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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Tu Não Estás Sozinho

 

A depressão é uma doença, disfarçada de várias formas, levando as pessoas a nem sempre a identificar ou, até mesmo, a não acreditar que ela, de facto, exista.

 

Afinal, todos nós tivemos momentos em que não quisemos ir para a escola ou para o trabalho. Em que só nos apetecia ficar em casa, deitados na cama, ou refastelados no sofá, a ver televisão ou a ouvir música.

Todos tivemos fases em que gostávamos de ver um bom drama, daqueles que nos fizessem chorar. Ou ouvir aquela música triste, para acentuar ainda mais o drama.

E quem nunca fez de algumas situações da sua vida, verdadeiros dramas?

Quem nunca perdeu o interesse por determinadas actividades ou projectos que antes gostava?

Quem nunca se irritou, chorou, reclamou, explodiu, se sentiu apático, indiferente ou sem ânimo, sem muitas vezes perceber o que o levou a isso? 

Quem nunca esteve naqueles dias em que não quer ver nem falar com ninguém, e só quer que o deixem sossegado no seu canto, sozinho? 

 

É legítimo diagnosticar todas as pessoas, que vivem estas fases e momentos, com uma depressão? Andaremos todos nós deprimidos, várias vezes, ao longo da nossa vida?

 

 

Vi este livro à venda na Chiado e pareceu-me bastante interessante. 

Tanto que até mostrei ao meu marido, já que ele estava na área da educação social, e o tema era pertinente.

Ele leu-o em pouco mais de uma hora (o livro é pequeno), gostou muito e até escreveu sobre ele no blog.

 

Eu, li-o esta semana, e fiquei desapontada. 

Quando se aborda o tema da depressão, fica-se na expectactiva de algo mais grave ou, pelo menos, de uma ou mais causas que estejam na origem da depressão.

É certo que há casos de depressão que não chegam a extremos, e daí serem também mais difíceis de identificar por quem está de fora, pelo facto de os sinais se confundirem com algo banal. Também é certo que nem sempre existe uma causa concreta, que se possa apontar como responsável pelo desencadear da depressão. Pode ser um conjunto de factores, de situações.

 

Mas a verdade é que lemos este livro, e ficamos à toa, sem perceber muito bem o que acabámos de ler, e que motivo levou a autora a escrever este livro.

É quase como esperarmos grandes tempestades e temporais, e nos depararmos com uma chuva passageira, forte, mas sem razão para alarme, um trovão ou dois, e pouco mais. E isso acaba por não ser novidade, nem motivo para notícia.

 

A autora tem uma família presente e unida, que a ama e apoia. Mãe, pai, irmão, primos - todos eles são homenageados e elogiados neste livro.

Tem amigos que estão sempre com ela em todos os momentos.

É uma boa aluna, e consegue ter boas notas.

Não sofre de amores, nem de bullying, nem de distúrbios alimentares, nem de qualquer outra coisa que a pudesse afectar e despoletar uma depressão.

Então, porque é que foi assim diagnosticada, e devidamente medicada?

 

Para além de uma ou outra atitude menos correcta de alguns professores, não percebemos, pela leitura, nada em concreto que a leve a ficar ansiosa no que toca à escola, e mesmo a ter ataques de pânico. O que a leva a faltar às aulas?

 

Ao ler este livro, fiquei com a sensação de que parece faltar ali qualquer coisa, como um puzzle que não está completo não dando para ver bem a imagem, um enigma o qual, sem a respectiva chave, não se consegue decifrar.

 

Se o anterior "Também Acontece Contigo" pecava pelo exagero, este é exactamente o oposto.

Para mim, ficou muito aquém das expectativas. 

