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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Hastag "corposimperfeitospessoasreais"

(porque a perfeição é aborrecida)

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O verão é sempre aquela altura do ano em que os nossos corpos ficam mais expostos.

Não só aos olhos dos outros, mas aos nossos próprios olhos.

E em que mais críticas recebem. A maior parte, vindas da própria pessoa.

 

Não é errado tentar ter um corpo mais saudável.

Mas que não se faça disso uma obsessão. E que as pessoas não acabem por se prejudicar com a mesma.

É importante aceitar e conviver com as pequenas imperfeições que qualquer um de nós tem.

Afinal, como se costuma dizer, a perfeição não existe e, ainda que existisse, seria aborrecida!

 

Por isso, nada de medos.

Mostrem-se como são!

 

Têm pele muito clara?

Nem todos podem ser morenos. É manter os cuidados com a pele, e não ter vergonha de ser "o leite" no meio do "chocolate".

 

Têm celulite?

A maior parte de nós tem. 

 

Têm uns quilinhos a mais/ a menos?

E daí? Há sempre peças que nos favorecem, e não vamos deixar de aproveitar por causa disso.

 

Pêlos indesejáveis?

Pois, era bom não os ter, porque só dão trabalho. Mas que fazer?

 

Estrias?

Sim, não são marcas bonitas de se ver. Mas, se não as podemos eliminar, resta ignorá-las. 

 

Uma barriguinha saliente?

Faz parte. Não vamos fazer jejum para ela ficar sempre lisinha, não é?

 

 

Acreditem que quem vos critica, está longe de ter o corpo perfeito.

Estão apenas a focar-se mais nos outros, para não verem as suas próprias imperfeições.

Por isso, libertem-se dessas críticas, desse receio, dessa autossabotagem.

 

Aproveitem a vida, e o corpo que vos foi temporariamente emprestado, e sejam felizes!

 

Deixem nos comentários aquilo que mais vos incomoda, e como tentam dar a volta à questão.

E se se atreverem, partilhem as vossas imagens, e as vossas imperfeições, sem vergonhas, usando as hashtag's:

 

#corposimperfeitospessoasreais

#corposimperfeitosmulheresreais

#corposimperfeitoshomensreais

 

 

Foi eleito mais um "ídolo" de Portugal

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Esta nova edição do Ídolos deu muito que falar, não só pela nova apresentadora escolhida - Sara Matos - mas, sobretudo, pelo novo painel de jurados - Tatanka, Joana Marques, Ana Bacalhau e Martim Sousa Tavares.

Logo após a tranmissão do primeiro programa, foram várias as críticas, e muitas as pessoas que afirmaram que não iriam continuar a ver.

 

Eu, confesso, só vi ontem a gala final.

Não gostei de ver a Sara Matos como apresentadora. Ela pode ter imenso talento para dançar, cantar ou representar, mas a apresentar o Ídolos, não gostei.  

 

Quanto aos jurados, o bom de só ver a última gala, é que só têm elogios para os concorrentes.

Estão mais descontraídos, porque não são eles que vão escolher, nem avaliar. Brincam, dizem umas piadas.

E para eles está tudo bem: as actuações são fantásticas, qualquer um pode ganhar, já são todos vencedores.

Por isso, nada a apontar.

 

Só conhecia os finalistas pelo que tenho lido sobre eles, mas nunca os tinha ouvido cantar.

Portanto, ontem foi uma estreia para mim.

Não consegui avaliar a evolução, nem se estavam melhor ou pior que noutras galas.

Disse ao meu marido que, em termos do que se procura num "ídolo", o Eduardo era o que mais se destacava e, por isso, poderia ser vencedor, embora não faça muito o meu estilo.

 

A Beatriz foi a primeira a ficar pelo caminho.

Por coincidência (ou não), pelo que percebi, foi a que mais cantou em português nesta edição. Pelo menos na gala final, fê-lo. Foi a andar.

Para mim, tinha melhor voz que a Eva.

Mas já sabia que, entre as duas, sairía a Beatriz.

 

A Eva era uma das favoritas à vitória.

Não mereceu toda a polémica, mensagens e críticas que recebeu por ser filha de quem é.

No entanto, a mim, não me encantou, nem convenceu.

 

Após ouvir a Juliana na primeira actuação passei a torcer por ela.

Quando cantou pela segunda vez, em português, afirmei: vai ficar por aqui.

Não que tenha cantado mal, mas pareceu-me que foi "engolida" pela banda.

E depois, lá está, cantou em português!

A sério que não percebo porque é que as pessoas estão sempre a criticar os concorrentes por não cantarem na nossa língua mas, quando o fazem, são as mesmas pessoas a mandá-los para casa.

 

Portanto, o duelo final foi entre a Eva e o Eduardo.

E, não gostando do estilo de música que canta, considero que o Eduardo foi um justo vencedor. 

Foi, assim, eleito mais um "ídolo" de Portugal!

 

Mas, como eu dizia à minha filha, não interessa quem vence o programa, interessa quem consegue vingar com a sua participação nele.

Por isso, daqui a uns tempos, veremos quem colheu melhores frutos!

 

Imagem: Ídolos

Big Brother Desafio Final: a vitória histórica de Bruna Gomes!

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E foi histórica porquê?

Porque foi, pela primeira vez, uma brasileira a vencer.

Algo que, para muitos, era inadmissível. Porque, em Portugal, a vitória deve ser dada aos portugueses. Até porque, no Brasil, nunca daria a vitória a um português.

Portanto, esta vitória foi uma "bofetada" para todos aqueles que tinham este pensamento.

 

 

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Porque, creio, foi a vencedora que obteve maior percentagem de votos.

