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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Porque devemos prestar atenção aos sinais do nosso corpo

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Quanto mais tempo vamos vivendo, e quanto mais vamos envelhecendo, melhor começamos a conhecer o nosso corpo.

E ninguém, melhor que nós, conhece o nosso próprio corpo. Ou, pelo menos, deveríamos!

 

 

E, sobretudo, prestar atenção aos sinais que ele nos vai transmitindo, saber interpretá-los, levá-los em conta, e dar-lhes a devida importância porque, se estamos a receber esses sinais, é porque o nosso próprio corpo está-nos a alertar, a pedir algo, a pretender que lhes prestemos atenção. 

 

 

Se ele está a pedir descanso, devemos descansar.

Se ele está a pedir que mudemos a alimentação, devemos mudar.

Se ele está a pedir exercício físico, devemos fazê-lo.

Se ele está a mostrar que algo não está bem e deve ser averiguado, não devemos ignorar.

 

 

É o nosso corpo que nos indica os seus limites, as suas restrições ou o seu nível de energia. É ele que nos mostra até que ponto uma dor é suportável, ou não.

Muitas vezes, nós até sabemos o que ele nos está a tentar transmitir, mas ignoramo-lo.

E ele vai, mais cedo ou mais tarde, responder-nos da mesma forma.

Podemos achar que estamos a dar a volta, a tentar enganá-lo, mas temos que perceber que, quanto melhor o tratarmos, melhor ele será para nós e, quanto mais ignorarmos os seus sinais, pior será.

 

 

 

Existe vida para além da morte?

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Testemunhas de Jeová - parte 4

 

Testemunha de Jeová: 
- Acredita na vida depois da morte?

Eu:
- Não descarto essa possibilidade, mas só quando morrer poderei comprovar se é verdade!

 

Testemunha de Jeová:
- A resposta a essa pergunta está na Bíblia.

Eu:
😲 Não me digam que já alguém morreu, e voltou para contar!

 

 

 

A morte é algo em que não gosto de pensar, se a isso não for obrigada.

Por muitas questões que possa colocar, sei que nenhuma terá uma resposta concreta, e que me satisfaça.

E digamos que, pensar que daqui a uns tempos não serei mais que um corpo enterrado num caixão a ser comido pelos bichos, sobrando apenas meia dúzia de ossos, e que tudo se acaba ali, que não serei mais ninguém, deixando simplesmente de existir, daria comigo em louca.

 

"Ah e tal, se encarássemos a morte como algo natural, não sofreríamos tanto."

 

A morte é algo natural (a não ser quando nos matam). Todos sabemos que vimos a este mundo de passagem e que, o que temos de mais certo na vida, é a morte. Acontece com as plantas. Acontece com os animais. E connosco não seria diferente. Mas nem por isso deixa de ser um mistério, uma incógnita, de fazer sofrer quem fica, pelos que partem. E por saber que um dia calhará a nós.

Por isso, evito pensar no assunto, esmiuçá-lo.

 

 

Mas, como é óbvio, quando nos morre alguém, é difícil ignorá-lo e, nesses momentos, agarramo-nos à possibilidade de a nossa existência ter um propósito maior que a mera passagem por esta vida.

À esperança de que os nossos entes queridos estejam em algum lugar, quem sabe à espera para nos receber um dia, embrenhados em novas missões, dando continuidade ao trabalho feito por cá.

À hipótese de, o fim, não ser o fim.

 

 

Eventualmente, consola-nos pensar que o nosso espírito reencarnará num outro corpo, e viverá novamente, ainda que, ao contrário da ficção, não nos recordemos dessas outras vidas passadas, regressando ao mundo com um livro (e memória), totalmente em branco.

 

 

Mas certezas mesmo, não temos. 

Apenas suposições, desejos, crenças. E isso não me basta, de todo.

À Conversa com a Associação Mentes Sorridentes

 

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E se fosse possível adquirir uma “ferramenta”, desde a infância, para superar os momentos difíceis que a vida nos reserva?

A Associação Mentes Sorridentes é uma associação sem fins lucrativos, criada com o objetivo de transmitir bem-estar a todos os que nos rodeiam, recorrendo ao mindfulness. 

 

Para ficarem a conhecer melhor o trabalho desenvolvido e os objectivos da associação, aqui fica a entrevista:

 

 

 

 

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Como, e quando, nasceu a Associação Mentes Sorridentes?

