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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com Sara de Almeida Leite

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A convidada de hoje é Sara de Almeida Leite, autora da coleção de livros infantojuvenis "O Mundo da Inês", que já conta com 9 livros, estando o 10º a caminho.

Fiquem a conhecê-la um pouco melhor nesta entrevista!

 

 

 

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Para quem não a conhece, quem é a Sara de Almeida Leite?

Uma mãe de 3 filhos que adora, uma professora e escritora que também desenha e pinta (muito de vez em quando), uma pessoa que não sabe fazer nada sem entusiasmo, que ama a natureza e que se sente feliz com a sua vida, apesar de ser naturalmente pessimista.

 

 

A Sara é professora. Quais são os principais desafios que encontra no exercício da sua profissão?

Na minha prática, acho que o desafio maior é fazer com que os alunos sintam prazer em aprender.

Faço tudo o que posso para lhes transmitir um pouco do meu gosto, através do entusiasmo, da criatividade e do humor, mas nem sempre consigo e fico triste quando eles confessam que acham a matéria “uma seca”.

Outro desafio enorme é ajudar os alunos com mais dificuldade a serem bem-sucedidos. Também faço por isso, mas por razões várias nem sempre consigo e é uma angústia para mim ter de dar notas negativas, sobretudo a quem se esforçou.

 

 

Em que momento da sua vida surgiu a paixão pela escrita?

A minha paixão pela escrita é tão antiga quanto o meu domínio do alfabeto.

Assim que fui capaz, pus-me a escrever e nunca mais parei.

Não exagero se disser que passei grande parte da minha infância entretida a inventar histórias que ilustrava.

 

 

Quem são os seus autores de referência?

Tenho vários e são de dois tipos: os que escreveram obras admiráveis e incontornáveis, como Tolstoi, Cervantes, Shakespeare, Machado de Assis, Jorge Amado, Eça, Camilo, entre outros; e aqueles que, não sendo clássicos, me encantam muitísimo pelo seu estilo, pela forma única como sabem usar as palavras e comover-me: José Saramago (que talvez já possa ser considerado um clássico!), Rosa Montero, Julian Barnes e Mia Couto, por exemplo.

 

 

 

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Em que/ quem se inspirou para escrever a coleção de livros "O Mundo da Inês"?

Isto pode parecer estranho, mas inspirei-me em coleções que não li: as de Enid Blyton, passadas nos colégios internos (As Gémeas em Santa Clara e O Colégio das 4 Torres).

A minha filha adorava esses livros e eu resolvi escrever uma história com o mesmo tipo de enredo, para ela se entreter, numas férias em que havia pouco para fazer.

Sabia que a fórmula era simples e deixei-me guiar pela intuição. Como ela adorou o texto que escrevi, prossegui nessa linha!

 

 

Que feedback tem recebido relativamente aos vários livros editados?

Vou recebendo mensagens de mães e pais muito satisfeitos por verem que as filhas adoram a coleção e que fazem questão de me agradecer, porque fiz delas leitoras ávidas, quando antes tinham pouco ou nenhum interesse pelos livros.

Chegam a dizer-me que notaram melhorias no desempenho escolar, o que me faz muitíssimo feliz, naturalmente.

Também recebo mensagens de leitoras que me escrevem simplesmente para dizer que adoram os meus livros, o que é deveras gratificante.

Quando, nas minhas idas às escolas, me perguntam se já recebi alguns prémios literários, respondo com sinceridade que o melhor prémio, para mim, é esse retorno dos leitores, em primeira mão (literários nunca recebi nenhum!).

 

 

Por norma, é mais abordada nesse sentido pelos pais, ou pelos próprios adolescentes, que se reveem nas diversas situações descritas?

Como a plataforma que uso mais é o Facebook, que é mais para “cotas”, sou sobretudo abordada pelos pais (mães, na maioria), já que a juventude é mais dada ao Instagram e outras redes que eu nem conheço! Ainda assim, há muitas leitoras que utilizam a conta de Facebook das mães para me contactarem.

 

 

Nesta história, a Inês vai estudar para um colégio interno. Na sua opinião, quais são as vantagens e desvantagens deste tipo de ensino e vivência, comparativamente aos existentes noutro tipo de escolas?

