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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Portugal é um país onde tudo é permitido?

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Dizem que Portugal é um país de brandos costumes, onde as regras e as leis pouco se cumprem, onde os infractores, na maioria das vezes, ficam impunes.

Também dizem que somos um povo acolhedor, que sabe receber bem, quem vem de fora.

 

 

Não sei se será por isso que alguns estrangeiros deduzem que podem chegar cá e fazer tudo o que lhes apetecer, porque nós aceitamos na boa, sem stress.

Sabendo nós como são rígidos outros países, no que respeita ao cumprimento de determinadas regras de convivência em sociedade, na exigência de determinados comportamentos, para com os outros, para com os espaços públicos, para com o ambiente, não se percebe como, chegando a Portugal, não agem de igual forma.

Talvez, para eles, o seu próprio país seja uma espécie de "escola", onde todos têm que ser bem comportados, e Portugal o "recreio", onde podem descontrair e descompensar.

 

 

Por vezes, até me pergunto se, por exemplo, os sinais e regras de trânsito em Portugal serão diferentes dos outros países? E, já agora, as boas maneiras?

Ainda ontem vinha uma família de estrangeiros numa rua em sentido proíbido, como se nada fosse.

No outro dia, na fila para o autocarro, puseram-se à frente de quem já lá estava, como se fosse algo absolutamente normal, até que lhes chamaram a atenção de que aquilo era uma fila por ordem de chegada, e tinham que ir para trás.

Nas esplanadas, é vê-los à vontade, com os pés em cima das cadeiras, como se estivessem no sofá, nas suas casas.

 

 

Será, Portugal, um país onde tudo é permitido?

ZOO - a série da Netflix sobre o Homem e os animais

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Gostam de animais?

Gostam de ciências e investigação?

Gostam de suspense e mistério?

Gostam de policiais, com teorias da conspiração e agentes infiltrados e corruptos à mistura?

Gostam de dramas familiares?

Gostam de romance?

Gostam de acção e surpresas constantes?

 

Então esta é a série ideal!

 

 

Tudo começa com um ataque de leões fora do normal na selva africana, onde são apresentadas as personagens principais:

 

Jackson - um perito em comportamento animal que vê, nestes estranhos ataques que estão a ocorrer, uma possível ligação com as teorias do seu pai, que o levaram à loucura, a perder a credibilidade e o trabalho, e a ser abandonado pela família

 

Abraham - um guia de safári, melhor amigo de Jackson que o vai acompanhar na busca da verdade, depois de ser salvo de um ataque de leões

 

Chloe - é uma agente secreta francesa, única sobrevivente de um dos ataques dos leões em África, que escapa com a ajuda de Jackson

 

Jamie - uma jornalista que vive para uma única missão - destruir a Reiden Global - uma companhia produtora de pesticidas e alimentação para animais, que ela acusa de ter matado a sua mãe, e de actuar de forma ilegal, pondo em perigo a vida das pessoas e dos animais

 

Mitch - um veterinário patologista que é procurado por Jamie para a ajudar a destruir a Reiden Global, mas que acaba por dar uma preciosa ajuda na investigação 

 

 

Alguém, que não conhecem, junta estas 5 pessoas, para que descubram o que se está a passar com os animais em todo o mundo, a razão para a mudança de comportamento e ataques inexplicáveis que estão a cometer, e como impedir essa ameaça, oferecendo-lhes recursos e levando-os a viajar para locais distintos.

 

Estarão os animais a ficar mais inteligentes? A deixar de ter medo dos humanos? A transmitir alguma mensagem ao Homem? A desafiá-lo? A provar que, a partir de agora, são eles que mandam, e é o Homem que deve ter medo? Será uma forma de vingança contra aqueles que, ao longo de séculos, os trataram mal?

Ou haverá, mais uma vez, responsabilidade humana nesta transformação?

 

A longo da série, alguns segredos vão sendo desvendados, percebemos que nem todos são quem pensamos que sejam, e que não é só da parte dos animais que vem o perigo! E não vai ser fácil lidar com os ataques que lhes fazem, de todas as frentes.

 

A série da CBS tem 3 temporadas, de 13 episódios cada uma, e foi inspirada no livro de James Patterson, com o mesmo nome. A quarta temporada foi cancelada por fracas audiências, mas as 3 temporadas podem ser vistas na Netflix.

 

 

Porque deixamos que os outros condicionem o nosso comportamento?

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A propósito deste post, e de uma questão que foi abordada num seminário sobre parentalidade positiva, a que assisti há pouco tempo:

 

Porque condicionamos o nosso comportamento em relação aos nossos filhos, na presença ou perante o olhar de terceiros?

Porque nos preocupamos tanto com o que os outros possam pensar ou dizer?

 

No que respeita à minha filha, sempre tentei agir de acordo com aquilo que eu penso ser o melhor, e não segundo o que os outros achariam que deveria fazer. Como eu costumo dizer, da minha filha cuido eu. É muito fácil dar conselhos ou sugestões, quando não se está por dentro das situações, quando se analisa à distância, de fora. É muito fácil criticar a forma como agimos, enquanto pais. E a única coisa que eu respondo é: quando estiverem na mesma situação, voltamos a falar!

