Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Agora que as legislativas já passaram

o que levou, realmente, os cidadãos às urnas?

Resultado de imagem para legislativas 2019

 

Um dia depois das eleições legislativas, e mais do que vencedores ou vencidos, venho apenas colocar algumas questões acerca das votações, e do quanto os cidadãos portugueses votam, ou não, de forma consciente e informada:

 

O que significa eleições legislativas?

Não querendo categorizar os portugueses de pessoas pouco cultas ou pouco instruídas, quantos cidadãos, daqueles que ontem foram votar, sabiam exactamente para o que estavam a votar?

O que farão os deputados agora eleitos, e o seu peso na Assembleia da República?

 

Os ideais e propostas de cada partido

Quantos cidadãos foram ontem votar, sabendo exactamente em que consistiam os ideais, propostas e promessas de cada um dos partidos?

 

O votar apenas pelo dever

Quantos cidadãos foram ontem votar, apenas pelo mero dever de votar, como quem vai à missa todos os domingos, porque é o hábito, por ser um direito que lhes assiste e, como tal, fazem questão de o exercer?

 

O voto por simpatia

Quantos cidadãos foram ontem votar neste ou naquele partido, apenas porque simpatizam com a pessoa que o representa, sem ligar minimamente à sua política ou ideologia?

 

O voto do costume

Quantos cidadãos, apesar da cada vez maior diversidade de partidos, votaram ontem nos mesmos partidos de sempre, naqueles que passam a vida a criticar mas que, no fim, acabam sempre por ser os grandes votados?

 

O voto do contra

Quantos cidadãos foram ontem votar num determinado partido, só porque já estão fartos das promessas dos mesmos de sempre e, assim, escolhem um dos novos, à sorte, só para contrariar?

 

O voto descrente

Quantos cidadãos votaram ontem, em branco, ou num qualquer partido sabendo que, qualquer que seja o resultado, na prática, nada de novo e melhor virá?

 

O voto confiante

Quantos cidadãos votaram num determinado partido, porque realmente acreditam naquilo que este prometeu, e que o mesmo pode fazer a diferença?

 

 

 

Ontem, fomos até ao local de voto, já ao final do dia.

Ao contrário do que imaginei, ainda havia muita gente a votar àquela hora.

Na porta de cada sala de voto, estava a lista dos partidos. Não fazia ideia de que eram tantos. E, confesso, muitos nem sequer conhecia, como o R.I.R., o CHEGA, o Nós, Cidadãos, o Livre, o Partido da Terra e outros. Aliás, acho que, em termos de ideologias, o partido do qual sei mais algumas coisas é o PAN.

Algumas pessoas, foram lá mesmo pelo voto. Outras, vestiram os seus melhores fatos domingueiros, como quem vai para uma festa, e lá compareceram, porque assim manda a tradição.

Pelo caminho, ou no átrio da escola, foram encontrando amigos, família, conhecidos, e lá ficaram, a pôr a conversa em dia.

Depois, vai cada um à sua vida.

À noite, o encontro seria na festa da vila, para beber umas cervejitas, comer umas bifanas e dar ao pé. Lá se comentaria o galo da Cristas, a vitória do PS, a conquista do PAN e a abstenção de quase 50%.

Hoje, será mais um dia igual a todos os outros, de trabalho, de estudos, de neura típica de 2ª, de regresso à rotina.

Amanhã, provavelmente, já ninguém se lembrará das legislativas.

 

 

Imagem: http://www.rtp.pt/noticias/eleicoes/legislativas/2019/

Estará Portugal preparado para as intempéries?

 Resultado de imagem para intempéries

 

Ontem de manhã estava a chover por aqui. Enquanto ia para o trabalho, reparei que, de entre as 4 ou 5 valetas que encontrei pelo caminho, a maioria delas estava entupida, com a água a acumular-se mesmo em cima delas, sem escoar.

Essa situação, na zona em que vivo, é um mal menor, porque é uma zona que não é plana e, por isso, pouco propícia a eventuais cheias. Mas numa outra zona mais plana, sem ter por onde escoar e com as valetas tapadas, provavelmente de lixo e folhas levadas pelo vento, poderia provocar estragos.

