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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ser bom aluno é quase tão bom, e tão mau, como ser rico!

wschmitz [licensed for non-commercial use only] / Características de um bom  aluno

 

Nunca sabes se os colegas se aproximam de ti porque gostam da tua pessoa, ou por interesse, porque querem copiar, ou que lhes faças os trabalhos

 

Tal como os ricos, que as pessoas identificam pelo dinheiro, propriedades, carros e tudo o mais que tenha, também o bom aluno é mais conhecido pelas notas, apelidado de crânio, sem conhecerem realmente a pessoa em si

 

Um bom aluno, aos olhos dos comuns da turma, nem sempre é visto com bons olhos, e aceite, por  considerarem, muitas vezes injustamente, que se acha melhor e mais inteligente que os outros, da mesma forma que se considera que os ricos estão num outro patamar e não se misturam com a classe média

 

Tal como os ricos que, apesar do dinheiro que têm podem ainda assim, não conhecer a felicidade, nem sempre ser bom aluno faz, desse aluno, uma pessoa feliz

 

Até mesmo os professores fazem questão de diferenciar, na forma de tratamento, tal como muita gente o faz com pessoas endinheiradas

 

E ambos acabam por se sentir, em alguns momentos, isolados.

 

Ninguém nos pode "confundir" se estivermos certos daquilo que queremos

Certeza Em Inglês: Como Dizer Ter Certeza Em Inglês

 

Em conversa com o meu marido, no outro dia, dizia-me ele que ter dúvidas é bom, e é sinal de inteligência.

Concordo que, em algumas situações, quando estamos na dúvida, é preciso ponderar, reflectir, não nos precipitarmos. 

Mas também é verdade que, noutras, ter a certeza daquilo que queremos também é uma vantagem, evita perdas de tempo (e por vezes dinheiro) desnecessárias, sem que isso se possa considerar precipitação, ou acto irreflectido. 

 

Mas uma coisa é certa: ninguém nos pode confundir, se estivermos certos daquilo que queremos.

Muitas vezes se diz "ah e tal, eu tinha uma ideia mas agora que falei contigo...".

Não! Não podemos "culpar" os outros pelas nossas indecisões.

Se estamos na dúvida, indecisos, é por mérito e culpa exclusivamente nossa.

Porque, se eu souber que quero água, podem oferecer-me sumo, verveja, vinho, que eu vou continuar a dizer que quero água.

Mas, se eu não tiver bem a certeza, posso-me deixar influenciar facilmente, e até optar pelo sumo.

 

É normal, quando temos dúvidas sobre algo, conversar com os que nos são próximos (ou não) sobre essas dúvidas e, como é óbvio, cada um vai dar a sua opinião, que pode ser igual ou diferente da que tínhamos ou, simplesmente, não nos ajudar em nada a dissipar as dúvidas.

Por isso, a melhor forma de decidir, é guardar as dúvidas para nós, e fazer esse trabalho internamente.

Se não o conseguirmos, podemos até partilhar, mas nunca deixar que as opiniões dos outros nos confundam, nos façam decidir algo com base nessas opiniões, quando nós próprios não temos a certeza.

 

Eu costumo dizer que não importa se se escolhe o caminho A, o B ou o C. Interessa é que se escolha um, e se avance pelo escolhido. Ainda que, a meio desse caminho, estejamos sempre a tempo de voltar para trás. 

O que não podemos é escolher um caminho e, ainda antes de o iniciarmos, mudar para outro porque alguém achou que era melhor e, mais uma vez, antes de dar início a esse outro, voltar a mudar porque afinal alguém nos mostrou que nenhum desses servia.

Acabamos por passar a vida a dançar à beira dos caminhos, com o tempo a passar, e sem nunca percorrer nenhum.

O mais importante, não é o que os outros dizem, pensam ou querem. É aquilo que nós pensamos, e queremos. 

