que temas costuma abordar nos poemas que escreve?

JMM – O tema principal é o amor, revelado em descrições metafóricas baseadas na natureza, no universo, na beleza das cores e das flores, nos sons e acordes musicais. Raramente a política e questões sociais, entram na minha poesia. A mulher é a principal musa inspiradora dos devaneios a que as palavras me conduzem.

 

 

 

 

doc20180522211004_001.jpg

 

“Uma Paixão Inesperada”, editado em março, é o seu segundo romance, inspirado em factos reais. Considera que o facto de escrever sobre algo que se passa na vida, e no dia-a-dia, de muitas pessoas, é uma forma de as ajudar e, ao mesmo tempo, denunciar e expor essa realidade?

JMM – A minha experiência de vida, nos seus aspetos sociais, familiares e de relacionamento humano, levam-me a debruçar sobre sentimentos de paixão, cobardia, ganancia, vaidade, orgulho. Uma paixão inesperada é uma história de amor. No entanto, o amor é algo tão mal vivido e compreendido por tanta gente, que muitas vezes o mesmo se transforma em ódio.

Escrever sobre temas tão preocupantes nos dias que correm, provoca o alerta para essas realidades e sugere as soluções que só se encontram na amizade, na humildade, generosidade, e principalmente no amor.

 

 

Quais são as suas maiores fontes de inspiração?

JMM - Inspiro-me na vida e nos seus aspetos comportamentais, analisando o conflito em todas as vertentes da relação humana, com temas sempre atuais de violência doméstica, chantagem, violação, e depois intercalando nas soluções a amizade, a tolerância e o amor. No entanto, a paixão entre um homem e uma mulher é a minha fonte privilegiada de inspiração.

 

 

 

 

O José acredita em coincidências? E no destino?

JMM – Sim, em coincidências, acredito. No destino, não! Só poeticamente uso o destino com o objetivo de apontar o futuro incerto, porque dá jeito culpá-lo das injustiças e maldades dos homens! O universo e os próprios elementos da natureza, na sua ação natural, entram em convulsão e causam sofrimento e dor.

O destino não é mais do que o fim das coisas finitas, resultante das várias coincidências que nos vão acontecendo. Se pudéssemos viajar no tempo, veríamos à frente de nós o que provoca o descarrilamento da carruagem onde viaja a nossa vida.

 

 

Muitas vezes, os acontecimentos do passado podem condicionar a vida presente das pessoas, o que acabou por acontecer com o personagem Eduardo. No entanto, a atitude dele para com Isabel, é diferente. Na sua opinião, existem marcas que ficam para sempre vincadas nas pessoas, ou que até podem desvanecer-se quando têm ao seu lado as pessoas certas?

JMM – As pessoas são marcadas pelos acontecimentos, e mais vincadamente, pelos negativos e dolorosos. Criam então defesas, para se auto protegerem de novas situações que lhe possam causar sofrimento.

A Isabel surgiu perante os olhos de Eduardo, como alguém puro, numa atitude preocupada com a sua honestidade, movida apenas pelo impulso de procurar ajuda no ombro de alguém que a acarinhasse. O Eduardo, despertou para o amor pela paixão que sentiu ao ver Isabel,

Esse sentimento percebido pelo coração de Eduardo, fez desvanecer o trauma que o acompanhava, e rapidamente esqueceu as marcas do passado ao ver ali a mulher que procurava.

 

 

Que feedback tem recebido por parte dos leitores, relativamente a “Uma Paixão Inesperada”? Há leitores que se identificam, de alguma forma, com as personagens?

JMM – Ainda recebi poucas opiniões acerca do livro, porque só o lancei no dia 9 de junho. Em pré lançamento foi lido por uma jornalista da RCB-Radio Cova da Beira, que na altura em que me entrevistou se pronunciou sobre a história que leu, a qual, disse, a impressionou positivamente, ao ponto de ter lido todo o romance, num só dia. “Foi impossível parar”, disse ela on-line. Certamente que para a leitura despertar tanto interesse no leitor, é porque a forma como a trama se desenrola é tão intensa que não dá mesmo para parar.

O amor, a violência doméstica e as contrafações de arte, são temas sempre fortes e onde os leitores, em maior ou menor escala, se reveem e vivem aqueles acontecimentos através dos personagens desta fabulosa história.

 

 

Para quando uma nova obra de José Manuel Macedo?

