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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A consulta dos 15 anos

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Ontem foi dia de consulta com a médica de família.

Bem, com a médica de família é uma maneira de dizer porque parece que agora, tudo o que antes fazia a médica de família, agora é a interna que a substitui.

Aproveitaram que os jovens estão de férias da Páscoa para marcarem estas consultas que fazem parte do programa, sendo esta a consulta dos 15 anos.

 

 

A consulta propriamente dita, é precedida de uma consulta de enfermagem, onde veem o peso, altura, IMC, tensão arterial e a enfermeira faz algumas perguntas da praxe, não só em termos médicos, mas também a nível escolar.

Já com a médica, após uma primeira abordagem geral, é pedido ao acompanhante adulto que se retire durante algum tempo, e deixe os filhos para uma conversa a sós com a médica.

 

 

De volta ao gabinete, o recado foi:

 

Melhorar a alimentação - eu bem tento, mas não tem sido fácil

Falou do cálcio do leite, que é importante beber mais do que apenas um copo por dia - então em que é que ficamos: deve-se beber leite, ou o cálcio está presente noutros alimentos que o substituem?

E recomendou pão de forma, para o pequeno almoço!

Mais sopas, mais fruta, menos doces, bolos e afins, menos fritos.

 

Uma receita de vários produtos para combater o acne, que me ficaram em quase 60 euros (espero que valham bem a pena o dinheiro gasto, e que ela os utilize)

 

Umas análises - ao colestrol e afins, e também aquela que pedi, para saber qual o grupo sanguíneo da minha filha

 

A indicação de que deveria frequentar uma actividade extra curricular, nomeadamente, a dança, que é o que ela mais gosta, pelo menos duas vezes por semana, porque isso a irá ajudar a desenvolver outras competências que poderão vir a ser úteis para completar o 12º ano.

Eu até não me importaria, se não tivesse já todas as despesas que tenho, inclusive com a explicação de matemática.

E também não me importaria, se ela tivesse um horário e tempo disponível para isso, o que não é o caso.

De qualquer forma, embora eu compreenda que lhe faria bem, e que é algo de que gosta, também é verdade que muitos de nós nunca precisámos de nada disso para nos sairmos bem no ensino secundário.

 

 

A conclusão a que chegámos: 

A médica fez o papel que lhe competia, e transmitiu os conselhos que deveria.

Cabe a nós segui-los ou não, porque cada um sabe de si, e nem sempre é possível colocá-los em prática.

Até porque, muitas vezes, nem os próprios médicos praticam aquilo que aconselham aos pacientes!

Eu já tinha constatado, e a minha filha saiu de lá com a mesma ideia: não simpatizamos com a médica. Não é que não fale bem ou seja antipática. Simplesmente, com aquele ar de superioridade, mas ao mesmo tempo sonso, de quem acabou o curso há meia dúzia de anos, não consegue cativar da mesma forma que a nossa médica de família que, apesar de ter os seus dias de fugir, quando está em dia sim, é espectacular.

 

 

 

Cooperação entre enfermeira e médica

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Esta semana tinha uma consulta marcada no meu Centro de Saúde.

Na fase de campanha de rastreio do cancro do colo do útero, os centros pensam no nosso bem estar e marcam-nos automaticamente a consulta/ exame.

E, mesmo depois de chegar mais de uma hora atrasada, fui atendida na mesma.

 

É suposto haver uma consulta de enfermagem antes da consulta e exame com a médica. 

A enfermeira fez-me várias perguntas, relacionadas com planeamento familiar e situação clínica. Normalmente, esta etapa pretende adiantar o serviço e obter as informações que, depois, estarão disponíveis para a médica, quando esta estiver a atender o utente.

No entanto, quando passei para o gabinete médico, a médica voltou a fazer as mesmas perguntas a que já tinha respondido.

 

E eu pergunto-me por que raios, com tanto que as enfermeiras têm que fazer, as fazem desperdiçar tempo com questões que, depois, a médica voltará a fazer, e que de nada serviu responder antes?

É suposto haver cooperação entre enfermeira e médica, não trabalho duplicado, e tempo perdido para todos os intervenientes.

 

Sobre o fim da mudança da hora

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Muito se tem falado, nos últimos dias, sobre o fim da mudança da hora na União Europeia.

