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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Será o plágio algo inevitável?

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A propósito das acusações de plágio que, volta e meia, surgem, pergunto-me:

Havendo cada vez mais artistas no mundo, e cada vez mais músicas, será que a criatividade e imaginação de cada autor/ compositor, é assim tão infinita e inesgotável, que consiga inovar a cada novo tema, ou será o "plágio", a determinada altura, algo inevitável, ainda que nem sempre de forma consciente ou propositadamente?

E quem diz na música, diz na escrita, ou em qualquer outro campo ou situação da vida.

 

Já me aconteceu, por exemplo, ter escrito uma frase e, um tempo depois, ver que tinha sido utilizada uma expressão idêntica à minha. No entanto, tenho a certeza que ninguém copiou ninguém, foi mesmo uma sintonia de pensamentos para o mesmo assunto, reflectida na escrita.

 

As coincidências existem! A inspiração também. 

No entanto, há situações em que as semelhanças são tão evidentes, que se torna difícil acreditar que não houve plágio intencional. 

Pode não se conseguir ter talento suficiente para criar algo totalmente novo, de raiz mas, com determinação e imaginação, há sempre forma de dar um toque pessoal que diferencie aquilo que fazemos, daquilo que outros fizeram.

 

Talvez não seja possível evitar, a determinada altura, o plágio mas, nesses casos, deve prevalecer a verdade, a honestidade, assumir os actos e proceder em conformidade, de preferência com autorização dos verdadeiros autores, ou com referência às fontes ou origens.

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Na Wook existem grandes coincidências!

 

No ano passado mandei vir 3 livros escolares pela Wook. Ao fim de um dia ou dois, estavam cá, sem qualquer problema.

Este ano, e porque me compensava mais mandar vir os livros da Wook (com desconto imediato e em plano poupança) do que comprá-los na livraria do costume, fiz a encomenda online.

A Wook avisa de imediato que, tratando-se de livros escolares, pode haver atrasos na encomenda. E, de facto, quando fui consultar o estado da mesma, verifiquei que tinham todos os livros reservados à excepção do livro de Ciências Naturais, que estava encomendado ao fornecedor.

Aguardei 3 semanas. Afinal, se tivesse encomendado na livraria, também tinha que esperar que eles viessem. Mas como não enviavam os restantes sem terem aquele, e porque já tinha passado tanto tempo, enviei um email a perguntar se tinham alguma previsão, e se seria melhor mandar vir a restante encomenda, e cancelar aquele artigo, para comprar noutro lado. 

Responderam-me aquilo que eu já sabia e tinha visto no site, ou seja, nada que me ajudasse!

Esperei mais uns dias até que, já farta de esperar, selecionei a opção "enviar já os artigos disponíveis". Fui avisada que isso implicaria alterações ao valor da encomenda, nomeadamente, nos portes de envio para o livro que ainda estava pendente, mas segui em frente.

No dia em que paguei o valor adicional, verifiquei no site que os livros apareciam enviados, mas a encomenda continuava em processamento. Talvez devido ao outro livro, que continuava encomendado ao fornecedor. 

Um dia depois de toda esta operação, recebo um email a dizer que a minha encomenda tinha sido enviada. Todos os livros! Incluindo aquele que antes estava encomendado ao fornecedor!

Ou seja, no dia em que peço para me enviarem os outros e pago o valor adicional dos portes, enviam-me a primeira encomenda. No dia seguinte, por pura e mera coincidência, o livro que até áquele momento estava encomendado, chegou miraculosamente, e é-me imediatamente enviado!

E ainda dizem que não há coincidências!

 

Coincidências, escolhas, acções e consequências

 

"Se Ira Levinson não tivesse tido um acidente de carro, e Luke e Sofia não tivessem passado naquele local naquele momento, parado e auxiliado Ira, nada do que aconteceu a seguir teria acontecido. Não saberiam um pouco da história de Ira, não teriam comprado aquela pintura, e não teriam a vida que resultou dessa simples acção…

Se Amanda tivesse ido ao encontro de Dawson no cemitério, ele não estaria mais tarde no bar, e não poderia ter salvo a vida do filho do homem que muitos anos antes, por acidente, matou. Não teria levado um tiro mortal e o seu coração nunca teria salvo o filho de Amanda, a mulher que sempre amou…

Se Travis tivesse cumprido a promessa que, um dia, fez à sua mulher Gaby, ela não estaria mais com ele. Mesmo indo contra os últimos desejos da sua amada, Travis fez uma escolha. E foi a escolha certa…"

 

 

Serão as nossas vidas, e as vidas destas personagens, pontuadas por uma série de coincidências? Ou será que, como diz Margarida Rebelo Pinto, não há coincidências?

Paul Kammerer acreditava nelas. Disse ele que, quando se dá uma coincidência, sempre se dão muitas mais, porque elas dão-se em séries, não são factos isolados. E assim surgiu a sua teoria da serialidade.

Ele defendia que, assim como o universo tende para a entropia/ desordem, também tende para a ordem e harmonia. Deste modo, haveria vários agrupamentos de factos e coincidências.

Coincidência ou não, a verdade é que a nossa vida rege-se por acções e decisões, que implicam escolhas.

A vida é feita de escolhas – algumas boas, outras não tão boas, algumas acertadas, outras erradas mas, ainda assim, são aquelas que fazemos – e essas escolhas têm as suas consequências. Se algumas escolhas são um erro, não devemos desanimar – é com os erros que aprendemos! E se uma escolha implica sempre optar por uma de várias coisas, é inevitável que, ao escolhermos uma, perdemos todas as outras e o que delas poderia advir. Quando damos um passo em frente, alguma coisa deixamos para trás.

Ao escolhermos, decidimo-nos por um determinado rumo, agimos em conformidade e, por cada acção nossa condicionamos, por vezes, não só a nossa vida mas também a de outras pessoas. Até mesmo daquelas que nem conhecemos ou imaginamos!

Será isso a comprovação da serialidade de coincidências a que Paul Kammerer se referia? Uma simples relação entre escolha-acção-consequência? Ou estará tudo escrito nas estrelas? Não faço ideia! 

Mas também não sei se gostaria de saber...

 

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