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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Será a autodesresponsabilização uma atitude cobarde?

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Muitas vezes, quando nos fazem determinadas propostas, que obrigariam a que assumíssemos uma maior responsabilidade, declinamos, porque achamos que não nos podemos comprometer, sob pena de não conseguir cumprir.

Será essa uma atitude cobarde, de quem tem medo de assumir as rédeas, qualquer que venha a ser o resultado, de quem tem medo de não estar à altura, de quem não acredita que é capaz?

 

 

Quando delegamos nos outros, tarefas que até poderíamos facilmente cumprir, estaremos nós a agir como cobardes, que preferem assistir a alguma distância, do que pôr a mão na massa? 

De quem, simplesmente, não se quer dar a esse trabalho? 

 

 

Ou será, em muitos casos, uma atitude sensata e consciente?

Uma atitude de aceitação dos limites das nossas capacidades?

Uma atitude responsável que evitará futuros dissabores?

Uma atitude de autopreservação do nosso bem estar e saúde física e mental?

 

 

E implicará a nossa auto desresponsabilização, automaticamente, uma delegação de responsabilidades no próximo?

 

 

Dicas para quem se quer dedicar ao voluntariado

 

“A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas aquilo em que ele nos transforma.”, já dizia John Ruskin.

 

Decerto já procuraram, muitas vezes, um novo sentido para a vossa vida, um novo objetivo ou, simplesmente, uma ocupação. É nesses momentos que pode surgir a ideia do voluntariado. Porque não?

No entanto, enveredar pelo voluntariado não é uma decisão que devam tomar, e levar adiante, no calor do momento.

Há que ter em conta alguns aspetos fundamentais, antes de seguir adiante com esse desejo:

- não se devem tornar voluntários a pensar que vão receber, em troca, alguma recompensa material ou notoriedade por isso;

- devem entrar no mundo do voluntariado com a mente e o coração abertos, livres de qualquer preconceitos, e dotados de sensibilidade em relação à situação daqueles que pretendem ajudar;

- aquilo que vos move tem que ser, acima de tudo, a vontade de ajudar, de ser útil, de fazer a diferença, de dar o vosso contributo para um futuro melhor, de oferecer amor ao próximo e, em troca, tornarem-se pessoas emocionalmente mais ricas;

- é necessário terem disponibilidade – vão assumir um compromisso e têm que ter a certeza de que o podem honrar e cumprir;

- devem ter algum amadurecimento emocional e psicológico, uma vez que não sabem com que situações se podem vir a deparar;

- devem identificar-se com a missão para a qual se vão voluntariar;

- devem ter, igualmente, em conta que, para determinados tipos de voluntariado, será necessária formação específica.

Se consideram que preenchem todos estes requisitos, e que estão aptos a ingressar no mundo do voluntariado, então sigam em frente, e tenham em conta que, quando falamos de voluntariado, este não se refere apenas a ajudar outras pessoas, mas também os nossos amigos animais, que precisam, igualmente, de dedicação, cuidados e muitos mimos!

 

Texto elaborado para a primeira edição da revista online BLOGAZINE.

Pior que desiludir os outros, é desiludir-mo-nos a nós próprios

 

No passado domingo, um dos concorrentes do Ídolos, que foi eliminado, desabafava que se sentia mal porque toda a gente na sua terra o apoiava e esperava muito dele, e ele tinha desiludido todas essas pessoas que nele acreditavam.

A meu ver, pior que desiludirmos os outros, é desiludir-mo-nos a nós próprios. Com isso, sim, devemo-nos preocupar e ficar tristes. Por sabermos que podíamos ter feito melhor, dado o nosso melhor, e não o fizemos.

Também temos que ser, nós próprios, a primeira pessoa a nos perdoar por não o termos feito. Os outros, ou estão realmente do nosso lado e nos apoiam, independentemente do que tenha acontecido ou, simplesmente, não nos interessam, nem aquilo que possam pensar!

Sabemos o nosso valor, sabemos aquilo de que somos capazes, sabemos os nossos limites e as nossas limitações. Só temos que aceitar e viver bem com isso. Se nos esforçámos menos do que devíamos, se não mostrámos o que valíamos, vamos lutar para fazê-lo da próxima vez.

A força de vontade e a determinação são, sem dúvida, a chave para ultrapassar cada etapa e cada prova da nossa vida. Nem sempre podemos contar com a sorte. Por vezes, as coisas não correm como esperávamos. Correm mesmo muito mal. E se isso se deveu, de alguma forma, a nós mesmos, devemo-nos responsabilizar. E sentir tristes. Mas não devemos baixar os braços. Devemos, sim, tirar daí uma lição e tentar melhorar daí em diante.

