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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Rapto sem Vilania, de Nelson Leal

 

Existem raptos sem vilania?!

Há raptores que sequestrem alguém com boas intenções?

Pode um rapto ser desculpado ou perdoado mediante determinadas circunstâncias? Existirão atenuantes? Haverá justificação suficiente para tal acto?

Não!

 

 

Num final de dia como outro qualquer, depois de Carla ter ido buscar a sua filha Jacinta à escola, e estarem as duas a caminho do McDonald's mais próximo, alguém lhes bate no carro.

Esta manobra mais não foi, que uma distracção, uma forma de as fazer sair do carro e levar a cabo o rapto de ambas.

O objectivo? Pedir dinheiro pelo resgate, ao marido de Carla e pai de Jacinta, um homem rico e poderoso. 

Mas porquê esta família?

Há um diário, pertencente à mãe de um dos raptores e mentor do plano, que irá esclarecer de onde este e João se conhecem, e qual a relação que os une.

 

 

Percebemos que João Carlos é um homem sem escrúpulos, mas chegará ao ponto de abandonar a sua mulher à sua sorte, não pagando qualquer resgate por ela?

Chegará ele ao ponto de afirmar, a meio deste pesadelo, que quer o divórcio, e reconstruir a sua vida ao lado da amante, fazendo a mulher passar por cúmplice do rapto?

 

 

O que faz uma mulher quando, no momento em que poderia ser libertada, se vê rejeitada pelo próprio marido? Não que ela gostasse muito dele, de qualquer forma. Irá Carla, ao estilo Mónica de la Casa de Papel, aliar-se ao inimigo?!

E a sua filha, como se sentirá ela, no meio de toda esta confusão?

 

 

Aquilo que mexeu mais comigo, tal como penso que mexe com qualquer mãe, é o facto de terem raptado uma criança.

No entanto, ao longo da história, vamos percebendo que ela foi a personagem a quem menos importância foi dada, relegando-a para segundo plano, como se tivesse sido apenas uma estadia não programada em casa de uns estranhos.

Já Carla, a mãe e mulher traída, ganha protagonismo à medida que a acção avança. Confesso que não gostei da atitude dela, de deixar a filha entregue ao pai e à amante, enquanto tentava resolver os seus problemas, e ajudar quem, na opinião dela, seria mais merecedor.

 

 

João Carlos pode ser um crápula, menino mimado, habituado a ter tudo o que quer, e a mandar em tudo e todos. Mas Carla também não é nenhuma santa ou puritana. Ela própria não sente amor pelo marido. Talvez nunca tenha sentido. Ainda assim, não se importou de casar com ele, pelo estatuto que lhe conferia. E de continuar com ele, mesmo sabendo da existência da amante.

 

 

A conclusão a que chego, depois de ler esta história é que, se há umas décadas atrás, era extremamente normal haver casamentos arranjados entre famílias, por questões de estatuto, títulos, conveniências, riqueza, ou tradição, na sua maioria, organizados pelos pais, contra a vontade e desejo dos filhos, hoje em dia, continua a haver casamentos por conveniência, mas por autoria e vontade dos próprios intervenientes!

O que será pior?

 

 

Rapto Sem Vilania é um livro que aborda a miséria de vida de uns, contrapondo à riqueza de outros, os negócios obscuros que se vão fazendo por aí, e que tornam os ricos ainda mais ricos, e os pobres ainda mais pobres, a vingança por uma vida que poderia ter sido muito diferente, e que foi roubada, o oportunismo e, até, o preço pelo qual cada um está disposto a vender-se, quando lhe é mais conveniente. 

 

 

 

Sinopse

“(Ela) refastelou-se num canto do sofá e cruzou as pernas, deixando adivinhar umas coxas curvilíneas e firmes. Com o cotovelo assente no antebraço esquerdo, fixou o olhar nos pequenos quadros abstratos de Júlio Pomar, Artur Bual e Cruzeiro Seixas.

- Quanto vais pagar pela Carla?

- Não sei… vou tentar negociar… talvez um milhão…

Ela pareceu sorrir, num esgar irónico e apontou vagamente o dedo para um quadro de Cruzeiro Seixas.

- Quanto deste por esta merda toda?

- Não sei… mais de um milhão, talvez.

- Então valem mais do que ela.”

 

 

Autor: Nelson Leal

Data de publicação: Julho de 2019

Número de páginas: 332

ISBN: 978-989-52-6242-7

Colecção: Viagens na Ficção

Idioma: PT

 

 

 

A Princesa do Índico, de Pedro Inocêncio

 

Tudo acontece por uma razão.

Na vida de Bahira, aconteceu Pedro. E vice-versa.

