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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Emily in Paris, na Netflix

Emily in Paris - Just Breathe.

 

A nova série da Netflix, "Emily in Paris", traz-nos uma história leve, descontraída, por vezes cómica e surreal.

Não tem grandes mistérios, nem muito "sumo", mas o que é certo é que, por vezes, também precisamos dessa leveza na vida. Nem tudo tem que ser pesado, dramático, intenso.

 

Quando ouvi falar da série fiquei com algum receio porque, por exemplo, Betty Feia em Nova Iorque, além de demasiado longa, não me prendeu muito. Tornou-se cansativa, e perdeu o interesse. Então, pensei que talvez esta série, apesar de mais curta, fosse no mesmo sentido. Mas não.

 

Vê-se num ápice, com episódios curtos, e já devorava uma segunda temporada!

Ver "Emily em Paris" é como querer, por vezes, também nós, ter uma mudança na nossa vida, e vivê-la através das aventuras da protagonista embora saibamos, de antemão, que não seria assim tão cor de rosa!

É uma série que nos leva a sonhar, e a viajar, num momento em que é o que menos podemos fazer, e com a liberdade que gostaríamos. 

O facto de se gostar de dramas faz de alguém uma pessoa dramática?

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Quem me conhece, sabe que, de uma forma geral, não gosto de filmes de comédia.

Que não acho piada à maior parte dos humoristas, e àquilo que debitam com intenção de nos fazer rir. Mais depressa o faço com o Mr. Bean, por exemplo, que nem precisa de abrir a boca.

E que, raramente, me rio dos vídeos de parvoíces que circulam por aí, pelo youtube ou facebook, que a maioria gosta, e lhes acha graça.

Não tenho um sentido de humor igual ao das outras pessoas, lamento. 

Mas isso não quer dizer que não me ria, que não ache graça a certas coisas, situações, cenas com as quais me vou deparando. 

 

Por outro lado, estou quase sempre pronta para um bom filme ou história dramática, e é-me muito mais fácil e, diria até, inspirador, escrever sobre drama, sobre tristeza.

As emoções chegam de forma mais natural, e a escrita flui muito melhor, do que se tiver que exprimir algo oposto.

 

Sou assim. Posso ser diferente da maioria, mas não estou cá para agradar os outros. Estou cá para ter a minha própria opinião.

No outro dia, dizia-me o meu marido que eu era uma pessoa dramática, que só gosto de coisas tristes, de lágrimas, de sofrer, e nunca acho piada a nada, como se não quisesse viver alegre ou animada.  

 

Então, o facto de se gostar mais de dramas faz de alguém uma pessoa dramática?

Eu até me considero uma pessoa bastante divertida e animada, quando assim se proporciona. Sou pessoa para me rir de muitas parvoíces, de cenas espontâneas que assisto, até de mim própria!

Não sou pessoa de andar por aí a lamentar-me, a chorar pelos cantos, a vitimizar-me pela vida que me calhou.

Pelo contrário, até sou um pouco "palhaça". E, não raras vezes, acabamos a noite, eu e a minha filha, a rirmo-nos à gargalhada, por alguma coisa que disse ou fiz. 

 

Mas, se há coisa que me irrita, é que me tentem impingir, à força, algo a que não acho graça. Pior, que queiram que eu seja da mesma opinião que essas pessoas que gostam muito e acham piada, e que fiquem aborrecidos por eu não pensar da mesma forma.

 

 

A série Living With Yourself, da Netflix

 
 
Um homem, completamente desanimado, submete-se a um estranho tratamento e, quando acorda, descobre que foi substituído por uma versão melhorada de si mesmo.
 
 
Tudo começa quando Miles, desanimado com a sua vida amorosa e falta de inspiração para o trabalho, segue os conselhos do seu amigo Dan, que lhe aconselha uma ida a um spa selectivo e secreto, de onde sairá renovado e muito mais confiante.
 
Ao ver o fracasso em que se tornou a sua vida, e o sucesso que o amigo está a conseguir a todos os níveis, Miles gasta parte do dinheiro que ele e a sua mulher pouparam, para pagar o spa, que lhe promete um verdadeiro milagre - um tratamento avançado e sofisticado, capaz de resolver todos os seus problemas.
 
Na realidade, o que acontece no spa é um processo de clonagem, que transforma os clientes numa versão melhorada de si mesmos. E, enquanto os clones ocupam os respectivos lugares na vida que, antes, pertencia aos clientes, estes são enterrados vivos, sob o efeito da anestesia, acabando por morrer.
 
 
 
O que nem ele, nem os donos do spa esperavam, era que as coisas não resultassem como habitualmente, e que Miles sobrevivesse.
 
Agora, o verdadeiro Miles, que continua sem grande vontade de mudar por si próprio, e o seu clone, que age de uma forma totalmente diferente, tornando-se um homem bem sucedido, respeitado, e que facilmente conquista todos à sua volta, terão que partilhar a mesma vida, o mesmo trabalho e, até, a mesma mulher.
 
 
 
Apesar de ser uma comédia, faz-nos pensar neste mundo em que vivemos, em que a competição no trabalho leva, cada vez mais, a frustrações e stress quando não se consegue dar o melhor, em que reina a lei do mais esperto.
Um mundo em que as pessoas têm preguiça de pensar por si, lutar por si mesmas. Preferem cruzar os braços e ignorar o que se passa, consigo e com os que o rodeiam, do que enfrentar as situações, e tentar resolver os problemas.
Um mundo em que as pessoas preferem afundar-se em autocomiseração, desvalorizar-se e fazer o papel de coitadinhos, do que dar a cara e tentar melhorar e mudar a sua vida, e a pessoa que é, ou na qual se transformou.
E este é meio caminho andado para perderem aquilo que tanto receiam perder.
Depois?
Depois poderá ser tarde demais...

Sugestões para o fim de semana

 

(clicar na imagem)

 

Está à porta mais um fim de semana e, com ele, chega mais uma mão cheia de boas sugestões para aproveitar, fora de casa, os próximos dias.

A 5ª feira da ascensão foi ontem, mas a Festa da Ascensão prolonga-se até domingo, com actuações de Luísa Sobral e Carolina Deslandes.

Para os mais novos Masha e o Urso trazem uma "Missão no Circo", em Coimbra.

Mas "Eu Saio na Próxima e Você?", directamente da comédia com João Baião e Marina Mota, para o "Concerto por Um Novo Futuro - 1986", na Altice Arena, com os artistas: Ana Bacalhau, Catarina Salinas, David Fonseca, João Só, Márcia, Miguel Araújo, Samuel Úria, Tantanka e Lena D’Água.

 

Descubra tudo na edição desta semana!

Sugestões para o fim de semana

(clicar na imagem)

 

Neste último fim de semana de Janeiro, a rubrica Fora de Casa traz-vos diversas sugestões para o aproveitar da melhor forma! Ora vejam:

- Para os amantes dos felinos, já sabem que podem ir até ao cinema ver o documentário "Gatos"
- Eu Mafra, "O Anjo" vai descer à terra,pela mão de Filipi di Ramo
- Na Figueira da Foz, saia "Fora do Baralho", com Mário Daniel
- Em Famalicão, um concerto dos Orelha Negra

Fiquem a par destas e outras sugestões, na edição desta semana!