 

E sempre tentei não dar importância àquilo que os outros pensam ou possam dizer da forma como educo a minha filha, principalmente aquelas pessoas que se metem só porque sim, sem qualquer verdadeira intenção de ajudar, mas apenas de se meterem na vida dos outros, à falta de vida própria e melhor coisa para fazer.

 

Mas a verdade é que, hoje em dia, somos obrigados a condicionar o nosso comportamento, somos obrigados a pensar duas vezes, porque esses terceiros podem, de facto, prejudicar-nos.

 

E dou-vos um exemplo muito simples: a minha filha, quando era pequena, ficava com a minha mãe. Volta e meia, fazia birras e desafiava-a, e a minha mãe gritava com ela. Soube mais tarde, já não me lembro como, que uma vizinha esteve para fazer queixa da minha mãe, por suspeitar de maus tratos! 

 

Dizia uma mãe, nesse seminário, e eu confirmo, que hoje em dia, os pais preferem fazer a vontade aos filhos, para eles pararem a birra e deixarem de ter cem olhos postos neles, à espera de os ver arrastar a pobre criança, do primeiro grito, ou da primeira palmada, para os recriminar ou denunciar. 

E sei de casos em que essas queixas resultaram em sinalização, e visitas de assistentes sociais (pena que não actuem em situações onde realmente fazia falta).

 

Ninguém nasce ensinado, os filhos não vêem com manual de instruções, os pais não são sábios que detêm toda a arte da educação. Acaba por ser uma constante aprendizagem, em que temos que ir experimentando várias formas, para perceber aquela que mais resulta, para o bem de todos.

 

Sim, já houve momentos em que simplesmente me rendi e fiz as vontades, para não me chatear e não ter um hipermercado inteiro a olhar para nós. E momentos em que não me importei minimamente com os outros, e fiz o que tinha que fazer. E sim,também já houve momentos em que dei umas boas palmadas, em que gritei, em que conversei, em que agi da forma correcta, e em que agi de forma errada. De qualquer forma, acabamos sempre por ser "presos por ter cão e por não ter". 

 

Também já assisti a uma cena em que uma mãe deu umas estaladas à filha num café, e não gostei da atitude dela.

Mas caberá a mim intrometer-me nessas situações, que não me dizem respeito?

 

Caberá a nós intrometer-mo-nos ou interferir na forma como os outros pais educam os seus filhos, por muito que tenhamos vontade e, muitas vezes, razão?

 

A Experiência Belko

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Um filme não aconselhável a pessoas sensíveis a sangue!

 

Começamos a ver o filme e pensamos "uau, também quero um emprego assim, com direito a carro, apartamento, e outras regalias"!

De resto, colegas simpáticos, outros meio malucos e, como não podia deixar de ser, algumas "ovelhas negras".

A empresa fica na Colômbia, isolada, tendo apenas a rodear campo e algumas vacas a pastar.

O que se faz nesta empresa? A que é que se dedica?

 

Num dia normal, como outro qualquer, estão todos a chegar ao trabalho mas, desta vez, os guardas são novos, e estão a mandar de volta para casa os nativos, deixando apenas seguir os restantes funcionários. Uma nova colega inicia o seu trabalho naquele dia.

Leandra sente-se incomodada com o assédio de um colega, mas logo se esquece, quando chega o namorado, Mike, apenas interrompidos pelo chefe, que disfarça.

 

 

Tinha tudo para ser um dia normal, mas não o será!

De repente, ouvem uma voz que lhes diz que têm que jogar o jogo e seguir à risca as regras,se quiserem sobreviver. A edifício é, automaticamente, fechado com metal que impede qualquer um de sair, e quem quer que queira entrar.

A primeira etapa consiste em matar 3 colegas de trabalho, ou morrerão 6 deles. Ninguém acredita, pensando tratar-se de uma piada. O chefe tenta manter a calma, evitar o pânico entre os funcionários e minimizar a situação. Até que começam as primeiras mortes. No início, pensam que serão balas, mas depressa percebem que o que os matou foi algo no interior - o chip que lhes colocaram ao entrar na empresa, e que afinal é uma bomba.

 

Mike, mostrando um enorme sangue frio, tenta tirar o seu próprio chip, mas é obrigado a parar, sob pena de o fazerem explodir.

As pessoas começam a entrar em desespero, e aqueles que deveriam ser mais sensatos, são aqueles que vão tentar salvar a sua própria pele, nem que tenham que matar até os que lhes são mais próximos.

 

A última etapa do jogo, agora que a maior parte dos funcionários está morta, consiste em acumular mortes. Aquele que tiver mais mortes no seu "curriculo", vence.

 

Conseguirá alguém sair daquele edifício com vida ou, no final, não escapará ninguém? Deixariam alguém que passou por aquela claustrofobia e pesadelo, sobreviver para contar a história?