 

 

Sinopse

"Sim, tu aí, quero que saibas que existem muitas mais pessoas a passar pelo que tu passas ou até por pior, por isso, não tenhas vergonha de pedir ajuda porque o primeiro passo para ficares bem é admitires que estás mal. Não te afastes de quem mais amas pois eles vão ser o teu maior apoio. Mete na tua cabeça que não és inferior a ninguém, que se quiseres fazer algo tu vais conseguir porque tu és tão bom e capacitado como o teu vizinho ou amigo mais próximo e não deixes que ninguém te convença do contrário. Quando estás num sítio público para de pensar que todos te julgam por todo o que fazes, seja pela tua roupa, pelo que estás a comer ou a beber, sim eu sei que fazes isso, porque eu também faço mas na realidade provavelmente ninguém está realmente a dar-te atenção ou então podem estar a pensar a mesma coisa que tu. Já alguma vez te passou pela cabeça? Que quando olhas para alguém essa pessoa pode pensar que também a estás a julgar? Parece uma loucura não é?

E tu que conheces alguém que sofre de depressão ou está a passar por um mau bocado não o julgues, apoia essa pessoa. Não estou a dizer para lhe dares festinhas na cabeça mesmo se essa pessoa tiver feito algo errado porque não estou mas não julgues a sua condição pois é a última coisa que essa pessoa precisa.

Sê a sua âncora, o seu ponto de abrigo. Fala com ele mas dá-lhe espaço ao mesmo tempo só tenta fazer essa pessoa perceber que não está sozinha. Não o pressiones mas ajuda-o a enfrentar os seus medos, fazê-lo ver que consegue fazer tudo o que quiser, que não é inferior a ninguém, que ele é importante, que ele é forte. E mais uma vez eu digo fá-lo ver que não está sozinho!"

 

 

 Autor: Ana Beatriz

Data de publicação: Janeiro de 2018

Número de páginas: 94

ISBN: 978-989-52-1901-8

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Ficção

Idioma: Pt

Também acontece contigo?

 

Um filho deveria ser desejado. Nem sempre esperado mas, pelo menos, desejado.

Não sendo esperado nem, tão pouco desejado não deveria, ainda assim, sofrer na pele os erros dos pais, e servir de "saco de pancada" e descarregador de frustrações daqueles que o rodeiam, e que não estão satisfeitos com o seu nascimento e chegada ao seio familiar.

 

W. Paris não foi uma filha esperada, nem desejada. Mas veio ao mundo e foi, ao longo da sua vida, vítima de maus tratos, de negligência e, percebeu mais tarde, de "scapegoating", ou seja, foi desde sempre um bode expiatório de todos aqueles que lhe eram próximos, sobretudo, a sua família chegada - mãe, pai e irmão - e mais alargada - tios, primos.

 

"Tímida, envergonhada, calada, sossegada, introvertida, acanhada, insegura... Estas eram as palavras que W. Paris costumava ouvir em criança, quando as pessoas a caracterizavam."

Até aí, nada de mais. Eu própria também poderia ser caracterizada dessa forma. Mas W. Paris teve, para além da sua própria personalidade, vários motivos para acentuar ainda mais estas características.

 

O que mais me choca, é a forma como, na história de W. Paris, não houve uma única pessoa na família, ou entre os vizinhos, ou até mesmo amigos, que a ajudassem como ela precisava.

Sabemos que as pessoas não se querem meter em problemas que não lhes dizem respeito mas, na maior parte das vezes, acabam por meter-se por pura mexeriqueira, ou mesmo para prejudicar, ao invés de ajudar.

E há as que não se metem porque concordam e apoiam. Ou porque andam com a cabeça tão enterrada na areia que nem vêem o que se passa à sua volta.

 

E assim viveu durante cerca de 30 anos, a ser sistematicamente acusada de tudo e mais alguma coisa, criticada, rebaixada, neglicenciada, usada, maltratada, algo que se reflectiu, como seria de esperar, na sua autoestima, confiança e segurança.

Tal como no seu comportamento, agindo constantemente para agradar e ser aceite por todos, sem perceber que, por mais que fizesse, ou como quer que agisse, tal nunca aconteceria. Como é óbvio, também a afectou psicologicamente, contribuindo para a instabilidade que caracterizou a sua vida, não só a nível de relações, como a nível pessoal e profissional.

