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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Como arruinar totalmente uma surpresa...

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... e mostrar uma completa falta de consideração e de respeito por quem a quis fazer com a melhor das intenções.

 

Chego à conclusão que as boas intenções não chegam, e que a bondade não compensa, porque ninguém dá valor a isso.

 

Desde o início do mês que tivemos a ideia de fazer uma surpresa a um amigo da Inês. Há bastante tempo que não estavam juntos e, como os convites que fizemos aos pais para cá virem ter connosco, ou foram recusados com desculpas esfarrapadas ou, simplesmente, ignorados, sem direito a qualquer resposta, achámos que o rapaz iria gostar da surpresa.

Era o único fim de semana de folga do meu marido, a Inês não tinha que estudar para testes, e o rapaz tinha feito anos esta semana, pelo que, para além da prenda, levámos um bolo e espumante das crianças.

A ideia era aparecermos lá de surpresa, pelo que averiguámos, disfarçadamente, se iria estar por casa.

Tinha tudo para dar certo, para proporcionar um momento feliz e uma tarde divertida.

 

Mas foi um completo fiasco.

Chegámos, ligámos para o amigo dela, e não atendeu. Ligámos duas, três, quatro vezes. Nada. Ligámos para o pai dele. Várias vezes. Não atendeu.

A Inês enviou então mensagem para o rapaz para ele atender o telemóvel. Respondeu-lhe que não podia, que não conseguia falar por estar doente. 

Dissemos para o pai ligar, então. O pai manda uma mensagem a dizer que já liga, para esperarmos um pouco, que está a fazer uma coisa.

A "coisa", disse-nos depois, era esperar que o telemóvel carregasse, porque não gosta de falar com o telemóvel em carga. 

E nós, no carro, à espera.

A Inês enviou nova mensagem para o amigo a dizer que estávamos à porta, para lhe fazer uma surpresa. Nunca mais lhe respondeu.

Entretanto, o pai lá nos liga, e explicamos o que se passa.

Pergunta, com aquele tom de quem não queria muito, ou mesmo nada "mas querem subir?".

Respondi-lhe que não queríamos estar a ir lá a casa sem mais nem menos, a incomodar, e que tínhamos pensado ir até ao shopping lá perto, por ser abrigado, mas que ele visse como lhes dava mais jeito. Disse que ia falar com o filho, e já dizia alguma coisa, porque o filho estava deitado, doente. Desde que chegámos, já tinha passado quase meia hora.

 
Dali a pouco liga de novo, a dizer que era melhor ficar para o próximo fim de semana!
Aí, passei-me mesmo.
A sério?! Pego no bolo que comprámos, e guardo-o até ao próximo fim de semana? 
Parece que estão a gozar connosco.
 
Fomos ali de propósito, gastámos dinheiro em gasolina e nas coisas, e estavam-nos a mandar para trás, e voltar no fim
de semana seguinte. Isso tem algum cabimento?
Disse-lhe que não fazia sentido nenhum e que, se ele pudesse pelo menos ir à porta, que lhe entregávamos a prenda e com o resto haveríamos de fazer alguma coisa.
 
Recebeu-nos do lado de fora do prédio. Em nenhum momento nos sugeriu que, pelo menos, subissemos, ou sequer entrassemos no prédio, para não estarmos a falar ali na rua ao frio. 
Desculpou-se que também não tínhamos dito nada. Se era surpresa, não era para dizer nada.
E que era melhor ficar para o próximo sábado. Respondi-lhe que no próximo sábado não podíamos, porque o André ia trabalhar. Mas nem sequer disseram "vamos lá nós". Não. Nós é que tínhamos que ir lá novamente.
 
Somos sempre nós que temos que ir. É preciso muita lata! 
A Inês entregou a prenda do amigo e virou costas ao pai.
 
E ele, mais uma vez com a maior lata, perguntou "ela está chateada?".
"O que é que acha? Ponha-se lá no lugar dela e no nosso lugar."
O meu marido ainda disse: ele queixava-se que a Inês não lhe falava muito, agora não se admire se ela nem sequer lhe falar.
 
