Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Vale tudo por meia dúzia de euros e 5 minutos de fama?

Resultado de imagem para fama

 

O dinheiro faz falta a muitos, e é sempre bem vindo, principalmente para aqueles que estão sem trabalho, vivem com dificuldades financeiras, ou têm dívidas para pagar.

Por outro lado, se nos derem a oportunidade, através de tempo de antena ilimitado, de promover o nosso trabalho, a nossa actividade e, a partir daí, criar oportunidades ainda melhores, por que não aproveitar?

E se, no meio de tudo isso, ainda nos oferecerem de bandeja o(a) parceiro(a) ideal para uma relação?

Então será ouro sobre azul! Ou não...

 

 

 

Até onde estão as pessoas dispostas a ir, por meia dúzia de euros, e 5 minutos de fama?

Até que ponto estão dispostas a agir como actores contratados para representar um papel que, na verdade, não são?

Até que ponto estão dispostas a envolver família e amigos nestas suas aventuras e loucuras, e sujeitá-los ao escrutínio público?

Até que ponto estão dispostas a revelar os seus segredos, o seu passado, os seus erros a todos, com as consequências que daí advenham?

Até que ponto estão dispostas a sacrificar o seu trabalho, por promessas e suposições que podem não dar em nada?

Até que ponto estão dispostas a queimar a sua imagem achando que, mesmo assim, vão sair beneficiados?

Até que ponto as pessoas estão dispostas a sujeitar-se a violência psicológica de tal forma que, podendo sair, decidem continuar?

Até que ponto as pessoas se acham no direito de ser rudes, mal educadas, até mesmo estúpidas, só porque não concordam com as regras, ou com o que estão a obter? 

Até que ponto, e até quando, estão essas pessoas dispostas a fingir algo que não são, e algo que não sentem?

Até que ponto estão as pessoas tão desesperadas por amor, que se rebaixam e insistem em bater na mesma tecla, quando o piano nunca funcionou?

Até que ponto as pessoas gostam assim tanto de fazer figura de parvos, para entreter quem os vê?

Até que ponto as pessoas precisam assim tanto do dinheiro, da fama, e de um programa de televisão, para serem felizes?

Vale tudo?

 

 

 

Ao que parece, vale!

Mesmo que dali a uns tempos ninguém mais se lembre deles, e volte tudo ao normal.

Só isso explica o facto de uma mulher, que já disse e mostrou que não sente nada pelo companheiro, que o acusa de ser agressivo, manipulador, de a rebaixar a toda a hora, que chora e afirma sentir-se esgotada e triste com essa relação, decidir continuar ao lado dele.

Se é para promover o seu trabalho, como dizem, achará mesmo que isso abonará a seu favor? 

Se é, como dizem, para ficar perto de outro concorrente por quem se sente atraída, não seria mais fácil abandonarem os dois o barco e serem felizes cá fora?

 

Só isso explica o facto de um homem, que diz que ninguém está ali pelo verdadeiro propósito que afirmou ir, e que era a base da experiência, que se faz de coitadinho, traído, ignorado e não amado, decidir manter-se ao lado de uma mulher que, nas suas próprias palavras, não serve para ele nem para nenhum homem.

 

Só isso explica o facto de duas pessoas totalmente diferentes, quer em formas de estar, quer em formas de pensar, e que não gostam de nada um no outro, nem fisica, nem psicologicamente, decidirem permanecer juntas?

 

Só isso explica o facto de se continuar a aguentar birras de crianças em adultos, cobranças, discussões, desprezo, indiferença, quando podem sair fora a qualquer momento.

 

 

 

Mas o público agradece o esforço!

Afinal, o que seria de nós sem essas pessoas, e esses momentos totalmente alucinados e hilariantes que  nos proporcionam, e que tanto nos divertem?!

O que seria de nós sem este serviço público, que descredibiliza cada vez mais os psicólogos, neuropsicólogos e coachers, denominados especialistas em matérias sobre as quais não têm qualquer poder de intervenção, e mostra a cada semana que, como era de esperar, erraram e continuam a errar em tudo?

O que seria se nós sem esta mostra do que podemos encontrar no dia a dia, na sociedade, do mais liberal ao mais conservador; do mais autêntico e até ingénuo, ao mais astuto e fingido, escondido atrás da máscara; do mais cool e easy going, ao mais stressado e complicado, do mais psicopata e controlador, ao mais falso e dissimulado?

 

É legítimo ocultar um erro médico?