Nunca estudei num colégio interno nem investiguei muito sobre o assunto, mas parece-me que o internato terá a desvantagem de constituir um meio fechado e mais limitado, do ponto de vista da convivência com pessoas provenientes de contextos socioculturais e económicos diferentes.

Quanto às vantagens para os estudantes, não sei se existem efetivamente, ou se são apenas imaginadas.

Sem dúvida que existe o “sortilégio” do internato, uma espécie de encantamento em relação a uma experiência que se idealiza, precisamente por não se ter vivido nessa realidade.

Nesse sentido, talvez se pense que a convivência permanente com os pares desenvolve um espírito de camaradagem, de entreajuda, etc. mas tenho dúvidas de que esse espírito se desenvolva a um nível mais elevado do que entre rapazes e raparigas que frequentem externatos e escolas públicas.

 

 

 

 

O grande companheiro de Inês é o seu cão, Bruno. Considera que os animais podem ter um papel fundamental na vida das crianças?

Sou a favor do contacto e da amizade entre crianças e animais, desde que sejam sempre fundados no respeito pelos bichos.

Estão amplamente documentadas e difundidas as vantagens de as pessoas em geral e as crianças em particular conviverem com animais, mas faz-me muita confusão que as famílias tenham cães, gatos, pássaros, coelhos, hamsters, peixes, etc. que tratam como objetos ou bonecos, isto é, que não respeitam como seres que precisam de liberdade, de movimento, de poderem comportar-se e viver de acordo com a espécie a que pertencem.

 

 

Ao longo dos vários livros, os leitores vão assistindo ao crescimento e evolução da Inês. Que conselhos deixaria para quem está a passar pela adolescência, e por todas as mudanças e receios que esta implica?

Confesso que prefiro coibir-me de aconselhar adolescentes, por vários motivos: primeiro, por não ter formação em psicologia, depois, porque cada jovem vive a adolescência à sua maneira e eu, como eu não me senti atormentada por mudanças nem receios nessa fase, receio não compreender bem as suas angústias; e finalmente porque cada vez mais me parece que muitos adultos têm “problemas da adolescência” por resolver, ao passo que muitos adolescentes são mais sensatos e sábios nas suas opções do que muitos adultos.

Eu própria não me sinto um modelo, um exemplo a seguir, para dizer a verdade.

Estou muito consciente dos meus erros e por isso não acho que tenha autoridade para dar conselhos aos jovens só por ser mais velha ou mais experiente.

 

 

Para além desta coleção, a Sara tem outros projetos em mãos?

Sim, vai ser lançada em setembro uma nova coleção, também da Porto Editora, com mais mistério e aventura, que eu desejo que venha a cativar também o público masculino.

Os protagonistas são um grupo de amigos (rapazes e raparigas) e uma cadela, que descobrem um ser misterioso que lhes confere poderes sobrenaturais...

 

 

O que falta, na sua opinião, à literatura em Portugal?

Não me atrevo a responder!

Leio menos de 40 livros por ano (muitos deles estrangeiros) e, como tal, não me sinto autorizada a referir-me à “literatura em Portugal”, sobretudo na atualidade (estudei Literatura Portuguesa, mas já foi há décadas!).

Há obras de que gosto muito, outras que não consigo acabar, mas quando sinto “antipatia” por um livro concluo que se trata de uma questão pessoal, de uma falta de identificação (como quando antipatizamos com uma pessoa) e não de uma falha, ou falta, na obra ou no autor.

 

 

Considera que os autores nem sempre fazem um bom uso da língua portuguesa na sua escrita?

É inevitável cometermos erros: somos humanos e os autores não são exceção!

Mas, como estudiosa da gramática, tenho a noção de que o conceito de correção linguística é muito “escorregadio”.

As gramáticas normativas regem-se pelo uso da língua que os autores consagrados fazem, mas eles nem sempre estão seguros das suas escolhas. Existe até uma história engraçada sobre o escritor Augusto Abelaira, que um dia teve uma dúvida sobre sintaxe e ficou desconcertado quando, ao consultar uma gramática, deparou com um exemplo de uso “correto” retirado de uma obra sua!

