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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Se soubessem que iam morrer...

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... o que não poderiam deixar de dizer, e a quem?

 

Os momentos que antecedem a morte de alguém funcionam, quase sempre, como uma espécie de confessionário, de máquina da verdade, de dizer tudo o que há para dizer, e desprender-se desse fardo na despedida, para que a sua passagem a outro mundo seja permitida, e em paz.

 

Por vezes, as pessoas carregam, durante anos, esse “fardo” de palavras que sempre quiseram dizer, mas nunca saíram, de gestos que sempre quiseram fazer, mas foram sempre adiando, de conversas que não passaram de pensamentos, de perdões que nunca foram concedidos, ou pedidos, de revelações que sempre permaneceram em segredo, e tantas outras coisas, porque nunca era o momento, porque algo as travava, porque ficava sempre para “um dia” ou, simplesmente, nunca chegaria a acontecer.

 

E, carregando esse fardo não vivem, muitas vezes, a vida da melhor forma, com a alegria, a felicidade, a liberdade ou a paz que poderiam ter, porque esse peso as prende a algo não resolvido.

 

Mas, depois, o aproximar da hora da morte tem esse efeito, qiual “varinha de condão”, de fazer, finalmente, as pessoas abrirem-se, dizerem tudo o que lhes vai na alma, confessarem os seus erros e pecados, em busca de absolvição, ou perdoar aos outros, revelar os seus verdadeiros sentimentos, porque mais vale tarde que nunca e querem que, quem cá permanece saiba, agora que essas pessoas vão partir e já não há mais nada fazer, aquilo que nunca quiseram que se soubesse, em vida.

 

Não seria tão mais simples, e tão melhor, se isso não dependesse da morte, para acontecer?

É certo que é, muitas vezes, apenas neste momento que as pessoas percebem que o tempo está a acabar, que é a última oportunidade que não podem desperdiçar, que é “agora ou nunca”.

E que, no momento em causa, tem sempre aquele efeito redentor.

Mas, para quem cá fica, fica sempre aquele sabor agridoce, de agradecimento, pela verdade, ainda que tardia, mas também de tristeza, por não ter acontecido antes, evitando tantas situações, mágoas, tristezas, ressentimentos, mal entendidos que se vão prolongando por anos, ou décadas, sem qualquer necessidade.

E para quem parte, a par com essa sensação de libertação, uma outra, de arrependimento, por não ter falado antes, e aproveitado melhor, enquanto podia.

Isto, quando é possível ter essa oportunidade, porque algumas pessoas partem sem o poder fazer.

 

Assim, mudo a reflexão para "ainda que saibam que não vão morrer tão depressa, ou assim o esperam, o que não queriam deixar de dizer já, e a quem?".

Pensem nisso, e façam-no já porque, amanhã, pode ser tarde demais!

 

 

Texto inspirado pelo último episódio da série "The Good Doctor".

Por vezes, conversar é como caminhar sobre um campo minado

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“Ela queria discutir com todas as forças, mas isso roubar-lhe-ia ainda mais energia.

Para o caso de não te teres apercebido, estou cansada. Teria gastado mais tempo a discutir contigo, do que a que tenho para gastar.”, do romance “Não É Bem Meu”.

 

 

Por vezes, estamos tão cansados que se torna difícil manter uma conversa com alguém, sobretudo quando meras conversas banais, tendem a tornar-se verdadeiras batalhas pela defesa de cada um dos pontos de vista.

Nem sempre é preciso levar uma conversa ao limite, espremê-la até se conseguir tirar o sumo todo, debater o assunto como se a nossa vida dependesse disso. Há conversas que, pelo contrário, devem ser leves, descontraídas.

E nem sempre uma opinião diferente significa contrariar o que o outro diz ou pensa. São apenas opiniões, cada um é livre de ter a sua. Não precisamos de enveredar por um "braço de ferro", em que só pode haver um vencedor, e um vencido.