A razão?

Só mais tarde se viria a descobrir...

 

 

Pedro é filho de um dos homens mais poderosos e ricos de Portugal.

Ainda assim, tolheu o seu próprio caminho, contra tudo aquilo que o seu pai tinha planeado para si, tentando conquistar aquilo que ambiciona pelo seu próprio mérito e esforço, mantendo no anonimato a sua filiação.

Formou-se em jornalismo e, no dia em que tinha a sua grande oportunidade, foi apanhado no meio do caos de um atentado terrorista.

 

 

Bahira é uma jovem nativa das Maldivas. 

Uma mulher como outra qualquer, sonhadora, que vê a sua vida transformar-se de um momento para o outro quando é obrigada a trabalhar como escrava numa empresa da ilha, juntamente com os seus irmãos.

Até ao dia em que outra reviravolta lhe muda o ruma da sua história, e a coloca na Assembleia da República, o local do atentado, tornando-se uma das principais suspeitas.

 

 

Pedro é um homem justo, correcto, humano, mas nada o prepararia para uma realidade que, muitas vezes, é ocultada à maioria daqueles a observam de longe, com muitos filtros pelo meio, e com uma imagem distorcida que lhes é atirada para os olhos.

Ainda que saiba que os ricos e poderosos tudo podem, tudo escondem, tudo abafam, e que o seu dinheiro serve, muitas vezes, para comprar o silêncio, para subornar, para enredar, ou para decidir a vida dos outros consoante os seus caprichos, é difícil compreender quando isso acontece pela mão da própria família.

Será contra tudo e contra todos, incluindo o seu pai, por um mundo mais justo e igualitário, pela defesa dos direitos humanos dos que mais precisam, que Pedro se irá insurgir e lutar.

 

 

Já do lado de Bahira, há segredos por desvendar que a levarão a ter que lidar com uma grande revolução, com aquilo que foi, que é, e no que se poderá vir a tornar, quando a verdade vier à tona.

Irmã de Abdul, membro do Estado Islâmico, e de Nasim, até que ponto estará ela envolvida no atentado que colocou Pedro, o seu namorado, e a ela própria, em risco de não sair dali com vida?

 

 

Mais do que o romance, o que mais me chamou a atenção neste livro são mesmo as questões com as quais nos deparamos no dia a dia.

A forma como os nossos preconceitos nos levam, de imediato, a suspeitar dos muçulmanos que encontramos no nosso caminho (e outras raças igualmente) e a culpá-los dos males que aconteceram, condenando-os ainda antes de se apurar a verdade.

A forma como, muitas vezes, nos fingimos de cegos, surdos e mudos, para não termos problemas, para não nos chatearmos, porque são coisas que não nos dizem directamente respeito, ou evitamos envolver-nos pelas consequências que daí poderão advir. E, mais do que a inação, que acaba por se traduzir em consentimento passivo, por vezes contribuímos mesmo de forma activa para muitas das problemáticas sociais que existem por aí.

A forma como, na generalidade, tratam as pessoas com desdenho ou indiferença, de forma mais agressiva ou até abusadora enquanto desconhecem a sua identidade, e tudo muda a partir do momento em que percebem que estão a lidar com alguém com poder.   

A forma como se compram e vendem pessoas, como se de um objecto ou mera mercadoria se tratassem.

A forma como, em pleno século XXI, ainda se acredita que a escravidão é o melhor método para garantir produtividade, rentabilidade, e lucro acrescido.

A forma como a ambição desmedida pode transformar as pessoas em verdadeiros monstros, sem dó nem piedade.

A forma como o fanatismo e a sede de vingança podem transformar as pessoas em armas mortíferas, que não medem as consequências dos seus actos terroristas e suicidas.

 

Um livro que aconselho, sem dúvida!

 

 

 

Sinopse

"Um atentado bombista à Assembleia da República, em Portugal, desperta o país para a realidade do terrorismo em grande escala! Ávidas de encontrarem culpados, as autoridades mundiais apontam as suas baterias para três irmãos muçulmanos: Bahira, Abdul e Nasim. Como pode este crime estar relacionado com o amor vivido entre Pedro Tomás da Costa, herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo, e Bahira Kadeen, uma bela muçulmana, que trabalha em regime de escravidão, numa das fábricas da família Da Costa?

Quando o magnata António Tomás da Costa decide investir nas Maldivas, convida o seu filho para o acompanhar. António construiu a sua colossal fortuna através do êxito planetário de uma bebida energética chamada Su-Cola. Mas, a sua extraordinária visão empresarial é camuflada por uma implacável falta de caráter e crueldade impiedosa para com os seus trabalhadores. Pedro jamais poderia suspeitar que aquela viagem iria mudar a sua vida e inspirar uma Revolução!