 

E, assim, dei por mim a divagar se Portugal é um país minimamente preparado para as intempéries, que cada vez mais parecem querer visitar o nosso país.

Não me parece.

 

Temos uns meses de seca, em algumas regiões de seca extrema, e o país fica em alerta vermelho. Os rios secam, as barragens ficam abaixo dos níveis. Depois, quando chove, já há água a mais, e é preciso abrir as barragens, que podem levar a cheias.

 

Constroem-se moradias e empreendimentos turísticos à beira mar (só não o fazem em plena praia porque não dá mesmo), porque é o que atrai os turistas, os veraneantes. É chique ter uma casa de praia para passar os fins-de-semana. E penso que todos nós, algum dia, sonhámos com isso – ter uma casa ali tão perto da praia. Ou dos rios. Mas, cada vez mais, o nível das águas do mar sobe, a extensão de areia diminui, os rios enchem e saltam as margens. Cada vez mais a costa portuguesa é ameaçada. E tudo o que nela existe também.

 

E se as construções antigas eram, de certa forma, mais resistentes, com paredes grossas de pedra, por exemplo, hoje em dia, optam-se por outros materiais, tanto por uma questão estética, como financeira. Por outro lado, constrói-se em quantidade, e nem sempre em qualidade, o que faz com que, em casos de fenómenos extremos de vento, ou outros, as construções não resistam.

 

Também a questão dos incêndios tem muito que se lhe diga, como ficou provado em 2017, e em anos anteriores.

Tal como a iminência de um grande sismo ocorrer, mais cedo ou mais tarde.

 

Podemos ser um paraíso à beira mar plantado, com tudo o que de bom temos por cá, e que atrai tanta gente ao nosso país.

Podemos ser um país relativamente calmo em termos de guerras ou conflitos.

Podemos ser um país, até ao momento, pouco dado a tsunamis, tornados, furacões e outros fenómenos do género, ao contrário de outros que são fustigados por eles.

Podemos ser um país em que, apesar de tudo, ainda não conheceu a pobreza, a fome e a miséria no seu pior estado, como outros países.

 

Mas não significa que não venhamos a sofrer com tudo isso, e muito mais.

Já vi muitos "paraísos" ficarem completamente destruídos num curto espaço de tempo.

E sempre ouvi dizer que mais vale prevenir, que remediar.

No entanto, não me parece que Portugal seja um país dado à prevenção. Parece-me mais aquele popular ditado “depois da casa roubada, trancas a porta”.

 

Portugal aposta em tentar remediar os erros que cometeu pela não prevenção, ao invés de se prevenir e preparar para os perigos que podem um dia, quem sabe mais cedo do que imagina, cá chegar, e entrar sem pedir licença.

Reflexão do dia

Resultado de imagem para críticas

 

As críticas incomodam mais a pessoa a quem são dirigidas, quando têm um fundo de verdade?

 

Ninguém gosta de ser criticado, menos ainda se não há motivos para isso.

Mas, será que, se a crítica for infundada, é mais facilmente ignorada e esquecida, do que se, de facto, em nossa plena consciência, percebermos que até tem a sua razão?

Ou, independentemente de haver motivo para as críticas, elas são sempre mal recebidas?

 

A prioridade no atendimento ao público

Resultado de imagem para atendimento prioritário

 

Isto das prioridades tem muito que se lhe diga.

É que anda por aí muita gente armada em esperta, e a querer fazer os outros de parvos, para ver se passa à frente das pessoas, com a desculpa da prioridade.

Em primeiro lugar, importa referir que atendimento prioritário e preferencial são distintos. E que o primeiro prevalece sobre o segundo. O atendimento prioritário destina-se a idosos, doentes, grávidas, pessoas com deficiência, e pesoas acompanhadas por crianças de colo. O preferencial é somente destinado a advogados e solicitadores, no exercício da sua profissão.

Estava eu no início da gravidez, ainda sem barriga, quando me vi confrontada com a possibilidade de exercer o direito de prioridade. Mas fiquei constrangida porque, sem barriga, poderiam achar que estava a mentir. 