 

Quando se começa a dissecar cada conversa que se tem, perdemos a vontade de conversar, porque isso exige-nos uma energia que não temos para gastar, um esforço que não temos vontade de empreender, em algo que não faz sentido.

Assim, deixamos de conversar, de nos manifestar, de dar opiniões, optando pelo silêncio, ou pela concordância com o que a outra parte diz. 

 

Por outro lado, quando se entra por esse caminho, o que acontece é que nos sentimos a caminhar sobre um campo minado. Sabemos que temos que ter cuidado onde pisamos, que a caminhada até pode decorrer sem incidentes mas que, qualquer passo em falso, pode fazer explodir uma mina e atingir-nos. Qualquer frase ou palavra pode tornar-se uma armadilha a ser usada contra nós. 

Como tal, deixamos de querer entrar em qualquer campo que seja, preferindo ficar quietos, para não correr perigo de activar o explosivo.

 

 

 

 

 

Somos todos miúdos!

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No outro dia, em conversa com umas pessoas conhecidas, soube que tinha acontecido um incidente com uma miúda, perto de onde moro.

Não tinha ouvido nada sobre o assunto antes, pelo que me explicaram o que lhes tinham dito a elas.

 

Ora, sinceramente, quando ouvem falar de uma miúda, qual é a imagem que vos vem logo à cabeça?

 

A) - alguém até aos 18/19 anos

B) - alguém entre os 20/30 anos

C) - alguém acima dos 35 anos

 

Pois a minha mente estava 100% focada na hipótese A, e visualizei toda a cena com base nessa hipótese.

Quando, por mero acaso, pergunto que idade tinha a miúda, respondem:

 

"Tinha uns 36 anos."

E a mim saiu-me de imediato "Então já não era uma miúda!"

 

Mas talvez seja eu que estou enganada e, afinal, somos todos miúdos 

Um ano de conversas!

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Fez, no passado dia 4 de Dezembro, um ano que iniciei aqui no blog a rubrica de entrevistas "À Conversa com...", tendo estreado com Bernardo Pinto Coelho!

Depois dele, muitos convidados se seguiram, ao longo deste último ano, desde bandas ou artistas mais conhecidos, a outros totalmente desconhecidos dos seguidores, autores portugueses, associações ligadas à acção social, e até concorrentes de programas televisivos, por este cantinho passou de tudo um pouco.

Por outro lado, muitas outras entrevistas e conversas que se poderiam revelar interessantes, nunca se chegaram, lamentavelmente, a concretizar. 

Ainda assim, estou grata por ter conseguido trazer até vós todas estas que aqui publiquei, e que me deram muito prazer fazer!

 

 

E porque estamos quase a chegar a sexta-feira, não percam a conversa com a concorrente do The Voice Portugal - Alexandra Moita!

 

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A todos os adolescentes e respectivos pais

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Provavelmente estarão mais que fartos de conhecer todas estas recomendações, mas nunca é demais relembrar, quando delas poderá depender a segurança das crianças/ adolescentes que queremos proteger. 

Todos sabemos que a internet é um meio ao qual cada vez mais eles têm acesso, incluindo as redes sociais, onde muitas vezes conversam com os amigos e se juntam a grupos, ou criam páginas. Nada disto tem que ser proíbido, se os jovens souberem até onde podem ir, e se os pais se mantiverem atentos.

 

 

 

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Às crianças/ adolescentes:

 

Efectuar/ Aceitar pedidos de amizade

É muito normal que, ao adicionarem amigos(as) que, de facto, conhecem, alguns(mas) amigos(as) desses(as) amigos(as) vos peçam amizade, ainda que não se conheçam de lado nenhum. Cabe a vocês perceberem se querem ter essas pessoas como amigos, e perceberem até que ponto são quem dizem ser, se são pessoas que os vossos amigos conhecem ou apenas amigos de redes sociais, que nunca sequer se viram. Não adicionem qualquer um, só para ter mais um número na lista de amizades.