Pessoalmente, não me afecta em nada a mudança biananual, de que me lembro desde sempre.

É certo que, quando passamos para o horário de inverno, custa um pouco aquele anoitecer precoce. Mas no verão, sabe bem estar na praia até tarde, e ainda usufruir do final do dia. Sabe bem quando a hora muda e temos mais uma horinha para dormir. Para quem trabalha, é óptimo o turno acabar uma hora mais cedo naquela noite.

Mas isto é apenas uma opinião e gosto pessoal. Cada um tem a sua e, já sabemos, é impossível agradar a gregos e a troianos, como se costuma dizer.

 

 

Este ano, a Comissão Europeia lembrou-se, no meio dos seus tempos mortos, de que queria saber a opinião dos europeus acerca da sua concordância, ou não, com a existência de um horário de verão e um horário de inverno, e sobre uma possível alteração.

Depois de apuradas as respostas abrir-se-iam duas alternativas: ou se manteria o horário de verão, ou se daria aos países a hipótese de escolher o próprio horário.

 

Entre os argumentos analisados pela Comissão Europeia, para pôr um ponto final na mudança da hora, está o facto desta mudança ter efeitos negativos para a saúde. 

Pergunto eu: e não havendo mudança, não haverá também efeitos negativos na saúde? Fica a questão...

 

 

Voltando à consulta pública, poderia ser uma consulta séria, rigorosa e bem organizada, mas a Comissão Europeia decidiu brincar aos inquéritos, como fazem os estudantes nos seus tempos de escola, e pegar apenas numa pequena amostra de população europeia, com determinados requisitos obrigatórios, para efectuar o seu estudo, e que serviria para representar a opinião de todos os europeus.

 

 

Assim, foi feita uma consulta pública online, que esteve em aberto até 16 de agosto passado, e na qual participaram apenas 4,6 milhões de europeus.

 

Para quem não sabe, a União Europeia tem cerca de 508 milhões de habitantes, tendo a terceira maior população do mundo.

Destes 508 milhões, apenas 4,6 milhões responderam, sendo que cerca de 3 milhões de participantes eram alemães. E, dessas 4,6 milhões de respostas, apuraram que 84% delas concordavam com o fim da mudança da hora. 

 

No entanto, a Comissão Europeia fez, dessa maioria de respostas a favor do fim da mudança da hora, de uma minoria de europeus que se manifestaram, a maioria que conta como opinião da maioria dos 508 milhões de habitantes e, assim, decidiu avançar com a proposta para acabar de vez com esta mudança.

 

 

Na minha opinião, quem for analisar esta proposta deve ter em conta que este estudo/ inquérito não pode ser considerado válido, porque não representa, de todo, a opinião de todos os europeus. Antes, pelo contrário, apenas daqueles que tiveram conhecimento, vontade, tempo e meios para participar.

 

 

Em segundo lugar, embora todos os países estejam ligados pelo facto de pertencerem à União Europeia e, como tal, terem que seguir um conjunto de normas e directivas comuns, bem como haver necessidades, a nível económico e financeiro, que justifiquem a uniformização do horário, a minha opinião vai muito ao encontro das palavras de Manuel Carvalho da Silva, coordenador do Centro para os Estudos Sociais da Universidade de Coimbra "Do ponto de vista do interesse das pessoas, e para proteção da sua saúde e manutenção de hábitos e aspetos culturais, é muito mais lógico que cada país tenha uma hora mais próxima da realidade do fuso horário em que está inserido"

 

Os argumentos apresentados para apoio ao fim da mudança da hora são tão fracos que, tenho a certeza, são facilmente rebatidos com outros de sentido contrário, como a questão da saúde, da poupança da energia e por aí fora. São as chamadas "desculpas esfarrapadas" para justificar interesses que nada têm a ver com o bem estar dos europeus.

 

 

Mais uma vez, no meu caso concreto, estou tão habituada a esta mudança que a encaro com naturalidade e não me afecta por aí além. Não vejo qualquer vantagem no fim dessa mudança, pelo contrário.

