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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Trabalho repetido, cuidado diminuído

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Sabem quando nos pedem para fazer algo, e nós fazemo-lo com gosto, e sai bem?

Depois, uns dias mais tarde, pedem-nos o mesmo favor, e voltamos a fazê-lo, com o mesmo empenho.

Mas, se isso se começar a tornar uma rotina, em que começamos a ter que fazer o mesmo uma, duas, três vezes por dia, dia após dia, então começamos a fazê-lo por obrigação, sem gosto, sem empenho, em modo automático, sem prestar muita atenção, sem grande cuidado nem perfeição, porque já estamos fartos de fazer o mesmo.

Sim, nem sempre as repetições levam à perfeição. Por vezes, têm o efeito precisamente contrário, e é preciso fazer uma pausa para voltar a sentir o mesmo agrado da primeira vez, ou corremos o risco de, com trabalho repetido, o cuidado ser diminuído, e não sair nada de jeito.

Como ficar com a boca destruída em pouco tempo

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Sobre os advogados que são atribuídos às pessoas que pedem apoio judiciário à Segurança Social, há aquela ideia generalizada de que, como são mal pagos, não querem saber dos clientes e nada fazem para defender os seus interesses como fariam se, em vez de serem pagos pelo instituto competente, a baixo custo, fosse o cliente a pagar o valor justo pelo serviço.

A verdade é que os advogados só trabalham nesta modalidade se se inscreverem para tal. Ninguém os obriga. E nem todos são iguais.

 

No entanto, e no que diz respeito aos dentistas, começo a concordar com essa opinião generalizada. Ninguém os obriga a aderir a programas de saúde dentária, como é o caso do "cheque dentista". Mas, se aderiram, só têm que fazer o mesmo trabalho que fariam se fosse eu a pagar do meu bolso.

Em Agosto marquei consulta na clínica para a minha filha, supostamente, para a mesma médica onde tinha ido antes. Afinal era outra, com o mesmo nome.

Estávamos na sala de espera quando sai de lá uma adolescente a queixar-se da boca. Chamaram a minha filha.

Ia apenas fazer uma destartarização, e pôr selante em alguns dentes.

Saiu de lá com os lábios todos feridos e inchados, e assim continuaram por uns 3 ou 4 dias, gretados, a sangrar.

O meu marido está farto de fazer destartarizações, numa outra clínica, e nunca ficou assim.

 

Tanto a outra adolescente, como a minha filha, tinham lá ido no âmbito do "cheque dentista".

Não sei se é a médica que não tem mesmo jeito nenhum, ou nem se preocupou em ter cuidado porque não está a ser bem paga para isso.

Tinha que marcar mais duas consultas, uma para setembro e outra para outubro, para completar os tratamentos, porque senão não tenho direito aos próximos.

Mas se ela, com uma simples destartarização, já ficou com os lábios naquele estado, nem quero imaginar o que poderá acontecer quando for lá novamente. Ainda por cima a médica falou que se calhar teria que usar a broca...

 

Acho que me vou esquecer dos cheques dentista e, quando precisar, pago do meu bolso. Pode ser que seja melhor tratada! 

 

Transcendence: A Nova Inteligência

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Um filme que tem fantasia a mais para o meu gosto, mas que nos faz pensar em algumas coisas como:

- ter cuidado com aquilo que desejamos porque, um dia, quem sabe, isso pode vir a ser concretizado, e tornar-se mais assustador do que benéfico

- a ciência é espectacular, mas há certas coisas que devem permanecer como estão, e deixar a natureza seguir o seu curso, sem interferir

- por muito boas que sejam as intenções de alguém, quando se lança nestas experiências, até que ponto a capacidade de controlar tudo e todos, e o próprio mundo, não desviarão alguém do seu carácter, e a sede de poder não a levará a actos abomináveis?

- poderá uma máquina substituir um humano a todos os níveis, e ser vista pelos demais como se fosse a pessoa, e não a máquina, que ali está à sua frente?

 

 

 

Sinopse:

"Will Caster é um dos mais importantes investigadores no campo da Inteligência Artificial, dedicando toda a sua vida a criar uma máquina capaz de pensar e sentir por si mesma. As suas experiências e criações controversas tornaram-no famoso na sua área de estudo, mas transformaram-no também num dos principais alvos dos grupos extremistas antitecnologia. Com o projecto quase concluído, Will é atacado por um grupo terrorista e deixado gravemente ferido. Antes que ele morra, Evelyn, a sua mulher, insere no seu cérebro um protótipo que lhe retira a consciência e a transfere para um supercomputador. Evelyn verifica que a mente de Will ressuscitou no processador da máquina e que continua a funcionar na perfeição. Porém, Caster revela uma vontade de adquirir conhecimento que parece ter perdido qualquer noção dos limites. Decidido a ganhar poder e controlar o mundo, ele tem um objectivo muito específico: tentar convencer a mulher a ligá-lo à internet para que ele se possa propagar por todos os computadores existentes e criar uma inteligência colectiva. Apesar de isso significar o sucesso de décadas de estudo e total dedicação, Evelyn percebe o impacto que poderá ter não apenas na sua vida, mas na de toda a Humanidade." 

Sabem aquele momento...

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...em que tentamos passar despercebidas, e acabamos por chamar a atenção de todos sem querer?!

 

Não foi bem esse o caso, mas quase!

Já por uma ou duas vezes tentei abrir uma saqueta de bolachas com muito cuidado, para não haver acidentes.

E o que é que aconteceu? 

Quando dei por isso, a saqueta abriu demais, as bolachas saltaram todas do pacote, e fiquei com pedaços de bolacha partida do chão à minha volta!

 

Facturas de saúde com IVA a 23%

 

Depois da grande polémica que se gerou sobre a questão das facturas de saúde, com IVA a 23%, poderem ou não ser dedutíveis em IRS, e em que moldes (nomeadamente pedir facturas separadas com IVA diferente), parece que chegaram a um consenso.

Assim, todas as facturas de saúde com IVA a 23%, emitidas desde o início do ano, podem ser dedutíveis no IRS, mas apenas desde que sejam validadas pelo próprio contribuinte. Sim, o contribuinte terá que ir ao Portal das Finanças, e validar cada uma das facturas de saúde com IVA a 23%, que irão ficar pendentes nesse mesmo portal.

Como já acontecia anteriormente, só poderão ser validadas facturas com IVA a 23%, desde que tenham a respectiva receita médica. Caso contrário, não poderão ser validadas. 

Já agora, e porque mais vale prevenir do que remediar, não será mal pensado juntar todas as facturas, sejam elas de saúde, educação ou outras quaisquer e, na devida altura (ou podem ir fazendo aos poucos), confirmar uma a uma se constam no portal e se estão validadas, para que não haja depois surpresas.

É que, convencidos de que basta pedir facturas com contribuinte que elas hão-de lá aparecer no portal, muitas vezes deitamos fora as facturas. Depois, quando temos que validar, já nem sabemos a que dizem respeito aqueles valores. E, outras vezes, nem sequer lá constam algumas das facturas pedidas. Nesses casos, sem o suporte em papel, não podemos inseri-las correctamente.

Por isso, tenham atenção, e confirmem se bate tudo certo.

 

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