Sinceramente, não percebemos se são os pais que não nos querem lá, e não deixaram o filho dizer nada.
O rapaz depois por mensagem disse que queria ver a Inês, mas estava mesmo mal, que nem se conseguia levantar.
 
Mas, por muito doente que estivesse, querendo estar com a Inês, como dizia que queria, e não a vendo há tanto tempo, não quereria vê-la nem que fosse 5 minutos? Não gostaria que ela estivesse com ele mesmo estando doente? E porque é que estava a enviar mensagens e deixou de lhe responder?
Mas a atitude do pai é que ainda me está aqui atravessada, que falta de consideração e de respeito. Qualquer outra pessoa no lugar deles teria dito para entrarmos, nem que fosse só por uns instantes, para não termos ido em vão.
Comigo, nunca mais.
Se tiverem interesse, que se mexam e venham até cá.
Nós é que não pomos lá mais os pés, para ser tratados assim e fazer figura de parvos.
 
Somos nós que estamos a exagerar, e isto foi uma atitude normal, ou temos razões de sobra para estarmos chateados?

 

Coisas que me irritam

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Colegas de trabalho que adoecem, subitamente, quando as férias estão a acabar, ou as folgas chegam ao fim, sendo que a doença repentina, normalmente, coincide ou apanha os fins-de-semana, lixando os restantes que iam aproveitar o seu descanso e, assim, não só não têm direito a folga, como ainda têm que fazer o serviço de duas pessoas, enquanto os mesmos de sempre recuperam a saúde (que é como quem diz, aproveitam mais uns dias para não trabalhar).

Ter consideração por quem não a tem por nós

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É velho o ditado que diz "não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti".

Não só por isso, mas também porque não temos que ser iguais àqueles que criticamos, nem pagar na mesma moeda, acabamos por ter, para com os outros, a consideração que gostávamos que tivessem tido connosco. Porque é assim a nossa personalidade, a nossa forma de agir. Faz parte do nosso carácter, da nossa educação.

 

Mas também faz parte de nós, enquanto humanos, chegar a um ponto em que os limites começam a ficar próximos, a paciência a falhar, e um outro provérbio surge na mente "Deus manda-nos ser bons, mas não nos manda ser parvos".

 

Eu, confesso, sou uma pessoa até bastante calma, razoável, ponderada. Paciente, não direi (há quem diga que sim, eu acho que tem dias). Resignada, até certo ponto.

Mas há momentos em que a tampa salta, e mando à fava o politicamente correcto, e a consideração que deveria ter.

 

Há pessoas que só se preocupam consigo próprias, com as suas vontades, com as suas conveniências, com aquilo que é o melhor para si. Estão no seu direito.

Mas depois, não esperem que, do outro lado, haja alguém disposto a ser generoso e compreensivo.

Não esperem que, do outro lado, haja alguém que ainda se dê ao trabalho de pensar nos outros.

Afinal, de que serve ter consideração, por quem não é capaz de a ter pelos outros?

Mais consideração pelos alunos

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e já agora pelos pais, também.

Eu sei que devemos ser tolerantes de parte a parte e que, se gosto que me desculpem por me ter atrasado, também devo perdoar quem se atrasa.

Mas, uma coisa, é isso acontecer esporadicamente. Outra, é ser constante.

E é o que tem acontecido, nas aulas com o director de turma, principalmente à quarta-feira, que é o dia em que os alunos só têm cerca  de uma hora para almoço.

Nem todos os alunos almoçam na escola e têm tempo de sobra até à próxima aula. Há alunos que, tal como a minha filha, vão almoçar a casa.

Há pais que saem dos seus trabalhos para ir buscar os filhos, têm que ir a casa preparar o almoço, levar os filhos de volta à escola e seguir novamente para o trabalho.

Há alunos que nem sempre têm um carro à espera deles para os levar a casa, e têm que ir a pé.

Por isso mesmo, torna-se complicado quando os alunos saem cerca de 10 ou 15 minutos depois da hora, enquanto os pais esperam, e desesperam, à porta da escola. Dessa hora que tinham, sobram 45 minutos. Descontando 30 minutos de caminho (ida e volta), sobram apenas 15 minutos para almoçar, lavar os dentes e mudar os livros da manhã para os da tarde.

