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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O que têm em comum os casamentos e os livros?

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Casar à primeira vista é como começar a ler um livro sobre o qual não temos a mínima ideia do que fala. Podem acontecer várias situações:

 

- olhamos para a capa e para a sinopse, não nos diz nada e, na primeira oportunidade, oferecemos a alguém


- começamos a ler, não nos desperta interesse e pomos de lado, para nunca mais lhe tocarmos


- não parece muito entusiasmante no início, mas a determinada altura até engrenamos, e a leitura passa a ser fluída e interessante


- naquele momento não é bem o que nos apetecia, e fica em standby na prateleira, enquanto lemos outros

 

- ficamos logo presos, adoramos, e já não largamos mais

 

 

 

 

Já se casamos pelo método tradicional, é sinal de que, pelo menos a julgar por aquelas primeiras páginas que lemos, iremos gostar do que aí vem, mas pode ocorrer um destes cenários:

 

- pode-nos parecer uma coisa e, afinal, a história ser completamente diferente

 

- começa bem e parece ser o livro perfeito mas, a determinada altura, ficamos desapontados com o rumo da história

 

- até nos agradou bastante em determinada altura da nossa vida mas, entretanto, os nossos interesses mudaram, e já não nos diz nada

 

- como todas as grandes histórias, foi bom enquanto durou, mas chegou ao fim

 

- lemos uma, e outra, e outra vez, ao longo da nossa vida, nunca nos cansamos e temos sempre o mesmo sentimento de cada vez que o lemos

O meu marido acha-me parecida com uma cabra!

 

 

 

Mas, atenção: não é com uma cabra qualquer. É uma cabra calmante!

Mais precisamente, a Lupe, do filme de animação Ferdinando 

Embora não tenha percebido muito bem a designação de cabra calmante, porque ela não tem lá muita calma.

 

 

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Ferdinando não é um grande filme de animação, mas entretém. E a cabra Lupe é, sem dúvida, a minha personagem favorita, pelos momentos divertidos e cómicos que proporciona.

Quando o meu marido apanhou uma das cenas em que ela está, disse-me logo "pareces tu"!

Olhei para ele com aquela cara de "estás a chamar-me alguma coisa?!"

 

Já não bastava ser a macaca Marta, a lagarta Marta, a própria marta ser um animal, agora virei cabra?

Mas, aqui entre nós, concordo com ele!

 

As expressões que a cabra faz lembram-me as caretas que eu própria faço na palhaçada.

Tal como ela, também sou um pouco stressada quando se trata de deveres e compromissos, e gosto das coisas organizadas e feitas com tempo, para não ter surpresas.

Mas, no fundo, sou uma cabra... ups, uma Marta, simpática e amiga, que tenta sempre ajudar os outros!

 

RVCC Escolar versus Ensino Regular

 

No outro dia estava a conversar com o meu marido sobre a eterna polémica gerada à volta do RVCC Escolar, como forma de obter a equivalência ao 12º ano de escolaridade, por comparação com o ensino secundário regular.

 

Será este método uma espécie de facilitismo?

A verdade é que considero o RVCC bastante útil para aquelas pessoas que, por impossibilidade de ter frequentado o ensino regular na altura em que o deveriam ter feito, sejam quais forem os motivos, e que precisam agora de melhores habilitações académicas para poderem ter mais e melhores ofertas de emprego.

Hoje em dia, ter o 12º ano é um requisito praticamente obrigatório para todas as empresas que estejam a contratar novos funcionários, e é importante que os adultos apostem e invistam na sua formação, utilizando para isso o RVCC ou outras opções semelhantes.

Mas não deixa de ser facilitismo. Não com o sentido negativo que muitos lhe querem associar, mas ainda assim é uma forma mais fácil de se obter algo que a maioria dos jovens tem que adquirir com três anos de estudo, o stress dos trabalhos, testes, horários e aulas de várias disciplinas. É facilitismo porque tem mesmo que o ser. Porque estas pessoas estão, muitas vezes, a trabalhar ao mesmo tempo. Porque algumas já não teriam paciência para andar numa escola como os jovens com idade para ser seus filhos, nem cabeça para tantos estudos.

No RVCC, a pessoa só tem que pesquisar, ler e escrever muito, desenvolver e dar a sua opinião sobre cada tema pedido, e associar esses mesmos temas à sua vida. Fá-lo à sua medida, faz os seus horários e só tem que ir a algumas sessões para esclarecimento de dúvidas, organização do portefólio, e uma prova final. 

 

Se é injusto?

Não me parece. Mesmo que se colocasse a hipótese de um aluno terminar o 9º ano, e poder escolher entre o ensino regular e o RVCC, não teria garantias de que conseguisse atingir o seu objectivo - o 12º ano.

Porquê? Porque apesar de ser um método aparentemente mais fácil, o RVCC nem sempre é o mais aconselhado, dependendo muito da idade, da experiência de vida, da disponibilidade. O RVCC é nada mais nada menos que uma autobiografia, em que se ligam acontecimentos da história de vida com os domínios que são pedidos. Quanto mais velha e mais experiente for a pessoa em causa, mais probabilidades tem de ser encaminhada para este método de ensino, e de o concluir com sucesso.

Nem todos aqueles que se propôem a obter o 12º ano numa das modalidades alternativas é encaminhada para RVCC, podendo antes ir para EFA (Educação e Formação de Adultos), que funciona noutros moldes.

 

Se é útil?

Sim. Provavelmente muito mais útil do que o ensino regular.

Porque o RVCC obriga a muita escrita, muitas pesquisas, muitos conhecimentos, a maior parte deles sobre a actualidade, sobre o mundo, sobre coisas que nos afectam ou dizem respeito, desde ambiente, multiculturalismo, discriminação, política, economia, literatura, trabalho, legislação e tantas outras coisas.

Por vezes, pode-se ficar a saber mais em meio ano de RVCC, do que em três anos de ensino regular!

 

 

 

 

Linguini ou minhocas?!

 

Correndo o risco de tirar o apetite a alguém com esta comparação, não podia deixar de a fazer!

No outro dia, uns colegas do meu marido fizeram linguini com camarão para o jantar. Como sobrou, o meu marido trouxe para casa.

Nunca tinha visto este tipo de massa, e não fazia ideia se era boa ou não, mas aquilo até cheirava bem. Só que, como se costuma dizer, os olhos também comem e, neste caso, recusaram-se a comer.

É que, cada vez que olhava para a massa, só me conseguia lembrar de minhocas. Como umas que vi há uns anos atrás debaixo da areia na praia. Nem sequer consegui estar a ver o meu marido comer aquilo sem me dar vómitos.

Por isso, para mim, linguini só se for de cor normal, tipo esparguete. Senão, é para esquecer!

 

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