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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Achei uma nota de 5 euros

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Eu, a carochinha de serviço, habituada a encontrar na rua moedas de 1 e 2 cêntimos, esporadicamente uma moedita de 10 ou 20 cêntimos, e uma única vez uma moeda de 50 cêntimos, mais habituada a perder notas sem saber bem como, do que a encontrá-las, achei uma nota de 5 euros!

 

Li no outro dia, que encontrar moedas na rua pode ser um sinal, uma forma de aqueles que já partiram comunicarem com quem cá está.

Curiosamente, encontrei a nota no dia 25, um ano após a morte da Tica. Coincidência?

Suponho que sim. Até porque era um nota, e não uma moeda!

Mas o que quer que signifique, a verdade é que deu jeito. 

A Linguagem Secreta das Irmãs - Luanne Rice

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Mais um livro que tinha por lá guardado há algum tempo, e que li nestes últimos dias.

Foi a minha estreia também com esta autora, e posso-vos dizer que gostei muito, embora o título não me pareça o mais apropriado para a história.

É que, baseada no título, estava à espera de ver uma forma muito própria e especial destas duas irmãs se comunicarem, quando mais ninguém conseguia, mas não é isso que acontece, nem é tanto sobre isso que se foca o enredo, embora a relação forte e única entre irmãs esteja presente.

 

Ruth Ann - Roo, e Mathilda Mae - Tilly, são duas irmãs com uma diferença de dois anos de idade, sendo Roo a mais velha e, para muitos, a mais bonita, a mais talentosa, a mais especial, aquela que possui "poesia de vida"!

Tinha um futuro promissor à sua frente, estando a preparar-se para se candidatar à universidade no próximo ano lectivo. Enquanto isso, ia completando o seu portfólio de fotografias, que adorava tirar, e cujas imagens conseguia captar como ninguém.

Tilly era a irmã mais nova. Ambas tinham uma relação especial, e eram muito amigas, embora Tilly sentisse, por vezes, alguns ciúmes da irmã e, de certa forma, um sentimento de inferioridade, por não ter tantas qualidades e talento como Roo.

Naquele dia, Tilly estava à espera da irmã. Roo tinha ficado de ir buscá-la mas, pela primeira vez na sua vida, Roo estava atrasada. Tinha feito várias paragens pelo caminho, para fotografar.

Tilly estava possessa e enviou mensagem atrás de mensagem para o telemóvel da irmã, a demonstrar isso mesmo. Roo, que tinha por lema nunca enviar mensagens enquanto conduzia, mas vendo que a irmã não sossegava, quebrou as regras, e enviou-lhe uma simples mensagem a dizer que estava a 5 minutos.

Foi uma mensagem curta, mas suficiente para a distrair da sua condução, para a fazer perder o controlo do carro e, ao tentar evitar o atropelamento de uma senhora idosa e do seu cão, capotar e cair pela ribanceira, direito ao rio.

Este será o primeiro tema abordado pela autora. Porque continuamos a ver constantemente pessoas a falarem ao telemóvel, enquanto conduzem, bem como a ler ou enviar mensagens, apesar de saberem os riscos que correm.

 

Na sequência do acidente, a vida de Roo irá mudar para sempre. Aparentemente em coma, os médicos descobrirão, mais tarde, que ela está consciente, mas sofre de Síndrome de Encarceramento, uma doença neurológica rara, em que ocorre paralisia de todos os músculos do corpo, com exceção dos músculos que controlam o movimento dos olhos ou das pálpebras.

Nesta doença, o paciente fica preso dentro do seu próprio corpo, sem conseguir movimentar ou comunicar, porém mantém-se consciente e intelectualmente ativo.

Não existe cura para esta doença, apenas alguns tratamentos que podem atenuar os sintomas, e tecnologias que podem ajudar as vítimas a comunicarem com as outras pessoas. 

Roo fica, assim, com os seus sonhos totalmente destruídos. Como se isso não bastasse, vai perceber a proximidade entre o seu namorado, com quem tinha intenção de terminar, e da sua irmã e melhor amiga, e isso vai abalar a relação entre as irmãs.

 

Serão elas capazes de ultrapassar estes percalços? Conseguirá Tilly viver com a culpa pelo acidente da irmã? Conseguirá Roo perdoá-la? Haverá culpados?

Conseguirá Roo aceitar o seu problema e a nova vida que a espera? Haverá no meio de tudo isto, alguma chance para o amor?

 

Eu recomendo este livro!