 

O teor das conversas

As conversas que se vão tendo são uma boa forma de fazer uma selecção de pessoas com quem devem ou não falar. Se vos pedirem ou perguntarem muito, e em troca derem ou responderem muito pouco, pensem duas vezes antes de continuar a falar com essas pessoas, que parece querer saber tudo e mais alguma coisa sobre vocês, e pouco ou nada revelar delas próprias.

Não revelem dados muito pessoais sobre vocês nem sobre a família, moradas, locais que frequentam. Não convidem estranhos para vir até onde moram.

Por outro lado, se virem que a conversa está a tomar um rumo que não vos parece adequado, manifestem-se. Digam que não querem ter esse tipo de conversa. Se insistirem, cortem por ali. Se for o caso, denunciem as pessoas em questão. Está nas vossas mãos controlar com quem querem ou não falar, e quem querem manter na vossa lista de amigos. E quem não respeita a vossas decisões não será, com certeza, um amigo.

E não acreditem em tudo o que vos é dito, porque muitas vezes, quem está do outro lado diz aquilo que nós queremos ouvir e gostamos de ouvir, na esperança de obter algo em troca.

 

As fotografias e videochamadas

Não há mal nenhum em enviarem fotografias aos amigos que já vos conhecem, e que vocês conhcem, ou até fazer videochamadas. Mas lembrem-se que nunca devem enviar fotos que, mais tarde, possam ser utilizadas para fins menos próprios. Mesmo que vos peçam, e que achem engraçado, fotografias em roupa interior, ou mesmo sem roupa, são proíbidas.Evitem ainda enviar fotografias quando a intenção é, unicamente, "avaliar" ou "apreciar", como se fossem uma mercadoria que os outros querem ver, para decidir se vale a pena ou não comprar.

E é preciso ter muito cuidado com as videochamadas.

Tentem fazê-las apenas com os vossos amigos reais e/ou colegas de turma. Evitem videochamadas com pessoas que não conhecem. Não mostrem a vossa casa toda, escolham um espaço neutro, e faça-nas sempre ali, de forma a que quem está do outro lado não veja mais do que aquilo que devem. 

Pode parecer um exagero, mas quem está do outro lado pode ter segundas intenções, e não devemos facilitar-lhes a vida.

 

 

 

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Aos pais destas crianças/ adolescentes:

 

Privacidade

A privacidade é algo que todos nós gostamos, e os nossos filhos não serão diferentes. Também eles gostam de ter a sua própria privacidade, e não ter os pais sempre atrás a controlar o que fazem, com quem falam e o que falam com os amigos, ou desconhecidos. No entanto, privacidade não significa alienar-se completamente do que eles fazem, não querer saber, ignorar. Até porque, quando alguma coisa acontece aos nossos filhos, toda essa privacidade se acaba, no momento em que os pais resolvem ir ver o que os filhos andaram a fazer, à procura de pistas. Ou no momento em que é a polícia, em último caso, a verificá-lo. Por isso, apesar de defender a privacidade, mais vale pecar por alguma falta dela na hora certa, do que pelo excesso dela, com consequências mais graves.

 

Confiança

E é aqui que entra a confiança entre pais e filhos. Se conquistarem a confiança dos vossos filhos, tudo fica mais fácil. Mostrem-se disponíveis para conversar com eles e ajudá-los. Deixem-nos falar com os amigos, mas peçam-lhes para vos contar sempre que algo de estranho, ou com o qual não se sintam bem, aconteça. Dêem-lhes conselhos - ainda que eles finjam que não os ouvem ou acharem que estão a exagerar, alguma coisa lá fica, e poderá ser útil.

Façam-nos perceber que eles podem ser inteligentes e saber o que fazem, mas ninguém está livre de ser enganado por pessoas que não têm a melhor das intenções, até mesmo os adultos.

 

 

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Costuma-se dizer que se "os conselhos fossem bons, vendiam-se", mas mais vale prevenir do que remediar, até porque o perigo pode estar à distância de um clique, e não custa nada dar-lhes alguma liberdade sem deixar de os aconselhar e estar atentos.