A mudança da aparência, da forma de vestir, o tão depressa engordar demais como emagrecer, bem como a falta de emprego e as dificuldades a ela inerentes, que a levaram a iniciar e a desistir de alguns cursos, e da universidade, são uma prova dessa instabilidade.

 

Ainda assim, neste tipo de ambiente e vida, com familiares que a desprezavam, houve duas ou três situações em que quase poderíamos pensar que os pais ou o irmão tinham algum pingo de sensatez, de amor, de compreensão. Claro que foram meros vislumbres passageiros, como aquele raio de sol que surge no meio de uma tempestade, mas logo se volta a esconder por entre as nuvens negras que sempre estão presentes.

 

Hoje, longe de todos os que, de alguma forma, lhe fizeram mal, mesmo não tendo consciência disso, W. Paris encontra-se no estrangeiro, a lutar pelo seu sonho de terminar os estudos em psicologia, e alcançar alguma paz e estabilidade.

 

 

Sobre a autora:

Sobre a forma como a autora contou a sua história, não sei se pela confusão que sempre foi a sua vida ou pela vontade de pôr tudo cá para fora de forma espontânea, acabou por misturar muitas coisas ao mesmo tempo, e falar de algumas situações num determinado ponto, para depois voltar a repetir o mesmo mais à frente, quando poderia ter estruturado por partes, por pessoas, por situações. É que, como leitora, acabei por me perder em algumas partes, e perguntar-me a que propósito vinham algumas coisas, no meio do que ela estava a contar.

 

Por outro lado, se no início da narrativa comecei por me solidarizar com a autora, por tudo o que passou, cheguei a um ponto em que o sentimento foi o inverso, em que me perguntei por que raio ela não fez nada, porque não mudou, porque não se afastou assim que percebeu aquilo que lhe fazia mal.

Senti que, a partir de um determinado momento, em que ela pôde assumir o comando e o controlo da sua vida, sem depender dos pais, deveria ter tentado escapar. Não repetir constantemente os mesmos erros. Lutar pela sua vida. Ao não fazê-lo, quando podia, senti que se estava a vitimizar por algo que agora só dependia dela.

E em que me questionei se todos à sua volta eram mesmo parvos, estúpidos, interesseiros, e cheios de ruindade, como ela nos faz crer, ou se não houve ali algum exagero. É que parece tudo tão surreal, para ser verdade. 

Não me cabe a mim julgar, nem condenar as suas decisões, as suas inacções,porque só quem passa por estas situações sabe em que estado está psicologicamente,os sentimentos que vão dentro de si e as poucas forças que tem para tentar sequer erguer-se.

Mas incomodou-me o acomodar dela à situação durante tanto tempo.

 

 

SINOPSE

"Quando ouvimos falar em narcisismo, lembramo-nos de pessoas extremamente vaidosas. Vem-nos à memória a imagem do Narciso a observar o seu reflexo na água. A realidade vai muito além disso. E o narcisismo em famílias consegue ser surreal de tão chocante que é.

A família narcisista ataca o membro mais fraco , principalmente um dos seus descendentes (filho/filha). A família narcisista faz a criança acreditar, desde a sua tenra idade, de que ela é incapacitada, de que tem de conquistar o amor dos pais, ou, até mesmo, de que tem de lhes agradecer pela vida que estes lhe deram. O narcisismo em famílias, também conhecido pelo termo scapegoating, consegue destruir a vida das suas vítimas, levando-as a perder a sua auto-estima e sanidade mental. E os maus tratos são tão subtis, tão enganadores, que a vítima consegue passar uma vida inteira sem entender o ambiente que a rodeia, vivendo numa realidade completamente distorcida."

