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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Pessoas Que Conhecemos Nas Férias, na Netflix

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Dois estranhos, que se conhecem nas férias de forma inusitada, tornam-se melhores amigos ao longo dos anos.

E todos os anos, nas férias, combinam uma viagem a dois onde Poppy é, como sempre, a Poppy, e Alex se transforma no "Alex das férias", muito mais extrovertido e descontraído.

Nesse tempo, cada um deles vai tendo as suas relações amorosas. 

Alex, termina e recomeça constantemente com a sua namorada de sempre, Sarah. Poppy, vai estando com parceiros diferentes.

É inegável que Poppy e Alex se complementam, fazem sobressair o melhor um do outro, ficam bem juntos, e estão a apaixonar-se um pelo outro. 

Mas se, para Alex, isso parece tornar-se claro, Poppy tenta contrariar os sentimentos.

 

O resultado? 

Alex pede Sarah em casamento, afasta-se de Poppy, e ficam sem falar durante dois anos.

E Poppy, perde toda a inspiração e não consegue escrever nada sobre as viagens que faz.

 

Agora que David, irmão de Alex, vai casar, e convida Poppy para o casamento, ela tem a oportunidade de rever o amigo, de tentar fazer as pazes. Quem sabe, retomar a amizade. Ou algo mais...

Mas, será que Poppy está preparada para isso? Conseguirá ela dar-se, a si própria, a oportunidade de ser feliz?

 

Não sendo uma daquelas grandes histórias de amor, o filme é muito divertido, e vale a pena ver!

 

 

Também publicado em https://marta-omeucanto.blogspot.com/2026/02/pessoas-que-conhecemos-nas-ferias-na.htm

 

"A Loja de Flores", na Netflix

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"A Loja de Flores" ou, no seu título original, "Tuiskoms", é uma série sul-africana que estreou, em Fevereiro, na Netflix.

Andava ali, na minha lista, meio perdida até que, agora, uns meses depois, chegou a sua vez.

E só posso dizer: vejam!

É daquelas séries que não sabemos que precisávamos de ver, até a vermos.

 

É uma série leve, cómica, que nos faz rir.

É romântica, sem ser lamechas.

É real, sem ser demasiado melodramática.

É divertida, comovente, hilariante, emotiva, humorística.

 

Faz-nos pensar.

No que é realmente importante. 

No que queremos, verdadeiramente, para a nossa vida.

No que estamos a desperdiçar, a deixar passar ou fugir.

E no que temos de agarrar, e a quem (ou a quê) nos agarrar, para sermos felizes.

 

Faz-nos reflectir.

Entre os que partem, e já não estão mais entre nós.

E as pessoas que chegam à nossa vida, seja por que motivo, ou propósito, for.  

A linha que separa as memórias de uma vida que não pode mais ser vivida, e a promessa da uma nova vida que está à espera de ser vivida.

 

E se tudo isto ainda não vos convencer, há mais: livros, e um clube de leitura; e flores, e uma loja familiar que se mantém aberta por "amor". Bonitas paisagens, sobretudo as quintas onde são cultivadas as flores.

Há escrita. Há arte. 

Há amizade verdadeira. Há amor.

Há passados dolorosos, presentes desastrosos, e futuros promissores.

Há um desmistificar de vários preconceitos e ideias pré formadas.

 

Se ainda não deu para perceber, reforço, gostei mesmo da série!

E recomento a todos.

 

E não poderia deixar de destacar estes dois diálogos, e uma das frases finais, que me marcaram:

 

"As pessoas dizem para avançarmos.
Como se o desgosto e a dor fossem uma doença.
Algo que pode ser curado.
Mas instala-se no teu interior.
Torna-se parte de ti.
 
Então...
... e se a dor não passar?
 
Sobrevives.
E esperas.
Esperas não ser engolido por tudo."
 
 
 
"... o amor é uma doença com que todos nascemos. E passamos a vida à procura de uma cura.
A cura, claro, são os outros.
Por vezes, temos sorte e somos curados pela união das almas.
Outras vezes, a cura é um veneno que nos destrói lentamente sem nos apercebermos.
 
O que se faz aí?
 
Com sorte, encontras o antídoto.
 
E isso é o quê?
 
O antídoto é libertarmo-nos.
Cuspir o veneno e continuar a procurar até termos a cura verdadeira.
Doa o que doer.
Se pararmos de procurar, paramos de viver."
 
 
 
"Não podemos evitar a morte mas, com sorte, se o Universo for gentil, encontraremos luz até na escuridão."

 

 

"Ninguém Quer Isto", na Netflix

Ninguém Quer | Nova Série de Comédia - YouTube

 

Esta é uma daquelas séries que, à partida, me passaria ao lado.

Parecia mais do mesmo, mais uma comédia romântica no meio de tantas.

Ainda assim, após ler, aqui e acolá, algo relacionado com ela, experimentei.

 

São 10 episódios, mas quase nem se dá por eles, porque são pequenos.

E sim, fala de um amor que, aparentemente, tem tanto de romântico, como de impossível: duas pessoas que não podiam ser mais diferentes, com modos de vida e personalidades opostos, de religiões distintas, apaixonam-se e terão que perceber o que fala mais alto, e do que estarão dispostos a abdicar, se quiserem ficar juntos.

 

Joanne é uma mulher solteira, que está empenhada em fugir de relações complicadas, e encontrar o amor da sua vida. É agnóstica, e tem um podcast com a irmã, em que fala frequentemente sobre relações, e sexo.

Noah é um rabino, que está prestes a concretizar o seu maior sonho de ser promovido a rabino-chefe. No entanto, ele terá que se casar com uma mulher judia. O problema é que ele, não só termina a sua relação, como se apaixona por uma "siksa".

