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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sobre a política de satisfação dos clientes da Meo

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A Meo que não tem qualquer forma de descontar o mísero valor de 3 euros, nem no meu saldo recarregável, nem numa próxima factura, é a mesma que, ao ser avaliada pelo cliente, com "0" a nível de recomendação do serviço a outros, e "0" a satisfação do cliente e problema resolvido, oferece um vale de 25 euros em compras na Fnac, como forma de compensação!

 

PS.: resta saber se esse dito vale não traz "água no bico" ou não é um "presente envenenado"

A publicidade nos blogues

Agora que o meu marido anda, finalmente, a entusiasmar-se com o blog dele e a escrever mais, vem com esta conversa:

"Estive a ver uns vídeos e posso ganhar dinheiro com o blog, com publicidade.", diz ele.

"Pois podes. Mas, afinal, para que é que criaste o blog? Para escreveres ou para ganhares dinheiro? Queres que as pessoas lá vão para ver aquilo que escreves, ou a publicidade que lá tiveres? E, de qualquer forma, não penses que ficas rico à custa do blog", respondo eu.

"Porque é que não posso usufruir das duas coisas?", contrapõe ele.

A conversa ficou por aqui até porque, como ele diz, "o blog é meu, posso fazer o que quiser!".

Mas isso não significa que não tenha a minha opinião e, de facto, pergunto-me se haverá por aí muitas pessoas que criam blogs a pensar que vão ser como alguns que se vêem na televisão, que vivem só com os rendimentos que o blog lhes dá. Ou que dão mais importância ao lucro que poderão ter com a publicidade que lá colocarem, do que ao resto.

E será que, quem acede a um blog, se sente mais atraído pela publicidade que lá vê, ou pelo restante conteúdo? Será a publicidade uma forma de afastar os leitores, ou de os cativar?

Não tenho nada contra quem tem publicidade no seu blog, e ganha com isso alguma compensação. Se uma determinada marca lhes agrada, e o seu blog agrada à marca, acho bem. Mas querer utilizar o blog como um painel publicitário com a única finalidade de ganhar dinheiro, não concordo.

Pessoalmente, e embora o dinheiro seja sempre bem vindo, preferiria ter outro tipo de compensação, mais ao nível da realização pessoal. E teriam que ser os interessados a vir ter comigo, nunca eu a ir atrás deles. 

 

 

 

A "matemática" das aulas de compensação

Como já tinha referido num texto anterior, a turma da minha filha foi obrigada a frequentar, sob pena de falta injustificada, as aulas de compensação da disciplina de matemática propostas pela direcção da escola, para colmatar as duas semanas que estiveram sem professora, no início do ano lectivo.

Uma aula por semana, durante oito semanas (ou seja, ao longo de todo este segundo período), no último tempo do dia mais preenchido do horário da turma. Os pais manifestaram-se contra esta medida no horário em que foi proposto. 

O director de turma explicou que podíamos fazer uma exposição mas que, provavelmente, não haveria outra solução.

Entretanto, em conversa com a representante dos encarregados de educação, que está a tentar resolver da melhor forma o problema, fiquei a saber que a directora compreende, mas é complicado, porque os professores das diversas disciplinas, com todas as turmas que têm e os apoios, estão com o horário totalmente preenchido, e tiveram que contratar mais professores para estas aulas extras.

Sim, a turma vai ter aulas de matemática e apoio ao estudo a matemática com a professora que já têm, e aulas de compensação de matemática com uma outra professora, contratada para o efeito!

No início do ano, quando era importante, não conseguiram (ou não quiseram) colocar um professor em horário normal, a substituir outro que estava ausente, mas agora, a meio do ano, e a sobrecarregar os alunos já podem?! 

Claro, no início do ano lectivo ainda não tinham professores, ainda andavam às voltas com os concursos e a colocação de professores, a corrigir erros cometidos e pouco interessados nos alunos. Mas há que ficar bem na fotografia e, como é óbvio, encontraram maneira de calar aqueles que reclamavam dos atrasos e da falta de professores nas escolas.

E assim se sairam com esta (e outras) ideias brilhantes para comprovar que, no final, todos os alunos terão tido o mesmo número de aulas, e terão aprendido a mesma matéria não ficando, de modo algum, prejudicados! 

A mim quer-me parecer que quem precisava de umas aulinhas de compensação de matemática eram os responsáveis pela educação no nosso país! 