 

 

Autor: W. Paris

Data de publicação: Fevereiro de 2018

Número de páginas: 388

ISBN:  978-989-52-1733-5

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Ficção

Idioma: Pt

À Conversa com Lara Barros

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Lara Évora de Barros sempre viveu na ilha de Santiago, em Cabo Verde, até se mudar para Lisboa, há cerca de três anos, para estudar gestão na Nova School of Business and Economics.

Adora livros, viajar, ver filmes e espera, um dia, poder vir trabalhar na indústria do cinema.

A autora de "Verão Real" aceitou o convite para participar na rubrica "À Conversa com...", e dar a conhecer um pouco melhor a pessoa, e a escritora, que é.

 

Fiquem com a entrevista a Lara Barros:

 

 

 

 

Quem é a Lara Barros?

Sou uma pessoa muito alegre, cheia de energia e sorridente que gosta de conhecer lugares e pessoas novas.

Cresci na ilha de Santiago em Cabo Verde então o mar é uma grande parte da minha vida. Sempre que possível estou na praia de mar.

Também adoro ler, ver filmes e ir a concertos dos meus artistas favoritos onde canto a plenos pulmões a letra de todas as músicas. Os concertos pelos quais estou mais entusiasmada para ver este ano são da Demi Lovato e da Shakira.

 

 

 

Como é que nasceu a tua paixão pela escrita?

A minha paixão pela escrita começou há cerca de 9/10 anos na escola primária quando a nossa professora nos mandou fazer uma redação e eu decidi escrever sobre uma viagem ao espaço onde eu e a minha turma íamos ao espaço e para voltar à Terra tínhamos de passar por todos os planetas do sistema solar até conseguir chegar a casa.

Lembro-me que os meus colegas gostaram muito e quiseram que eu continuasse a história mas aos onze anos depois de escrever quinze páginas, perder o documento, voltar a escrever aos doze e voltar a perdê-lo desisti.

Mas já tinha descoberto o quanto gostava de dar asas à minha imaginação e escrever.

 

 

 

Sempre viveste na ilha de Santiago, em Cabo Verde até te mudares para Lisboa, em 2015. Como foi a adaptação ao nosso país?

Quando me mudei para Lisboa pensei que não ia ser nada de novo porque sempre ia de férias no verão mas estava enganada.

Era totalmente diferente passar de uma pequena ilha para uma cidade grande mas a adaptação foi relativamente fácil porque sempre tive o apoio das minhas tias que também vivem em Lisboa para tudo o que precisasse.

A única parte difícil de me adaptar foi o clima. Para mim, no primeiro ano, a chuva e o inverno eram coisas que detestava. Sair da cama para ir à faculdade debaixo da chuva era um grande sacrifício.

Mas adoro Lisboa e sempre considerá-la-ei a minha segunda casa.

 

 

 

Sendo uma pessoa que adora viajar, para além da capital, que outros locais conheces em Portugal?

Os meus tios-avós vivem em Benavente para onde vou desde bebé por isso tem um lugar muito querido no meu coração.

Também a Ericeira, onde passei alguns verões com a minha madrinha. Posso dizer que a Ericeira é um dos meus lugares favoritos em Portugal.

Também já fiz várias viagens por Portugal com a minha família onde visitei Porto, Torres Vedras, Évora, Coimbra, Tondela, Viseu, Tavira e Portimão e uma das semanas mais memoráveis de sempre foi quando acampei no Meo Sudoeste com os meus amigos o ano passado no Alentejo.

Os próximos lugares que quero mesmo conhecer seriam os arquipélagos da Madeira e dos Açores.

 

 

Qual seria a “viagem da tua vida”?

A viagem da minha vida será talvez a que farei o próximo mês a Londres porque desde pequena que o meu maior sonho é conhecer Londres e agora terei a oportunidade de realizá-lo.

Mas para além disso a viagem da minha vida podia ser ir ao deserto do Sahara e poder ver o amanhecer e o pôr-do-sol aí, poder fazer um Safari na África do Sul e também explorar a Austrália.

