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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

The Good Doctor - o fim

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Soube a pouco.

E sinto que não fez jus ao que cada uma daquelas personagens mereciam.

 

Quando se vê uma série, com várias temporadas, de forma seguida, e a mesma chega ao fim, fica um vazio. Mas passa mais rapidamente.

Assim, é mais difícil porque, afinal, foram anos a acompanhar aquelas pessoas, as suas histórias, o seu crescimento, as suas mudanças.

Quase que, a cada ano, vinha uma nova temporada para nos fazer companhia e, agora, acabou de vez.

 

De todas as temporadas, esta foi a que menos me cativou.

Não sei se por ser a última, se por ser mais pequena, se por não haver muito mais o que abordar.

Depois, porque parece que, quanto mais temporadas vêm, mais algumas personagens sofrem, e se afastam daquilo que as faz felizes.

O que nos faz pensar que mais valia termos ficado pela temporada anterior.

Mas a vida é mesmo assim, segue, e nós seguimos a vida destas personagens, independentemente do desfecho.

 

Entre o início do último episódio, e as cenas finais, passam-se 10 anos!

Como podem ver pela imagem, Shaun Murphy e Lia Dilallo continuam juntos, e com dois filhos.

Mas duas personagens, uma, inesperadamente, e a outra, quase como que predestinada, morrem. Porque assim teve que ser...

Outras duas personagens, da primeira temporada, reencontram-se, e acreditam que o destino lhes está a dar uma nova oportunidade. Aquela que desperdiçaram antes. Talvez porque não era o momento. Talvez porque tinham que viver outras coisas antes. Mas essa oportunidade pode não chegar a acontecer, se uma delas não sobreviver.

 

Morgan e Alex, depois de tanto jogo do "gato e rato", sem grandes surpresas, ficam juntos e conseguem a adopção oficial de Eden.

 

Audrey Lim - esta é uma daquelas personagens a quem se pode aplicar, adaptado, o provérbio "sorte no trabalho, azar no amor".

Passou por tanto e, quando ela olha para si mesma, quase não se reconhece. Quase não reconhece a pessoa que um dia foi, e da qual gostava. Agora, vê-se, e sente-se uma estranha. Mas está sempre a tempo de mudar. De se reencontrar.

 

Não sei se todos conseguiram, no final, encontrar o seu equilíbrio, a sua felicidade, aquilo que pretendiam da vida. Ao vê-los, assim parece.

Mas talvez seja, apenas, porque não virá nenhuma outra temporada.

 

Alguém acompanha a série?

Já viram a temporada final?

O que acharam?

 

 

"Pedaço de Mim"

(na Netflix)

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Finalmente, uma boa série!

Dramática, é certo. Mas comovente.

Revemo-nos em algumas personagens.

Criamos empatia e ligações com outras, que dificilmente esqueceremos.

Apesar do fenómeno raro que a história aborda, tudo o resto, nela, é o mais comum que possamos imaginar, e é por isso que nos identificamos.

 

Quando percebi que a série tinha 17 episódios, pensei que ia ser mais complicado de ver. 

Até porque os primeiros episódios parecem mostrar quase tudo.

No entanto, esses episódios são mesmo só o começo, de uma história que vai evoluindo à medida que os anos avançam, as personagens crescem (e envelhecem), e os segredos se tornam impossíveis de esconder, ainda que transformem a vida de todos num inferno. Ou, quem sabe, levem a um novo recomeço...

 

Liana e Tomás são um casal em crise.

Liana quer muito ter um filho do seu marido mas está, de tal forma, obcecada, que isso acaba por se reflectir na relação.

Tomás, acaba por traí-la e sair de casa. Para esquecer esse mau momento, Liana sai com Débora, e acaba por ser violada por Oscar, irmão da sua amiga, e melhor amigo do seu falecido irmão.

 

Umas semanas depois, Liana descobre que está grávida. De gémeos. Só que de pais diferentes. Um do marido, e outro fruto da violação. Um fenómeno a que chamam de superfecundação.

A partir daqui, começam os dilemas:

Ter ambos, ou não ter nenhum?

Contar para o marido, agora que se reconciliaram, ou esconder?

Será que Liana vai conseguir amar ambos? Talvez. Afinal, ela é mãe.

Será que Tomás irá conseguir amar um filho que não é dele? Tratá-lo de igual forma? Isso já parece mais difícil.

E se começarem a perceber as parecenças/ diferenças? Como explicarão isso?

Conseguirá o próprio casamento, no meio de tudo isto, sobreviver?

 

Sílvia é irmã de Tomás, cunhada de Liana. É médica, e é a primeira pessoa da família a saber do segredo. Ela estará sempre ao lado do casal.