As gramáticas descritivas, por seu turno, baseiam-se no uso que os falantes fazem do idioma e esses usos, como sabemos, são frequentemente desviantes em relação às normas mais convencionais ou antigas.

Este assunto é muito interessante, mas dá “pano para mangas”, como se costuma dizer...!

 

 

Que conselho deixaria para quem se quer aventurar na escrita literária?

Acho que estas 5 dicas são as mais importantes:

1) leiam livros todos os dias, de preferência os que sejam recomendados por bons leitores, e sobretudo livros que vos entusiasmem e deem vontade de escrever;

2) escrevam todos os dias (um diário, notas, contos, qualquer coisa), mesmo sentindo que os vossos textos não são para aproveitar, porque a escrita flui melhor com o treino;

3) façam exercício físico, de preferência ao ar livre, pois o bem-estar psicológico depende do bem-estar físico;

4) fomentem o contacto social e as experiências culturais: convivam com pessoas de várias gerações, assistam a documentários, espetáculos, exposições, vejam filmes, séries, etc., pois a criatividade também depende desses estímulos;

5) reflitam e questionem-se sobre os grandes e pequenos dilemas da vida, formulem questões sobre o que acontece e tentem encarar os problemas como desafios ou testes à vossa capacidade para encontrar soluções.

 

 

A Sara irá estar presente na próxima edição da Feira do Livro de Lisboa. Onde poderão os leitores encontrá-la?

No stand da Porto Editora Kids, presumo. A sessão de autógrafos da coleção “O Mundo da Inês” está prevista para 4 de setembro às 17h.

E no dia 12 de setembro, também às 17 horas, estarei lá para o lançamento da coleção nova!

 

 

Muito obrigada, Sara!

 

Notas:

  • Não poderia deixar de mencionar a ilustradora Zita Pinto, que dá "vida" às diferentes personagens da coleção, fazendo um trabalho fantástico!
  • Para além da coleção de livros, existe também um diário "O meu Diário Incrível", que traz uma caneta de tinta invisível.

 

Imagens: Sara Leite, O Mundo da Inês

Daquelas surpresas que não esperamos mesmo

(ou não seriam surpresas)!

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Tenho por hábito, para além de partilhar a minha opinião sobre os livros que leio aqui no blog, comentar os mesmos nos sites onde os compro, maioritariamente, na Wook.

Sempre achei que os comentários eram uma forma de divulgação dos livros para possíveis leitores interessados em adquiri-los.

Embora, no meu caso, enquanto interessada, raramente condicionem a compra se os mesmos não forem favoráveis. Porque nem todos temos a mesma opinião e, aquilo que não agrada a uns, pode agradar a outros.

 

O que eu não fazia ideia, era que os autores dos livros liam esses mesmos comentários.

E como é que eu fiquei a saber disso?

Porque houve uma autora que não se limitou a ler o que foi escrito sobre os seus livros, mas teve também a amabilidade de me enviar um email a agradecer. 

Podia ter visto, e passado em frente.

Mas não o fez.

 

E é por isso que hoje, o post é de agradecimento, à Sara de Almeida Leite, pela gentileza, e pela humildade que manifestou para com esta ilustre desconhecida que sou!

São surpresas como estas que nos enchem o coração, e nos deixam com um sorriso no rosto 

 

 

O último livro da saga Bedwyn já chegou

Wook.pt - Ligeiramente Perigoso
 
 
SINOPSE

"Wulfric Bedwyn, duque de Bewcastle, é um lobo solitário. A única coisa que o leva a aceitar o convite para uma festa privada é a expectativa de uma noite calma entre velhos amigos. Não contava encontrar mulheres, a grande maioria à caça de… um duque. E contava muito menos que o seu olhar se detivesse na única que não manifesta qualquer interesse por ele.

Christine Derrick é viúva e não tem paciência para jogos. Além disso, não está minimamente interessada em ser amante do gélido Wulfric. Mas as circunstâncias acabam por juntá-los em várias ocasiões, e a verdade é que a atração entre ambos é inegável. A personalidade efervescente e ousada de Christine surpreende o duque, e desperta nele um sentimento inédito. Agora, apenas o amor satisfará a ânsia que o consome…

O derradeiro volume da inesquecível saga Bedwyn é uma imperdível história de desencanto, amor e redenção. O desfecho perfeito para uma série inesquecível!"