 

 

E deixo-vos aqui algumas histórias reais de pessoas que foram vítimas desta doença:

Martin Pistorius

Kate Allatt

Christine Waddell

Richard Marsh

 

 

 

 

 

À Conversa com Rosana Antonio - 1ª parte

 

 

Hoje tenho comigo uma convidada que já vos dei a conhecer através dos seus diversos livros, cujas críticas aos mesmos têm vindo a ser publicadas aqui no blog.

Mas nada como conhecer a própria autora!

A Rosana Antonio aceitou o meu convite, e proporciou uma conversa bastante intimista, em que abriu o seu coração e falou sobre os seus livros, os países por onde passou, a sua experiência como mãe e até como, depois de ter trabalhado e vivido em lugares tão distintos, acabou por escolher o nosso país para se fixar definitivamente.

Foi uma das entrevistas que mais prazer me deu fazer, e que partilho agora convosco. Espero que gostem tanto de lê-la, como eu!

Como aqui a menina Marta não se coibiu de fazer imensas perguntas, achei melhor dividir a entrevista em duas partes. Aqui fica a primeira:

 

 

 

 

Marta: A Rosana nasceu no Brasil, mas já viveu em vários países como Itália, Inglaterra ou Suíça. O que de melhor guarda de cada um deles?

Rosana: Exatamente isso! O melhor de cada um deles!

Do Brasil, o fato de ser feliz sem motivos! Quando nascemos em meio a tantos problemas e dificuldades, temos poucas desculpas para não ser feliz! Esta é a ideia que eu tenho do Brasil. Embora não concorde com quase nada do que acontece no país, sou eternamente grata ao universo por ter-me feito nascer lá.

 

A Itália é a minha casa. Aprendi tudo que precisava pra viver bem lá. Senti cada vibração! Provavelmente deixada pelos meus antepassados. A minha bisavó era italiana, casou-se com um francês e foram viver pra o Brasil. Lá esqueceram tudo, deixaram tudo pra trás  e começaram de novo. Na Itália senti uma reencarnação precoce, antes mesmo de morrer! 

Nossa alimentação diária é italiana, apesar de gostarmos de tudo, é a nossa base. Gosto da arte, da moda, da música. É o meu país por excelência, apesar de todos os problemas e ignorâncias incutidas na sociedade.

 

A Suíça nos deixa vulneráveis. Fiquei com a sensação que merecia mais e mais. Porque o país oferece muito. Me senti valorizada e merecedora de mais. Me tornei mais exigente.

 

E Portugal é a casa que escolhi pra viver. Inconscientemente, acredito sofrer da síndrome de estar vivendo num “Brasil tranquilo”. Gosto do jeito pacato dos portugueses e graça a esse jeito, aprendi a abrandar. A fazer uma coisa de cada vez e a compreender o verdadeiro significado da expressão “vai se andando”.

 

A Inglaterra é o país da liberdade. Não existe julgamentos nem restrições sobre quem você é ou quer ser! É o país das misturas. Pelo fato de não terem uma culinária atrativa, promovem a mistura de tudo que existe de bom no mundo. Foi lá que aprendi a fazer pratos indianos e onde me tornei dependente do chá inglês, que por sua vez, é produzido com ervas açorianas.

 

Costumo dizer que na vida é importante ser feliz como os brasileiros, artistas como os italianos, exigentes como os suíços, humanos como os portugueses e ousados como os ingleses. Esta é a minha definição dos países que representam muito pra mim.

 

 

 

 

 

Marta: O que a levou a querer conhecer o mundo?

Rosana: Eu tinha a certeza de que tinha muito pra viver, pra degustar. Cada vez que chego num país é como se eu tivesse de começar tudo de novo. Eu encaro como se eu pudesse escolher maneiras diferentes de viver e acabo utilizando isso para fazer certo, o que algumas vezes fiz de errado em outro lado.

 

Marta: É difícil chegar num país distante e diferente, e começar do zero?

Rosana: Quando se respeita um país sim, é difícil! É voltar a primária e ter de ser alfabetizado novamente, e digo isso em muitos âmbitos. No linguístico, no cultural, no emotivo, no civil… é como todas as fases da vida, é necessário observar para extrair o bom e o mal de um início.

 

Marta: Em Itália, a Rosana formou-se em Ciências da Comunicação. Considera que a comunicação é algo essencial, e uma ferramenta que lhe foi útil nos diversos trabalhos que desempenhou?

Rosana: Sou muito determinada! Muitas vezes pensei nisso. Se teria conseguido o que consegui sem ter estudado Comunicação Social. Sem ter provado os jornais, a Tv e o rádio, a minha grande paixão. Sou até capaz de me responder: sim, eu teria conseguido sem ela, mas não era a mesma coisa. Foi muito importante. A faculdade e o mestrado em Comunicação Social, a seguir a todas as experiências profissionais que tive, são fundamentais para a evolução do meu trabalho.

