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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Nunca é demais relembrar...

 

...que, no que respeita a crianças, todo o cuidado é pouco.

É claro que não os podemos ter agarrados a nós, mas a vigilãncia, ainda que à distância, é fundamental. E, por vezes, os descuidos ou distrações, ou o achar que não vai acontecer nada em 2 ou 3 minutos, pode correr mal.

Quando vou à praia com a minha filha, ela não vai ao banho se eu ou o meu marido não formos com ela, ou então vai, mas nós mantemo-nos de olho nela o tempo todo, e a postos para entrar em acção. Mas já me aconteceu desviar os olhos dela por uns momentos, até porque a praia não estava muito cheia, a maré estava vazia e não havia perigo. Mas, quando voltei a olhar para o sítio onde ela estava, não a vi. Olhei em volta, para todo o lado, e nada dela. Já estava a entrar em pânico, mas sem o mostrar, e a pensar que alguma coisa teria acontecido, quando volto a vê-la, no mesmo sítio onde estava antes. Foi um alívio, mas também um susto e um alerta.

Ontem, morreu uma criança de 6 anos, afogada, na praia da Foz do Lizandro, aqui na Ericeira. Os pais do menino dizem que perderam o contacto visual com o filho por alguns segundos, e já não voltaram a vê-lo.

O pai acabou por encontrar, mais tarde, o filho inanimado na água. Apesar de accionados todos os meios e das manobras de salvamento, o menino acabou por falecer. Esta família, de Alcanena, Santarém, estava cá a passar férias.

É por isso que, apesar de não sermos pais perfeitos e de nem sempre ser possível, é bom ter em mente que não podemos descuidar a vigilância e segurança dos nossos filhos, seja onde for. Mesmo que seja por breves instantes. Porque esses breves instantes podem trazer uma dor para toda a vida. 

Herpes Ocular? O que é isso?

IMG_1404.JPG

Quinta-feira acordei com uma borbulha pequena no interior da pálpebra. Na sexta, essa borbulha desapareceu, mas apareceram outras no exterior. Para além do prurido e dor, tinha a pálpebra inchada, o olho lacrimejante, sensibilidade à luz e ligeira diminuição da visão.

Esperei para ver se ontem estaria melhor, mas não. Pensei em ir apenas à farmácia, para ver se me recomendavam alguma coisa, mas o mais certo era mandarem-me ir ao médico, por isso, lá resolvi ir a uma consulta de urgência. Embora tenha comentado, por brincadeira, com o meu marido que isto mais parecia herpes no olho, estávamos convencidos que seria uma conjuntivite.

Mas não! Assim que a médica viu, disse logo - isso é Herpes Ocular!

Nunca tinha ouvido falar em tal coisa. Costumo ter herpes labial, mas já há muito tempo que não aparecia. Agora herpes ocular não conhecia.

No entanto, parece que não é assim tão rara como se possa imaginar. E é provocada pelo mesmo vírus do herpes labial - o herpes simples ou HSV, com o qual podemos entrar em contacto logo na infância, podendo surgir quando a imunidade da pessoa está baixa, devido a stress intenso, traumas ou outras doenças, queimaduras do sol ou períodos pós-cirúrgicos, uma virose ou um medicamento utilizado.

A diferença é que é mais difícil de diagnosticar, ou pode ser mal diagnosticado e tratado de forma errada, o que pode provocar graves riscos à visão de seu portador. 

O herpes ocular pode aparecer qualquer camada dos olhos, mas as manifestações mais comuns incluem blefarite (inflamação das pálpebras), conjuntivite folicular e ceratite (inflamação da córnea). 

O vírus do herpes entra no nosso organismo através da mucosa oral ou nasal e aloja-se nos nervos. Caso o nervo afetado emita ligações nervosas com o olho, ele poderá ser afetado. Normalmente afecta apenas um dos olhos.

Os sintomas mais frequentes são:

  • olho vermelho
  • fotofobia
  • irritação ocular
  • sensação de corpo estranho e lacrimejamento excessivo
  • diminuição da visão (de forma leve ou mais marcada)

e podem surgir:

na pálpebra - vesículas nas pálpebras, com inchaço e vermelhidão;

na córnea - é o principal local de ação do herpes e pode causar uma importante diminuição da visão;

na íris - é uma das causas da uveíte (inflamação da íris e do trato uveal);
na retina - é muito rara, e só ocorre em paciente com grave imunodeficiência.
 

O tratamento imediato, com medicamentos antivirais específicos ou antibióticos, interrompe a multiplicação dos vírus em questão. O tipo de tratamento a ser feito vai depender de qual parte do olho foi afetada.

