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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando vemos, nos outros, um reflexo de nós próprios

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Mais depressa olhamos para os outros, do que para nós. E é tão mais fácil observar quem nos rodeia, do que direccionar a visão na nossa direcção, pela dificuldade de conseguirmos ver tudo, e de forma isenta.

 

Mas, se pensarmos bem, muitas vezes, aquilo que vemos e apontamos nos outros é, também, um reflexo de nós próprios.

 

Somos as pessoas que, em determinado momento, agem com o coração. E em outro, com a mente, com ponderação.

Somos as pessoas que preferem ver o lado bom das coisas, mas também somos aquelas que, algumas vezes, não conseguem esquecer o mau, e se revoltam.

Somos aquelas pessoas que, muitas vezes, guardam para si as suas opiniões, que preferem calar-se, ignorar provocações, mas também aquelas que, noutras ocasiões, dizem o que têm a dizer, e explodem.

Somos pessoas organizadas e metódicas mas, também, quando calha, menos perfeccionistas.

Somos pessoas de trabalho mas, como outras, também nos sabe bem o descanso, o não fazer nada.

Somos pessoas de causas que, muitas vezes, não precisam de causas para agir.

Somos pessoas calmas, mas até as mais calmas, em determinados momentos, podem exaltar-se.

Somos inseguros, vulneráveis, mas outras vezes confiantes e fortes.

Podemos parecer frios em algumas circunstâncias mas, noutras, oferecer aquele calor humano que conforta.

 

Somos um conjunto de "camadas", de diferentes pessoas numa só, com características mais vincadas e activas que outras e que, à partida, nos definem. 

Mas somos, não raras vezes, um reflexo daquilo que criticamos nos outros, mas que também poderá existir dentro de nós, ainda que adormecido, ou pouco visível.

 

 

"Atirar areia" para os olhos do público

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Ninguém gosta de ser enganado.

Que o façam de parvo.

Que o tomem por idiota.

Que lhe atirem "areia para o olhos".

 

E o público, que sempre apoiou e esteve presente, ao longo da carreira de um determinado artista, não é excepção.

O público pode parecer iludido, "amestrado", incondicionalmente fiel e devoto mas, quando percebe que está a ser ludibriado, facilmente se volta contra aqueles que, antes, defendeu.

Não há nada como a verdade e, com ela, pode-se ganhar ainda uma maior admiração pelo artista.

Sem ela, o público que, ontem, era defensor pode, hoje, tornar-se o inimigo. O público que, ontem apoiava pode, hoje, criticar e condenar, se se sentir enganado.

 

 

E vem isto a propósito de quê?

Poder-se-ia aplicar a vários artistas mas, refiro-me, em específico, a Raquel Tavares que, há umas semanas, tinha dado uma entrevista emotiva e aparentemente, sincera, na qual anunciava o fim da sua carreira como fadista, porque estava cansada de ser uma figura pública, com tudo o que isso acarretava. Frisou que queria dedicar-se a outras áreas, de preferência, de forma anónima.

 

Ora, ela tem o direito de fazer o que bem quiser com a vida dela, sem ter que dar satisfações a ninguém. E dedicar-se ao que bem entender, que ninguém tem nada a ver com isso.

Mas, a partir do momento em que dá a entrevista que deu, com o ênfase que lhe atribuiu, com a tristeza e mágoa com que o fez, e com as declarações que prestou, as suas decisões tomam uma outra proporção.

Partiu-se do princípio que o fez com verdade.

Para, logo em seguida, ela própria contradizer as suas palavras, com as suas acções.

Uma pessoa que está saturada da exposição pública, e de ser figura pública, não deixa de ser fadista para ser atriz! Uma pessoa, que diz que já não gosta de cantar, não continua a fazê-lo.

 

É, por isso, normal que, agora, seja acusada de ter enganado o seu público, de a sua entrevista e decisão não passarem de uma farsa ou, talvez, de uma estratégia de marketing para o que aí vinha.

Não teria sido tão mais simples ser honesta, e afirmar apenas que queria fazer uma pausa na sua carreira como fadista, para se dedicar a outros projectos? Ninguém a iria criticar. Ninguém teria nada a apontar.

Mas fazer aquele "teatro" todo, mostra-se no papel de vítima do mediatismo, para depois continuar a ser mediática? Só fez com que ficasse totalmente descredibilizada.