 

 

 

 

Marta: E o Marketing, como surgiu na sua vida?

Rosana: Eu adoro Marketing! Juntar a comunicação com o meu estilo persuasivo me trouxe muita segurança em tudo que faço, me refiro ao profissional e ao pessoal.

Quando emigrei para Inglaterra, e já era o terceiro país onde vivia… tive de “começar na primária” no âmbito linguístico, mas já estava mais preparada, então resolvi procurar empresas brasileiras e italianas para trabalhar. Escrevi uma carta para o diretor duma empresa de envio de dinheiro para o exterior. Ele me chamou pra entrevista. Me deu o trabalho! Eu era caixa como muitos outros. Passavam por mim cerca de 60 mil libras por dia… eu nem sei como nem o porque, mas tenho alergia a dinheiro. E mesmo gostando de trabalhar numa empresa alegre e com muito movimento de gente de todo lado, não estava suportando estar no caixa. Tinha as mãos empoladas da alergia. Então disse ao diretor, ao fim de um mês, que eu queria ir para o marketing. Ele me disse que tinha uma responsável do departamento que não fazia bem o trabalho. O departamento era composto por uma equipe de 6 pessoas. Um filipino, dois russos, uma espanhola e dois brasileiros. Ele foi claro: “Você vai para o departamento de marketing. Tem um mês para mostrar que sabe fazer o trabalho. Se o fizer bem, dou a supervisão pra você. Vai ser a diretora de marketing responsável pelo material de todo o grupo. Se não, te mando embora!” Eu aceitei imediatamente. Durante um mês eu levei material para casa pra estudar a noite. Eu tinha seis promotores de marketing na minha responsabilidade, incluindo a atual responsável que passou a ser promotora desde a minha chegada. Ela também era russa.

Não só consegui mudar o departamento de marketing pra melhor, como fui diretora do grupo por quase dois anos. Meses depois a equipe já gostava e muito da minha gestão. A ex-responsável veio ter comigo em Portugal em 2005, quando a empresa me mandou pra cá para abrir filiais do grupo. Veio aprender comigo e foi muito bonito ouvir dela própria pedidos de desculpas por sabotagens forjadas pela equipe, com o seu consentimento, contra o meu trabalho no início da minha gestão.

 

Marta: Mais recentemente, a Rosana e a sua família passaram a residir em Portugal, mais precisamente, na Ericeira. O que vos levou a escolher o nosso país, e esta vila piscatória em particular, para se fixarem?

Rosana: Como eu disse acima, vim abrir filiais duma empresa em Portugal em 2005, mas conheço Portugal desde 1998 quando, já vivia em Roma e vim como turista. Visitei Ericeira porque tinha uma amiga que tinha vindo também do Brasil há pouco tempo. Me apaixonei pela vila. Sabia que não podia viver aqui porque não tinha recursos, eu tinha de trabalhar e tinha ainda tanto para conhecer e explorar. Mesmo assim, eu disse ao vento ventoso da vila: um dia eu venho viver aqui. Os anos passaram e o mesmo vento tratou de ir me buscar. Vivi em Lisboa de 2005 a 2010. Voltei a viver na Itália, onde já tinha vivido quase 10 anos, e somente em 2013 vim pra Ericeira.

Aqui prometi a mim mesma que não trabalho mais pra ninguém. Sou “dona do meu nariz” e apesar de ter muito trabalho na escrita e em tudo que faço, a minha prioridade são os meus filhos! Se hoje alguém perguntar: “Qual é a sua profissão?” Sou capaz de responder na cara dura: Mãe! Sou mãe a tempo inteiro!

 

Marta: Como, e quando, é que a escrita entrou na sua vida?

Rosana: Muito cedo! Eu sempre gostei de escrever redação/composição, desde a escola primária. Participava sempre das festas importantes. Quase sempre eu era a oradora da turma. Aos 13 anos comecei a participar dos festivais. Consegui uns tantos troféus em áreas literárias, onde participava com contos, crônicas e poesia. Mas o prêmio mais significativo foi uma coleção de livros do Eça de Queirós e um ordenado mínimo que aos 14 anos me deu muita motivação pra continuar a escrever.

 

 

 

 

Marta: Um dos seus livros, “Filhos da Mãe”, fala das relações entre o povo brasileiro e o português, de uma certa disputa entre ambos, e de uma imagem estereotipada que cada um tem sobre o outro. Sendo a Rosana e o seu marido brasileiros, de que forma foram acolhidos no nosso país? Sente que ainda há algum preconceito e dificuldades a nível de aceitação e integração?