O amor improvável entre Pedro e Bahira será a centelha de luz e inspiração vulcânica para uma mudança que se impõe no mundo!

A Princesa do Índico é um extraordinário romance, que embalará o leitor entre o quadro idílico de um oceano prateado e a imagem incómoda da escravidão em massa..."

 

A Princesa do Índico

Autor: Pedro Inocêncio

Data de publicação: Agosto de 2019

Número de páginas: 660

ISBN: 978-989-52-6263-2

Colecção: Viagens na Ficção

Idioma: PT

 

 

Finalmente vi "Assim Nasce Uma Estrela"!

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E não achei o filme nada de especial.

 

 

Uma estrela é um corpo celeste que tem luz própria, que se pode manter viva (sem explodir) por trilhões de anos. No entanto, morrerá um dia, após gastar o seu combustível...

 

 

Também assim são as "estrelas" que surgem neste mundo, nas mais variadas áreas como, neste caso, na música.

Tal como Ally, podem nascer de forma inesperada, surpreendente, avassaladora. Podem ter os seus anos de estrelato, glória, fama, sucesso. Se tiverem bem acompanhadas, apoiadas, e com a cabeça no lugar, podem perdurar no tempo.

Caso contrário, depressa estas "estrelas" queimam todo o seu combustível, começam a decair, e morrem, literal ou metaforicamente.

 

 

Ally é o exemplo de que, muitas vezes, é no talento que está a chave para se ser notado por alguém mas, para que possa ser uma "verdadeira estrela", a pessoa é "obrigada" a perder a sua essência, a mascarar-se, a criar uma personagem, a mudar, a tornar-se num produto que vende. Por vezes, isso acontece de forma subtil. Outras, de tal forma vincado que acaba por funcionar contra a pessoa, uma vez que não foi por aquilo que as pessoas gostaram dela.

 

 

Jack, por sua vez, é o exemplo do que a fama, a pressão, a concorrência, a falta de inspiração ou até, problemas de saúde, podem fazer a uma estrela, que se passa a refugiar no álcool e nas drogas, para se aguentar, no palco, e na vida. 

E nem o amor poderá ser suficiente para impedir que o pior aconteça, quando a pessoa que amam representa aquilo que um dia foram, e não voltarão jamais a ser. Quando um deles está a ascender, enquanto o outro está em queda livre.

Quando a vontade de deixar a pessoa que amam, livre, é mais forte que a mão que tenta segurar o outro, para impedi-lo de cair.

 

 

À excepção das músicas, que fazem valer a pena ver o filme, e da oportunidade de ver a Lady Gaga como actriz, sem aquele aspecto a que estamos habituados, diria até, em algumas cenas "de cara lavada", mostrando-nos o quanto ser natural pode torná-la mais bonita (tem uns olhos lindos), a história em si é mais uma, igual a tantas outras que já vimos em filmes e, até, na vida real. 

 

 

13 Reasons Why - chegou a terceira temporada

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E trouxe com ela um novo mistério para desvendar - quem matou Bryce Walker?

 

Todos tinham motivos...

Todos tinham as suas razões...

Até nós, deste lado, tínhamos vontade de ver alguma justiça ser feita, depois de tudo o que ele fez a tanta gente, sem qualquer punição a sério a ser levada a cabo por quem tinha esse direito, esse dever.

Mas será que a morte de Bryce Walker vai significar o fim dos problemas ou, pelo contrário, o agravar dos já existentes?

 

 

Nesta terceira temporada, é-nos apresentada uma nova personagem - Ani - que parece ser o fio condutor, que nos dará todas as respostas. Ela parece, apesar de recém chegada, ter-se tornado próxima de todos, e saber mais do que poderíamos imaginar.

Foi uma personagem em quem nunca confiei, apesar de o primeiro episódio ser propício a fazer-nos desconfiar dela. E os seguintes não ajudarem muito a mudar de opinião.

Mas será que poderia ser ela a autora do crime? Teria ela também a sua própria história e contas a ajustar com o Bryce? Será isso que os 12 episódios seguintes irão desvendar?

 

 

Se, no início, Bryce estava apenas desaparecido, a sua morte vem mais tarde a confirmar-se.

Terá sido, realmente, um assassinato? Ou um suicídio? Ou um mero acidente?

 

 

Nesta nova temporada, vemos um Bryce, em retrospectiva, a tentar ser uma melhor pessoa, a tentar redimir-se e, ao mesmo tempo a ser, ele próprio, uma vítima. 

Poderá alguém que fez tanto mal, e que nunca sentiu qualquer remorso, mudar assim, de um momento para o outro? Será este um Bryce diferente?

