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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

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Varizes

Vetores de Mulheres Se Preocupar Com O Inchaço Nas Pernas e mais imagens de  Edema - Edema, Cansado, Exaustão - iStock

 

Um dia, de manhã, estava eu a falar com a minha filha, quando olhei, ao acaso, para a minha perna.

E vi uns "altos" na zona entre o joelho e o tornozelo. Parecia uma espécie de coágulos.

Achei aquilo um pouco estranho. 

Em conversa com uma amiga, ela mencionou que parecia varizes.

Eu tenho derrames. Já a minha mãe tinha. E a minha filha também. Mas varizes, nunca tinha percebido.

Aliás, isto é uma coisa recente. Já tinha reparado que as minhas pernas e pés andavam a inchar um pouco nos dias mais quentes. Mas estes coágulos, não tinha visto. Percebi depois que, na parte de cima, também tinha uma veia estranha, com altinhos.

 

Marquei consulta do dia no Centro de Saúde, destinada a casos mais urgentes.

A médica viu, confirmou que eram varizes, e passou-me um eco doppler para fazer.

E avisou-me logo da "regra número um": nunca cruzar as pernas!

Pois...

É a mesma coisa que dizer a um guloso que nunca mais na vida vai tocar num doce. Ainda, assim, acho que era mais possível isso acontecer, que eu deixar de cruzar as pernas. É automático! Quando dou por mim, já elas estão cruzadas de novo.

 

Fiz, então, o dito eco doppler.

A médica que me fez o exame informou-me que tinha varizes, que teria que mostrar o exame à médica de família, que me encaminharia para a especialidade, e que deveria pensar em cirurgia.

Como assim, cirurgia?

À pessoa que estava lá antes, só tinha dito para comprar e usar umas meias de compressão.

No relatório, consta que tenho "insuficiência troncular do eixo da veia safena interna, território de drenagem de colaterais
varicosos da face interna da perna" na perna esquerda, e "insuficiência troncular do eixo da veia safena interna", na perna direita (apesar de nesta não se ver nada).

 

Como só tenho consulta com a médica de família em setembro marquei, para hoje, uma consulta de cirurgia vascular no privado.

Para ter uma opinião médica sobre o meu caso, perceber se há tratamentos (e quais os mais indicados) que evitem a cirurgia, algumas medidas que possa pôr já em prática, algum medicamento que possa tomar, ou se a cirurgia é mesmo a solução mais viável.

E nesse caso, que tipo de cirurgia.

Assim, quando tiver a consulta no público (sabe-se lá quando), já não vou às cegas.

 

E é isto: como havia poucas coisas para me chatear a nível de saúde, tinha que vir mais uma.

Férias - dia 1: um grande susto!

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Quem me conhece sabe que gosto, e tenho receio, de cães, em igual medida.

Eles até podem ser inofensivos, mas se vejo algum a vir direito a mim, penso logo o pior.

Ontem, estava a vir para casa, na rua, quando oiço ladrar.

Olho para o lado, e vejo um cão daqueles corpulentos, com cara de mauzão, a correr na minha direcção, no recinto da Igreja.

 

Assustei-me, mas pensei: continua em frente, o dono está a chamá-lo, não vai acontecer nada.

Nisto, oiço um estrondo. O cão saltou o muro. Vai-me atacar.

E, de repente, nada.

 

Olho para trás, e vejo que o cão está magoado.

Não conseguia pousar a pata da frente.

E fiquei com pena dele. Coitado.

 

Ou o impulso foi muito. Ou não mediu o salto. Ou caiu mal.

A pessoa que o estava a chamar ainda reclamou com ele, por ter saltado.

E um outro homem, que estava com eles, reclamou com o primeiro, por ter deixado o cão saltar.

 

O que sei é que a culpa não foi, decididamente, do cão.

E se ele não se tivesse magoado? O que teria acontecido?

É melhor nem pensar nisso.

 

E, como manda a tradição, em tempo de férias, há almoço obrigatório no McDonald's.

Já não ia lá desde Novembro, quando éramos 4.

Desta vez, fui apenas com a minha filha, que está de férias comigo.

Completámos a colecção de copos.

 

Outro encontro, quase obrigatório também, é no centro de saúde.

Porque isto, quanto mais anos passam, mais coisas aparecem para chatear.

 

Vamos ver o que nos reserva o segundo dia de férias!

 

 

Quando percebo aquilo em que a minha vida (e o meu corpo) se vai transformar

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Ontem foi dia de consulta no IPO.

A terceira.

E, desta vez, não passei na "inspecção".

 

Tenho mais um sinal suspeito, que tem de ser tirado.

Três anos depois, a ameaça paira novamente.

E tenho uma nova cirurgia pela frente, já no próximo mês.

 

Não esperava, é certo. Mas não foi bem a notícia em si, ou a cirurgia, que me afectou.

Foi o facto de perceber a realidade do que vai ser a minha vida daqui em diante.

E no que se vai transformar o meu corpo, com a quantidade absurda de sinais que tenho: uma colecção de cicatrizes.

 

E sim, esse é o menor dos males. E é por um bem maior: viver!

Mas, digamos que não estava nos meus melhores dias para receber a informação da forma positiva e entusiasta que deveria.

