Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Gran Hotel, na Netflix

gran-hotel-série 1.jpg

 

Gran Hotel é uma série espanhola que, apesar de ter sido transmitida entre 2011 e 2013, só agora tive oposrtunidade de ver, na Netflix.

 

O Gran Hotel é propriedade da família Alarcón, cuja matriarca é D. Teresa.

Ela fez, e fará tudo para que o Gran Hotel continue a pertencer à família e, por isso, a primeira decisão com que somos confrontados, por parte dela, é o casamento arranjado da sua filha Alícia, com Diego, seu aliado e gerente do hotel.

Mas, ao longo da trama, vamos descobrir muitas mais atitudes condenáveis por parte de D. Teresa. Por muito que, em alguns momentos, a tenham mostrado como uma vítima, ou pelas raras boas ações que a sua consciência a levou a tomar, não consigo entender, justificar ou desculpar.

 

Alícia é a filha mais nova, e não verá com bons olhos o seu casamento com Diego, sobretudo depois de conhecer e se apaixonar pelo camareiro Julio, um romance proibido entre classes distintas que poderá acabar de forma trágica, para qualquer um deles, ou para ambos.

 

Julio chega a Cantaloa para visitar a irmã, Cristina Olmedo, uma criada que trabalhava no Gran Hotel e que terá desaparecido misteriosamente.

Ao mesmo tempo que Julio tenta descobrir o que aconteceu à sua irmã, com a ajuda de Alícia e do seu amigo Andrés, vai-se descobrindo os segredos que esconde a família Alarcón, que mostram que nada é o que parece, e ninguém é aquilo que aparentava ser.

E entre estes mistérios, vários crimes serão cometidos, levando à chamada de um detective conceituado à região, que marcará pela diferença.

 

 

Entre as personagens mais marcantes da série, destaco:

Julio - Tem uma capacidade inata para conquistar as pessoas à sua volta, e das as meter em sarilhos também, mas é amigo do seu amigo, e lutará pelo seu amor até ao fim.

Belén - Acho que foi a que mais nervos me deu, apesar de haver muitas outras tão ruins como ela. É daquelas que não perde uma oportunidade de fazer mal aos outros, para conseguir o que quer, e assim será até quase ao fim.

Detective Ayala - Juntamente com Hernando, proporciona muitos dos momentos cómicos da série mas, por si só, é alguém que está disposto a descobrir a verdade nem que, por vezes, tenha que contornar um pouco a lei, que só atrapalha.

Ângela - A governanta que se mostra uma mulher exigente e austera mas que, com o tempo, irá amolecer um pouco e, no fundo, é uma boa pessoa para aqueles que o merecem. No início muito submissa e leal a D. Teresa, pelo passado e pelos segredos que escondem, Ângela irá acabar por enfrentar a sua patroa, quando tiver que ajudar o filho.

Javier - Nunca vi uma pessoa meter-se em tantos problemas, e escapar a todos eles com vida, como este playboy, que só quer boa vida e mulheres, para desespero da mãe. É como os gatos, que têm sete vidas!

Maite - Amiga de Alícia, virá na terceira temporada visitá-la. Uma mulher independente, culta, avançada para a sua época, e advogada. É a primeira mulher que ali veremos a usar calças.

Lady - Uma senhora idosa, amiga da família, divertida, que adora conversar e é exímia em contar a todos, aquilo que deveria guardar para si. No entanto, também sabe guardar segredos, e entrar nas farsas, sem maldade.

D. Teresa - Diz que tudo o que faz é pelos filhos, mas a nós parece-nos que o faz por si própria, pela necessidade de manter-se como dona do Gran Hotel, sem olhar a meios, para atingir os seus fins. D. Teresa tão depressa está do lado de uns, como muda para o lado de outros, consoante os seus interesses. Não faz nada sem segundas intenções. É uma pessoa fria, que acabará por perder a confiança e o amor dos filhos, enganada por aqueles em quem mais confiava.

Andrés - O rapaz mais ingénuo e puro dali, que acredita sempre no lado bom das pessoas. Está sempre pronto a ajudar e a sacrificar-se pelo bem dos outros. Suspeito de matar a sua mulher, ele não hesitará em entregar-se às autoridades, condenando-se à morte.

 

O engraçado desta série é que, à medida que a vamos vendo, vamos encontrando actores que já vimos noutras séries ou filmes, como o Detective Ayala e o Javier (Alta Mar), Eugénia (Vis a Vis), Alícia (filme Perdida) e Diego (La Casa de Papel - confesso que este não reconheci de imediato).

