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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Publicidade enganosa

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Os anúncios da Vodafone, que vemos na televisão, mostram como é tão simples aderir aos serviços de TV/ Net/Telefone. E tão rápido!

 

O lema da Vodafone, para angariação de novos clientes, é mesmo:

"Ligue hoje, instalamos amanhã!"

 

Já a realidade da Vodafone, depois de angariado o cliente, é:

"Ligue hoje, instalamos quando houver uma vaga na mais que preenchida agenda dos técnicos que efectuam o serviço, o que poderá levar até 10 dias ou mais!"

 

O serviço até pode ser bom, e manter os clientes satisfeitos, mas não começamos bem com mentiras e publicidade enganosa.

Atendimento de qualidade por funcionários em formação

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A maior parte das vezes as pessoas fogem dos funcionários que estão em formação, preferindo ser atendidas pelos mais experientes, que já estão há mais tempo naquele posto de trabalho.

Normalmente, porque têm a ideia de que será mais demorado ser atendido por alguém que está a começar a aprender, e que ainda não sabem como lidar com os clientes. Na maioria das vezes, está comprovado.

 

No entanto, os funcionários em formação também trazem algumas vantagens. E eu confesso que estou a gostar muito do atendimento feito pelos mesmos, em detrimento dos mais experientes.

 

Ora vejam:

 

No talho, sempre que peço uma perna de peru cortada aos pedaços, os mais experientes fazem-no como foi pedido. Outros, cortam às fatias, como se fosse costeletas.

O funcionário em formação perguntou-me "quer cortada aos pedaços com osso, ou sem osso". E eu, claro, aproveitei a maré e pedi para tirar os ossinhos todos!

 

Na pastelaria, sempre que peço mais do que um produto, tenho que pedir para os separar. A muitos, tenho que pedir o talão, senão, vai fora.

O funcionário em formação, além de ter colocado separadamente, ainda perguntou se queríamos que juntasse guardanapos!

 

 

Podem estar ainda a aprender, podem ainda não ter experiência, mas pelo menos tentam agradar os clientes com um bom serviço e simpatia.

Os mais experientes, já estão cansados, sem paciência, atendem a despachar e, muitas vezes, de mau humor, e não estão para muitas mariquices.

Quem espera, desespera!

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E vai embora sem almoçar!

Que o digam duas senhoras que encontrámos hoje num restaurante e que, por estarem à demasiado tempo à espera do almoço, acabaram por se ficar pelas entradas, e pelas bebidas, e tiveram que ir embora sem almoçar, porque senão chegavam atrasadas ao compromisso que tinham.

Ainda perguntaram se podiam colocar as refeições numa caixa, para levarem, mas perante a arrogância do empregado, penso que nem isso levaram. Segundo percebi, tinham marcado antes, talvez para terem tempo de se despachar. 

 

 

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E como é que eu sei disso? 

Porque o meu marido teve a triste ideia de ir a esse restaurante comprar qualquer coisa para o almoço.

Já uma vez tínhamos lá ido, comprar uma sopa, e demoraram um tempão para a pôr numa caixa.  Mas ele já não se lembrava disso, e foi lá outra vez. 

Perguntou se estava alguma coisa para sair no momento, e foi esse prato, supostamente rápido, uma vez que estava tudo feito, que ele pediu.

Era só pôr tudo numa caixa. Estivemos cerca de 10/15 minutos à espera!

Havia 3 funcionários no restaurante, que andavam para lá atarantados, e a pedir licença a um pé para mexer o outro. E isto com apenas meia dúzia de clientes. Nem quero imaginar com uma casa cheia! E pelos vistos, a cozinha também não prima pela rapidez e eficiência. 

Já era praticamente 13h, pelo que o restaurante, abrindo às 12h para os almoços, deveria ter tudo encaminhado e pronto a sair. 

 

 

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É caso para dizer que, quem espera, desespera!

Não fosse o meu marido já ter pedido, e o facto de, indo a outro lado depois de ali termos estado a perder tempo, ir perder ainda mais, tinha mesmo ido embora sem dar satisfações.

A continuar assim, muitos clientes hão-de perder! É que, mesmo sentados, nem todos têm paciência ilimitada para ficar à espera de uma refeição, principalmente quando apenas dispôem de uma curta hora de almoço!

Os pecados no atendimento ao público

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Já não são só 7!

Sim, há funcionários que estão no atendimento ao público mas que não sabem, minimamente, lidar com as pessoas.

Estamos fartos de ver pessoas à espera para serem atendidas, enquanto os funcionários conversam sobre as notícias do dia, a vizinha, o cão e a cliente que acabou de sair.

Estamos cansados de ver funcionários "pedirem licença a um pé para mexer o outro", ignorarem os clientes que estão à espera e fingir que estão ocupados com outros assuntos.

Já todos nós fomos atendidos por pessoas que não conhecem a simpatia, que atendem de mau humor, que levam problemas pessoais para o trabalho, que são rudes, com cara de que "todos lhes devem e ninguém lhes paga".