Resultado de imagem para erro médico

 

Para salvar a reputação de um membro da equipa médica, quando esse erro, ainda que, de certa forma, desculpável, dadas as condições em que a vítima se encontrava e a grande probabilidade de aquele pormenor escapar aos olhos da maioria, resultou na morte da vítima?

 

Como se sente um médico que tentou tudo para salvar um paciente e fez uma manobra perfeita e complicada de emergência que lhe salvou a vida temporariamente, para depois saber que essa mesma pessoa faleceu porque, embora aquele procedimento tenham sido essencial, houve outro que falhou, por sua culpa? 

 

Como se sentem os familiares da vítima mortal, ao tomar conhecimento de que a mesma faleceu, sem sequer imaginar que, talvez, pudesse ter resistido se não fosse um erro médico? Não terão eles o direito de saber? Ainda que isso não devolva a vida de quem partiu?

 

E quem pode julgar se o médico que cometeu o erro tem desculpa ou não? Terão os responsáveis pelo hospital o direito de esconder/ omitir os erros, para savar a pele e a reputação? Ou o dever de denunciar e apurar responsabilidades, quando existam, para manter a credibilidade e confiança?

Sobre o final de Quantico - 2ª temporada

Resultado de imagem para quantico season 2

 

Fui só eu que cheguei ao fim desta segunda temporada com uma certa desilusão? 

Com uma sensação de "tenho que ver tudo de novo, porque não sei se percebi bem, ou se não percebi nada"?

A achar que houve ali personagens que desapareceram sem sentido, que poderiam ter trabalhado mais, a quem deveriam ter dado um final de destaque?

 

Entre essas personagens, sem dúvida o Harry, e a sua relação com o Sebastian, mereciam mais do que lhes foi dado.

E a morte do León Velez, foi para quê mesmo?

E a Lydia, tão promissora no início, e depois "deixa" a série assim?

E a Dayana? A última vez que soube dela, tinha ido ao tribunal. O que lhe aconteceu depois?

 

Se há séries que não desenrolam, Quantico parece desenrolar-se rápido demais! Enquanto uma pessoa está a fazer o caminho de ida, já o episódio está na volta, a chegar à meta. E, na tentativa de acompanhar o passo, perde-se muita coisa pelo caminho!

 

Mas, se a primeira temporada fez todo o sentido, esta pareceu-me a mim mais confusa. Não tão focada num só enredo, mas quase dispersa por vários, que não se entrosaram da melhor forma.

 

Gostei do "quase" romance da Shelby e do Clay, que não se concretizou. E do final Alex/ Ryan, finalmente juntos (até ver)!

Gostei da mensagem de que, por vezes, temos que nos aliar aos vilões para conseguir derrotá-los, e que o lado dos maus não é algo tão "preto no branco", ou seja, o facto de não estar no lado dos bons, não significa, obrigatoriamente, que se está no lado dos maus. 

 

Não achei tão credível, conhecendo bem a Alex, que os vilões tenham acreditado na sua vontade de trair tudo aquilo em que acreditava, para se juntar a eles. Tal como não se percebeu bem como é que a Raina e a Nymah, que dificilmente conseguiriam escapar, de repente estão livres.

 

Nesta temporada, não houve uma bomba para deter, mas sim uma série de jogadas políticas com um objectivo único e estudado a longo prazo, que desta vez, não se concretizou, graças aos protagonistas.

 

Vida de agente é assim, luta-se e arrisca-se a vida a cada dia, para evitar o que pode acontecer hoje. Porque amanhã, poderá haver mais. Quem foi sacrificado, não poderá fazer muito mais. Resta a quem sobreviveu, chegar ao amanhã, que se tornará, mais uma vez, o hoje. 

 

E agora, a haver uma terceira temporada, vão trazer a Alex de volta? Conseguirá o Ryan apoiar a mulher? Irão libertar a Miranda? O que acontecerá às personagens nossas conhecidas, e quem trarão de novo para um novo enredo?

Fico à espera!

Confiar, sim! Mas em quem?

Doc. 1.jpg

 

 

Todos sabemos que a confiança é a base de tudo. Um dos pilares que sustenta a nossa vida, as nossas relações, que torna possível e mais fácil a nossa convivência em sociedade.

Se nos tiram esse pilar, perdemos o equilíbrio, não temos onde nos apoiar e ficamos sem rumo, desnorteados, sem saber como construir um novo pilar e recuperar a base que nos sustenta.

Por isso, é importante confiar, sim! Mas em quem?

Como vamos confiar na nossa justiça, se a nossa justiça defende e solta criminosos, e acusa e prende inocentes?

