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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando as pessoas só olham para o seu próprio umbigo...

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... e a consideração só funciona num sentido.

 

Não se passou comigo, mas com alguém muito próximo, e fico parva com tamanho descaramento, falta de noção e atrevimento de certas pessoas que, mesmo não sendo chefes, julgam que podem mandar e, não sendo deuses, julgam que tudo deve girar à sua volta e de acordo com os seus interesses, e que todos têm a obrigação de estar ali sempre à sua disposição.

 

Mas quem tem culpa, nem são essas ditas pessoas. São aqueles que, podendo, nada fazem para impedir ou travar situações como estas. São aqueles que lhes permitem ter as costas quentes, fazer a vida negra aos colegas, e ficar sempre bem na fotografia e a rir-se, no final.

Porque, como é óbvio, enquanto essas pessoas puderem fazer o que fazem e continuarem a sair impunes, enquanto os outros se vêem "obrigados" a sair, quer pelo mau ambiente, quer porque foram ameaçados, quer porque conseguiram correr com eles, de forma desleal, continuarão a agir da mesma forma, sabendo que nada lhes acontecerá.

 

Deve haver consideração pelos colegas, sim. Sobretudo, se a necessidade se justificar por motivos de força maior. Mas sempre com a noção de que é um favor que se faz, e não uma obrigação. Com a noção de que também as outras pessoas têm a sua vida, e nem sempre é possível alterar.

 

Na situação em questão, existe um funcionário, mais antigo no posto, cuja mulher está a fazer tratamentos contra o cancro e, como tal, de forma a acompanhá-la, tem muitas vezes que sair mais cedo, necessitando que os restantes colegas assegurem o trabalho.

Até aí, tudo bem. Desde que não haja inconveniente da outra parte, nem cause transtorno, uma pessoa compreende.

Que esse mesmo funcionário tenha que faltar de manhã, para ir tratar de assuntos pessoais e, ainda assim, tenha que sair mais cedo à tarde, para acompanhamento ao cônjuge, já começa a parecer abuso.

Que o dito funcionário exija que o colega, que fez o favor de o ir substituir de manhã, ainda assim tenha que o render mais cedo, à tarde, já é uma total falta de respeito e de consideração, de alguém que só olha para o seu próprio umbigo, sem se preocupar minimamente com os outros.

 

O meu marido, que trabalhou ali naquele posto das 17 às 21h, e que depois foi entrar noutro serviço, das 0 às 9 da manhã, em vez de vir para casa dormir, teve que ir substituir o dito colega, das 10 às 12h, a pedido do supervisor, tendo ficado acordado com este que, nesse dia, em vez de entrar às 17h, como habitual, entraria às 19h.

 

Mas o colega que, além de ter entrado mais tarde, também teve que sair mais cedo, queria que o meu marido entrasse à mesma hora de sempre. E ficou furioso quando isso não aconteceu. 

Para além de não perceber que as pessoas têm que descansar, que o meu marido ainda teria que apanhar transportes para casa, almoçar, dormir um pouco, e voltar a apanhar transportes, para mais uma noite de trabalho, nem sequer deu o braço a torcer, admitindo que o meu marido lhe tinha feito um favor ao substituí-lo de manhã. Para ele, o favor foi ao supervisor, não a ele!

E, como o meu marido não foi à hora que ele queria, mas àquela que tinha combinado com o supervisor, ligou-lhe umas 10 vezes, aos gritos, a reclamar, a dizer que o meu marido não tinha consideração nenhuma por ele, reclamações que voltou a repetir pessoalmente, quando o meu marido o foi render.

Para além disso, ainda veio com ameaças ao género "ou fazes aquilo que eu quero ou, se te armas em esperto, faço-te a folha".

 

Já não é a primeira vez que esse colega tem este tipo de comportamento.

Quem trabalha no local, diz que já outros colegas dele saíram daquele posto, por conta do mau ambiente, perseguição, implicância ou porque arranjou forma de o cliente não os querer lá.

Agora, parece que está a fazer o mesmo tanto ao meu marido, como à outra colega.

A chica-espertice vai ao ponto de, apesar de estar a sair mais cedo constantemente, pôr na folha de horas o horário completo como trabalhado, e nem o supervisor estar a par dessas saídas.