JMM – Tenho um projeto em fase adiantada, que espero vir a apresentá-lo ao publico no decorrer do próximo ano. Não se trata de um romance, mas da junção de vários estilos literários: a poesia, a crónica, o conto, e eventualmente ensaio, em modelo informal sobre temas diversos que me preocupam. Poderá ainda conter algum material autobiográfico.

Será um livro de fácil leitura, com os temas intercalados, para permitir uma leitura diferenciada e de rápida conclusão em qualquer ambiente. Uma escrita leve, com temas agradáveis, para ser lida como quem passeia por um parque de diversões e é atraído pelas várias ofertas de lazer.

 

 

Muito obrigada!

 

 

Imagens Jose Manuel Macedo

Blogue do autor: http://palavrascomsom.blogs.sapo.pt/

 

 

Resultado de imagem para chiado books

Nota: Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre o autor e este cantinho.

 

Não Desistas do Amor, de Teresa Caetano

 

“Tudo tem um momento certo para acontecer.”

 

Será verdade?

Será que as coisas acontecem apenas e só, quando têm que acontecer e, se não se proporcionam, é porque não tinha chegado ainda o momento?

Será que temos que passar por coisas más para, mais tarde, valorizar as boas?

Será que temos que conhecer a dor, para valorizar o bem-estar? Sofrer primeiro, para ser feliz depois?

 

 

Farão todas essas vivências e experiências, parte da descoberta do nosso caminho, do nosso crescimento pessoal e emocional, e da busca pela felicidade?

Ou não passarão de acontecimentos dolorosos que poderão, ou não, ser ultrapassados, e conduzir, ou não, a um final feliz?

 

 

Rita, Sofia e Laura são 3 irmãs com idades, personalidades e desejos distintos, unidas pela confiança mútua e pelo amor que sentem umas pelas outras.

Um amor que, por vezes, as coloca em situações e posições difíceis, nas quais não gostariam de estar, tentando proteger as restantes, escondendo verdades que poderiam destruir as suas vidas.

 

 

Rita é a irmã mais nova mas, de certa forma, a mais sensata, a mais ponderada, a mais adulta. É uma adolescente que vai crescendo até à idade adulta, sempre muito focada nos seus objectivos e ciente das suas decisões. Sofre um desgosto de amor, mas transforma-o em energia e garra para vencer nos outros campos da sua vida.

 

Laura é a irmã mais velha. Pouco ambiciosa, apenas deseja ser feliz, na aldeia onde cresceu, com o seu marido. É a portadora dos segredos de Rita e de Sofia. Quer muito ser mãe, mas a vida vai-lhe trocar as voltas. E uma nova Laura, até então escondida, surgirá, para mostrar a força que sempre viveu dentro dela. 

 

Sofia é a irmã do meio. A mais namoradeira, a que vive o hoje sem pensar muito no amanhã. É aquela que todos os rapazes desejam. Mas nem por isso terá a vida mais facilitada. E nem sempre o amor vem de onde queríamos ou esperávamos.

 

 

Se tivesse que descrever este romance em três palavras, escolheria "amar", "perdoar" e "aceitar", porque é de um pouco de tudo isto que a história é feita.

Amar incondicionalmente, de onde quer que venha, ou de que forma venha, esse amor.

Perdoar quem algum dia, consciente ou insconscientemente nos fez mal,para que possamos seguir a nossa vida mais leves, e livres de ressentimentos.

Aceitar aqueles que amamos da forma que são, sem rejeições, vergonha ou discriminação, mesmo que o resto do mundo esteja contra nós.

 

 

E, acima de tudo, nunca desistir do amor!

 

 

Sinopse

"Este livro conta a história de três irmãs, Rita, Sofia e Laura, cujas vidas seguem caminhos diferentes, embora se cruzem nos principais momentos.

São retratados, através das vidas das personagens, vários temas actuais como o amor, a amizade, o casamento, a traição, a desilusão, a violência doméstica, a infertilidade, a adoção, a síndrome de pânico, a homossexualidade e a perseguição de um sonho no mundo da música. 

Esta história prova que nada acontece por acaso e que os momentos menos bons vividos no passado se podem tornar essenciais para a felicidade no futuro. Apesar de todas as adversidades que nos possam surgir na vida, nunca devemos desistir.

Um romance intenso que nos leva numa montanha-russa de emoções."

 

 

 

Autor: Teresa Caetano

Data de publicação: Abril de 2018

Número de páginas: 282

ISBN: 978-989-52-2908-6

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Ficção

Idioma: Pt

 

 

Resultado de imagem para chiado books

  • Blogs Portugal

  • BP