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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A quem (ou ao que) nos agarramos nos momentos de dificuldades?

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Testemunhas de Jeová - parte I

 

No sábado passado, estava eu calmamente a sair de casa para ir estender roupa, quando sou abordada por três mulheres, que queriam conversar comigo sobre Deus e a Bíblia. Por certo, já saberão de quem se trata!

Por norma, despacho-as logo, até porque nada daquilo que me digam me fará mudar de opinião, mas desta vez, deixei-as falar.

 

Uma delas era mais nova, talvez até mais nova que eu e, apesar da sua crença, percebia-se que era uma pessoa com quem se poderia ter conversas interessantes. Ainda nos rimos com umas piadas, falámos de animais, era uma pessoa descontraída. As outras, mais velhas, não deviam estar satisfeitas com o rumo da conversa!

 

E, talvez por isso, a querer puxar a brasa à sua sardinha, uma delas perguntou-me:

"Então, quando a D. Marta tem algum problema, ou está a passar por dificuldades, em quem é que se apoia, como faz para ultrapassar?"

Respondi-lhe que, nesses momentos, luto como posso para ultrapassar, apoiando-me na família, que é quem está ao meu lado!

 

 

Aliás, os momentos mais complicados, problemáticos, difíceis, pelos quais passamos são, por norma, aqueles em que temos maior tendência a nos agarrar a algo, a aceitar apoio, independentemente de onde venha,  a procurar respostas, a depositar fé naquilo que nos der esperança de que tudo vai melhorar.

Mas são, também, os momentos em que estamos mais vulneráveis, susceptíveis e, como tal, aqueles em que tendemos a acreditar em tudo o que nos coloquem à frente dos olhos, a ser enganados.

Além de que, muitas vezes, as pessoas só se viram para a religião, para a fé, para pedir ajuda a Deus, quando estão mal. Depois, quando estão bem, não querem mais saber.

 

 

Como já aqui referi algumas vezes, aceito que as pessoas tenham que se agarrar a algo, se isso lhes der esperança, se as ajudar a seguir e frente, a minorizar o sofrimento e a dor, mas não me queiram "impingir" algo em que não acredito.

 

Algumas pessoas não percebem...

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...que quando perguntamos "Como está?", a uma pessoa que mal conhecemos, é apenas por uma questão de educação, e não com a intenção de abrir um portal para todo um desfiar de problemas e aflições, de pessoa a quem perguntámos!

 

É que se a resposta se fica pelo "estou bem", "vai-se andando" ou algo do género, sem entrar em pormenores, ainda se compreende.

Mas ver aí a oportunidade para falar com alguém dos males da vida, vai uma grande distância.

E se a pessoa for daquelas que fala, fala, fala, sem parar, é mais que certo que, do outro lado, estará alguém que só captará, basicamente, o início da conversa, e o final, sem ter prestado qualquer atenção a tudo o que foi dito pelo meio.

Portanto, não percam o vosso tempo, e não façam perder o tempo, a educação e a paciência, dos outros!

Há coisas piores!

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No fim de semana fui às compras com a minha filha. 

Enquanto eu andava à procura de alguns produtos, a minha filha foi pesar a fruta mas, quando passou do cesto para o carrinho, percebeu que ainda faltava pesar o nabo e disse-me para ir lá eu, que ela não queria ir lá outra vez. Aproveitei e fui buscar também umas peras, que me tinha esquecido.

 

Novamente na fila, atende-me o mesmo rapaz que a tinha atendido a ela. 

Peço desculpa por estar ali de novo, mas que me aquelas duas coisas tinham ficado esquecidas.

Responde-me ele "deixe lá, há coisas piores".

"Pois há", digo eu. Eu ter estendido a roupa e ter-se molhado toda com esta chuvada que está a cair agora."

E ele volta a dizer "Há coisas piores....  (e passado uns segundos calado) Ir acampar e esquecer a almofada, o saco cama, a tenda".

Digo-lhe eu "Então, pode ser uma boa desculpa para ir dormir num hotel!"

 

Ao que ele prontamente contrapõe: "Hotel? Mas eu fiz mal a alguém?"

E eu, já com a fruta pesada e de saída, respondo-lhe:

 

"Deixe lá, há coisas piores"! 

O limite da paciência

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"Por qué no te callas?!"

 

 

Sabem aquele momento do dia em que, finalmente, podem pegar no vosso livro e aproveitar para ler um bocadinho, e acabam por ficar quase meia hora na mesma página, porque quem está por perto só quer conversa e nunca mais se cala? 

 

Esta poderia ter sido eu, ontem!

 

 

Os vários estádios da paciência:

"Não estavas com fome?"

"É melhor ires jantar!"

"Mas não estavas a jantar?"

"Vai lá comer."

 

15 minutos depois, ainda com vontade de conversar, e eu: 

 

"É melhor ires tomar banho."

"Daqui a pouco estás a fazer a digestão"

"Mas ainda aqui andas?"

"Vai tomar banho."

 

Nisto, já lá vai quase meia hora, e eu a ventilar...

Até que, ultrapassado o limite da paciência, saiu isto, em alto e bom som, que até as gatas se assustaram:

 

"É pah, deixa-me ler o livro!"

 

 

 

 

 

 

 

 

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