Aliás, se a decisão de acabar com o fim da mudança da hora avançar, das duas, uma: ou vai ser ainda mais complicado para nós, habituar-mo-nos ao novo horário tendo em conta os nossos hábitos escolares, laborais e pessoais, com as óbvias consequências na nossa saúde, bem estar, e até produtividade (ninguém estará no seu máximo a trabalhar ou estudar boa parte do tempo ainda de noite), ou terão que ser implementados novos hábitos para os cidadãos, que se adaptem à nova realidade (começar as aulas ou o trabalho mais tarde, e sair mais tarde, sem poder aproveitar a luz solar para outras actividades, por exemplo), e que implicarão um longo processo de habituação, que nada de positivo trará a curto prazo.

 

Por isso, se, depois de consultada a opinião de todos (e por todos entende-se os 508 milhões de europeus), a maioria preferir o fim da mudança da hora é, em seguida, necessário, um estudo aprofundado e devidamente fundamentado, de todas as implicações positivas e negativas, e do real impacto que tal provocará em cada um dos países em particular.

 

Porque, se há países que preferem manter o horário de inverno, outros haverá que preferem ficar permanentemente com o horário de verão.

 

E porque o facto de pertencermos todos a um mesmo grupo, não significa que não possamos ter a nossa própria identidade e características próprias.

 

É este o sistema de saúde que temos em Portugal

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O meu pai esteve quase um ano à espera de uma consulta de oftalmologia no hospital público, para futura cirurgia às cataratas.

Ontem foi, depois de vários adiamentos, o dia da consulta.

 

"O senhor tem uma grande catarata. Quer avançar para a cirurgia?"

"Claro!"

"Muito bem. Então dirija-se ao gabinete "x" para tratar de tudo."

 

O meu pai assim fez.

A funcionária explicou-lhe que iria fazer o primeiro exame em outubro, outro em novembro, e os restantes talvez só para o ano.

 

"Então e quando é que é marcada a cirurgia?"

"A cirurgia será marcada 8 meses depois de termos todos os exames!"

 

É este o sistema de saúde público em Portugal. 

Como é óbvio, quem pode, tem mesmo que se virar para o privado se quiser resolver os problemas de saúde a tempo.

 

É triste...

A reutilização dos manuais escolares é uma utopia?

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Quando fui entregar as facturas dos livros do 6º ano da minha filha, a fim de ter direito ao apoio escolar, fui informada que, no final do ano, teria que devolver 4 livros, dois do 5º ano e dois do 6º, se quisesse ter direito a novo apoio no 7º ano. Parece que fazia parte das regras entregar os livros no final de cada ciclo.

 

Não achei correcto, e nunca entreguei nenhum. Por vários motivos:

 

- em cada ano que a minha filha está, tem muitas vezes que ir consultar os livros dos anos anteriores, para rever matérias e conceitos dados nessa altura, e que agora tem que saber aplicar - se tivesse entregado os livros, não tinha qualquer base de apoio;

 

- salvo algumas excepções, em que os professores prescindem dos manuais, normalmente a disciplinas mais práticas, em que não precisam deles, todos os outros manuais são utilizados para se responder aos exercícios nos mesmos, sublinhar, recortar, preencher, colar, e por aí fora, tornando difícil a sua reutilização;

 

- se é um direito que temos a oferta dos manuais, não faz sentido pedi-los de volta;

 

Não sei se, entretanto, as coisas mudaram mas, quando fui apresentar as facturas, no 7º ano, ninguém pediu nada.

 

Este ano, a questão aplica-se aos manuais fornecidos pelo governo, de forma gratuita, aos alunos do 1º ano. Os pais devem entregar os respectivos livros, sob pena de não terem direito aos livros do 2º ano.

 

No entanto, o que acontece aos livros que são devolvidos?

 

De acordo com o Jornal de Notícias:

"As escolas do primeiro ciclo já estão a receber os manuais do 1.º ano que foram disponibilizados no início do ano lectivo pelo Governo, mas os directores não sabem que destino dar-lhes uma vez que grande parte não será reutilizável. A maioria dos agrupamentos optará por armazená-los enquanto tiver espaço, adiando para já, o envio para o papelão."

 

Será, então, a reutilização dos manuais escolares uma utopia?

E, se os mesmos não vão ser reutilizados, para quê devolvê-los?

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