 

 

A história inicia-se no ano 1905, ou seja, início do século XX. No entanto, entre a sociedade existente naquela época, e a sociedade actual, existem características que se mantêm.

 

As aparências

Tal como hoje, ainda muitas pessoas insistem em viver por conta das aparências, em mostrar aquilo que não são, e não têm, ou aquilo que não fazem, só para ficar bem na fotografia, também naquela época era uma das coisas mais importantes a manter, aos olhos dos restantes.

 

A diferença entre classes e estratos sociais

A forma como os “senhores” tratavam os “criados”, com as devidas excepções, não era muito diferente da forma como, hoje, muitos trabalhadores são tratados pelos patrões, bem como o lugar que cada um deve ocupar, e a pouca importância que lhes é dada, ainda que sejam um elo fundamental.

 

A descartabilidade humana

No seguimento do ponto anterior, naquela época, os funcionários eram descartados como objectos que já não servem o seu propósito ou deixaram de ter interesse. Tal como hoje em dia.

Mas não eram só os funcionários. Até mesmo aqueles que, num momento, consideram aliados, no momento seguinte, consoante os seus interesses, podem ser postos de parte, ou mesmo tramados, de forma traiçoeira.

 

A importância do dinheiro e da riqueza

Por dinheiro, enganava-se, “vendia-se” os filhos a quem pagasse o melhor dote ou significasse uma maior aliança, roubava-se, matava-se. Tudo o que fosse necessário, sem olhar a meios, para alcançar os fins.

 

Os segredos

Por norma, quanto mais altas e poderosas as classes sociais, mais segredos e mistérios essas famílias escondem, que não querem que venham à tona. Desde adultério, a filhos ilegítimos, de negócios obscuros a crimes e assassinatos, há de tudo um pouco.

 

A corrupção

Infelizmente, a corrupção não é uma modernice.

Haja dinheiro, poder, influência, e pode-se comprar um pouco de tudo: silêncios, falsas declarações, testemunhas, provas fictícias, aliados, lealdade, e por aí fora.

 

Injustiça

Acaba por ser uma consequência da anterior, sobretudo quando estão em causa as vidas das pessoas, ou quando se condenam à morte inocentes.

Também naquela época, nem sempre as leis estavam do lado da verdade. Mas, da mesma forma, muitas vezes se agia por conta própria, fazendo aquilo que quem de direito deveria fazer, mas não se mostrava muito interessado em fazer.

 

Ganância

"Quem tudo quer, tudo perde", diz o ditado. 

E isso foi visível muitas vezes, ao longo da série, quer com a personagem Cristina, como com Belén ou até mesmo Diego.

 

Vingança

Diz-se que "a vingança é um prato que se serve frio", e houve alguém que levou o ditado à letra e deixou o fogo arrefecer durante mais de 10 anos, para regressar agora, e vingar-se por todo o mal que lhe causaram.

 

Amores proibidos

Entre Alícia e Júlio, uma senhora e um camareiro, Ângela e D. Carlos, uma governanta e um senhor, Sofía e Padre Grau, uma senhora e um padre, são alguns exemplos.

 

 

47 Metros: Medo Profundo

Cineshow

 

Estar no fundo do mar já pode ser, por si só, claustrofóbico para algumas pessoas.

Estar no fundo do mar, e preso dentro de grutas subaquáticas, sem saber como sair, e com o oxigénio a esgotar-se, ainda mais.

Se, a este cenário, acrescentarmos a ameaça de um tubarão branco, disposto a não deixar ninguém sair vivo, é um verdadeiro pesadelo.

E é caso para se sentir um Medo Profundo, como o próprio nome do filme indica.

 

Vi o primeiro filme, um pouco diferente, em que duas irmãs se viam presas numa jaula, a 47 metros de profundidade, rodeadas de tubarões, a tentar chegar à superfície com vida.

Desta vez, a história centra-se num grupo de 4 adolescentes que, sem ninguém saber, decidem mergulhar numa zona onde se encontra uma cidade maia submersa pelo mar.

 

Tendo eles anunciado este segundo filme como uma sequela do primeiro, e com as mesmas premissas, foi fácil começar a imaginar todo o desenrolar do filme, baseando-me no que tinha acontecido antes.

No entanto, apesar de quase tudo bater certo com as minhas deduções, o final deste segundo filme foi diferente, o que lhe valeu mais uns pontos, por me ter trocado as voltas.

 

Ainda assim, na minha opinião, o primeiro filme "47 Metros de Profundidade", foi mais bem conseguido, e até mesmo o final foi algo que nunca imaginaríamos, pelo que este, que agora lhe sucedeu, ficou aquém das expectativas.