 

 

Tal como a personagem Alex, também gostas de cinema e de livros. Que outras semelhanças existem entre personagem e autora? E diferenças?

Semelhanças entre eu e Alex? Penso que temos as duas muita energia e um grande sentido de humor, assim como a facilidade para fazer novas amizades. Quanto a diferenças penso que Alex é muito mais desconfiada das pessoas do que eu e sempre quer resolver os mistérios. E também uma coisa que admiro muito na Alex é que ela sempre diz o que pensa e não tem medo de arriscar. Eu não sou tão aventureira como ela nesse sentido.

 

 

Qual é o teu filme e o teu livro favoritos?

O meu filme favorito de todos os tempos tem que ser “O Diário da Nossa Paixão” e o meu livro favorito é “A Ilha Debaixo do Mar” de Isabel Allende.

 

 

 

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“Verão Real” é o teu primeiro romance. Em que te inspiraste para o escrever?

Para Verão Real inspirei-me muito nos livros da série “A Selecção” no que toca ao triangulo amoroso entre pessoas da realeza e outras que não são e também no facto de gostar muito de mistérios e investigações.

Não queria que o livro fosse apenas mais uma história de amor entre príncipes e princesas mas que houvesse uma personagem principal determinada e de carácter forte que fizesse de tudo para proteger os seus amigos e todos os que a rodeiam mesmo sendo isso perigoso para ela

 

 

 

Que feedback tens recebido por parte dos leitores?

Eu adoro ler os comentários dos meus leitores! Fazem-me rir. Quer seja por não concordarem com algo que Alex faz ou dando opiniões sobre quem ela deve escolher. Até arranjaram um “Ship” name para os casais: Adex e Phalex.

Mas em geral o feedback está sendo maravilhoso o que me faz muito feliz.

 

 

 

Na tua opinião, e tendo em conta os casamentos mais atuais entre príncipes/ princesas e plebeias/ plebeus, esta será uma realidade cada vez mais comum nas várias monarquias?

Eu acho que, felizmente, hoje em dia os casamentos reais estão sendo feito cada vez mais entre príncipes/Princesas e plebeias/Plebeus o que mostra que não importa o estatuto ou a hierarquia mas sim o amor entre duas pessoas. E espero que continue assim.

 

 

Consideras que há uma visão distorcida e, de certa forma, irreal, da vida de uma pessoa enquanto princesa, que leva tantas jovens a desejar estar nessa posição quando, quem está, trocaria tudo por uma vida normal?

Sim, ao escrever este livro estava pensando nisso. Crescemos com esta visão de querer ser uma princesa, vestir vestidos longos e bonitos e ter uma vida de contos de fadas mas na realidade as coisas não são assim. As pessoas da realeza tem alguns privilégios sim mas também tem deveres, regras que têm de seguir e imagem que têm de preservar que nenhum de nós temos de preocupar com tamanha responsabilidade e às vezes não damos valor à sorte que temos por causa disso.

 

 

Na história de “Verão Real”, Alex fica dividida entre dois rapazes completamente diferentes entre si. Se estivesses no lugar da personagem, qual deles escolherias?

Eu escolheria, sem dúvida, Adam. Adoro o facto de ele ser tão aberto, divertido e estar sempre a postos a ajudar Alex sem nunca duvidar das suas capacidades. Sinto que com Adam nunca me faltariam gargalhadas e aventuras.

 

 

 

O que te levou a optar por este final para a história – o facto de ser totalmente óbvia a decisão de Alex, ou a possibilidade de cada leitor interpretá-lo à sua maneira, decidindo o final que mais deseja?

O que me levou a escolher este final foi o facto de eu adorar deixar o leitor pedindo por mais. (risos)

Para que fiquem a pensar o que acham que Alex fez e debaterem entre si até eu publicar a continuação e não perderem a curiosidade.

 

 

Escrever uma espécie de continuação de “Verão Real”, através das histórias das restantes personagens, é algo em que estás a pensar ou, a lançar um novo livro, pretendes algo diferente?