Sinceramente, apesar de nunca se vir a descobrir, não acredito na sua mudança. Penso que seria apenas uma questão de tempo, até ele voltar a ser o que era. Mas, naquele momento, ele precisava de alguém que acreditasse nele, que voltasse a confiar nele, para recuperar aquilo que tinha perdido: o seu poder.

 

 

Outra das personagens que marca pela positiva é Tyler, e a forma como tenta recuperar-se de tudo o que lhe aconteceu no passado. O acompanhamento psicológico, a sua própria autoterapia, a forma como mostra o quão difícil é o regresso às aulas, ao local onde foi agredido, e onde terá que lidar com os seus agressores, sempre com o apoio dos seus colegas, que nunca o deixam sozinho, fazendo dessa uma da suas missões, enquanto tentam lidar com os seus segredos, que podem agora vir à tona, face aos últimos acontecimentos.

 

 

De resto, nada de novo.

Um final sem graça, que mostra que nada é o que parece, e que não abonou muito a favor desta terceira temporada.

Fala-se de uma quarta temporada. Não sei se valerá a pena, ou se não irão acabar por destruir a série.

Desta, que agora chegou à Netflix, uma coisa se pode perceber: os verdadeiros amigos, ou até mesmo aqueles que não o são, mas que partilham os mesmos segredos, mantêm-se sempre unidos, ainda que isso implique ocultar quem realmente fez o quê, e encontrarem a pessoa certa para arcar com as culpas. 

Por vezes, uma mentira que não prejudicará ninguém, justifica-se para salvar as vidas que de quem ainda tem tudo a perder, com a revelação da verdade...

 

 

 

O Farol Em Cada Um de Nós, de Gabriela Gonçalves Ferreira

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Por vezes, na vida, sentimos necessidade de nos aventurarmos, de sair da nossa zona de conforto, de ir em busca de coisas novas, de algo que sentimos falta e não encontramos na vida que levamos diariamente.

É aquela eterna insatisfação, aliada à vontade de querer sempre mais, de querer ir mais além, de querer saber o que há do outro lado, de rumar ao desconhecido, de nos desafiarmos.

 

 

Sejam elas acertadas ou não, são as escolhas que fazemos, o caminho que seguimos, as decisões que tomamos.

Nesses momentos, é importante saber que, independentemente de tudo, contamos com o apoio daqueles que amamos, da família, dos amigos.

Afinal, eles são o nosso farol, aquele que, mesmo à distância, nos guiará nessa aventura a que nos propusemos. Connosco, levamos tudo o que nos transmitiram, os valores, a educação, o carácter...

Sem esse apoio, iríamo-nos sentir perdidos, sem rumo, não só sem saber para onde ir mas, sobretudo, para onde voltar.

 

 

Sim porque, mais cedo ou mais tarde, vai chegar a hora em que iremos querer voltar às nossas raízes, ao nosso porto de abrigo, ao berço de onde partimos, no fundo, ao nosso lar.

E se, por vezes, a experiência não corre bem, outras há em que absorvemos, aprendemos, disfrutamos, usufruímos, assimilamos tudo aquilo que nos foi dado a conhecer.

Quando lá estamos, acabamos por deixar um pouco de nós e, quando voltamos, trazemos um pouco daquilo que experienciámos em cada parte do caminho e da aventura.

Voltamos mais ricos, não só pelas novas descobertas, mas porque passamos a ver com novos olhos aquilo que deixámos para trás, como se também aquele mundo, que sempre conhecemos fosse, agora, um novo mundo.

Então, percebemos que, por vezes, aquilo que procuramos está bem mais perto do que imaginamos. Por vezes, até mesmo dentro de nós. Mas, só nos afastando, conseguimos ver...

 

 

Adorei esta história da Gabriela, e penso mesmo que deveria ser uma história partilhada em sala de aula, com os alunos porque é uma história simples mas, ao mesmo tempo, com uma importante mensagem. E, de certa forma, fala de sonhos, de imaginação, de aventuras, algo que falta cada vez mais às crianças e jovens de hoje.

 

 

Sinopse

PT:

Um dia, alguém mostrou à menininha até onde viajar poderia levá-la.

Ela aprendeu o quão longe ela poderia chegar se ela simplesmente se deixasse ir.

 

EN:

One day someone showed to the little girl where travelling could take her. She learn ed how far she could go if she just went.

 

 

Autor: Gabriela Gonçalves Ferreira

Data de publicação: Abril de 2019

Número de páginas: 116

ISBN: 978-989-52-5311-1

Colecção: Palavras Soltas

Idioma: Pt/En

 

 

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