 

As Mentes Sorridentes nasceram numa escola pública, na área da grande Lisboa, depois de uma equipa multidisciplinar de professores, psicólogos e médicos ter implementado e avaliado um programa de mindfulness desenvolvido para o contexto educativo.

Ao constarmos os resultados de uma intervenção com apenas 8 semanas, considerámos que tínhamos de levar esta experiência a outras comunidades educativas e a única forma de o fazer era constituirmo-nos como associação sem fins lucrativos.

Temos agora 2 anos de existência e já levámos o projeto a 12 agrupamentos de escolas públicas.

 

 

 

Quais são os principais objectivos da associação?

 

A nossa missão é facultar a adultos, crianças e jovens competências duradouras para a vida, baseadas no mindfulness e na meditação, permitindo-lhes alcançar bem-estar mental e emocional.

 

 

 

Para quem não conhece bem o significado, poderia explicar em que consiste o termo “mindfulness”?

 

Mindfulness é um treino mental que assenta na prática repetida de atos intencionais que vão permitir que os processos regulatórios de córtex pré-frontal diminuam a atividade dos processos automáticos do modo default.

Parar e estar presente é uma competência básica do desenvolvimento do mindfulness. E isto treina-se prestando atenção e tendo consciência do que está a acontecer neste momento, dentro e fora de nós.

Estar “acordado(a)” e disponível para a vida tal como ela é, mais do que fantasiarmos aquilo que achamos que a vida deveria ser.

O mindfulness é, dito de outra forma, uma pausa. 

 

 

 

Na sua opinião, a prática do “mindfulness” é útil em todas as faixas etárias, sejam crianças ou adultos, e nas mais diversas áreas?

 

Os campos a que a meditação e o mindfulness se têm alargado revelam a sua importância – do contexto militar, da saúde e empresarial, à educação; desvendando a ciência a importância do treino da mente em todas as idades.

Entre os inúmeros benefícios atestados, referimos, particularmente, aqueles que investigaram esta última área revelando um aumento de competências que são relevantes para professores e alunos.

Entre estas, encontra-se um aumento da capacidade de atenção (Napoli et al 2005; Sedlmeier et al, 2012), uma menor reatividade emocional e um maior envolvimento em tarefas, mesmo quando ativado emocionalmente (Ortner et al., 2007; Roemer et al, 2015), redução do stress e da ansiedade (Chiesa & Serreti, 2009).

Tem, também, sido encontrado um aumento de respostas compassivas a alguém que está em sofrimento e um aumento da compaixão (Condo net al, 2013; Birnie et al, 2010).

A avaliação do nosso programa Mentes Sorridentes tem confirmado, igualmente, estes dados, salientando-se o incremento do bem-estar em adultos, jovens e crianças.

 

 

 

De acordo com a sua experiência, considera que muitas pessoas ainda vivem muito “presas” ao passado, condicionando de forma negativa o presente, no qual não se conseguem focar na totalidade?

 

O estado natural da mente é, por norma, estar imerso na sua narrativa interior, na narrativa da sua história de vida, preso ao passado ou projetando o futuro.

E o mundo atual potencia ainda mais esse “alheamento” do mundo que nos rodeia a ponto de estarmos atentos apenas a alguns sentidos (caso da visão e do tacto).

Treinar a mente também possibilita o desenvolvimento de novas ligações neuronais, de reforçar caminhos cerebrais que nos ajudam a desenvolver a capacidade de nos relacionarmos com a experiência que vivemos de maneira diferente, de ganhar perspetiva e observar a qualidade subjetiva dos fenómenos internos e externos, em vez de se reforçarem os processos habituais de identificação, que oscilam entre reações de apego e aversão (Hӧlzel et al., 2011; Vago, & Silbersweig, 2012).

 

 

 

 

 

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O nosso bem-estar depende, maioritariamente, do nosso corpo e da nossa mente, e da forma como se interligam entre si?

 

Não é possível separar o corpo da mente. Isto pode ser compreendido com facilidade se nos questionarmos: quando temos de lidar com algum acontecimento difícil na nossa vida, como reage o nosso corpo? Por vezes a garganta aperta, ou o estomago faz um nó, ou as mãos suam. O nosso cérebro é um cérebro emocional e facilmente caímos no ciclo de pensamento, emoção, pensamento. O conceito de bem-estar tem evoluído ao longo do tempo, porém atualmente está correlacionado com vários indicadores, entre eles, a saúde mental. 

