Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A "brincadeira" e os "nervos" servem de desculpa para tudo?

brincadeirinhas.png

 

No outro dia, dizia alguém “ah e tal, isso de dizer que era brincadeira serve de desculpa para muita coisa”.

Muitas vezes, dizemos ou fazemos coisas que, na verdade, eram mesmo só para brincar. Mas, outras tantas, até era a sério só que, como nem sempre é bem aceite, e nos questionam, acabamos por minimizar, dizendo que era brincadeira.

Claro que, no fundo, tanto o emissor como o receptor da “brincadeira” sabem o verdadeiro propósito da mesma.

No entanto, esta “desculpa” acaba por funcionar como estabilizador, apaziguando os ânimos, e tornando o ambiente mais leve e descontraído, pelo bem estar geral de todos.

 

E os nervos?

Os nervos funcionam da mesma forma.

Uma pessoa enervada pode até dizer muita coisa que não quer, ou de uma forma que não quer.

Mas, muitas vezes, é nesses momentos que lhes sai a verdade nua e crua pela boca fora.

Porque, quando a pessoa está controlada, consegue filtrar o que faz/diz, e como o faz/diz. Mas, enervada, a pessoa não tem o controlo total e deixa passar tudo, sem filtros.

Claro que depois, ao ver a reacção daqueles a quem foi dirigida a mensagem, tendem a afirmar que "foi dos nervos", que não era isso que queriam dizer/ fazer.

É uma forma de justificar determinadas palavras ou actos que, de outra forma, não seriam tão justificáveis ou aceitáveis.

 

Mas, será que a "brincadeira" e os "nervos" servem de desculpa para tudo? 

Até que ponto conseguimos distinguir o que foi meramente uma atitude irreflectida e não sentida, de uma verdade que, depois, se quer disfarçar? Daquilo que realmente se sente e pensa?

Até que ponto conseguimos perceber que certos gestos e palavras foram apenas brincadeiras mal interpretadas, ou gerados pelos nervos, que não se devem levar a sério e é preferível ignorar?

Até que ponto conseguimos detectar verdades que os outros tentam, como podem, atirar para o primeiro cesto das desculpas que tiverem à mão?

Pedro Soá: intimidar é muito diferente de fazer-se respeitar

Pedro Soá expulso do 'Big Brother' após comportamento agressivo ...

 

Pedro Soá foi um dos concorrentes que mais deu (e ainda dá) que falar, deste Big Brother 2020, pela postura que manteve dentro da casa, e atitudes que levaram à sua expulsão do reality show.

Cá fora, arrepende-se desse comportamento. Diz que, se voltasse a entrar, agiria de outra forma.

Ao lado da namorada, parecem formal um casal como outro qualquer. Ela diz que ele nunca foi agressivo consigo. Talvez... Sinceramente, tenho dúvidas. Mas isso é lá com eles.

 

Disse Pedro Soá Eu sou uma pessoa muito controlada, porque eu uso a argumentação, é o meu ponto forte.

Talvez seja por isso que ele afirma, ao ver as imagens, que parecia estar a observar outra pessoa que não ele.

Porque, a julgar por todas as atitudes, comportamentos e palavras, controlo foi algo que não existiu da parte dele, a não ser o "controlo" que detinha sobre alguns dos seus colegas. E argumentação? Bom, quando ela é inexistente, parte-se para a agressividade, para a violência, para os gritos...

 

Existem muitos Pedros Soás por este mundo fora.

Pessoas que são divertidas, simpáticas, amigas, companheiras, educadas, normais. Mas que, de um momento para o outro, sob stress ou pressão, ou quando as coisas não correm como querem, ou quem queriam não age como esperariam, na impossibilidade de manterem uma conversa ou mostrar o seu ponto de vista, exaltam-se, enervam-se, transformam-se em pessoas das quais, quem está ao lado, tem medo, Surge um lado mais agressivo, ainda que na maioria das vezes só verbalmente, mas que pode facilmente chegar à agressividade física.

 

"Nunca seria capaz de agredir a Teresa", garantiu Pedro.

Talvez...

Esse é o argumento ouvido na maioria das vezes "ah e tal, eu estava assim mas nunca chegaria a esse ponto", "ah e tal, eu estava enervado mas nunca agrediria ninguém".

Até podia nem ser essa a intenção. Mas, no calor do momento, e cegas, essas pessoas nunca poderão garantir que uma agressão física nunca iria acontecer. Porque nem eles sabem. 

E para quem está do outro lado, fica sempre a dúvida: "Desta vez, não aconteceu. Mas, e para a próxima?"

 

Não são raras as vezes em que essas pessoas acham que não fizeram nada de mais. E que até resultou. Que se fizeram respeitar dessa forma.

Para mim, isso não é respeito. É medo.

Intimidar é muito diferente de fazer-se respeitar.

Porque o respeito não se ganha com gritos, com agressividade, com violência. Pelo contrário.

