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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Não sou do contra, mas também não sou de modas

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Há coisas/ pessoas das quais tento fugir a sete pés. Estas são algumas delas:

 

Grupinhos - claro que é bom ter um grupo de amigos, no verdadeiro sentido da palavra, mas quando, do nada, me querem incluir em grupinhos acabados de formar, de colegas de trabalho ou amigos de amigos, é para esquecer. Em primeiro lugar, não sou muito adepta de conhecer novas pessoas só porque sim, porque poderão vir a ser amigos. Em segundo lugar, porque sei que, passada a euforia inicial, salvo raras excepções, acaba por ir cada um para seu lado, como se nunca se tivessem conhecido antes.

 

Hipocrisia - Há uma diferença entre mostrar-me indiferente, calar-me, ignorar, ou ser hipócrita a ponto de fingir algo que não sinto, e concordar com algo com o qual não estou, de todo, de acordo, só para não me chatear. Se até é algo que me afecta, e percebo que estou a lidar com pessoas hipócritas, a minha vontade é abandonar o barco.

 

Bajulação ou idolatração e discriminação - De repente, aquela pessoa está em alta e, então, bora lá todos tecer comentários elogiosos e colocá-la num pedestal ainda maior. Não contem comigo. Para mim, ninguém é melhor que ninguém, ou mais importante que ninguém, por isso merecem todos o mesmo tratamento. Quem está em alta pode, um dia, cair.

 

Reuniões de pais na escola - Vou às reuniões, mas cada vez mais espero que a professora fale dos pontos essenciais, entregue a pauta da avaliação, e os mil e um documentos que tenho que assinar, para me ir embora. Não tenho paciência para estar ali com conversinhas de ocasião, tanto com os pais dos outros alunos, como com a professora.

 

Pessoas chatas - De um modo geral, pessoas que, sempre que falam, dizem sempre a mesma coisa, repetem-se mil vezes, não querem realmente conversar, mas apenas despejar assuntos em cima dos outros, que se lamentam a toda a hora, que não conseguem perceber quando estão a ser inconvenientes, que não se conseguem calar por nada, pessoas para as quais as 24 horas deveriam ser inteiramente dedicadas a elas.

 

Seguir tendências - e a última das que me lembro é, por exemplo, a da protecção do ambiente. De repente, toda a gente está preocupada, toda a gente poupa, toda a gente recicla, toda a gente aderiu ao desperdício zero, toda a gente é amiga do ambiente e escreve posts sobre isso. Até no livro de inglês da minha filha levo com isso! E, como esta, haverá muitas outras, como correr. Sempre houve pessoas a praticar exercício físico através da corrida mas, a determinada altura, toda a gente estava a aderir, e correr tornou-se moda. Eu faço o que faço naturalmente, por minha iniciativa, e não porque está na moda e devo seguir a tendência para ser "cool".

 

Pagar por algo que posso fazer de borla - no outro dia, o meu marido andou a ver, em alguns sites, caminhadas em que nos poderíamos inscrever, e locais que poderíamos visitar, onde poderíamos caminhar, algo que ambos gostamos de fazer. Isso para mim não dá. Se que quero ir caminhar, vou. Há por aí tanto sítio para andar. Por que raio tenho eu que pagar para andar?

 

E por aí, o que acrescentariam a esta lista?

Coisas que me irritam

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Pais que só sabem criticar os seus filhos, como se não houvesse qualidade nenhuma a elogiar, e para quem os filhos fazem tudo mal.

 

Pais que passam a vida a elogiar os filhos por tudo e por nada, como se fossem melhores que os filhos dos outros, numa atitude clara de superioridade, como se se tratassem de filhos exemplares e perfeitos.

 

Pais que preferem elogiar e falar bem dos filhos dos outros, em detrimento dos seus próprios filhos, como se só os filhos dos outros tivessem qualidades dignas de destacar, ao contrário dos seus. 

Coisas que me deixam feliz

 

Ver a minha mãe pegar num livro, ao fim de vários anos sem tocar neles, e chegar ao fim de meia dúzia de horas com ele nas mãos e já ir a meio!

É certo que o livro é pequeno e de rápida leitura. É certo que ela tem uma motivação extra para o ler porque, afinal, é o livro da sua filha.

Mas, ainda assim, nunca esperei! 

Quem sabe o bichinho da leitura não volta a despertar dentro de si:)

 

Ver o meu pai surpreendido, porque não imaginava a quantidade de projectos em que a filha estava envolvida, nem tão pouco que andava a escrever livros.

E vê-lo feliz com as minhas conquistas, ao mesmo tempo que recorda e partilha as dificuldades por que passou quando editou o seu livro e o tentou distribuir pelo país fora, com uma sacola de livros às costas, a correr as livrarias, com uma sandes para matar a fome durante o dia, à boleia porque não havia dinheiro, cansado e desanimado porque todos lhe diziam que, como não era conhecido, não conseguiriam vender-lhe o livro, e a ter muitas vezes que tirar dinheiro do ordenado para pagar o investimento que tinha feito em vão. Depois disso, confessou-me agora, acabou por deitar fora o esboço de outro livro que estava a escrever.

Hoje existem outros meios, outras facilidades. Talvez hoje, o seu livro tivesse mais sucesso. Mas penso que tanto para ele, como para mim, o mais importante é termos gosto naquilo que fazemos, mesmo que sejam os familiares e amigos os únicos a apoiar!

 

 

Já vos aconteceu...

 

 

 

... ter mil coisas diferentes para fazer e não saber por que ponta começar?

 

... ter mil coisas para fazer, e só apetecer fazer tudo menos o que é suposto?

 

... quererem fazer tudo e não ter tempo para fazer nem sequer uma das coisas que planearam?

 

... num momento estarem aborrecidos porque não têm com que se entreter, e no seguinte não terem mãos para tanta coisa?

 

... quererem dedicar-se a vários projetos diferentes, pelo simples prazer que isso vos dá, e de repente estarem a ser "engolidos" por eles e correr o risco de passar a ser uma obrigação?

 

... desejarem que o dia tivesse o dobro das horas e, mesmo assim, achar que não chegava para tudo?

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