O mindfulness é uma forma diferente de estar com a experiência de stress ou ansiedade, tendo consciência do que acontece, nessas alturas, no corpo e na mente, e estabelecendo com isso uma relação diferente, não caindo nos automatismos mentais rotineiros.

Aprende-se a ter consciência dos pensamentos à medida que emergem na mente e a não os confundir com a realidade ou identificar com eles, aprende-se a gerir as emoções difíceis.

 



Existem mais pessoas a procurar este tipo de ferramenta quando estão a atravessar momentos difíceis nas suas vidas e pretendem superá-los, ou há quem queira experimentar apenas por curiosidade?

 

Da nossa experiência, a curiosidade é sobretudo o grande motor que leva à procura do mindfulness. Contudo, não é uma panaceia mágica para todos os problemas. É um treino mental associado a um caminho e a uma atitude de viver intensamente a vida tendo consciência da totalidade da nossa experiência. Existem inúmeras ofertas neste campo e é importante saber discernir o que é mindfulness do que não é.

 

 

 

Hoje em dia, as pessoas vivem, de uma forma geral, sob intenso stress e pressão, e a falta de paciência é uma constante, acabando por prejudicar a sua saúde e as relações com os outros. É possível, através do “mindfulness”, reverter estas situações?

 

Não se trata de uma técnica destinada a reduzir diretamente o stress ou ansiedade, ou para controlar o pensamento.

O mindfulness é uma forma diferente de estar com a experiência de stress ou ansiedade, tendo consciência do que acontece, nessas alturas, no corpo e na mente, e estabelecendo com isso uma relação diferente, não caindo nos automatismos que são habituais nessas situações.

Os resultados científicos atestados neste campo revelam um efeito positivo do treino de mindfulness a nível da diminuição do stress, da ansiedade, ansiedade a testes, e depressão (Beauchemin et al, 2008, Napoli et al, 2005; Semple & Droutman, 2017).

 

 

 

 

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Neste momento, a Associação Mentes Sorridentes tem projetos implementados em áreas/ instituições específicas em Portugal, e parcerias com outras associações semelhantes, ou trabalha apenas a nível individual? 

 

As Mentes Sorridentes estão já em 10 comunidades educativas na zona centro e Norte do país. Também contamos com o apoio de algumas empresas privadas que apadrinham escolas e contribuem simultaneamente para o bem-estar dos seus funcionários que realizam exercícios de mindfulness connosco.

Porém, a nível educativo, realçamos a nossa parceria com o Centro de Neurodesenvolvimento do Hospital Beatriz Ângelo, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e a CMLoures que acompanham o projeto nas diversas escolas. A parceria com a Associação Portuguesa para o Mindfulness traduz-se, sobretudo, na adaptação do programa a diferentes realidades e na avaliação do seu impacto. São instituições que nos são particularmente queridas pela confiança que depositam no nosso trabalho.

 

 

 

Para quem estiver interessado, de que forma poderá associar-se, e em que consiste, de uma forma geral, todo o processo que será levado a cabo com os inscritos?

 

Podem acompanhar a nossa associação no facebook: associação mentes sorridentes, em www.mentessorridentes.pt e contactar diretamente connosco em mentessorridentes@gmail.com. Em janeiro e fevereiro de 2019 iremos fazer, em Loures, um curso Mentes Sorridentes para pais e filhos que será divulgado pelos canais acima referidos. Esperamos que venham experimentar “respirar” connosco!

 

 

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: esta conversa foi sugerida pela Claudia Oliveira.

A ficar sem bateria...

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Como um telemóvel viciado, com algum tempo de uso, acho que já não consigo alcançar a bateria completa, representada pela cor verde. 

Mas há-de ser no laranja que ando desde o regresso das férias do ano anterior, até ao início do ano seguinte, altura pela qual passo a andar ali pelos dois tracinhos de bateria, com tendência a reduzir, à medida que o ano vai avançando.

Quando chega à vespera de ir de férias, ao invés de a energia aumentar, sinto ela a escapulir-se por entre os dedos pelo que, hoje, estou apenas com um traço de bateria, e já a começar a apitar, a avisar que é preciso recarregar brevemente, correndo o risco de chegar amanhã, último dia de trabalho, e desligar-me completamente, logo agora que a primeira semana de férias está à porta.

 

Depois, é tentar que na semana de férias (muito pouco para tantos meses de trabalho) consiga voltar ali à meia carga, para sobreviver a mais um mês de trabalho, até voltar a ter férias, e conseguir a proeza de subir para o estado laranja, e repetir todo o ciclo!

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