Sim! A verdade é que estou escrevendo uma trilogia. Neste momento já escrevi o segundo volume e estou no início do terceiro. Para os leitores de “Verão Real” isto é só o começo.

 

 

 

Para ti, o amor vence todas as barreiras, dificuldades e adversidades, e deve estar sempre em primeiro lugar na nossa vida, ou há momentos e situações em que devemos abdicar dele, por uma causa maior?

Eu gostaria de dizer que sim, que acredito que o amor vence tudo mas agora que estou mais adulta acredito que não é verdade.

Às vezes há momentos e situações nas nossas vidas onde o amor não nos pode ajudar ou nos impede de dar o salto que sempre quisemos.

Acredito que existem esses momentos mas também posso dizer, como eterna romântica, que se for para ser será e esse amor voltará para nós independentemente da situação!

 

Muito obrigada, Lara!

 

 

*Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre a autora e este cantinho.

O Amor Não Morre

 

Era uma vez um menino que sonhava ser aviador...

Quis o destino, ao qual ele deu um empurrãozinho, que esse menino, já crescido, se alistasse na Força Aérea, como voluntário, escapando assim às vontades dos pais, e ao que tinham planeado para ele. 

Foi em Luanda que conheceu uma jovem de apenas 15 anos, por quem se apaixonou, e a quem acabou por pedir em casamento, dois anos depois.

Mas ela ainda era menor, e tinha o seu curso por finalizar, quando terminou a comissão de serviço do noivo, que o obrigou a voltar para Portugal. Separaram-se, até ao dia em que ele conseguiu permissão para voltar à base de Luanda.

E, assim, casaram, tiveram filhos e netos, e viveram felizes, até que a morte os separou...

 

Poderia resumir a história assim, mas ficaria por dizer muito mais!

 

O amor entre estas duas pessoas é daqueles amores que raramente se encontram, e que todos desejaríamos ter, mas nem sempre encontramos, e, quando encontramos, nem sempre estamos dispostos a ultrapassar tudo para não o deixar morrer.

Este casal foi presenteado com bons momentos e alegrias, mas também com várias dificuldades, que enfrentaram como puderam e acharam melhor, nunca desistindo, não deixando que nada se atravessasse na sua felicidade.

Nem um, nem outro, baixaram os braços, e encontraram sempre uma forma de cuidar do seu casamento, da sua relação, do seu amor, para que não morresse.

Nem tão pouco a distância entre os vários membros da família foi impedimento para estarem todos juntos.

O menino conseguiu, durante esse tempo, concretizar o seu sonho de ser aviador. Por vezes, os sonhos não morrem, nem são enterrados definitivamente. Apenas fazemos alguns desvios, que nos poderão ser mais úteis no momento, ou consoante as oportunidades que vão surgindo à nossa frente para, mais tarde, voltarmos a eles, ainda com mais garra.

 

Mas, a verdadeira prova de fogo, começou quando surgiram, sucessivamente, o diagnóstico de Doença de Parkinson, cancro da próstata, lesão da coluna dorsal, cancro do pulmão...

Um final de vida passado entre casa e hospitais, com internamentos, recuperações e recaídas, até à transferência para uma unidade de cuidados paliativos.

No entanto, nem assim, o amor esmoreceu. Pelo contrário, tornou-se cada vez mais forte. E nem a morte o conseguiu derrubar pois, como a própria autora diz "O Amor Não Morre porque, aqueles que partem e que amamos, continuam a viver dentro de nós!

 

 

Sinopse

"Baseado numa história verídica, este livro alia: paixão, amor, fraternidade e cumplicidade para além dos limites terrenos.
O leitor viverá momentos emocionantes, que lhe serão transmitidos através do relato intenso, dos sentimentos mais profundos da alma humana."

