Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Reabilitação e reinserção social

solidarité-1-768x538.jpg

 

Estão interligadas.

Embora se possam manifestar com resultados diferentes.

Será muito difícil existir reinserção, se não houver, antes, a reabilitação. A reabilitação será sempre a primeira etapa.

Se as pessoas tiverem passado essa etapa com sucesso, segue-se a reinserção. Que é mais difícil, e nem sempre acontece. Ainda que a taxa de reabilitação seja elevada, o mesmo poderá não vir a acontecer com a reinserção, muito por conta da desconfiança, do estigma, da falta de integração dessas pessoas.

E, então, pode-se dar o caso de a baixa taxa de reinserção, levá-las a retroceder, e voltar a reincidir, destruindo todo o processo de reabilitação pelo qual já tinham passado, e ultrapassado.

Se não se mudar a equação assistiremos, cada vez mais, a pessoas que preferem nem sequer passar por estas etapas, porque perdem a fé na aceitação da sociedade, ao seu esforço por se tornarem melhores, concluindo que não vale a pena e, portanto, mais vale continuarem à margem, da forma que lhes for mais vantajosa, e menos humilhante.

Dia Mundial do Livro

A leitura faz você feliz: 10 boas razões para ler mais - greenMe

 

Se eu poderia viver sem livros?
 
Talvez...
Mas duvido!
 
Sempre que estou mais tempo, do que seria de esperar, sem ler um livro, começo a sentir aquele formigueiro, aquela necessidade, aquela urgência, aquela ânsia de voltar a embrenhar-me numa nova história, que só os "livro-dependentes" conhecem.
 
Os livros fazem, desde a infância, parte da minha vida.
E eu, um bocadinho da vida de cada um deles!
 
 
Com os livros, é possível: 
 
  • aprender
  • acreditar
  • sonhar
  • viajar
  • investigar
  • saborear
  • melhorar
  • emocionar
  • autoconhecer
  • experimentar
  • experienciar
  • exilar
  • fantasiar

E tantas outras sensações que cada história nos proporciona!

 

Não importa que as histórias sejam muito parecidas.

Nem, pelo contrário, que sejam muito diferentes.

Desde que mexam connosco, e nos façam sentir o que quer que seja, já valem a pena!

 

 

O Gambito da Rainha, na Netflix

O-Gambito-da-Rainha-Imagem-Principal.jpg

 

"O Gambito da Rainha" é uma minissérie que retrata a história de Beth Harmon, uma órfã que se tornará campeã de xadrez, desde que chegou ao orfanato, até ao estrelato, acompanhando todo o caminho que esta percorreu.

 

Começando pelo fim, um dos ensinamentos que podemos retirar desta série é a de que, quando temos amigos verdadeiros, não importa aquilo que fizemos, ou como os magoámos, ou afastámos, em alguma fase da nossa vida porque, quando menos esperamos e achamos que já os perdemos, eles estão lá, ao nosso lado, para mostrar que, apesar de tudo, ainda querem o nosso bem, ainda nos apoiam, e que há muito nos perdoaram.

 

Outro dos ensinamentos e, como é óbvio, poderá não se aplicar a todos, é o de que, muitas vezes, quando deixamos de fazer algo de que gostamos, pelo prazer, e passamos a fazê-lo por dinheiro, pela fama, pela necessidade de nos afirmarmos, pelo poder, as coisas podem sair fora do nosso controlo, descambar, fazer-nos perder o gosto, e querer desistir.

Quando os outros começam a exigir demasiado de nós, e nós próprios nos exigimos mais do que aquilo que deveríamos, podemos estragar e deitar tudo a perder.

Sobretudo, quando aquilo que era um talento nato, passa a funcionar apenas à base de drogas. Quando as vitórias e conquistas se tornam algo tão obsessivo que, se não acontecem, o nosso mundo parece desmoronar, não aceitando as derrotas, e descarregando a nossa frustração naquilo que nos destrói, física e/ou psicologicamente.

 

Voltando ao início, e à chegada da Beth ao orfanato, aquela primeira impressão que temos da directora, uma pessoa bondosa, carinhosa e compreensiva, comovida com a triste história que a leva a receber aquela criança, depressa passa. Não que ela seja uma bruxa malvada, como estamos acostumados a ver. Mas também não é a bondade em pessoa.

Já o orfanato, parece estar a criar um bando de cordeirinhos que têm que se manter amestrados, mansinhos e sossegados e, para isso, nada como uns calmantes a que eles chamam de "vitaminas" e que, logo desde tenra idade, nalguns casos, começam a provocar dependência. 

 

No caso de Beth, ela segue o conselho de outra orfã, Jolene, e toma-os à noite. E é sob o seu efeito que ela começa a desenvolver o seu conhecimento, a sua capacidade, e as suas técnicas de xadrez, um jogo que aprende a jogar com o zelador do orfanato.