Uns meses mais tarde, enquanto aguardava a minha vez de ser atendida num outro serviço público, dessa vez já com uma barriguita mais pronunciada, a funcionária chamou-me. Logo atrás de mim, veio um solicitador a querer exercer o direito de preferência. Mas não teve sorte, até porque eu teria sempre prioridade sobre ele, estando grávida!

Mas parece que o que está na moda é utilizar as crianças como desculpa para exercerem um direito que não têm!

No outro dia, chegou um casal com um bebé ao colo e pediu para exercer a prioridade. A funcionária explicou que estando presentes os dois (pai e mãe) não podia fazê-lo. A situação resolveu-se depressa: o pai foi embora, e a mãe ficou com o bebé para, assim, usufruir do seu direito!

Outras duas senhoras (mãe e filha, suponho), tentaram a mesma táctica: a funcionária voltou a explicar que só poderia passar à frente com recurso à prioridade se estivesse apenas uma presente com a criança. Depois de duas recusas, uma em cada secção, tiveram uma réstia de bom senso e foram embora.

Ora, havendo duas pessoas, não poderia uma delas ficar com o bebé enquanto a outra tratava dos assuntos? Que pessoas são estas que, havendo possibilidade, preferem levar os seus filhos para este tipo de ambiente, sempre a abarrotar de pessoas, barulho, confusão, só para poderem servir-se da prioridade e resolverem a sua vida mais depressa?

Mas também acontece o contrário! Já vi muitos filhos levarem o pai ou a mãe, idosos, com o mesmo objectivo!

E há quem leve crianças que até nem são suas! Muitas vezes sem os pais saberem, como foi o caso de uma senhora, que levou uma das crianças de quem tomava conta. Outras, com o consentimento destes - pais que fazem disso um negócio e alugam crianças para quem queira utilizá-las, por umas horas, com vista a beneficiar da prioridade! 

E o que é certo é que, se alguns batem com o nariz na porta, outros há que conseguem enganar toda a gente, e se vão safando. É assim mesmo - o ser humano naquilo que de melhor sabe fazer!

 

Também há automobilistas apressados!

 

As estradas portuguesas parecem, em determinadas alturas, verdadeiras selvas, onde a única lei que vigora é a do "salve-se quem puder".

E se é verdade que existem peões apressados, os automobilistas não lhes ficam atrás.

Já foram várias as vezes que fui levar a minha filha à escola e, na passadeira, os automobilistas não pararam para nos deixar passar. Uns, nem quiseram saber. Outros, pediram desculpa depois de passarem. Um ou outro, em vez de abrandar, acelerou.

Já fui, juntamente com um senhor que estava a atravessar em sentido contrário, atropelada numa passadeira. E o condutor nem abrandou, muito menos parou, para ver se estávamos bem.

Estou muitas vezes a tentar atravessar em passadeiras, e vejo a forma como alguns param - como se isso significasse um grande sacrifício ou estorvo. Alguns travam mesmo em cima, depois de perderem a esperança de os deixarmos passar primeiro.

Acredito que muitos estejam com pressa, e já vão atrasados. Mas eles vão de carro. Nós, andamos a pé. E também podemos estar com pressa.

Quando chove, então, ainda me irritam mais os automobilistas que vão no seu carrinho, protegidos da chuva, do frio e do vendaval, e não têm a mínima consideração por quem anda a pé, com chapéu de chuva como única protecção, e é obrigado a parar e deixar os meninos passar.

Mas também há o reverso da medalha. 

Quando vejo um único automobilista a aproximar-se de uma passadeira na qual eu estou a tentar passar, tem mais lógica deixar passar o carro, já que, a seguir, não vem nenhum e posso passar à vontade. Ainda assim, há condutores que preferem parar, e cumprir as regras de trânsito à letra.

E há peões que, sem o mínimo respeito, atravessam em qualquer lado, com grande descontração, ou se atiram para o meio das passadeiras forçando as veículos a parar.

Eu acho que, se colaborarmos, todos ficamos a ganhar. E as coisas correm de forma mais fluente.

  • Blogs Portugal

  • BP