Mas também tem os seus próprios problemas. Ela é mãe de Inácio, um rapaz que sofre de uma doença degenerativa que irá, progressivamente, tirar-lhe a visão.

A cuidar sozinha do filho, desde que o pai os abandonou, ela é uma mãe superprotectora, muito por conta do problema de saúde do filho, e é impossível, para quem é mãe, não se identificar com os receios e a preocupação dela. Faz parte de ser mãe.

Obviamente que também percebemos o lado de Inácio, a sua vontade de querer ser independente, de querer ser tratado como uma pessoa normal, apesar das suas limitações.

Este vai ser o desafio de ambos.

Felizmente, Inácio tem o apoio de Vicente, o namorado da mãe, que será como um pai para ele. E só não é marido de Sílvia, porque ela acredita que o casamento irá estragar aquilo que têm.

No entanto, chegará a um ponto que ela vai ter que decidir se quer dar o tão ameaçador passo. 

 

Voltando a Liana, para além da violação, da gravidez, do fenómeno raro que representa em termos de medicina, ainda terá que lidar com a doença da mãe, que tem Alzheimer. A desorientação, a confusão, o esquecimento, o perigo para si e para os que a rodeiam e, ainda assim, a lucidez no meio de tudo isso.

A realidade das drogas nas discotecas e bares, usadas para "diversão" e para cometer crimes a vítimas que não têm como se defender, depois de drogadas.

Gente com poder, que compra advogados para "apagar" as provas dos crimes e safar os criminosos da prisão.

Família que finge que não vê, que arranja desculpas, que não percebe que não está a ajudar, mas apenas a ser conivente, e compactuar com a continuação dos crimes.

 

Há de tudo um pouco nesta série brasileira, protagonizada por Juliana Paes, Vladimir Brichta, Filipe Abib, Paloma Duarte, João Vitti, Bento Veiga, Jussara Freire e António Grassi, entre outros.

Se puderem, vejam!

 

 

 

 

 

"Isto Acaba Aqui", de Colleen Hoover

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Uma notícia, entre tantas outras, fez-me chegar ao filme, que irá estrear em Agosto, nos cinemas.

E o filme, fez-me chegar ao livro, da autora Colleen Hoover.

 

"Isto Acaba Aqui" é, para além de um romance, uma história de superação. E aborda realidades bem presentes na nossa sociedade actual: negligência e abandono parental, e violência doméstica.

O começo é tão leve, tão promissor, tão fácil e quase tão perfeito que, quando a cena que mudará tudo acontece, é quase como se também o leitor tivesse sido atingido por ela.

 

O livro conta a história de Lily, agora com 23 anos, e alterna entre a sua vida actual, na qual conhece Ryle, e se torna proprietária de uma loja de flores, e o seu passado, contado através dos diários que escreveu na sua adolescência, e do qual faz parte Atlas, o seu amor dessa altura que, agora, inesperadamente, surge de novo na sua vida.

 

No passado, Lily salvou Atlas, de variadas formas.

Pela sua generosidade, preocupação, gentileza, empatia, amor. Por simples gestos.

Foi a única que lhe deu a mão, quando ele não tinha mais a que (quem) se agarrar, depois de a própria mãe o ter expulsado de casa, e ele não ter um tecto, nem dinheiro, nem comida.

 

Será, agora, no presente, a vez de Atlas salvar Lily?

A verdade é que ele a conhece melhor que ninguém. Sabe o que ela já passou, com os pais, e como isso a marcou.

E ele não vai permitir que, desta vez, seja ela a vítima.

Resta saber se a própria Lily se considera uma. Ou se o seu sentimento por Ryle é tão forte que apaga tudo o resto.

 

Penso que esta mensagem vale por tudo aquilo que eu poderia falar sobre o livro:

"Ciclos existem porque é doloroso acabar com eles. Interromper um padrão familiar é algo que requer uma quantidade astronómica de sofrimento e de coragem. Às vezes, parece mais fácil simplesmente continuar nos mesmos círculos familiares em vez de enfrentar o medo de saltar e talvez não fazer uma boa aterragem.

Por muito que custe escolher, ou quebramos o padrão, ou é o padrão que nos quebra."