 

De qualquer forma, para quem goste do género, vale a pena ver. 

A Vida de um Campeão

TAOTIR_1200x630_RComercial.png

 

Na altura em que o filme saiu, disse logo que o queria ver.

Acabei por não vê-lo no cinema e, entretanto, com a pandemia, nunca mais me lembrei dele.

No sábado, a fazer zapping pelos canais de tv, o meu marido descobriu o filme.

Pusemo-lo a gravar mas, como estávamos à espera da minha filha, acabámos por vê-lo na hora.

Tinha uma outra ideia do que seria a história, porque já não me lembrava bem do que tinha visto na altura, por isso, acabou por me surpreender.

 

Sim, é mais um filme a puxar pelas lágrimas, pela relação especial entre Enzo e o seu dono, bem como, posteriormente, pela mulher deste e pela filha.

Também é um filme de injustiças. De abandono. De tristeza.

É um filme que dá nervos, pelo carácter (ou falta dele) que algumas pessoas demonstram, e como insistem em colocar os seus próprios interesses, inventando o que for preciso, à frente de quem mais deveria importar.

 

Mas também mostra que, assim o queiramos, estamos sempre a tempo de emendar os erros e injustiças, e fazer o que está certo.

 

 

"Inveja": como Sandra Brown consegue sempre surpreender-me!

Inveja, Sandra Brown - Livro - Bertrand

 

Já aqui falei que os livros da Sandra Brown costumam seguir uma linha contínua, e é disso que gosto nesta autora.

No entanto, por vezes, ela arrisca noutros atalhos.

O ano passado, tinha referido o quanto Sandra Brown me tinha surpreendido com um estilo diferente.

Este ano, voltou a fazê-lo, com a sua última obra "Inveja"!

 

Embora se assemelhe mais ao género habitual, a autora mudou a forma de nos apresentar a história.

E, se o início me entusiasmou, pouco depois comecei a pensar que seria o primeiro livro dela a não me cativar como os restantes.

Felizmente, algumas páginas depois, conseguiu voltar a prender-me e, a partir daí, não mais parei.

 

"Inveja".

Um sentimento tão pouco nobre, sentido por tanta gente, muitas vezes sem sentido, e que pode levar a acções e consequências graves, quando desmedida e levada ao extremo.

E é sobre inveja esta história de dois amigos que, um dia, deixaram de o ser.

Um deles, sobrevive para contar a história.

O outro...

 

E se, de repente, a verdadeira história vier à tona?

E se, de repente, as personagens de um mero livro, representarem pessoas reais, acontecimentos reais, e o desfecho que a vida real irá ter, se todo o plano correr como planeado?

Claro que, como todos os planos, também este terá as suas falhas, e os seus imprevistos, que poderão mudar todo o curso da história.

 

 

Sinopse:

Arrebatada com o manuscrito que acabou de receber, Maris Matherly-Reed, editora de ficção, tenta entrar em contacto com o seu autor, um homem envolto em mistério. E Parker Evans, em reclusão numa ilha remota é - compreensivelmente - um indivíduo complexo e insondável.

Apesar da garantia de um contrato de edição, o escritor parece relutante em dar continuidade à sua história, precisando do encorajamento constante de Maris. E é assim que a editora vai tendo, capítulo a capítulo, vislumbres de um relato tenebroso: a trágica viagem de três amigos que partem numa excursão noturna de barco da qual regressará apenas uma pessoa…

À medida que o texto vai avançando, porém, Maris não deixa de se perguntar se haverá alguma verdade nas palavras que está a ler. Perturbada também com a crescente atração que sente por Parker, resolve voltar para Nova Iorque e descobrir se, de facto, não passará tudo de ficção... Mas a morte de uma pessoa que lhe é próxima só parece confirmar a presença de um assassino - uma pessoa disposta a tudo para conseguir o que quer...

 

Modo Avião, na Netflix

3915121.jpg

 

Tinha, há muito tempo, este filme na minha lista, para ver. 

Vi-o no fim de semana. 

E vale a pena!

 

É o retrato da realidade dos jovens de hoje, dos influencers, dos youtubers e de todos aqueles que vivem das, e para, as redes sociais, em função delas, deixando de ter vida própria, e sem saber o que fazer sem um telemóvel por perto, sem seguidores, sem likes, sem tecnologia.

 

Se são mais felizes assim?

Podem até achar que sim. Mas nem sempre são.

E, por vezes, é preciso medidas drásticas, um corte radical, para se redescobrir o que realmente importa, e como podemos ser felizes na vida real, sem depender do que os outros querem, pensam, acham ou decidem para nós.