 

 

Mais alguém por aí tem a colecção?

Júlia: Afinal, Existem Príncipes Encantados!

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Quando recebi o convite para o lançamento deste livro, e vi a respectiva sinopse, pensei logo "Tenho que o ler!". Já tinha saudades de um bom romance e, porque não, um romance no feminino, e bem português?

Foi assim que, três dias depois, o livro veio parar às minhas mãos! E não podia estar mais feliz com a minha escolha.

À medida que ia lendo as primeiras páginas, as surpresas iam surgindo, e a sensação de estar a viver uma história bem próxima de mim, acentuava-se. 

A protagonista, imaginem, mora em Mafra. Poderia até ser minha vizinha! O protagonista, vive na Ericeira! E costuma surfar na mesma praia que frequento desde criança. Seria muito fácil cruzarmo-nos por lá.

Para completar, uma das melhores amigas da protagonista chama-se Marta! 

Só por isso, já teria aqui bons motivos para ler este romance. Mas há muito mais a dizer sobre ele, e que o torna um livro indispensável na biblioteca de qualquer apreciador(a) de romances. 

 

A história: 

Tudo começa quando Júlia, jornalista de profissão, se atrasa para a entrevista que ia fazer ao Dr. Seringa, sobre o trabalho dos Drs. Palhaços, num hospital em Lisboa, devido a vários contratempos que, naquele dia, resolveram acontecer, como se o universo tivesse decidido conspirar contra ela.

Tinha combinado com o Dr. Seringa encontrarem-se na recepção e, quando lá chegou e viu um médico encostado ao balcão, deduziu que fosse o próprio e dirigiu-se até ele. Se Júlia não tivesse atrasada e preocupada em começar logo o seu trabalho, tudo poderia ser diferente.

Mas depois de tudo o que já lhe tinha acontecido, desde o atraso pelo facto de o despertador não ter tocado, ao ter perdido o autocarro, e quase não apanhar um táxi, que se tornaram naquele dia o transporte alternativo e tinham desaparecido da praça devido à greve dos transportes públicos, Júlia já só queria começar logo a entrevista, e a visita ao hospital pelo que, aquilo que lhe saiu ao interpelar o médico não foi, certamente, pensado, nem tão pouco intencional mas, ainda assim, deixou-a mais atrapalhada do que já estava.

Afinal, tinha acabado de chamar palhaço ao homem! E ele aproveitou-se desse facto para brincar com Júlia, fingindo-se ofendido por semelhante interpelação, embora ela não lhe tenha achado muita graça.

Este homem não era o Dr. Seringa, mas sim Miguel Souto, director do hospital, que insistiu em acompanhá-la na busca pelo Dr. Seringa, e ir provocando um pouco mais aquela mulher que, apesar de não fazer minimamente o seu género, tinha mexido com ele, nem ele sabia porquê.

Por isso mesmo, ao invés de ir para casa, e desculpando-se com motivos que nada tinham a ver com a sua permanência no hospital, foi ficando por ali. Miguel era conhecido por ser muito brincalhão, e nesse dia mostrou o melhor (ou o pior) dessa sua faceta.

Se é muito fácil sentirmos uma afinidade quase imediata com a Júlia, também nesse dia foi muito fácil ficar solidária com ela, e profundamente irritada com as acções de Miguel, que de tudo fez para que Júlia o acompanhasse onde ele queria, servindo-se dao facto de lhe ter apanhado o telemóvel, e não o devolver enquanto ela não lhe satisfizesse a vontade. Sinceramente, não fosse o facto de, no fundo, Júlia até ter gostado dele, penso que se estivesse no lugar dela tinha preferido ficar sem telemóvel, a ceder aos caprichos daquele homem!