 

 

Autor: Berta Pinto Silva

Data de publicação: Janeiro de 2018

Número de páginas: 112

ISBN: 978-989-52-1950-6

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Romance

Idioma: Pt

 

 

Com o apoio de:

 

Nunca Se Ama Demais

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(sinopse - clicar na imagem)

 

Ganhei este livro num passatempo da Chic'ana, em Março de 2016 e, na altura, guardei-o juntamente com outros numa caixa.

Sempre que ia procurá-lo, no meio da torre de caixas de livros, acabava por me deparar com outro qualquer que ainda não tinha lido, e este continuava a ficar para trás.

Na semana passada, enchi-me de coragem e não descansei enquanto não o encontrei. 

E digo-vos: durante estes dois anos, perdi um livro espetacular, com uma história, ou histórias, emocionantes que me fizeram querer ler o livro em cada pedacinho de tempo livre que tinha!

 

 

O livro vai alternando entre a história actual de Helena, casada com Damião há cerca de 10 anos, e com dois filhos – Filipe e Patrícia – e a história de Inês, sua mãe, agora viúva.

Helena acha que tem uma relação perfeita e que tudo, daqui em diante, correrá ainda melhor, já que finalmente se formou, e anseia ser colocada e começar a leccionar numa escola, de preferência perto de si, algo em que o marido sempre a apoiou.

E é com esse espírito que partem de férias, numa viagem até França, para aproveitar da melhor forma os momentos a quatro, num merecido descanso depois de anos de trabalho e estudos.

No entanto, essas férias marcarão uma mudança radical no comportamento de Damião, colocando em risco o casamento. Ciúmes sem fundamento, queixas, discussões, acusações, controlo, desconfianças, a implicância com as roupas, com a maquilhagem, com o trabalho que antes apoiou, e com o comportamento de Helena, levarão esta a uma situação limite.

O que leva um homem, que nunca se mostrou assim, a adoptar, ao fim de tanto tempo, este tipo de postura? A “desculpa” dada por ele é a de que a “ama demais”. Acabam sempre por fazer as pazes, e ela por desculpá-lo, mas até quando conseguirá Helena aguentar esta situação, sobretudo quando os filhos estão fartos de ver os pais discutirem e os alertam para isso mesmo? Conseguirá Damião admitir que precisa de ajuda? Que está errado? Conseguirá ele realmente mudar?

Por outro lado, temos conhecimento da desilusão amorosa que Inês, mãe de Helena, viveu no passado, e como voltou a encontrar a felicidade ao lado do pai de Helena e Elisa, com alguns percalços pelo caminho.

Se tivesse que resumir este livro numa palavra seria, certamente, traições. Este é um livro que fala de traições, do início ao fim. Se são desculpáveis ou perdoáveis, só cada um dos que passaram por isso saberá, e aceitará ou não.

Não caberá a terceiros, julgar e condenar, porque só quem está envolvido sabe como se sente, e como conviverá com isso.

No entanto, curiosamente, a única situação em que surge ciúme e desconfiança, é aquela em que nunca houve uma traição.

E não, não se ama demais. Ou se ama, ou não se ama. Obsessão não é excesso de amor, nem tão pouco amor - é doença.

 

 

Houve apenas duas coisas que não gostei tanto neste livro:

A primeira diz respeito ao comportamento do Damião. Custa-me acreditar que ele, do nada, tenha mudado radicalmente o seu comportamento. Foram 10 anos de casamento. Na minha opinião, ele já teria dado alguns sinais muito antes desta fase em que começa a história, embora nada tenha sido mencionado a esse respeito.

 

Por outro lado, não sei se para tentar justificar, de certa forma, a desconfiança do Damião, ou se por realmente, nos dias que correm, as mulheres traírem muito mais (até mais que os homens), achei demasiado exagerado o papel que coube à maioria das mulheres desta história – à excepção de Adolfo, logo no início, seguiu-se um rol de mulheres traidoras que acaba por levar Damião a achar que é um “mal de família”.

Sim. As mulheres traem! Mas isso não torna os homens mais santos, nem significa que eles não façam o mesmo.

 

 

 

 

 

 

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