Ganha-se pelo exemplo. Pelas atitudes correctas, que devem prevalecer. Pela firmeza. Pela calma. 

 

Como vários colegas afirmaram, Pedro Soá intimidava. 

Mas aposto que nenhum deles irá algum dia respeitá-lo.

Quando a ajuda tem o efeito inverso

Resultado de imagem para ajudar

 

Por vezes, as pessoas têm tendência a querer ajudar ou outros, sem saber exactamente a realidade da situação em questão, sem estar envolvida na mesma.

Essa ajuda traduz-se, quase sempre, por fazer o contrário daquilo que os outros fazem e que, supostamente, está a ser prejudicial a quem queremos ajudar.

Como se quisessem libertar essa pessoa, dar-lhe a liberdade, autonomia e confiança que os outros não depositam nela, limitando-a.

E se as coisas até começam a correr bem, acham-se os maiores, porque souberam lidar com tudo, sem stress, levando-as a acreditar que tudo o resto era desnecessário.

Mas esse é, muitas vezes, o grande erro porque, quando menos esperarem, a situação que provocaram pode fugir do controlo, e as consequências ser catastróficas. E, aí, onde fica a valentia, a arrogância do "afinal eu é que sei"?

Nessa altura, o pensamento muda para "afinal, não sei assim tão bem lidar com isto" ou "afinal, talvez os outros não estivessem tão errados".

Se é verdade que, por vezes, pode ser benéfico ouvir conselhos ou opiniões de pessoas que não estão por dentro das situações, e as coisas até resultam positivamente, também é verdade que, noutras circunstâncias, podem trazer uma melhoria de pouca duração,que acabará por descambar e piorar a situação.

É muito fácil formar juízos de valor e emitir opiniões. Mas quem opta por ficar do lado de fora nunca conhecerá, a 100%, aquilo que se passa no interior.

Assim assim, nem mal nem bem

Resultado de imagem para confusa

 

Conta a minha mãe que, quando eu era pequenina e me perguntavam como ia a vidinha, eu abanava a mão, como que a dizer "assim, assim".

É assim que me tenho sentido por estes dias. 

Não está má, não me posso queixar, podia ser bem pior. Há quem esteja bem pior. Haja saúde, trabalho e algum dinheiro, que já nos podemos dar por felizes.

Mas sinto que também não está muito bem, podia estar melhor. Estou naquele meio termo, à espera de não retroceder, mas também sem conseguir ou saber por/ para onde avançar.

Não gosto quando me vejo em situações que, por mais que queira, não posso prever ou controlar. Não gosto de coisas resolvidas pela metade, ou não resolvidas de todo. Não gosto de não saber para onde me dirigir, ou qual o melhor caminho a tomar.

Gosto de saber com o que posso contar, gosto de manter as coisas sob controlo, gosto na normalidade. 

É quase como o pó que sabemos que está nos móveis, mas no qual não mexemos para não espalhar. Na terra que está no fundo, e que não mexemos para não turvar a água. 

Estou na fase em que a vida agitou o pó e a terra, mas ainda não deixou tudo limpo. Portanto, está tudo um pouco turvo e nublado, não me deixando ver o que o futuro trará. 

Enquanto isso, espero que a poeira assente de novo, ou seja removida definitivamente.

 

 

Perguntas inocentes que podem pôr o seu filho em risco

 

Já todos sabemos os perigos que se escondem na internet, e os riscos que as crianças correm ao utilizá-la, se não forem devidamente monitorizados ou controlados mas, ultimamente, tenho-me deparado com publicações, aparentemente, inocentes que, no entanto, podem fornecer informações importantíssimas.

Essas publicações surgem, normalmente, no facebook, através de grupos de raparigas ou rapazes, que provavelmente andam a estudar, na forma de perguntas que são normais, mas podem ocultar segundas intenções.

Algumas dessas perguntas que vi foram, por exemplo:

 

Qual é o teu tipo de cabelo?

Colocam uma imagem com diferentes formatos para eles escolherem o que lhes corresponde e dizerem nos comentários.

 

Qual é o formato do teu corpo?

Colocam uma imagem com várias formas diferentes, também para comentarem a que lhes corresponde.

 

O teu nome é o único da turma?

Também uma pergunta tão normal, mas nunca fiando. Informações sobre a turma e a escola podem chegar a mãos (olhos) erradas.

 

Que número de soutien vestes?

Novamente uma imagem com as mamas em diversas fases de crescimento, para as crianças escolherem.

 

E estas foram apenas algumas das publicações que apanhei. Decerto haverão mais, deste género ou semelhantes.

Uma coisa é os nossos filhos falarem destas coisas com os amigos/ amigas. Outra, é estarem a expôr-se desta forma na internet.

Acho aconselhável avisar as crianças para não comentarem nenhuma destas publicações. Por muito inocentes que possam ser (e talvez sejam mesmo só isso), podem vir a pôr os nossos filhos em risco!