 

Neste momento, o supervisor já está informado mas, como já aconteceu antes, apesar de tudo, se alguém tiver que sair dali, não será ele. Sabemos para quem sobra porque, infelizmente, mesmo sem poderes para tal, ele age como se mandasse naquilo tudo, sem ninguém dizer ou fazer nada.

 

É triste quando as pessoas não conseguem ver mais do que o seu próprio umbigo, e reclamam de uma consideração que, elas próprias, não têm com os outros, nem parecem conhecer o seu significado.

Aquele momento...

Imagem relacionada

 

... em que vamos na rua e, sem estar à espera, os colegas de turma dos nossos filhos metem conversa connosco!

 

Nada de anormal, não fosse o caso de esses ditos colegas pouco se darem com ela, e serem todos rapazes.

Cá para mim, mal viram que eu iria passar por eles, fizeram alguma aposta para ver se tinham lata para meter conversa comigo.

Suspeito que não foi por mera simpatia ou boa educação!

 

Mas pronto, também não os deixei ficar mal, apesar de ter trocado o nome de um, e achar que outro já nem era colega dela, confundindo com um outro que mudou de turma este ano.

E, provavelmente, dada a minha falta de jeito para fixar nomes e caras, se os vir outra vez nem vou saber quem são!

O que há de novo neste ano lectivo?

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- Novos horários, com o último tempo a terminar às 18.30h quando, no ano passado, tinham conseguido evitar isso e se gabavam desse feito

 

- As aulas passam dos habituais 45 minutos para 50 minutos

 

- A turma recebeu alunos de outras turmas, e viu partir os colegas que vinham desde o 7º ano, para outras turmas, quando a directora de turma tinha antes dito que, à partida, a turma se iria manter

 

- Mantêm-se alguns professores que ela não se importava nada que mudassem, voltam alguns professores de quem já achava que já se tinha visto livre

 

- Chegam professores novos para o lugar daqueles que mais queria que ficassem

 

 

Ainda há poucos dias a minha filha me dizia: mãe, este ano estou motivada, e vou-me aplicar ainda mais.

Depois disto, bem pode munir-se de motivação extra, que bem vai precisar!

Coisas que me irritam

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Colegas de trabalho que adoecem, subitamente, quando as férias estão a acabar, ou as folgas chegam ao fim, sendo que a doença repentina, normalmente, coincide ou apanha os fins-de-semana, lixando os restantes que iam aproveitar o seu descanso e, assim, não só não têm direito a folga, como ainda têm que fazer o serviço de duas pessoas, enquanto os mesmos de sempre recuperam a saúde (que é como quem diz, aproveitam mais uns dias para não trabalhar).

Desmoralizada

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No passado fim-de-semana, ao procurar no caderno a matéria de geografia que a minha filha tinha dado, e iria sair no teste, deparo-me com a anotação de um trabalho de grupo, cujo prazo de entrega já tinha passado.

A minha filha já não se lembrava que o tinha para fazer, e nem sequer grupo tinha! Lembrava-se vagamente de alguém ter entregado qualquer coisa à professora, mas não associou ao trabalho.

Que coisa mais estranha... Tem um trabalho de grupo mas não formou logo um grupo. Ninguém lhe disse nada. E, depois, para geografia, um trabalho sobre direitos humanos? Será que se enganou na disciplina?

Ela diz que não era engano, que era mesmo para geografia. Por isso, mesmo já tendo passado o prazo e não tendo grupo, comprei-lhe a cartolina para ela fazer sozinha o trabalho, além de estudar para o teste. Mais valia entregar fora de prazo, mas mostrar que o tinha feito, do que não apresentar nada.

De qualquer forma, nas duas semanas que a professora deu, também não havia qualquer hipótese de ter sido feito, um vez que foram semanas com vários testes.

Foi uma tarde inteira de trabalho, mas na segunda-feira, lá o levou para entregar. Fez uma introdução ao tema e colocou em caixinhas de texto alguns direitos que escolheu. Estava mesmo bonito.

 

À vinda da escola, diz-me:

"Mãe, tenho uma má notícia para dar. Vou ter que fazer um novo trabalho de geografia, aquele não serve. É só para falar de um direito, e tem que ter uma imagem."

 

A sério?! Tanto trabalho e tempo perdido para nada?!

 

O que vale é que, afinal, pode fazer sozinha, e têm mais uma semana para entregar todos os trabalhos.

 

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