Ora vejamos:

   matemática a duplicar ou a triplicar

+ aulas ao final da tarde num dia já de si sobrecarregado

+ duas professoras para a mesma disciplina

= desinteresse (ainda maior), cansaço mental, poucas ou nenhumas melhoras práticas nos resultados

 

Se se preocupassem mais em:

   ter tudo organizado e preparado para um início de ano lectivo sem incidentes

+ procurar que os professores ensinassem de facto aos alunos, e os cativassem, em vez de se limitarem a despejar matéria porque lhes são exigidas determinadas metas

+ sobrecarregar menos os alunos, quer em termos de disciplinas, quer em termos de horário e trabalhos de casa

+ ter apenas um único professor a ensinar uma disciplina, e a dar apoio, caso seja necessário

= alunos mais motivados, mais receptivos, mais atentos, menos esgotados = melhoria geral dos resultados, e todos os envolvidos satisfeitos! 

 

 

Por "culpa" dos professores, pagam os alunos!

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Logo no início do ano lectivo, fomos informados de que a professora de matemática da turma tinha estado, durante o verão, de baixa, e que até ao fim do mês de setembro estaria de férias.

Ninguém está doente por gosto. Até aí, compreendo.

Todos têm direito às suas férias. Também compreendo.

Cabe a quem de direito encontrar soluções para colmatar essa ausência, até porque a escola se gaba de ter um plano de intervenção para combate ao insucesso à disciplina de matemática. Não foi encontrada nenhuma solução. O Ministério da Educação não enviou nenhum professor de substituição. E assim, enquanto outros avançavam na matéria, esta turma esteve mais de duas semanas sem aulas.

Quando a professora se apresentou na escola, para compensar, todos os alunos foram "obrigados" a ir à aula de apoio ao estudo, que deixou temporariamente de ser apoio ao estudo para passar a ser uma aula normal. Complicou um pouco o horário em termos de almoço, mas achei bem.

Agora, no início do 2º período, as aulas de apoio ao estudo voltaram a ser apenas isso, e só para quem está indicado para as frequentar.

Mas, para todos os alunos e em regime de obrigatoriedade, sob pena de falta injustificada, mais uma vez para compensar a ausência da professora do período anterior, a direcção da escola decidiu acrescentar uma aula extra de matemática. Não considero muito justo, mas se é para o bem deles, que seja. Essa hora extra foi colocada no último tempo de 4ª feira. Mais uma contrariedade mas, infelizmente, ao longo da vida, temos que enfrentar muitas, por isso é melhor que se habituem desde cedo.

No entanto, há coisas que não fazem sentido, e esta é uma delas. E, ontem, todos os encarregados de educação "cairam" em cima do director de turma, que compreende mas nada pode fazer, porque são ordens superiores que apenas cabe a ele transmitir.

Ora, esta turma tem uma tarde livre por semana. Mesmo assim, se colocassem a aula de compensação numa hora dessa tarde, ninguém ficaria igualmente satisfeito, porque lhes estariam a tirar a tarde, e a fazê-los ir à escola de propósito. De qualquer forma, à quinta feira, entram às 11h. E têm menos aulas nesse dia, por isso, seria uma boa opção. E à sexta-feira, também poderiam entrar mais cedo, ou sairem mais tarde, porque é outro dia com poucas aulas.

Mas não! A única opção que encontraram e, repito mais uma vez, por a professora ter estado a gozar as suas férias em período de aulas, foi sobrecarregar um dos dias mais complicados e preenchidos da turma! Entram no primeiro horário da manhã, têm apenas uma hora de almoço, e saiem no último tempo da tarde - 10 aulas nesse dia! E, adivinhem: a aula de compensação de matemática, depois de terem duas aulas dessa disciplina de manhã, é a última do dia!

Cabe na cabeça de alguém que uma criança, depois de um dia inteiro de aulas, em que acordou cedo e a essa hora já está mais que cansada da correria do dia, se consiga concentrar numa aula de matemática? Cabe na cabeça de alguém que dessa forma se combata o insucesso escolar à disciplina?

Parece que sim! Mas não para nós, pais e encarregados de educação, que consideramos essa medida totalmente contraproducente. E mais, não faz sentido quando a professora ainda esta semana, no horário normal, faltou!

Por que raio é que, por "culpa" dos professores, têm que pagar os alunos?

 

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