 

Sinopse:

"O que te resta quando o homem dos teus sonhos te magoa?
Lily tem 25 anos. Acaba de se mudar para Boston, pronta para começar uma nova vida e encontrar finalmente a felicidade. No terraço de um edifício, onde se refugia para pensar, conhece o homem dos seus sonhos: Ryle. Um neurocirurgião. Bonito. Inteligente. Perfeito. Todas as peças começam a encaixar-se.
Mas Ryle tem um segredo. Um passado que não conta a ninguém, nem mesmo a Lily. Existe dentro dele um turbilhão que faz Lily recordar-se do seu pai e das coisas que este fazia à sua mãe, mascaradas de amor, e sucedidas por pedidos de desculpa.
Será Lily capaz de perceber os sinais antes que seja demasiado tarde?
Terá força para interromper o ciclo?"

 

"Congela", na TVI

 

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Estreou no passado sábado o novo concurso/ programa de entretenimento da TVI.

Apresentado por Pedro Teixeira, o concurso é composto por três equipas, tendo a primeira, como membros, Bruno de Carvalho, Diogo Amaral e Tiago Teotónio Pereira, a segunda, Gabriela Barros, Raquel Tillo e Manuel Marques, e a terceira, Ana Sofia Martins, Matilde Breyner e Sara Prata.

 

Em rondas, cada um dos membros, de cada equipa, é levado a superar os desafios que o aguardam na arena, mantendo-se "congelado", não se podendo mexer, até ordem em contrário sendo que, a equipa cujos membros melhor se safarem, ganha mais pontos.

 

Se é um concurso espectacular? Não é.

Há desafios idiotas, nojentos, ridículos. 

Mas, verdade seja dita, acho que não se vê um programa deste género à espera que todos os concorrentes dêem o seu melhor em prol da prova.

O que mais nos diverte é, precisamente, ver as reacções inusitadas dos concorrentes, daqueles que não conseguem manter-se quietos.

E se, em termos de bloco de gelo, os rapazes estão de parabéns, confesso que me ri muito mais com as meninas, sobretudo, com a Gabriela, a Raquel e a Matilde.

 

Portanto, sem ser um grande concurso, cumpre o seu propósito, que é entreter, num sábado à noite, já que outros programas da estação já começam a cansar.

 

 

Imagem: atelevisao

 

"Little Women" - "Mulherzinhas"

Is 'Little Women' on Netflix UK? Where to Watch the Movie - New On Netflix  UK 

 

Numa fase em que parece que é tudo "mais do mesmo", acabei por me deparar com este filme no catálogo da Netflix.

O filme é de 2019, já tinha lido algumas coisas sobre ele, mas nunca me tinha suscitado curiosidade.

Baseado no romance de Louisa May Alcott, por sua vez, inspirado na sua própria família e história de vida, o filme, cuja acção decorre a partir de 1860, conta com actuações de Saoirse Ronan, Florence Pugh, Emma Watson, Meryl Steep e Timothée Chalamet.

 

Uma mulher vive com as suas quatro filhas - Beth, Amy, Meg e Jo - enquanto o marido está na guerra.

Apesar das dificuldades financeiras que enfrentram conseguem, ainda assim, tentar sempre ajudar os mais desfavorecidos, e em piores condições que elas próprias.

Alternado entre passado e presente, o filme mostra-nos quatro irmãs muito unidas, cúmplices, com os seus desentendimentos como quaisquer irmãs, e com ideias e sonhos distintos para o seu futuro.

Há uma clara passagem da infância/ adolescência para a idade adulta, e a mudança que acarreta.

 

Meg, por exemplo, era poderia ser uma boa actriz, mas ela queria casar, e ter a sua própria família. E assim o fez, por amor, embora continuasse a viver em dificuldades.

Já Beth, a mais nova das irmãs, sofre de uma doença que irá tentar levar a melhor sobre ela mas, enquanto isso, o seu talento com o piano, e a sua bondade e pureza, irão conquistar Mr. Laurence, avó de Laurie.

Laurie, desde a primera vez que vê Jo, apaixona-se por ela, mas Jo quer ser uma mulher livre, dona do seu próprio nariz. Jo é a escritora da família, e é com o dinheiro que ganha com a venda dos seus contos que ajuda a família. 

Amy tem alguma inveja das irmãs, por não poder acompanhá-las em tudo. Ama Laurie mas, como única esperança da tia Marsh, de que se case com um bom partido, que possa sustentar toda a família, acava por ser cortejada por outro homem, que está prestes a pedi-la em casamento.

Amy sonha ser artista, pintora, mas percebe que há pessoas com mais talento que ela e não se conforma, porque quer ser a melhor.

 

Cada uma destas irmãs luta pela sua felicidade, sofre contratempos, mas acaba por partilhar com as restantes as suas alegrias e tristezas, apoiando-se sempre.

Gostei do filme, mas acho que, para a duração dele, foi pouco explorado. Se calhar funcionaria melhor em série, para poder destacar mais cada uma das "Mulherzinhas" protagonistas da história.