 

Estes dois mostram como é possível, numa fase de enamoramento e em que nos sentimos invencíveis e fortes o suficiente para enfrentar tudo, acreditar que todos os obstáculos, por maiores que sejam, podem ser ultrapassados. Mas também que, com o tempo, e uma percepção mais clara, realista e altruísta, nem sempre (quase nunca) funciona assim.

O que mais gosto nas personagens desta série, é mostrarem-se exactamente como são, com todas as suas fragilidades, receios, frustrações, defeitos. É mostrarem as suas emoções, sem fingimentos.

 

"Ninguém Quer Isto" é, para além de uma comédia romântica, uma crítica à sociedade, à hipocrisia de determinadas pessoas, até mesmo, às relações amorosas, sobretudo quando um dos elementos do casal se vê "obrigado" a mudar e ser o que não é, para agradar o outro.

E às aparências que se escondem atrás da cortina de determinada religião. Como se costuma dizer, no melhor pano cai a nódoa.

 

A série explora ainda a relação de amor/ódio entre Joanne e Morgan, duas irmãs que partilham o podcast e, de alguma forma, parecem competir entre si, a vários níveis, mas que não vivem uma sem a outra.

 

Não sei se haverá uma segunda temporada, mas seria interessante ver o que iria acontecer após o final.

 

 

"Faz-me Acreditar", na Netflix

(filmes que nos fazem viajar)

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Desta vez, até Assos, uma antiga cidade, hoje conhecida como Behramkale, localizada na província de Çanakkale, na Turquia.

O filme é um romance, mas o que marca são as magníficas paisagens que nos vai mostrando ao longo da história, e que nos levam numa viagem turística e histórica.

 

 

 

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As filmagens decorreram em vários pontos, como a aldeia de Adatepe köyü Yolu, que remonta ao período otomano.

Aí, no sopé das Montanhas Kaz, podemos encontrar casas de pedra e ruas sombreadas.

 

 

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É, também na aldeia, que se encontra o Altar de Zeus, nas Montanhas Kaz, com vista para a Baía de Edremit, o Mar de Assos e as ilhas Ayvalık e Lesbos.

Segundo a mitologia, Zeus assistiu à Guerra de Tróia desta colina. 

 

 

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O porto de Assos é, igualmente, palco de várias cenas, e proporciona imagens como estas.

 

 

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Athena Tapinaği - as ruínas do templo de Atena

 

 

Então, e sobre o que é mesmo o filme?

Uma jornalista e um fotógrafo são levados, pelas respectivas avós, a passar um fim de semana em Assos, pensando que aquelas se estariam a sentir mal.

Na verdade, tudo não passava de uma armação para ver se o casalinho se juntava de uma vez.

Só que eles não se podem ver nem pintados, por conta de um passado mal resolvido.

 

Agora, Sahra é "obrigada" a dar-se bem com Deniz, para conseguir a entrevista que ele negou a todos os outros, e que lhe valerá a tão almejada promoção. Caso contrário, terá que se demitir, e admitir a derrota perante o seu rival.

O que ela não contava, era que os seus sentimentos, outrora enterrados, viessem à superfície. E ele não esperava que, pela segunda vez, ela brincasse com ele e o magoasse.

Entre comédia e romance, este é um filme leve, que vale a pena ver!

 

 

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Um Homem Chamado Ove, na HBO

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Já tinha ouvido falar no livro, há uns anos.

Nunca me disse muito.

E acabei por esquecer.

 

Num destes dias, encontrei o filme no catálogo da HBO.

Estava na secção de comédia.

Pessoalmente, não considero que o filme seja uma comédia, mas a minha noção é um pouco duvidosa.

Depois de uma demorada procura por um filme que agradasse a ambos, acabámos por ver este.

 

Ove parece ser um homem intragável, com a mania que é o fiscal da área, muito perfecccionista e que não se dá com ninguém da vizinhança.

Está sempre a reclamar, nunca satisfeito com nada, e também parece não nutrir grande simpatia pelos animais.

Mas que importa? 

Em breve todos ver-se-ão livres dele.

Está tudo programado e, em breve, ele irá suicidar-se, pois é a única forma de ir ter com a mulher, de quem sente a falta.

 

Só que, maldição, logo tinham que aparecer uns vizinhos novos, para lhe estragar os planos.

Ele bem tenta, de todas as formas e mais algumas, levar a cabo o suicídio. Mas há sempre algo que o impede.

Nem mesmo quando vai parar ao hospital, o seu problema de coração lhe faz a vontade.

Como diz Parvaneh, a sua vizinha, ele é um homem duro de morrer!

 

E é assim que vamos conhecendo a vida de Ove, desde que era um miúdo, até ao presente, alternando entre acontecimentos passados, traumáticos, que viveu, e a actualidade, em que acaba por perceber que não precisa de manter sempre aquela capa de homem duro e insensível, e que a vida ainda lhe pode reservar algo de bom.

 

No fim, a amizade, a entreajuda, a união e a bondade mostram-nos um outro Ove, literalmente, com um coração grande demais, capaz de gestos que nunca esperaríamos! 

O homem por quem Sonja se apaixonou, o homem que lutou contra tudo e contra todos, para vê-la feliz. 

As antigas desavenças (que nem deveriam ter começado, de tão pouca importância que tinham) são, finalmente, deixadas para trás.

E a harmonia volta ao bairro.

 

Ove já não pensa em suicidar-se.

Tem amigos, tem vizinhos que o acarinham, tem uma espécie de netas emprestadas que o adoram.

Está feliz!

Mas o destino pode ter outros planos para ele.

E, quem sabe, a felicidade não se completa, e complementa, como ele tanto queria...

 

 

E tudo se conjuga para um final