Não com arrogãncia e egocentrismo, mas com atitude, optimismo e confiança! 

Amigos, amigos, relações à parte!

 

Esta é uma questão que ainda hoje divide muitas opiniões.

E um dos motivos pelos quais uma relação pode terminar.

 

Quando entramos numa relação amorosa, onde passam a encaixar os amigos na nossa vida?

É simples! Os amigos ficam onde sempre estiveram - no lugar correspondente aos amigos! Não temos que desistir dos nossos amigos só porque estamos numa relação. 

Temos, sim, que ajustar as nossas prioridades. Imaginemos uma caixa com espaço para 5 objectos iguais que sejam importantes para nós. À medida que vamos ocupando a caixa, vai sobrando menos espaço. E se algum objecto é maior que o espaço que deveria ocupar, mas mesmo assim o queremos lá, em vez de 5 objectos teremos que colocar menos. Mas estão lá os que realmente importam.

Assim é, também, na nossa vida. Quando entramos numa relação, assumimos um compromisso. Passamos a formar uma família que, por norma, vai ocupar um espaço maior na caixa. Logo, o espaço que anteriomente era ocupado somente pelos amigos, vai reduzir. Cabem lá todos, mas em proporções diferentes.

Claro que nem sempre é assim. Há os que, simplesmente, retiram os amigos para colocar a relação. Há os que dividem o espaço ao meio. E há os que querem que os amigos continuem a ocupar o espaço priveligiado e que a relação se encolha no que sobrar.

Tal como haverá sempre amigos descomprometidos que levam uma determinada vida, e convidam os que estão comprometidos para lhes seguirem o exemplo, como se a relação não fosse um impedimento válido.

Cabe-nos a nós, tendo em conta aquilo que a relação representa e o peso que tem na nossa vida, escolher as nossas prioridades. Afinal, será essa escolha que irá ditar a sobrevivência de uma relação, ou o seu fim.

 

Paixão e amor

 

O que é, para mim, a paixão?

É um estado que se caracteriza, sobretudo, por atracção, inquietação, “cegueira”, “incapacidade” de pensar, euforia desmedida, corações palpitantes e sobressaltados, instintos, loucura, ansiedade…

Quando estamos apaixonados, o nosso pensamento foca-se única e exclusivamente naquela pessoa, muitas vezes descuidando tudo o resto que faz parte da nossa vida.

É maravilhoso, faz parte da vida apaixonarmo-nos, e vivermos esses momentos tão intensos, que nos fazem sentir vivos e desejados.

No entanto, são estados que, tal como um vírus, nos atacam de repente e por diversas vezes, mas que depressa se curam!

Isso não significa que uma paixão não possa evoluir para amor.

Já o amor, é um estado que se caracteriza, na minha opinião, pelo sossego, pelo acalmar dos corações, pela segurança, pela tranquilidade, pelo verdadeiro conhecimento mútuo, apreciando e vivendo de forma mais madura a relação…

Quando existe amor, existe confiança mútua, existe cumplicidade, existe respeito. Compartilhamos a vida, experiências pessoais, e o que de mais íntimo temos dentro de nós, assumindo um compromisso duradouro, respeitando o espaço e a liberdade de cada um.

Quando amamos, tornamo-nos altruístas. Todos os nossos gestos são despidos de qualquer intenção de sermos recompensados, de recebermos algo em troca pelo que fizemos.

Com o amor, percebemos que não existem pessoas perfeitas, mas aprendemos a respeitar e a aceitar a pessoa que está ao nosso lado, com todas as suas qualidades e defeitos.

Aprendemos que ninguém é igual a nós, mas que nos podemos enriquecer com essas diferenças.

O amor, é algo que se vai construindo – se os alicerces forem fortes, mantém-se intacto e resiste às intempéries! Se as bases forem fracas, pode desmoronar-se perante as adversidades da vida.

Amar não significa dedicarmo-nos única e exclusivamente a alguém, não significa dependermos totalmente desse alguém para sermos felizes.

Primeiro, é importante que cada um de nós se ame a si próprio, que já seja feliz, que se sinta bem consigo mesmo, e com tudo aquilo que já conquistou.

A partir daí, estaremos aptos para expandir essa capacidade de amar aos que nos estão mais próximos.

Se é complicado? Talvez seja, ou talvez sejam as pessoas que complicam.

Se exige muito de nós? É verdade, exige! Mas é sempre compensador!

Se o amor nasce e cresce por magia? Talvez seja mágico, mas se não for alimentado, se não for cuidado, se não colocarmos um novo pilar, uma nova peça a cada dia, se deixarmos que o acaso se encarregue de fazer o nosso trabalho, nenhuma magia o poderá salvar!

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