Decidida a aprender e tornar-se a melhor, ela passa a ir à cave jogar com o seu amigo sempre que tem oportunidade, e a encher-se de calmantes, para visualisar com mais clareza os jogos.  Até ao dia em que os calmantes são proibidos, e ela, em abstinência, rouba o frasco e toma mais do que devia, desmaiando em seguida.

 

Mais tarde, e já ambas mais velhas, Jolene e Beth continuam grandes amigas. Só que Beth acaba por ser escolhida para adopção, e a separação é inevitável.

Jolene fica sentida porque parece que ninguém a quer, e que irá envelhecer para sempre naquele maldito orfanato, onde todas as crianças chegam e partem, menos ela, que não tem sorte.

 

No entanto, a vida de Beth, que começa a jogar a nível profissional, e a participar em vários torneios, ao mesmo tempo que tem que lidar com o seu passado, com os problemas na sua família adoptiva, com a nova vida escolar e pessoal, com as novas descobertas sobre si mesma, e com o preço da pressão e do sucesso, não será, também ela, um conto de fadas, mas antes um inferno, do qual pode nunca vir a sair.

 

Ser mulher, jogadora de xadrez e campeã, num mundo e num jogo de homens, eleva muito a fasquia. Estará Beth preparada para vencer? Não só os jogos, mas também o jogo em que a sua vida se torna? Ou acabará por sair vencida?

 

Uma boa série, que recomendo, na qual Anya Taylor-Joy desempenha o seu papel de protgonista de forma exemplar.

Telemóvel x Computador - qual deles leva a melhor?

20160623122945_1200_675_-_android___pc.jpg

 

Lá por casa, tanto o meu marido, como a minha filha, há muito trocaram os velhinhos telemóveis, pelos actuais smartphones. Volta e meia, lá se avariam, ficam lentos, bloqueiam, ficam sem espaço ou caem ao chão e ficam com o visor rachado. E lá compram outro, mais moderno que o anterior.

Eu, até ao final de 2019, tinha escapado à febre. Ninguém me tirava o meu velhinho, nem me convencia a trocar por outro. Para mim, servia bem.

Mas, para minha total surpresa, houve alguém que se lembrou de me oferecer um smartphone, porque estava na hora de eu me modernizar.

A primeira reacção foi assim uma espécie de sentimento de rejeição pelo dito cujo. Durante uns dias, ligámo-lo só para fazer as activações iniciais, ver como funcionava, instalar algumas aplicações. A minha filha é que tratou disso. Uma vez, estava a tentar desbloqueá-lo, e nem sabia que código ela tinha posto!

Como o meu cartão era antigo e não dava para pôr lá, deixei-me andar com o telemóvel de sempre. E, mesmo, quando o cartão chegou, esperei até à última para o activar, e começar a dar uso ao smartphone.

 

Hoje, cerca de dois meses passados, já consegui apurar algumas vantagens e desvantagens do smartphone, nomeadamente, por comparação com o computador.

 

Email

Vantagem - consigo ler os emails que vou recebendo ao longo do dia, sem ter que estar dependente de um computador, e de um determinado espaço (casa/ trabalho)

Desvantagens - quando abro a caixa de rascunhos do email, aparece como "vazia"; por outro lado, não consigo visualizar os emails recebidos que marquei no topo, o que me obriga a ter que ir ao pc

 

Blogs

Vantagem - a mesma de cima - aceder a comentários, reacções ou visualizar os posts publicados, sem ter muito trabalho, em qualquer lugar

Desvantagem - não me entendo quanto à publicação de posts - das poucas vezes que tentei, acabei por ter que ligar o pc e fazê-lo por aí 

 

Facebook/ Messenger

Vantagem - a visualização de notificações ou mensagens recebidas, tal como nas situações anteriores, em qualquer lugar e sem dependência de computadores, que nem sempre estão acessíveis

Desvantagem - muitas vezes aparece-me o sinal de que tenho mensagens para ler mas, quando vou ao messenger, estão todas lidas e o sinal mantém-se, porque diz respeito a comentários em páginas que ainda não descortinei onde ou como as vou ver, e só me apercebi disso porque depois, no pc, os via por ler; de uma forma geral, sinto-me mais à vontade com as funcionalidades no pc

 

Então e em relação às fotos/ vídeos?

Neste caso, não tanto em relação ao computador, mas por comparação com a máquina fotográfica. Era a principal utilidade que via no smartphone, e que me fazia ter vontade de ter um por perto, quando queria fotografar algo e não tinha a máquina comigo.

Vantagens: agora é possível tirar uma foto a qualquer hora do dia, sem ter que andar com a máquina atrás, e consigo enviar as fotos no momento, para quem quer que seja, sem ter que ligar ao computador para passá-las e partilhá-las; também posso gravar vídeos, algo que na máquina não faço por falta de espaço

Desvantagens: a qualidade das fotos não é a melhor, e prefiro editá-las no computador do que no próprio telemóvel; se tiver a máquina fotográfica por perto, continuo a preferi-la, pela qualidade

 

E quanto a pesquisas?

