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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Os "fiscais" da comunidade

Vigiar e produzir - Época Negócios | Inteligência

 

Existem pessoas que vivem a sua vida.

E outras, que se dedicam a fiscalizar a vida dos outros.

 

Desde que chegou até nós a pandemia, são vários os "polícias comunitários" que estão atentos ao que os restantes fazem, ou deixam de fazer, que criticam, que afiam a língua, à falta de melhor entretenimento. 

Porque fulano saiu sem máscara, porque saiu à rua quando devia estar em casa, porque sicrano foi ao café.

E que querem, à força, interferir com a liberdade dos outros.

 

Ontem, vinha eu dos correios para o trabalho quando, em sentido inverso, se aproxima uma idosa, de máscara e, às tantas, diz ela:

 

"Estas senhoras é que fazem bem. Não é preciso cá máscaras nenhumas. Isto é só uma fantasia. Elas é que sabem."

 

Ao mesmo tempo em que dizia isto, que me pareceu a mim uma crítica, a mim e a quem mais vinha na rua sem máscara, tocava ela própria na máscara, com as mãos, chegando mesmo a baixá-la, talvez para que a ouvíssemos melhor.

 

Não liguei, nem respondi.

Não valia a pena explicar à senhora que não é obrigatório usar máscara na rua e que, mais importante que isso, é manter a distância.

 

Nem tão pouco dizer que, nem há dois minutos atrás, tinha estado quase meia hora, com a máscara colocada, nos correios, depois de outra meia hora, na Câmara Municipal, locais onde se deve usá-la, e que o que mais queria naquele momento, era respirar livremente onde, e quando podia.

 

E menos ainda que, em vez de estar a criticar, e baixar a máscara para falar, ou tocar nela onde não é suposto, devia ter seguido o seu caminho, com a máscara colocada, como ela aprecia, e evitar colocar-se a si, e aos outros, no perigo em que não quer que os outros a coloquem!

 

 

 

 

À boleia da (má) fama dos outros

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Por cada participante ou concorrente de um reality show, concurso, ou experiência social, ou até mesmo um qualquer convidado de um programa de televisão, surgem sempre aqueles "amigos", que gostam de apanhar boleia da situação.

 

Por cada pessoa que se atreve a conquistar o seu momento de fama, aparece logo quem também queira usufruir da fama dos outros, quem tenha sempre algo para dizer, quem se queira fazer notar, à custa dos outros.

 

A forma como o fazem, tanto pode ser pela positiva, como pela negativa.

Ou têm sempre algo de bom para dizer, que são melhores amigos, que conhecem melhor que ninguém. E defendem essas pessoas.

Ou, pelo contrário, falam para descredibilizar, para negar, para denegrir a imagem dos outros.

 

Enquanto andam ali no "lavar da roupa suja", no desvendar dos segredos mais secretos, ou no desfile dos maiores elogios, já a comunicação social lhes prestou a atenção que desejavam. 

Em alguns casos, acabam mesmo por conseguir mais fama, que aquela que alcançaram as pessoas de quem falam. 

 

O primeiro jantar de grupo de Casados à Primeira Vista

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Foi o descalabro!

E, por incrível que pareça, começo a apreciar a frontalidade da Ana Raquel, por oposição à dupla personalidade de outras concorrentes.

 

Daquilo que nos é dado a ver, destaco pela positiva os casais:

Hugo e Inês - É provável que, para além da amizade, o Hugo sinta que aquela relação até poderá funcionar. Já da parte da Inês, está a usufruir da experiência, e a criar uma relação de amizade, pelo menos enquanto durar o programa, até agora, com base no respeito mútuo.

 

Marta e Luís - Ele está na boa, calmo, descontraído, e levar um dia de cada vez, sem querer espantar a noiva. Já a Marta, está numa do politicamente correcto. Sabe de antemão que a relação não terá pernas para andar mas, enquanto lá estiverem e se sentirem bem na companhia um do outro, vão levando as coisas, também com respeito pelo parceiro, respeito que é recíproco.

 

 

Pela negativa:

Lurdes e António - Como é que estas pessoas se sujeitam, com a idade que têm, e maturidade que deveriam ter, a vir para estes programas e descer tão baixo, numa onda de desrespeito e críticas constantes, de ambas as partes. Não havia necessidade.

 

Liliana e Pedro - Que Liliana foi esta que conhecemos ontem no jantar? Então, não tinham sido feitos um para o outro, como dizia ela no dia do casamento? Não estavam destinados? Não se mostraram tão românticos e cúmplices na lua de mel? Então, porquê todas aquelas queixas agora? Porquê todo aqueles incómodo? Para quê tantas críticas ao marido?

 

Anabela e Lucas - O Lucas pode não ser a pessoa que ela esperava, ter-se revelado machista e desapontá-la. E ela até pode querer ir com calma, e não mentir acerca dos seus sentimentos, ainda que isso não seja o que o Lucas esperaria. Mas, se é para ir com calma, que o seja sempre. Ou a "bagagem" dela muda de peso consoante as circustâncias?

 

 

O casal neutro:

Ana Raquel e Paulo - Não se pode dizer que tenha havido desrespeito entre ambos, até porque a Ana Raquel mal abriu a boca. Esteve mais interessada em apreciar o companheiro do lado, e até a vimos sorrir, enquanto o Paulo se aproximou da Lurdes, em amena conversa.

 

 

Conclusão (que, no fim, já todos sabemos):

A maioria dos concorrentes que ali vai, não está preparada para a experiência, sobretudo, as mulheres.

A maioria dos concorrentes que ali vai, não vai à procura do amor.

Há luas de mel que são autênticos desperdícios, quando oferecidas a quem delas não sabe usufruir.

 

La Banda

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Sem saber bem o que ver na televisão, calhei mudar para a RTP e estava a dar o programa La Banda.

Já tinha lido várias opiniões e críticas negativas à forma de selecção dos candidatos, mas só no domingo percebi exactamente do que falavam.

 

 

A destacar, como positivo:

Não vi o primeiro programa mas, neste, até achei que o Manuel Moura dos Santos está mais simpático que o habitual. Sem tecer rasgados elogios como os companheiros, também não fez duras críticas que fazem os concorrentes temê-lo tanto.

 

De uma forma geral, estão a surgir por lá concorrentes com talento, garra, diversidade, que não têm medo de arriscar.

 

 

Pela negativa:

Como vem sendo hábito, continua a ser explorado o lado dramático dos concorrentes.

 

É certo que as primeiras impressões também contam, e o público é o alvo a que se destina a música e o trabalho da banda que sair vencedora, mas não considero justo que, só porque a aparência ou atitude não lhes agrada, sejam impedidos de mostrar aquilo que, afinal, foram lá pôr à prova.

 

Acredito que, para conquistar os 75% de votos necessários para chegar até aos jurados e mostrarem o que valem a cantar, a maioria daquelas entradas seja ensaiada, e a atitude programada, faltando naturalidade e autenticidade, mostrando-se alguém que, se calhar, até nem são, e uma confiança e à vontade que, talvez, não tenham.

 

 

Para terminar, uma pergunta parva, em jeito de sugestão:

Porque não escolhem também, para "a banda", não apenas as vozes, mas todos os restantes elementos que a podem compôr: baterista, guitarrista, e por aí fora?