Mas Júlia percebeu que, para além de brincalhão, Miguel era também uma excelente pessoa, um óptimo profissional, e extremamente atraente, tornando-o o sonho de qualquer mulher. Se ela ainda pudesse ter alguma dúvida sobre o facto de existirem ou não príncipes encantados, os seis meses seguintes deram-lhe a certeza disso!

Esta felicidade era partilhada com as suas três grandes amigas, sobretudo nos já habituais jantares de sábado à noite. Marta era enfermeira. Leonor, relações públicas de uma multinacional. E Rita, advogada. Tinham uma grande amizade e eram muito unidas. E Júlia viria a precisar muito do apoio e ajuda de todas elas porque, se estava provado que existem príncipes encantados, também é verdade que, como em qualquer conto de fadas, também existem as bruxas más.

Neste romance, esse papel coube a Isaurinha, mãe de Miguel, que nunca aceitou o facto de o filho namorar com uma jornalista que não tinha qualquer estatuto social nem o "sangue azul" que procurava naquela que viria a ser sua nora. E a Laura, ex-namorada de Miguel, e que Isaurinha sonhava ver casada com o seu filho.

Tudo acontece após a ida de Miguel para a República Centro-Africana, como voluntário da organização Médicos Sem Fronteiras. Ao cair numa emboscada, sofre um acidente e regressa a Lisboa, fora de perigo, mas sem memória.

Isaurinha viu aí a oportunidade perfeita para afastar de vez Júlia, fazendo o filho acreditar que a sua namorada era Laura. E, uma vez que o médico aconselhou Júlia a esperar uns dias para desfazer o mal entendido, sob pena de prejudicar o estado psicológico de Miguel, Júlia viu-se de pés e mãos atadas, sem qualquer hipótese de recuperar o seu amor. É uma mistura de frustração e impotência, lutar contra a própria família do namorado e não poder fazer nada para que ele se lembre dela. 

Mesmo depois de contar a verdade, é normal que Miguel tenha optado por acreditar na sua mãe, ao invés de uma estranha que lhe diz que eram namorados, e que a sua família o está a enganar. Nem quando confrontado com o seu melhor amigo, Santiago, do qual também não se recorda, ele se convence do contrário.

Assim, Isaurinha apressa-se a planear uma festa de noivado, e o casamento de Miguel com Laura. E Júlia vê-se numa corrida contra o tempo para recuperar Miguel, ou perdê-lo para sempre.

Santiago vai ajudá-la, e elabora um plano duvidoso, mas que é a última esperança que ambos têm de que Miguel caia em si e desista daquela festa. E, na verdade, a festa acaba numa cena de pancadaria, com Miguel com um golpe no lábio a precisar de pontos, e Santiago na sobrancelha. Mas nada de recuperar a memória. Pelo contrário, Miguel expulsa Júlia e Santiago da festa, com um terrível ódio e desprezo pelos dois.

Júlia volta então para casa onde decide ficar, apesar dos protestos, sozinha em casa. No hospital, Miguel espera da sua vez de ser atendido. Aproveitando um momento em que a mâe o deixa sozinho, deita-se nas cadeiras e fecha os olhos...

Será que, para além de príncipes encantados e bruxas más, Júlia e Miguel ainda terâo direito a um final feliz, e fazer jus à expressão "e viveram felizes para sempre"? Será que Miguel vai recuperar a memória antes de perder Júlia para sempre? Ou será que Isaurinha e Laura vão levar a melhor?

Têm mesmo que ler o livro para ficar a saber como tudo vai terminar! 

 

Boas razões para não perder a colecção: 

Este livro é o primeiro de uma colecção de quatro romances, em que cada um conta a história de cada uma das quatro amigas. Neste, foi a história da Júlia.

Mas também pudemos ficar a perceber que a história aqui começada entre Marta e Santiago, não ficou resolvida. Já Rita, que nesta história conheceu o chef Lorenzo, pode vir a viver um romance com este numa das próximas histórias. Quanto a Leonor, ainda não sabemos como será a sua história.

Ficam então aqui três razões adicionais para não perder esta magnífica colecção intitulada "Amor, Amigas e Garrafas de Vinho" que, no fundo, poderiam ser as histórias de todas nós!  

 

E não percam, ainda esta semana, a entrevista com a autora Natalie K. Lynn!