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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ups, esqueci-me dos TPC's!

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A mãe pergunta à filha: "trazes trabalhos?"

A filha responde: "não."

No dia seguinte, ao ver a filha arrumar as coisas na mochila, volta a perguntar: "não trazias mesmo trabalhos dessa disciplina, pois não?"

"Não, mãe."

 

 

Depois da aula, já de regresso a casa:

"Mãe, vais-te passar. Afinal tinha trabalhos, mas esqueci-me!"

 

Às vezes ainda gostava de saber o que é que estas crianças andam na escola a fazer.

Se perguntamos o que é que deram numa determinada aula, não se lembram. Se perguntamos quais são os trabalhos que trazem para fazer, não se lembram. Muitas vezes nem apontam. Ou porque já saíram depois da hora e não deu tempo, porque foi tudo a correr ou porque acharam que não se iam esquecer, e não havia necessidade de apontar.

E, depois, dá nisto. Trabalhos de casa por fazer e anotações na caderneta. 

Claro que, a juntar a esta falta de atenção, podemos somar a quantidade parva de trabalhos de casa que todos os dias trazem para fazer. 

É que, se até aqui, eles traziam trabalhos para fazer para a semana seguinte, agora são para o dia seguinte. E mesmo que seja para dali a dois dias, tem que ser feito naquele porque, entretanto, hão-de vir mais e não convém acumular. Sim, porque não são 2 ou 3 perguntas ou exercícios de cada disciplina, são páginas cheias de cada uma, e várias para a mesma altura.

Às tantas, já estão tão saturados que, mesmo que tenham apontado, já nem se lembram de que também têm aquilo para fazer.

Até nós, adultos, muitas vezes temos lapsos de memória parecidos.

E isto já é assim agora. Quando tiverem, para além de todos os trabalhos de casa, de estudar para os testes, nem quero imaginar.

 

 

 

 

Aulas de 90 minutos - sim ou não?

 

Quando eu estudava, nós dizíamos que tínhamos aulas de uma hora, quando se tratava de 45/50 minutos, e de duas horas, quando era o dobro. 

Entre todas as aulas tínhamos um intervalo, nem que fosse de 5 minutos, para fazer uma pausa e descontrair. A única excepção era a aula de "duas horas" de educação física. Mas, nesse caso, o professor deixava-nos sempre sair mais cedo.

Agora, e tendo como exemplo a minha filha, têm menos intervalos e as aulas de 90 minutos são dadas sem interrupções, sendo o intervalo a seguir.

A propósito da duração das aulas, vem o ex-ministro da educação David Justino defender a sua redução, alertando para a dificuldade que os alunos têm em manter a concentração.

O próprio professor de história da minha filha concorda que, por exemplo, uma aula de 90 minutos de história à tarde é sinónimo de desatenção, conversa e chamadas de atenção. Afinal, é difícil controlar e manter na ordem uma turma de 30 alunos, durante uma hora e meia. E tanto é difícil para os alunos, como para os professores.

Actualmente, são as escolas que decidem a duração de cada aula, entre 45, 60 ou 90 minutos. Mas devem ter em conta que quanto maior a duração, menor a capacidade de concentração, e menor o rendimento.

E pode resultar em casos considerados de indisciplina, quando se começam a distrair, a conversar com os colegas, a brincar. Mas não podemos pedir às crianças que fiquem 90 minutos quietas!

Já basta os currículos extensos e a enorme carga lectiva que recai sobre os alunos, aliada à dimensão exagerada das turmas, que em nada contribui para o sucesso escolar.

Por isso, penso que até podem existir aulas de 90 minutos, mas com intervalos pelo meio, como acontecia antes.

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