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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Da falta de consideração por quem dorme e descansa

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O largo, onde moro, tem um pequeno parque de estacionamento.

Que não é suficiente.

Há cada vez mais pessoas a morar ali e, por cada família ou habitante, mais do que um carro.

Por isso, os carros ficam estacionados onde dá, onde cabem. 

Porque ninguém quer ir estacionar longe.

Como já aconteceu ao meu marido que, à falta de lugar perto de casa, teve que ir deixá-lo a umas centenas de metros.

 

No largo onde moro passam, como seria de esperar, os camiões do lixo, que fazem a recolha do lixo dos contentores, que ficam mais abaixo. 

E acredito que, com os carros todos ali (mal) estacionados, seja difícil conseguirem passar.

Os proprietários dos veículos nem sempre têm consideração pelos demais.

Mas não se pode combater uma falta de consideração, usando outra, contra quem não tem culpa nenhuma no sucedido.

 

Ao condutor do camião que hoje, às 6 horas, se lembrou de dar duas buzinadelas, alto e bom som, e acordar a vizinhança toda, porque não conseguia passar mas que, afinal, depois, com jeitinho, até passou, só lhe peço: para a próxima vez, chame a GNR.

 

É que buzinar àquela hora, em que há pessoas a dormir e a descansar, à espera que os donos dos carros se levantem, é uma tremenda falta de consideração e de respeito, e totalmente inútil.

Sai pior a emenda, que o soneto!

 

É por cenas destas que eu não conduzo!

 

Sempre gostava de saber o que é que estas pessoas vêm para a estrada fazer, com um carro nas mãos, se não percebem minimamente do assunto.

Ainda hoje de manhã, quando ia para o trabalho, deparo-me com um carro completamente atravessado na estrada. Primeiro pensei que estivesse ali a fazer uma manobra qualquer maluca para inverter a direcção, já que aquele local é propício a enganos.

Mas não. Estava mesmo parado em plena via, sujeito a levar uma pancada de outros veículos que viessem naquela direcção.

Os primeiros carros surgiram, e o rapaz no mesmo sítio, nem um sinal, nem uma explicação, nada. Era um rapaz novo. Manteve-se dentro do carro, na boa, enquanto os outros, parvos, pararam à espera que ele andasse. Ao fim de uns segundos, e porque a via naquele sítio alarga, resolveram fazer o desvio, e seguir viagem.

Logo em seguida, vemos o carro da GNR passar. Até comentei com a minha filha que gostava de ser mosca, só para ver o que a polícia ia fazer!

Ao que parece, não fez nada. Talvez porque, nessa altura, já o meu pai, que estava ali à espera do autocarro, lhe foi dando umas dicas e explicando como havia de tirar ali o carro.

Segundo o que o meu pai percebeu, o carro devia ter pouca bateria. Mas o rapaz também era azelha, queria pôr o carro a andar com ele travado, e não fazia a mínima ideia de como sair daquela embrulhada.

Pergunto-me eu, o que anda esta gente que nem num carro sabe mexer, a conduzir na estrada? 

É por isso que eu me deixo estar quietinha, e deixo essa tarefa para quem sabe!