Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"Adeus, June"

adeus-june-capa.png 

 

Deparei-me com este filme na Netflix, na noite da consoada.

Vi o trailer e gostei, mas não é o filme mais indicado para se ver numa época destas. 

Menos ainda, quando perdemos os nossos pais há pouco tempo.

 

No entanto, a curiosidade falou mais alto e, no fim de semana, acabei mesmo por vê-lo.

Com Helen Mirren, Kate winslet (que também dirige), Toni Collette, Timothy Spall, Johnny Flynn e Andrea Riseborough, o filme aborda uma doente com cancro em fase terminal, em contagem decrescente para a morte, enquanto cada um dos seus filhos, e o próprio marido, lidam com a situação e com os seus sentimentos, à sua maneira.

 

Para além do momento frágil em si, há ainda as desavenças entre duas irmãs, que June quer ver resolvidas antes de partir.

 

A aparente insensibilidade dos médicos responsáveis, a contrastar com a empatia e cuidado de um enfermeiro que é apologista de uma boa despedida em família.

A coragem e resistência de June, apesar da sua condição cada vez mais débil, em contraste com o desmoronar dos filhos.

A aceitação do destino por parte da doente, por oposição a uma certa negação dos seus entes queridos.

 

Não há uma forma certa de agir, de reagir, de sentir, de encarar a realidade.

Cada um fá-lo à sua maneira.

No fundo, todos partilham a mesma dor.

O mesmo amor por quem está prestes a despedir-se desta vida, e deste mundo.

E é isso que importa.

 

 

 

 

"Antes de Desaparecer", de Reese Whiterspoon e Harlan Coben

image.jpg

 

A ela, Reese Whiterspoon, conhecêmo-la, maioritariamente, como actriz.

A ele, Harlan Coben, como um dos autores com mais livros adaptados a séries, nas plataformas de streaming. 

Neste livro, juntaram-se os dois, numa parceria inesperada.

 

Confesso que a história começa bem, prende o leitor, e promete.

Mas, quando chegamos ao fim, a sensação que fica é a de que não resultou da melhor forma.

Parece haver cenas e informações aleatórias que, depois, de nada servem.

Parece haver personagens que não se percebe bem que papel tinham, ou porque o tinham, porque não acharam por bem aprofundá-las.

Parece ficar coisas por explicar.

E o final, depois de tudo, é este?

Habituada aos livros a solo de Harlan Coben, quase todos grandes thrillers, este, a duas mãos, deixou a desejar.

 

 

Sinopse:

"O talento narrativo de Reese Witherspoon, atriz e vencedora de um Óscar, encontra o génio do autor bestseller internacional Harlan Coben. Num thriller arrebatador, uma mulher vê-se presa numa conspiração mortal, em que cada revelação pode ser a última.

Maggie McCabe vive no fio da navalha. Reconhecida cirurgiã de combate do Exército, vê a sua vida desmoronar após uma sucessão devastadora de tragédias que lhe roubam a licença médica e o rumo.
Quando menos espera, mas sempre com a coragem intacta, Maggie recebe uma oportunidade inesperada: trabalhar para um dos homens mais enigmáticos do planeta, uma figura anónima e milionária que exige cuidados médicos de excelência… e total segredo.
No entanto, quando esse paciente desaparece subitamente, ela transforma-se na próxima peça de um jogo letal. Para sobreviver, terá de fugir, antes que seja a próxima a desaparecer."

Absentia - terceira e última temporada

absentia_s3_sony_primary_keyart_horizontal_16x9_19

 

Uma temporada que eu nem fazia ideia que existia mas que, posso dizer, vale bem a pena!

E pensar que quase me obriguei a ver os episódios da primeira temporada, a muito custo, e sob pena de adormecer pelo meio, de tão secantes que eram.

A segunda temporada melhorou, mas chegou ao fim, e acabei por perder o rasto à série, sem saber se haveria nova temporada ou ficava por ali.

E passaram cinco anos.