Rosana: Somos vítimas de discriminação e xenofobia até hoje. Mas é claro que vivendo num sítio pequeno, estamos muito expostos e isso ajuda a aliviar o preconceito. Costumamos dizer que a forma mais sutil de nos tratarem é quando dizem: “Vocês são diferentes, nem parecem brasileiros!”

 

 

Não percam amanhã a segunda parte desta entrevista!

 

 

Imagens: assmeleca.wordpress.commyspace.comrosanaantonio.wordpress.com

 

Para saberem mais sobre a Rosana:

 

Rosana

http://www.rosanaantonio.com

rosanaantonioescritora@facebook.com

 

Donna Trappo

http://www.donnatrappo.com

https://www.facebook.com/donnatrappo/

 

Associação M.E.L.E.C.A.

http://www.ameleca.com/

https://www.facebook.com/assmeleca/

 

 

Novas regras para os contratos de arrendamento

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A par com as alterações introduzidas no que respeita à emissão de recibos de renda electrónicos, também para a participação dos contratos de arrendamento nos seriços de finanças as regras mudaram.

A partir de agora (em vigor desde 1 de Abril), passa a ser obrigatório comunicar, não só o contrato de arrendamento inicial, como também o subarrendamento, promessa de arrendamento, alterações, e até a sua cessação.

Esta comunicção deve ser efectuada até ao final do mês seguinte àquele em que se inicia o contrato ou qualquer uma das outras situações atrás referidas, numa declaração de modelo oficial - declaração modelo 2 do Imposto de Selo, que deve ser entregue por transmissão electrónica de dados através do Portal das Finanças havendo, no entanto, algumas excepções em que a referida declaração poderá ser entregue no serviço de finanças em papel:

  • "Todos aqueles que não tenham auferido, no ano anterior, rendimentos da categoria F em montante superior a duas vezes o valor do IAS ou, não tendo auferido naquele ano qualquer rendimento desta categoria, prevejam que lhes sejam pagas ou colocadas à disposição rendas em montante não superior àquele limite;
  • As rendas correspondentes aos contratos abrangidos pelo Regime do Arrendamento Rural, estabelecido no Decreto-Lei n.º 294/2009, de 13 de outubro;
  • Os sujeitos passivos que sejam titulares de rendimentos da categoria F e que tenham, a 31 de dezembro do ano anterior àquele a que respeitam tais rendimentos, idade igual ou superior a 65 anos."

 

 

 

Mais uma falha neste novo ano lectivo

 

Sim, estive ausente!

Pela primeira vez, desde que a minha filha iniciou a vida escolar, não compareci a uma reunião com o professor responsável pela turma.

Porquê?

Não foi por não poder ir, nem por não querer, mas pura e simplesmente porque ninguém me informou da mesma! Começamos bem.

Como já tinha referido num outro post, o director de turma pareceu-me a pessoa perfeita para a função, muito profissional e muito boa pessoa.

E um engano, qualquer pessoa pode cometer.

Quando a minha filha me ligou da escola naquela tarde, a dizer que ia haver uma reunião dos pais dos alunos com o director de turma (da qual eu não tinha conhecimento), achei estranho. E, em cima da hora, não pude deixar o trabalho e ir a correr como uma doida.

Já que os outros pais sabiam e eu não, e partindo do princípio que fomos todos informados via email, pensei que o director de turma se tivesse enganado ao digitar o meu e, por isso, não o tivesse recebido.

Como tal, enviei um email para ele, a informar que não tivera conhecimento da reunião e a pedir para me enviar um email em resposta, com os assuntos tratados na reunião que considerasse relevantes. Pedi ainda que me informasse se a minha filha tinha sido sinalizada para algum apoio ao estudo ou não.

Isto foi na terça-feira à tarde. Hoje, sexta-feira, ainda não obtive qualquer resposta! Não acho isto normal.

No dia da apresentação, todos os pais preencheram uma folha com o email e telemóvel de contacto, para o director de turma. E ele deu-nos o seu email do agrupamento.

Além disso, os alunos têm a caderneta onde se pode fazer a correspondência entre pais/ professores e vice-versa.

Assim, não se compreende que, à semelhança do que fazia a professora do 1º ciclo, não tenha havido uma comunicação prévia na caderneta, ou outra qualquer escrita, ou verbal aos próprios alunos. Já não digo um telefonema, porque isso saía caro à escola.

Como também não compreendo como é que, ao comunicar com o director de turma para o email que ele nos deu, não me foi dada qualquer resposta.

uma falha destas não me parece um bom começo para este ano lectivo. Vamos ver daqui em diante...

 

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