O antiviral mais usado é o aciclovir (zovirax®), na forma de pomada ou comprimidos.Quando a infecção é só nas pálpebras, pode se optar por não fazer nada ou começar antiviral pomada para proteger o olho.
Foi o meu caso. A médica receitou-me a pomada, para aplicar 4 vezes ao dia, e aconselhou-me a não deixar as coisas se resolverem por si, porque poderia agravar.
 
Já existem algumas vacinas para o herpes, mas com um custo muito alto.
Quanto aos cuidados para evitar contágio, são os mesmos de sempre - não compartilhar toalhas com a restante família, lavar bem as mãos depois de tocar no olho e antes de tocar em mais alguém, e evitar que me toquem. 
De resto, não apanhar sol, nem calor. E nada de lentes de contacto :(
 

Mais uma falha neste novo ano lectivo

 

Sim, estive ausente!

Pela primeira vez, desde que a minha filha iniciou a vida escolar, não compareci a uma reunião com o professor responsável pela turma.

Porquê?

Não foi por não poder ir, nem por não querer, mas pura e simplesmente porque ninguém me informou da mesma! Começamos bem.

Como já tinha referido num outro post, o director de turma pareceu-me a pessoa perfeita para a função, muito profissional e muito boa pessoa.

E um engano, qualquer pessoa pode cometer.

Quando a minha filha me ligou da escola naquela tarde, a dizer que ia haver uma reunião dos pais dos alunos com o director de turma (da qual eu não tinha conhecimento), achei estranho. E, em cima da hora, não pude deixar o trabalho e ir a correr como uma doida.

Já que os outros pais sabiam e eu não, e partindo do princípio que fomos todos informados via email, pensei que o director de turma se tivesse enganado ao digitar o meu e, por isso, não o tivesse recebido.

Como tal, enviei um email para ele, a informar que não tivera conhecimento da reunião e a pedir para me enviar um email em resposta, com os assuntos tratados na reunião que considerasse relevantes. Pedi ainda que me informasse se a minha filha tinha sido sinalizada para algum apoio ao estudo ou não.

Isto foi na terça-feira à tarde. Hoje, sexta-feira, ainda não obtive qualquer resposta! Não acho isto normal.

No dia da apresentação, todos os pais preencheram uma folha com o email e telemóvel de contacto, para o director de turma. E ele deu-nos o seu email do agrupamento.

Além disso, os alunos têm a caderneta onde se pode fazer a correspondência entre pais/ professores e vice-versa.

Assim, não se compreende que, à semelhança do que fazia a professora do 1º ciclo, não tenha havido uma comunicação prévia na caderneta, ou outra qualquer escrita, ou verbal aos próprios alunos. Já não digo um telefonema, porque isso saía caro à escola.

Como também não compreendo como é que, ao comunicar com o director de turma para o email que ele nos deu, não me foi dada qualquer resposta.

uma falha destas não me parece um bom começo para este ano lectivo. Vamos ver daqui em diante...

 

Encontros de Ocasião

         

 

Caminhamos pela rua, absorvidos pelos mais variados pensamentos, ou simplesmente a desfrutar da paisagem quando, sem esperarmos, damos de caras com aquela "velha" amiga, ou aquele familiar que há séculos não víamos! 

Por diversas vezes assisti a encontros ocasionais deste género e fiquei sempre com a mesma sensação em relação aos mesmos - que não passam disso mesmo, de encontros de ocasião!

Salvo algumas excepções, que as há, como em tudo na vida, em que os intervenientes se sentem satisfeitos com o reencontro e tentam, efectivamente, retomar a amizade e os laços perdidos, não permitindo que as circunstâncias de outrora os impeçam de manter, daí em diante, o contacto regular, o que acontece é, normalmente,  um pouco diferente.

Depois do primeiro impacto, e já refeitos da surpresa, fazemos uma grande "festa" como se, de um momento para o outro, aquela pessoa que há muito estava esquecida fosse, naquele momento, o nosso melhor amigo!

Falamos da nossa vida actual, das nossas aventuras, recordamos velhos tempos e, entre beijos e abraços, trocamos contactos, prometendo não mais deixar de dar notícias!

O que acontece é que, embora muitas vezes a intenção seja sincera e verdadeira, depois da despedida, cada um segue a sua vida, e o tempo encarrega-se de nos devolver ao baú do esquecimento, até que um próximo reencontro volte a avivar a memória.

E a história torna a repetir-se!  

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