Será que aquela empresa - a Belko - não passa de uma fachada para algo mais macabro que está a ser levado a cabo pelo governo, e que os funcionários não passam de cobaias?

 

Um filme em que veremos, apesar de tudo, pessoas com carácter, entre as quais destaco a postura do segurança, bem como o pior do ser humano que, no fim, só se quer salvar. É cada um por si.

É matar, ou morrer!

 

 

 

Competição é uma coisa, pura maldade é outra!

 

Tenho a ideia que nunca, em nenhum programa, um concorrente me deu tantos nervos como este!

Já tinha ficado com uma má impressão do rapaz, e até tinha comentado com o meu marido, mas ele dizia "tens que dar um desconto, são crianças"!

 

Eu continuei na minha, com a mesma ideia pouco abonatória do concorrente, que se veio a comprovar ao longo de todo este segundo episódio do programa Marterchef Júnior. E até o meu marido que, no início do programa, ainda continuava a desculpá-lo, terminou o programa com tantos ou mais nervos que eu! 

É certo que este programa é uma competição, e vence o melhor. É certo que, por muito amigos que sejam, como se costuma dizer "amigos,amigos,negócios à parte", e neste tipo de competição é cada um por si.

Mas uma coisa é competição, saudável, justa. Outra, bem diferente, é a pura maldade de algumas crianças!

E não me venham dizer que são apenas crianças. São crianças, sim. E se já são assim em crianças, como não serão à medida que forem crescendo?

 

Este concorrente pode até ser bom no que faz, mas tem a mania que é melhor que os outros, que só ele é que sabe, que tudo o que ele faz é perfeito.

Este concorrente não esconde de ninguém que está ali para ganhar, e que passa por cima de quem for preciso para o conseguir.

Este concorrente pergunta aos colegas quem é que cozinha melhor, ele ou um colega. Este concorrente apelida o adversário, de forma desdenhosa, de "chichas".

Este concorrente, deliberadamente, e quando um concorrente da outra equipa estava em apuros, passou o tempo todo a dar indicações erradas para que a receita lhe saísse mal, e teve a lata de dizer aos colegas "vamos deixar-lhe queimar a tarte"! Tanto ele como um outro colega. Não teve qualquer problema em admitir que o fez, porque não ia estar a ajudar os colegas da outra equipa. E podia até nem ajudar, mas tinha ficado calado.

Este concorrente, quando eleito capitão de uma equipa, quis fazer tudo à maneira dele, mandar em todos, e o que conseguiu foi gritar com os colegas, enervar-se, e perder qualquer respeito dos companheiros que o acusaram de não ter feito nada pela equipa. Não fosse a ajuda do chef Rui Paulo...

Ainda assim, na hora de servir a ementa à convidada especial, e com a presença de um cabelo no prato, que deveria dar logo lugar a eliminação, a equipa dele saiu vencedora.

E quando questionado sobre a vitória, ainda estava a querer ficar com os louros e o mérito!

Apesar deste comportamento nada ético e correcto da parte deste concorrente, nenhuma penalização lhe foi aplicada.

E quando o colega foi eliminado, riu-se! Tanto ele como o seu amiguinho!

 

Ah e tal, são crianças!

Pois são!

Mas o colega lesionado, também criança, soube assumir inteiramente as culpas pelo fracasso da sua tarte, desculpando os colegas que o tramaram. Uma criança que se revelou um pequeno grande homenzinho! 

E a colega, também criança, soube condenar este comportamento tão baixo!

O que só prova que há crianças e crianças, e nem todas têm a mesma noção do que é competir de forma saudável. Nem todas têm os mesmos valores. 

Talvez tenha sido, como filho único, demasiado mimado. Talvez esteja habituado a que lhe façam as vontades todas. Ou talvez seja mesmo a sua personalidade.

Mas é agora que deve ser feito algo para que, mais tarde, não se torne um adulto sem qualquer carácter.

 

Embora o programa já tenha sido gravado, só ontem é que as imagens foram exibidas. Não sei se, entretanto, os pais ou alguém ligado à produção lhes terá puxado as orelhas. Não sei se, daí em diante, o comportamento mudou. Sei que não gostaria de estar no lugar dele hoje...

E espero, sinceramente, que comece a mudar de atitude, porque não lhe vejo grande futuro, se continuar a pensar a agir como tem mostrado até aqui, não só no programa como na vida.

 

 

Ainda sobre o programa de ontem, e embora isso aconteça frequentemente aos que revelam menos capacidades, não gostei muito da atitude do Pedro Jorge em relação ao Francisco. Mas continuo a achar-lhe piada, embora não ache que consiga chegar à final, uma vez que não é muito versátil.

 

Destaco o Francisco, pela sua atitude. Mais vale um pouco de educação do que uma tarte mal confeccionada!

 

Os concorrentes que menos gosto de ver, como devem calcular, são o Gonçalo e o Tomás.

 

 

Imagem http://www.tvi.iol.pt/masterchef/

 

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