Podemos ter dúvidas, sim. Mas chega o momento em que temos que tomar as nossas decisões, segui-las e manter o foco.

Nenhum caminho será percorrido na totalidade, se nos deixarmos constantemente distrair pelas vozes que nos rodeiam, e que nos fazem olhar para mil e um atalhos tentadores.

 

Podemos até ter em conta, ao tomar a nossa decisão, as opiniões ouvidas. Se soubermos filtrar aquilo que, realmente, nos ajudará a decidir, consoante o objectivo que tínhamos em mente, e sem esquecer aquilo que, no fundo, queremos para nós. 

Porque, lá bem no fundo, nós temos a resposta. Só temos, muitas vezes, medo de encará-la de frente!

As explicações dão mesmo resultado? Ou nem por isso?

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É certo que, em determinadas disciplinas, ou se decora, ou não serve de nada. Ou se percebe, ou é para esquecer. Ou se gosta, ou já segue em desvantagem.

É também certo que o explicador apenas faz a parte que lhe compete, cabendo ao explicando fazer a sua.

E é verdade que, aquilo que parece tão simples, quando explicado com tempo, paciência e simplicidade, se pode tornar um bicho de sete cabeças, na sala de aula.

 

A minha filha teve explicações de matemática, pela primeira vez, no 8º ano, já a meio do segundo período. Por prevenção. 

Enquanto foi percebendo a matéria, foi tirando boas notas. No último período, inteiramente sob o efeito das explicações, teve a pior nota do ano.

 

Este ano, começou logo no início.

No primeiro período, achou a matéria fácil. E, por isso, teve um 4, quase 5.

A matéria foi complicando, e as notas baixando. Na explicação, dizia que percebia a matéria e os exercícios mas, quando a professora mandava TPC's, por vezes, não sabia resolver. E como não era dia de explicação, lá tentava eu ajudá-la como podia.

Da mesma forma, o explicador foi sempre impecável, enviando a resolução de fichas, algumas das quais eu também tentava fazer.

Dizia ela que os testes que a professora fazia eram mais difíceis. 

 

Acabou o ano com um 3, quase negativa, mas a professora não quis prejudicar a maior parte dos alunos, que estão com exame à porta.

Tem andado a fazer os exames dos anos anteriores, para praticar. Em alguns, teria tirado positiva mas, na maioria, tinha negativa.

Ainda está em explicações.

Mas, sinceramente, a conclusão a que chego, neste caso específico, é a de que as explicações não a ajudaram a melhorar as notas. Apenas a perceber determinados exercícios, no momento em que os resolve, com a ajuda do explicador, mas sem conseguir depois aplicar isso em outros exercícios.

De uma forma geral, se ela percebia a matéria, tirava boa nota. Se não, a nota baixava, e nunca a explicação mudou essa tendência.

 

Não será responsabilidade única do explicador. Ele não está na cabeça do aluno e não pode resolver ou fazer os testes por ele. 

Haverá também alguma responsabilidade do explicando, se se der o caso de não querer saber ou aplicar-se o suficiente, de não se interessar pela matéria ou, simplesmente, não conseguir encaixar, por mais que tente.

 

 

Assim, deixo a pergunta a quem já teve explicações, ou tem (ou teve alguma vez) os seus filhos em explicações: as explicações resultaram mesmo?

Sabem aquele momento...

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... em que colocamos uma questão, ou pedimos a alguém para explicar alguma coisa, e essa pessoa nos despeja com definições que não conseguimos entender, que não esclarecem a nossa dúvida, nem respondem à pergunta, retiradas de um qualquer livro, site, ou manual, porque nem elas sabem bem o que dizer?

 

Acontece-me tantas vezes!

 

Se eu não sei e estou a perguntar a quem, supostamente, sabe ou está a estudar o assunto, é para que me expliquem. Para ler, também eu lia. Para reproduzir o que vem num site, também eu pesquisava. Para ficar na mesma, nem sequer me dava ao trabalho de perguntar.