 

Na passada semana, quando vi que tinha chegado à Netflix, nem liguei. Afinal, pensava eu, já tinha visto a série.

Até que comecei a ler comentários sobre a terceira temporada. 

Como assim, terceira temporada?!

Foi quando percebi que a mesma estava, igualmente, disponível. 

 

Se as duas primeiras temporadas seguem a história de Emily e o seu regresso ao mundo dos vivos, tentando perceber quem a manteve em cativeiro durante todos aqueles anos, nesta nova temporada, o tema central muda.

Agora, temos uma rede de tráfico de órgãos, e o ex-marido de Emily, agente do FBI, raptado pela organização Meridian.

Emily, como sempre, mesmo estando à espera da reintegração na agência, atira-se de cabeça para tentar salvar o pai do seu filho, seguindo as suas próprias regras, fontes e alguma ajuda que conseguir, sem dar conhecimento àquela que está encarregada do caso, mas em quem ela não confia minimamente.

 

Talvez o final não seja aquele que gostaríamos.

Mas, como diz Stana Katic, é o encerramento necessário para Emily: de vítima a sobrevivente, e de sobrevivente a dona do seu próprio futuro.

Com todas as consequências que isso acarreta.

 

Por um momento, perguntei-me porque não foram as primeiras temporadas tão boas como esta última, e porque não mais temporadas ao género desta?

Mas a resposta é óbvia.

Absentia começou por ser diferente, e com uma premissa que chamou logo a atenção, por isso mesmo.

Transformá-la em mais disto que foi a terceira temporada, seria banalizá-la. Torná-la igual a tantas outras que já existem.

 

Se tiverem oportunidade, vejam!

"A Primeira Mentira Ganha", de Ashley Elston

image.jpg 

 

O problema, quando lemos muitos livros semelhantes, é que os seguintes podem perder o interesse pela previsibilidade da história, do enredo, das personagens e dos acontecimentos.

Não foi o caso deste, que me surpreendeu bastante, e conseguiu cativar do início ao fim, sem adivinhar nada do que ali estava a acontecer!

 

Evie foi contratada para fazer mais um serviço, e o seu alvo é Ryan.

Tal como nos serviços anteriores, ela vai recebendo instruções, em momentos diferentes. Por isso, apesar de já fazer parte da vida de Ryan, com quem namora, e de ter enviado algumas informações para o seu chefe, ela não sabe bem o que é suposto descobrir, e o que é suposto fazer.

No entanto, o seu chefe, que já não estava muito satisfeito devido ao fracasso do trabalho anterior, parece decidido a lixar a vida de Evie, mostrando que é ele que está no comando, e ela, nas suas mãos.

Mr. Smith acredita que Evie o enganou e traiu, e que tem na sua posse documentos e informações que o podem incriminar. 

Então, arranja forma de culpar Evie pelo assassinato de Amy, um dos anteriores alvos, entregando à polícia provas comprometedoras.  

Para se livrar da acusação, Evie deve entregar-lhe tudo o que guardou no cofre do banco.

Sem poder usar a sua verdadeira identidade e, aparentemente, encurralada, Evie tem pouco tempo para decidir o que fazer, e como sair ilesa de toda esta situação.

Ainda tem alguns contactos, pessoas que a podem ajudar, mas será suficiente?

 

O que posso dizer é que o jogo não começa ali, na corrida contra o tempo para se safar da prisão ou da morte certa.

O jogo, começou muito antes, e alguns jogadores nem faziam ideia disso!

Os dados, há muito, foram lançados. Resta esperar para ver quem chega à meta, e quem fica pelo caminho.

Vale a pena ler!