Vantagem: Aqui, não há dúvida de que é muito mais prático pesquisar alguma coisa no telemóvel. No outro dia, prguntava-me a minha filha se precisava de fazer algo no computador ou se ela podia desligar, e respondi-lhe "podes desligar, agora tenho um telemóvel!".

Desvantagem: Por vezes, para procurar algo, preciso de informações que tenho pecisamente onde não consigo aceder pelo telemóvel, pelo que só por isso me obriga a ter que ligar o computador e, uma vez ligado, faço lá a pesquisa

 

Então, e por comparação com o antigo telemóvel?

Vantagens: Basicamente, para chamadas não vejo vantagens. Para sms, talvez o facto de poder usar emojis ou imagens

Desvantagens: A demora, sempre que clico para fazer uma chamada, a iniciá-la; a pancada que, por vezes, lhe dá, que me fez ter que reiniciá-lo, como última tentativa de reavivar o bicho, quando nada mais funcionou; o facto de transformar sms gigantes num qualquer outro formato, que me fez pagar sms que seriam gratuitas (ainda hoje estou para saber porquê); é enorme, e não me dá jeito andar com ele no bolso, ou na não, quando preciso dele e não levo mais nada e, normalmente, preciso das duas mãos para o utilizar - uma para segurar e a outra para escrever, até porque só com uma, o mais certo era já ter ido parar ao cemitério 

 

O que tenho utilizado no smartphone, de novo?

Já experimentei o gravador, já dei uso ao bloco de notas, e vou frequentemente ao Whatsapp. Acho piada à temperatura e estado do tempo que, raramente, me parece certa. Fora isso, ainda não me aventurei em mais nada.

 

E o telemóvel antigo?

Continuo a usá-lo: para despertador, para ver as horas, para escrever rascunhos, para lembretes, e para o manter em forma, não vá o smartphone avariar um dia destes!

 

 

 

A segurança está dentro de nós, e não nos outros!

transferir.jpg

 

Soube esta semana, que o cantor Armando Gama tinha sido detido, acusado de violência doméstica pela companheira, 34 anos mais nova que ele.

"A mulher do artista denunciou o clima de coação psicológica a que Armando Gama alegadamente a sujeitava, não a deixando arranjar emprego ou relacionar-se com os amigos. Também há denúncias de alegadas agressões físicas, na presença da criança." 

 

Antigamente, as mulheres preferiam homens mais velhos porque, diziam elas, ofereciam mais segurança, para além de uma maior maturidade.

Hoje, os tempos são outros e, é vê-las, mais velhas, a preferir rapazes novos, que lhes saibam dar valor, que mostrem que, apesar da idade, ainda são desejadas e apetecidas pelos mais jovens.

 

Já os homens, sempre tiveram a tendência a manter relações com mulheres mais novas. Noutras épocas, por tradição, pela regra ditada na altura, dentro da sociedade em que viviam.

Hoje, porque querem sentir-se novamente jovens, e saber que as mulheres mais novas ainda estão ali aos seus pés, mesmo quando as mais velhas já não mostram qualquer interesse.

No fundo, tudo se resume a optar por relações em que sintam segurança, que lhes elevem a autoestima, que os façam sentir, a eles, uns D. Juans e, a elas, as poderosas.

 

Mas, depois, com essa diferença de idades, acabam por vir à tona, mais cedo ou mais tarde, as incompatibilidades, as consequências.

Um homem que tem uma mulher mais nova ao seu lado deveria sentir-se, inicialmente, bem, mas acaba por meter na cabeça que, sendo mais nova, vai acabar por o trair com alguém da mesma idade. Torna-se inseguro, desconfiado. Vai começar a querer controlar a vida da companheira, a limitá-la, a sufocá-la e, em último caso, chegamos à violência doméstica.

Da mesma forma, se essas mulheres mais novas procuravam segurança e maturidade, acabam por encontrar precisamente o oposto, nos homens com quem estão.

E o mesmo no caso das mulheres, com rapazes mais novos. Também se podem tornar possessivas, controladoras, manipuladoras, arruinando as relações. 

 

Porque a verdade é apenas uma: não adianta procurar nos outros, aquilo que nós próprios não temos!

Se não somos pessoas seguras, se não prezamos o respeito, se não confiamos, se não temos uma boa autoestima, se não acreditamos em nós, se não nos sentimos bem com a pessoa que somos, com o nosso corpo, com a nossa forma de estar na vida, não serão os outros a dar-nos isso.

E depender dos outros para nos dar aquilo que não conseguimos encontrar dentro de nós, só nos fará mais mal, que bem. Porque essa dependência será, por certo, usada contra nós, quando menos o esperarmos.