Muitas vezes, almoçamos a correr, só para que os nossos filhos não cheguem atrasados à aula seguinte. Porque, apesar de os alunos não terem culpa de sair mais tarde, não sei se isso serviria de desculpa ao professor, para justificar o atraso constante à sua aula.  

Esta é uma situação que já tinha acontecido no início do primeiro período, depois melhorou, mas agora tem vindo a acontecer regularmente. 

Já sabemos que os alunos nem sempre colaboram, e que os professores se vêem, muitas vezes, obrigados a interromper as aulas, por conta de repreensões, conversas ou distrações. Também sabemos que, à falta de melhor oportunidade, os professores têm que tratar de certas burocracias e transmitir informações adicionais, nem sempre ligadas à disciplina, que fazem perder tempo de aula.

Mas, por favor, tenham um bocadinho mais de consideração pelos alunos, e pelos pais que já andam demasiado acelerados, para ainda terem que correr mais.

 

Actualização: depois do atraso de 30 minutos de hoje, já seguiu um email para o director de turma. Não se admite.

 

 

Santa Incompetência, Haja Paciência!

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Muito gostam os médicos e enfermeiros de nos ter no centro de saude!

Em Julho, quando a minha filha levou a vacina do tétano, a enfermeira aproveitou logo para lhe marcar a consulta dos 10 anos. Marcou para Outubro, mas como entretanto começaram as aulas e não me apetece que ela falte para ir a uma consulta desnecessária, decidi alterar o dia e hora da consulta. 

Já no final de Agosto, quando fui com a minha filha à médica de família por causa de uma otite, a médica pediu-me o meu número de telemóvel para me marcar uma citologia. Nesse mesmo dia, ligaram-me do centro de saude para marcar a dita cconsulta para Setembro.

Até aqui, poder-se-á pensar que foram extremamente profissionais e competentes, que se preocupam com os utentes e querem o melhor para eles. Como tal, e uma vez que de outra forma não punhamos lá os pés (só vamos quando estamos doentes e se justifica), decidiram marcar por nós estas consultas.

Como se costuma dizer "se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé"!

Só por isso, já não me apetecia lá ir. Se, e quando eu quiser fazer uma citologia, vou lá e marco, ou nem sequer lá vou. Prefiro ir à minha ginecologista, onde vou às horas que posso e quando me dá jeito (a bem da verdade, já não vou lá há mais de 3 anos).

Mas, adiante. Uns dias mais tarde, ligaram do centro de saude para o meu telemóvel antigo, quando eu dei à médica o novo (para o qual me marcaram a consulta), para desmarcar a consulta de setembro e agendar para outubro. Como ninguém atendeu, ligaram à minha mãe que tomou nota do recado.

Mais uma vez, após a início das aulas, e com a recente mudança no horário da minha filha, não me dava jeito ir à consulta, por isso decidi adiar.

Liguei para o número de telefone que consta na folha de consulta, nas listas telefónicas e no site do portal da saude. Nada. Durante três dias, ou não atendiam, ou estava ocupado. Decidi-me a ir lá pessoalmente.

Sou chamada para ser atendida por uma funcionária que está a fazer outra coisa ao mesmo tempo e nem se digna olhar, e que logo em seguida começa a conversar com uma médica, que entretanto apareceu, sobre a filha, a ecografia que ia fazer e o sexo do neto, que ia saber (ou não) nesse dia. E eu à espera que as madames terminassem. Tão pouca consideração teve uma como outra. 

Finalmente, e em relação à consulta da minha filha, só pode ser à terça-feira e naquele horário, por isso perguntou-me se eu queria que marcasse para 23 de Dezembro. Por mim era perfeito. Estamos ambas de férias nessa altura. Mas qual não é o meu espanto quando olho para o papel da consulta e vejo lá a data de 12 de Dezembro!

Já a minha consulta, marcou-me para o mesmo dia que, supostamente, estava, mas ao fim da tarde. E digo supostamente porque no computador constava uma consulta sim, mas para o dia anterior, e estava cancelada (não sei como, porquê e quem cancelou, e porque não fui avisada).

E anda assim a (in)competência dos nossos serviços de saude!

 

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