Apesar de todas as sondagens a apontarem à vitória. E de ter sido sempre a preferida dos internautas, com grandes percentagens, e diferença, relativamente aos restantes, nunca se esperaria que arrecadasse 91% de votos.

E foi uma bofetada até mesmo para alguns colegas de casa, que achavam que seria ela, mas torciam por um concorrente que nem deveria estar na final.

 

 

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Porque, pela primeira vez, com a vitória dela, houve um casal vencedor, em duas edições seguidas.

Já aconteceu haver concorrentes que participaram em edições seguidas, e se tornaram vencedores, mas esta vitória da Bruna foi uma vitória também do casal Bruna/ Bernardo, já que o namorado tinha vencido a edição anterior.

 

 

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Porque venceu uma pessoa que, realmente, merecia, por tudo o que ela é!

A Bruna foi muito criticada por ter entrado novamente.

Disseram que ia com muita sede ao pote.

Condenaram-na, por ter deixado o namorado cá fora e voltar para dentro de casa.

Porque ele já era o prémio.

Porque ele tinha dinheiro, e ela não precisava disso.

Depois, acabaram por perceber e elogiá-la (lá está, a bipolaridade das pessoas).

A Bruna é a Bruna.

Ela quis ir à luta por ela.

Ela tinha os seus objectivos, e lutou para os alcançar.

E, com isso, inspirou muita gente!

 

Aliás, ela inspirou de várias formas:

Mostrou que se pode dar opinião sem atacar nem ferir ninguém

Mostrou que vale sempre a pena arriscar e que, por vezes, é preciso mesmo sair da zona de conforto

Mostrou que a amizade é mais importante que qualquer jogo

Mostrou que não é mau ter fragilidades, e mostrá-las, desde que se saiba lidar com elas e ultrapassá-las

Ela falou quando tinha que falar, fez silêncio quando não tinha nada a acrescentar

Mostrou que, independentemente das críticas negativas (que doem e provocam tristeza em quem as ouve), não se deve deixar de seguir aquilo que se quer

É uma menina/ mulher divertida, sempre pronta para a brincadeira

Mostrou que não é preciso arranjar conflitos e discussões, planear grandes estratégias, ou inventar grandes teatros

Tem uma grande educação, inteligência, bons valores e princípios

Mostrou que a independência não tem preço, e que é importante lutar por ela

 

Se foi uma vitória real, ou entregue pela produção?

Não quero saber.

Para mim, foi mais do que justa! 

E acredito que para muitos portugueses, a julgar pelo carinho com que a receberam em estúdio, e fora dele, também 

 

 

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PARABÉNS, BRUNA!

 

Imagens: Big Brother TVI e Flash

 

O "tempo certo" existe?

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Certamente já ouvimos, ao longo da nossa vida, a expressão "tempo certo".

Ah e tal, "tudo tem um tempo certo para acontecer". Como se tivessemos que ficar à espera que esse "tempo certo" chegasse, para podermos viver, para podermos ser felizes, para que as coisas aconteçam.

Ou, então, "não era o tempo certo". Como se tivéssemos adiantados, ou atrasados, em relação ao momento em que as coisas deveriam acontecer.

 

Depois, há ainda quem vá mais longe, e estipule qual é o "tempo certo" para determinadas situações, como se fosse uma regra universal, na qual nos devemos basear para reger a nossa vida, as nossas acções, os nossos sentimentos. 

E ai de quem se atrever a ignorá-lo. As críticas não tardam a cair em cima. Ora porque é cedo demais. Ora porque já é tempo demais.

 

Mas, afinal, o "tempo certo" existe?

O "tempo certo" é o nosso tempo.

Aquele de que precisamos.

Aquele em que queremos agir.

Aquele que escolhemos.

E não tem de, nem deverá, ser igual ao dos outros, porque cada pessoa é diferente, e o tempo de cada uma é, por isso mesmo, também diferente.

 

 

Os "fiscais" da comunidade

Vigiar e produzir - Época Negócios | Inteligência

 

Existem pessoas que vivem a sua vida.

E outras, que se dedicam a fiscalizar a vida dos outros.

 

Desde que chegou até nós a pandemia, são vários os "polícias comunitários" que estão atentos ao que os restantes fazem, ou deixam de fazer, que criticam, que afiam a língua, à falta de melhor entretenimento. 

Porque fulano saiu sem máscara, porque saiu à rua quando devia estar em casa, porque sicrano foi ao café.

E que querem, à força, interferir com a liberdade dos outros.

 

Ontem, vinha eu dos correios para o trabalho quando, em sentido inverso, se aproxima uma idosa, de máscara e, às tantas, diz ela:

 

"Estas senhoras é que fazem bem. Não é preciso cá máscaras nenhumas. Isto é só uma fantasia. Elas é que sabem."

 

Ao mesmo tempo em que dizia isto, que me pareceu a mim uma crítica, a mim e a quem mais vinha na rua sem máscara, tocava ela própria na máscara, com as mãos, chegando mesmo a baixá-la, talvez para que a ouvíssemos melhor.

 

Não liguei, nem respondi.

Não valia a pena explicar à senhora que não é obrigatório usar máscara na rua e que, mais importante que isso, é manter a distância.

 

Nem tão pouco dizer que, nem há dois minutos atrás, tinha estado quase meia hora, com a máscara colocada, nos correios, depois de outra meia hora, na Câmara Municipal, locais onde se deve usá-la, e que o que mais queria naquele momento, era respirar livremente onde, e quando podia.

 

E menos ainda que, em vez de estar a criticar, e baixar a máscara para falar, ou tocar nela onde não é suposto, devia ter seguido o seu caminho, com a máscara colocada, como ela aprecia, e evitar colocar-se a si, e aos outros, no perigo em que não quer que os outros a coloquem!