Já aconteceu, provavelmente, a muitos de nós, vir do mesmo serviço com informações diferentes e contraditórias. Ou, simplesmente, sem informação, porque nem sempre quem está no atendimento sabe informar sobre o que queremos saber.

Há clientes chatos, é verdade. Mas há funcionários que não mostram um mínimo de paciência com pessoas mais idosas, que têm mais dificuldade em perceber. Ou com pessoas que, ao contrário delas, não estão por dentro dos assuntos e têm que ser melhor esclarecidas.

Mas agora, o ordem do dia é, descaradamente, para "despachar"! Despachar o trabalho e as pessoas, de volta para casa, para o trabalho ou para outros serviços.

Um contribuinte estava num serviço, com uma notificação, à qual lhe foi dito que tinha que responder. Como? Por email. Atendido. Próxima senha. Mas este senhor não se conformou e, depois de muito insistir, lá a funcionária lhe entregou o requerimento para ele preencher e entregar ali na hora.

Outro contribuinte foi recambiado de um Serviço de Finanças para outro, com a desculpa de que o assunto não podia ser lá tratado. Mais um despachado! No entanto, o assunto podia ser tratado em qualquer Serviço de Finanças.

Há os mais directos e persuasores: "ah e tal, não quer ir antes a "x" serviço?"

E há os que complicam e que, mal pegam em alguma coisa, dizem logo que não podem fazer. Um cliente levou uns documentos para apresentar. A funcionária disse que faltavam elementos e não podia receber. Cliente despachado. O mesmo cliente vai ao mesmo serviço noutra altura, e é atendido pelo chefe dessa funcionária, que analisa os mesmos documentos e recebe, sem qualquer obstáculo.

Se há coisa que me irrita é esta gente querer "ser mais papista que o Papa"! Se o chefe que é chefe, não levantou problemas, porque teve a funcionária que levantar? E fazer o cliente perder tempo duas vezes?

Será que a lista de pecados ainda irá aumentar mais? 

 

As dificuldades de uma colonoscopia

 

 

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Fazer colonoscopias não é fácil!

E não digo isto apenas pelo exame propriamente dito, mas pela dificuldade na marcação, pelo tempo de espera, pelo valor que se tem que desembolsar, e pela preparação que a antecede.

Um familiar meu teve que marcar este exame mas, aqui na zona, não fazem. Disseram-lhe que, pela caixa, só nas Caldas da Rainha, ou em Lisboa.

Ainda lhe sugeriram ir a uma urgência, mas tanto poderiam mandar fazer, como não. Ligou para alguns hospitais públicos que lhe responderam que teriam que analisar a situação, ou então que não faziam esse tipo de exame se a pessoa não fosse lá seguida.

Uma pesquisa por clínicas mais próximas também não deu frutos, porque não faziam pela caixa, e cobravam um valor exorbitante.

Finalmente, conseguiu marcar, telefonicamente, numa clínica em Mem Martins, por cerca de 50 euros. Para dali a um mês e meio. A primeira parte já estava. 

Dois dias antes do exame, começa a tortura da fome! Só alimentos líquidos, triturados, sopas ralas e pouco mais. Na véspera do exame, a mesma coisa até uma determinada hora porque, a partir daí, começa o jejum e o "tratamento de choque"! 

Sei do que se trata porque já passei pelo mesmo há uns anos quando tive que fazer um urograma. Beber 4 litros de uma preparação com um sabor horrível que, quando vamos a meio do primeiro litro, já só nos apetece vomitar (devo confessar que, no meu caso, só consegui chegar aos 2,5l).

Finalmente, o dia do exame que, felizmente, já pode ser feito com recurso à sedação, o que reduz substancialmente o incómodo e as dores que as pessoas mais temiam neste tipo de exame. 

Mas, atenção! Quem optar pela sedação tem que ir acompanhado, porque vai ficar completamente "pedrado" e não vai ser capaz de fazer mais nada nesse dia. O efeito só passa ao fim de algumas horas.

Bem vistas as coisas, um exame feito com credencial, pela caixa, numa clínica privada, mais o custo da preparação, ficou em mais de 70 euros, mas até nem teve que esperar muito. Em média, as marcações estão a demorar entre três e cinco meses.

Em Lisboa, por exemplo, apenas cinco clinicas que fazem o exame pelo serviço nacional de saúde no centro da cidade.

"Será um problema de preço ou pagamento? “Não queremos crer que seja um problema de preço. Se for marcar uma colonoscopia pelo Serviço Nacional de Saúde ou não marcam ou marcam com muito prazo. Na mesma unidade, no mesmo minuto, se for marcar uma colonoscopia paga particularmente marcam para a semana seguinte”, diz Vítor Neves, presidente da Europacolon.

Ora esta é apenas uma situação, no meio de muitas com igual importância, mas a necessidade de realizar este tipo de exames com rapidez, para despiste de doenças que devem ser detectadas o quanto antes, leva as pessoas a recorrer a outras alternativas e a pagar do seu próprio bolso, exames que são comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde, mas cuja marcação e tempo de espera para realização tornam impossíveis de realizar através desse mesmo serviço. 

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