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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Dia de chuva

(1 Foto, 1 Texto #101)

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Chove...

 

Depois de dias soalheiros, eis que ela vem: a chuva.

Veio de mansinho, durante a noite.

Deixou-se ficar, para o dia.

 

Um dia taciturno, melancólico.

Um dia confuso, em que nada parece estar no seu lugar. No seu tempo. 

Um dia que não é fim, nem começo.

 

Mas a chuva mantém-se, indiferente a como, a ela, reagem.

Afinal, está habituada a ser venerada por uns. Amaldiçoada por outros.

Como em tudo na vida, cada um escolhe como acolher aquilo que a natureza lhe dá.

 

E aquela folha, cujo destino se antevê triste, caída no chão, fê-lo com dignidade.

Enquanto tudo à volta permanece cinzento, ela ganhou cor. Ganhou brilho. 

Adornada por gotas de todas as formas.

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

Desabafos

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Estou fartinha de depressões, rios atmosféricos e outros fenómenos dos tempos modernos.

Todas as semanas há um diferente.

Antigamente, era apenas, chuva, vento e trovoada. 

 

E cansadinha desta moda de dar nomes de pessoas a tudo e mais alguma coisa.

Ora vem o Aitor. Ora chega o Kirk. Ora volta a Leslie.

Quero lá saber se têm nome!

 

Não deixa de ser vento, chuva, trovoada.

E, bem vistas as coisas, também estou saturadinha dos três!

Quero é sol 

Aitor: andor!

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Vai, que não fazes cá falta.

Aposto que, em pouco tempo, já fizeste estragos suficientes.

A somar àqueles que outras intempéries já tinham trazido. 

Por aqui, não sei se por influencia do teu parceiro - rio atmosférico - as estradas, parques de estacionamento e ruas transformaram-se, em pouco tempo, em verdadeiros rios, mas terrestres.

Portanto, com rio no ar (muita chuva), e rio em terra, agora que já me fizeste levar com um banho forçado, e já descarregaste a tua depressão, vai à tua vidinha, e deixa-nos em paz!