 

 

Consulta de otorrino: a sala da tortura

Ouvido entupido: como agir para aliviar o desconforto?

 

Há cerca de um ano fui referenciada para consulta de otorrinolaringologia, na sequência das minhas queixas de dificuldade em respirar, e por conta do meu desvio do septo nasal.

Penso que a minha médica de família o fez com o propósito de eventual cirurgia.

No início deste ano, tive consulta telefónica (à falta de vaga para presencial) de 5 minutos, e ficaram de agendar consulta presencial, que tive na passada sexta-feira.

E digo-vos, se depender de mim, e se não houver algo que me faça morder a língua, nunca mais lá volto!

 

Depois de explicar/ realçar que eu não tenho necessariamente dificuldade em respirar pelo nariz, mas sim dificuldade geral, sempre acompanhada de cansaço, dor nas costas e muito sono, a médica acha que a causa do meu problema não é o desvio do septo.

Portanto, é ir vigiando para ver se os meus sintomas, a nível nasal, não se agravam, caso em que terei que lá voltar.

Também viu a garganta, mas pelos vistos está tudo bem.

Assim, a consulta centrou-se, basicamente, nos ouvidos.

 

Ora eu, já em tempos, fiz limpezas aos ouvidos, mas estou habituada ao método do jacto de água morna, usado pelo médido no hospital.

Nunca me tinha visto numa espécie de sala da tortura, com o ouvido a ser furado, e escarafunchado, a sangue frio.

É que nem umas gotas, para ajudar.

Entrei lá bem. Saí de lá com uma dor de ouvidos que não aguentava. Como se estivesse com otite.

E se calhar... A verdade é que a médica receitou umas gotas que, fui ver depois, era um antibiótico.

É que até poderia ver o lado positivo: ouvido limpo, melhor audição.

Nada disso. Continuo a ouvir como antes.

E um ou dois dias depois até parecia estar a querer entupir.

O que uma pessoa sofre.

 

 

 

 

A vantagem de morar perto do hospital...

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... é marcar a consulta, ir até casa e voltar, para ser atendida, três horas depois!

 

Apesar dos votos habituais de saúde para o novo ano, 2023 não fez caso, e trouxe, à minha filha, uma amigdalite.

Começou a sentir dor na segunda-feira. Quando saiu do trabalho, à tarde, estava com febre.

Entretanto, como tomou comprimidos e pastilhas, melhorou.

 

Aqui em Mafra, para sermos vistos por um médico, ou tentamos consulta do dia, no Centro de Saúde, entre as 8h e as 20h (que nunca é assim porque, muitas vezes, a meio da manhã, já não há vagas), ou vamos ao Atendimento Complementar (24 horas), caso não haja vagas no Centro de Saúde, ou fora daquele horário (8h-20h).

Só que, em horas normais, está sempre muita gente.

Ou vamos de manhã cedo, aí pelas 6h/7h, ou a partir da meia-noite.

 

Na terça-feira, a minha filha só trabalhava da parte da tarde, pelo que deixei-a dormir de manhã.

Continuava com dor.

Quando lhe vi a garganta, ao almoço, disse logo: tens mesmo que ir ao médico para te receitarem antibiótico, estás com amigdalite.

Foi trabalhar, com um arsenal de pastilhas e ibuprofeno para atenuar.

À noite, quando saíu, seguimos directamente para o hospital.

 

Marcada a consulta às 21.11h, foi-nos dito que tínhamos mais de 30 pessoas à frente.

Como moramos perto, fomos a casa para a minha filha jantar e descansar um pouco.

Eu adiantei algumas coisas em casa. Ainda dei colo à bichana e comecei a ler um livro.

Cerca das 23h, voltámos ao hospital.

Ainda tínhamos 12 pessoas à frente (e isto porque tinha havido várias desistências).

Esperámos por lá mesmo.

Foi atendida já passava da meia-noite, após 3 horas de espera (não está mau).

 

Num curto espaço de tempo, e quando digo curto, é mesmo curto, à volta de 7 minutos, se tanto, 3 pessoas foram atendidas pelo mesmo médico. Um médico que tinha entrado há poucos minutos ao serviço.

O que me leva a questionar se os que estavam de serviço, até aí, estariam a atender à velocidade de caracol (e daí tanta gente à espera, e tanto tempo de espera), ou se demoram cerca de 20 minutos com cada utente, num atendimento demasiado atencioso, e seria este último a estar mal.

Mas a verdade é que, no caso da minha filha, e se calhar, de tantas outras pessoas, não havia muito por onde demorar. Era só ver a garganta e passar a receita.

 

Como já era tarde e, para nosso azar, a farmácia de serviço ficava a mais de 10km, acabámos por ir directamente para casa. Estava com febre novamente.

Chá de limão quente, mais ibuprofeno e tentar controlar a coisa até ao dia seguinte, para comprar os medicamentos na farmácia ao pé do meu trabalho.

 

Infelizmente, havia ali pessoas, que tinham chegado à tarde, e já iam com várias horas de espera, sem ter para onde ir.

Infelizmente, há hospitais ainda com mais tempo de espera, para onde nem vale a pena ir, e cujas situações seriam fáceis e rápidas de resolver.

Talvez por isso, muitos tenham desistido.

Mas é o que temos. E quem precisa, tem que ser paciente, e resiliente.