 

Apenas me pergunto como irá ela lidar com este mediatismo resultante da TV, quando não o conseguiu "supostamente" fazer enquanto fadista? 

Olhar para dentro de nós, antes de criticar

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A tendência para criticar os outros está tão enraizada, em cada um de nós que, por vezes, as palavras saem da nossa boca quase automaticamente, sem darmos conta.

Porque é o que está ali à nossa frente, à nossa vista. E é algo que não gostamos, que não achamos bem, que nunca faríamos.

 

Ou então, faríamos!

Muitas vezes criticamos, nos outros, aquilo que também nós fazemos.

O problema, é que é mais difícil olhar para dentro de nós, e perceber o que fazemos errado, ou que atitudes temos, que abominamos nos outros, mas nem nos apercebemos delas em nós.

 

Assim, talvez fosse bom, antes de criticar o próximo, olhar para nós e pensar: é algo que eu costumo fazer/ dizer?

Se sim, ainda vamos a tempo de conter a crítica.

Mais vale calarmo-nos, e tentar começar por corrigir os nossos gestos.

Se não, pensar até que ponto vamos fazer essa crítica de forma construtiva e positiva, acrescentando algo a quem a recebe ou se é, pura e simplesmente, vontade de dizer mal e criticar negativamente.

Porque esse tipo de críticas não servirá para nada, além de para nos julgarmos superiores aos outros.

 

 

O desafio do balão

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O desafio era simples.

Cada uma tinha que segurar o seu balão com as pernas, e aguentar o máximo de tempo com ele cheio. Numa das mãos, tinham um alfinete.

O balão representava, naquele caso, a sua paciência.

A única coisa que poderiam mexer, era a mão que segurava o alfinete no ar que, suponho, utilizariam para rebentar o balão quando já não aguentassem mais.

Quem chegasse ao final do desafio com o balão cheio, ganhava um prémio.

 

 

A moderadora deu início ao desafio e, o que é que aquelas mulheres fazem todos em menos de 2 segundos?

Rebentam os balões das outras! À excepção de uma, que nem teve tempo de agir e já tinha o seu balão rebentado, e de outra, que rebentou o seu próprio balão sem querer.

O que se retirou deste desafio?

Que, muitas vezes, as pessoas, em vez de tentarem manter a sua paciência e o seu balão cheio, preferem estoirar a dos outros!

É algo inato, impulsivo, que parece estar programado pelo nosso cérebro.

Nenhuma daquelas mulheres percebeu o que lhes foi explicado, e o que era suposto fazer. Todas elas poderiam ter ganhado! Bastava que permanecessem quietas. E, quando a moderadora lhes explicou isso mesmo, perceberam o quão parvas tinham sido.

 

 

É isto que acontece também na vida real, não só no que respeita às relações entre casais, mas às relações em geral.

Mais do que se preocuparem se o seu próprio balão está cheio ou rebenta, o que importa é que, de qualquer das formas, os baloes dos outros estejam rebentados.

É mais fácil dirigir as nossas forças contra os outros, do que virá-las para nós mesmos. 

Muitas vezes, as pessoas vivem mais felizes com o mal dos outros, do que com o seu bem. Apontam mais para os defeitos dos outros, do que para os seus. Criticam mais as acções dos outros, sem se perguntarem se fizeram diferente ou  sequer, fizeram algo?

Este é um bom retrato da sociedade em que vivemos, visível através de um simples desafio, e uma simples atitude.

 

 

No caso concreto desta experiência, a intenção era mostrar a estas mulheres que, numa relação, os balões devem estar mais ou menos ao mesmo nível e, sempre que um deles estiver a descer, cabe ao outro tentar fazê-lo subir. Não com críticas, com imposições, mas com atitudes e palavras positivas, de incentivo. E que devem pensar duas vezes e tentar ser mais pacientes, para que o balão do outro lado não estoire, e se acabe a "brincadeira" ainda esta mal começou.

 

 

Quanto à única que, no meio de todas, rebentou o seu próprio balão, só posso concluir que, na ânsia de querer rebentar o balão do outro, através das suas atitudes, não percebe que ela é quem sai mais prejudicada. Que é a ela que, efectivamente, está a fazer mal, ao não dar uma oportunidade, ao não se permitir ser feliz, preferindo afastar todos do seu caminho.