 

 

Sinopse:

"Evie Porter tem tudo aquilo com o que uma mulher sonha: o namorado perfeito, uma casa incrível e um grupo de amigos divertidos.
Só há um problema: Evie Porter não existe.
Até hoje, Evie não conhece Mr. Smith, o seu misterioso patrão, mas sabe que o novo trabalho não vai ser parecido com os anteriores. Sente-se próxima do seu alvo, Ryan, e começa a sonhar com uma vida diferente. Porém, Evie tem de se manter focada e não pode dar-se ao luxo de cometer nenhum erro - sobretudo depois do que se passou da última vez.
A única verdade que tem como certa, e nós também, é esta: Evie Porter não é Evie Porter. E só há uma coisa que sempre considerou sagrada: nunca revelar a sua identidade. Mas tudo pode mudar quando a verdade sobre si começa a vir ao de cima.
Naquela cidade, ao lado de Ryan, na casa perfeita, com os amigos ideais, Evie Porter vai ter de estar um passo à frente de quem a pode desmascarar e destruir a possibilidade de uma vida perfeita. Não há problema: Evie sempre gostou de desafios, e este vai ser o maior de sempre. Que comece o jogo."

"O Clube do Crime das Quintas-Feiras", na Netflix

O Clube do Crime das Quintas-Feiras | Trailer | Dublado (Brasil) [4K]

 

Vi-o por recomendação da minha filha.

Tem humor, tem mistério, tem drama.

E tem grandes actores, entre eles, Helen Mirren, Ben Kingsley, Pierce Brosnan e Celia Imrie.

 

O engraçado é que parecia que estava a ver um lar de actores reformados, que agora se dedicam a outras actividades, e não, propriamente, as personagens que estavam a interpretar.

Ou seja, pessoas reais.

O que, no fundo, poderia acontecer.

Num lar para idosos, podemos encontrar todo o tipo de pessoas, diferentes em muitos aspectos, com as mais variadas profissões. Até actores.

 

Coopers Chase não é um lar comum. É um conjunto de residências, cada uma atribuída a uma pessoa/ casal, onde podem ter uma vida relativamente normal e independente, com a possibilidade de optar por momentos de privacidade, ou de convívio, consoante lhes apetecer.

Em Coopers Chase, não estão apenas pessoas sozinhas, abandonadas pela família. Não estão apenas pessoas fisicamente limitadas ou acamadas.

Estão pessoas inteligentes, com os mais variados talentos, algumas ainda cheias de vida e com ocupações curiosas.

É o caso da misteriosa Elisabeth, uma espiã, do sindicalista Ron, da enfermeira Joyce e do psiquiatra Ibrahim que, agora, ocupam as quintas-feiras a tentar decifrar crimes ocorridos e a tentar solucioná-los, formando "O Clube do Crime das Quintas-Feiras".

 

Só que, a determinado momento, o grupo irá ter em mãos um crime real, presente, e que envolve o futuro de Coopers Chase, que corre o risco de ser demolido, e desalojar todos os residentes.

Com os seus conhecimentos, e a ajuda da agente Donna, também ela bastante eficiente, conseguirá o grupo resolver o mistério?

 

Destaco, neste filme, o marido da Elisabeth - um homem preso numa doença que lhe tolda a mente e a memória. No entanto, nos seus momentos "bons", conseguiu aquilo que, até àquele momento, nenhum dos quatro investigadores tinha sequer imaginado.

No entanto, lá está, a doença tem destas coisas: momentos bons, momentos maus, e algumas partidas.

Após ver confirmadas as suas suspeitas, e obter a confissão, a mente de Stephen esquece a conversa tida minutos antes.

Ainda assim, ele tem os seus truques na manga. 

 

Realço ainda a espécie de "lição" que nos é dada, quanto às novas tecnologias e métodos, por oposição aos conhecimentos mais antigos. Tal como a formação dada na actualidade, em oposição à de outros tempos. 

E existem pessoas que nem com conhecimento nem formação, conseguem desempenhar bem a sua função. É preciso perspicácia, talento, ter "olho" para a coisa, e outras competências, que não se aprendem numa escola.

 

O filme é inspirado no primeiro livro da colecção "O Clube do Crime das Quintas-Feiras", do autor Richard Osman.