Como vamos confiar no nosso governo e nos nossos políticos, se aqueles que criam as leis, os impostos e as obrigações, são os primeiros a não cumpri-las, a fugir, a fazer-se de desentendidos ou desconhecedores, a não serem punidos por isso?

Como vamos confiar na nossa polícia quando, muitas vezes, são os próprios polícias os criminosos? Como vamos confiar nos inspectores para desvendarem crimes quando são eles próprios cabecilhas de esquemas de rapto, extorsão e sabe-se lá mais o quê?

Como vamos confiar nas entidades patronais se "quando o barco afunda" são os primeiros a saltar fora e a nos deixar entregues aos tubarões?

Como confiar nos bancos e naqueles que os gerem, se até os bancos mais seguros caem, e as pessoas correm o risco de ficar sem o seu dinheiro?

Como acreditar na seriedade das pessoas, se cada vez mais percebemos que muitas delas são corruptas?

Como vamos confiar nos amigos se, à primeira oportunidade, nos atraiçoam?

E poderia dar muitos mais exemplos.

Há quem diga que não podemos julgar o todo pela parte. É verdade. Mas não me venham dizer essas transgressões, em que apenas uma minoria envolvida em polémica, não afectam a credibilidade da restante parte.

É certo que não podemos viver eternamente com desconfiança. Mas parece-me que é assim que a maioria de nós, portugueses (e provavelmente por esse mundo fora também), nos sentimos actualmente. Sem confiança naqueles que deveriam tê-la, e fazer por merecê-la. Porque já um dia confiámos, e pagámos bem caro por isso.

Será um trabalho árduo para todos recuperar essa confiança perdida, acabar com a "desesperança" que parece ter vindo para ficar. Neste momento, as pessoas quase só confiam em si próprias, e mesmo assim... 

 

Sobre José Castelo Branco...

...como a televisão insiste em alimentar as suas excentricidades...

...e como nós, portugueses, as consumimos!

 

 

O que têm, em comum, os concursos Quinta das Celebridades, Circo das Celebridades, Primeira Companhia, Perdidos na Tribo e Splash! Celebridades? José Castelo Branco participou em todos estes programas. E em todos eles foi, por certo, motivo suficiente para aumentar as audiências!

Afinal, os portugueses querem ver como ele se vai sair, que figura vai fazer, qual será a sua próxima excentricidade. Assim, que mais pode a televisão portuguesa fazer, a não ser dar aos seus espectadores aquilo que eles querem ver? Aquilo que os diverte? Aquilo que os faz rir? Ou mesmo aquilo que os faz criticar? Todas essas emoções são sinal de que, gostando ou não, todos vêem (ou quase todos), embora por diferentes motivos.

Eu própria vejo o Splash. Não necessariamente pelo José Castelo Branco. E é por ver o programa que me apercebo de como a SIC insiste em dar mais tempo de antena a esta "personagem". Apercebo-me que, se por um lado, o José Castelo Branco parece vibrar com o protagonismo que lhe é concedido, a SIC parece fazer dele o "bobo da corte" de serviço.

O papel dele deveria ser o de concorrente. Foi para isso que lá foi, tal como todos os outros. Entre esses outros temos, por exemplo, João Ricardo, que muito nos fez rir no Vale Tudo. Temos a Cristina Areia, que é actriz. Temos a Sónia Brazão que, além de actriz, também canta. Temos manequins, atletas, pugilistas, personal trainers, etc. Foi dado, a algum deles, um destaque especial? Não!

Mas José Castelo Branco é José Castelo Branco!

Não concordo, de todo, com o protagonismo e crédito que é dado a esta figura, seja em que programa for. Mas o que é certo é que ele está disponível, o povo português "consome" e a televisão retira os seus lucros. Será assim enquanto nós contribuirmos para tal. 

E quem melhor que ele para participar numa apresentação de natação sincronizada?! Quem melhor que ele para cantar os Óculos de Sol  d'As Doce?! Quem melhor que ele para fazer birra depois de ser eliminado, e voltar na semana seguinte, para desfilar de noiva?!

Quem melhor que ele para nos brindar, a cada momento, com os seus fatos de banho exclusivos, plumas e saltos altos?!

Quem melhor que ele para se superar, e nos surpreender com as suas performances, quando pensávamos que isso já não era possível?!

Só mesmo aquela "andorinha"!

Posto isto, pergunto:

Poderia o Splash ser o mesmo sem as excentricidades de José Castelo Branco?

Poder até podia... Mas não era a mesma coisa!

  • Blogs Portugal

  • BP